segunda-feira, 30 de Junho de 2008

LOMBO DE PORCO COM ANANÁS (EM MOLHO DE CASCAS DE ANANÁS)

Esta receita teve duas intenções: almoço (neste caso foi o de domingo) e servir para umas "sandochas" de carne com alface e tomate, sem esquecer a mostarda e/ou maionese.

Não foi feito no forno como o "Lombo de Porco com Abóbora e Castanhas" mas numa panela de ferro no fogão. Quem o comesse não daria pela diferença, mas eu dei, não pelo sabor, mas porque não aqueci a cozinha nestes dias de calor e melhor ainda não me queimei no forno, coisa que para mim é difícil.

Ficou suculento e bem assado, com aroma agri-doce. A combinação do pimento com o ananás fez lembrar comida chinesa agri-doce. Usei o tempero que já tinha feito e que tenho sempre no frigorífico - Massa de tempero, com que também já fiz a Carne de Porco à Portuguesa e as Febras rápidas com natas, por isso este lombo foi feito em 3 tempos.


Fiz assim...

INGREDIENTES
1kg de lombo de porco
2 colheres (sopa) de banha de porco
2 colheres (sopa) de azeite
2 colheres (sopa) de massa de tempero ou os mesmos ingredientes
batatas novas pequenas descascadas
1 ananás
1 pimento vermelho (usei pimento assado de conserva)
1dl de vinho branco
PREPARAÇÃO
Começar por lavar o anánas, descascá-lo e guardar as cascas. Corta-se o ananás em 4 talhadas, retira-se o centro e corta-se cada uma em 6 fatias grossas.
Colocar as cascas numa caçarola, cobri-las com água, temperar com sal e deixar ferver 10min.. Coar o caldo, rejeitando as cascas.

Aquecer a panela de ferro e colocar a banha e o azeite. Quando quente fritar o lombo até ganhar uma cor, de todos os lados, durante 10min..
Acrescentar a massa de tempero, diluí-la na gordura e fritar o lombo mais 5min.,
Colocar as batatas em volta do lombo, colocar por cima destas o ananás e as tiras de pimento. Regar com o vinho. Deixar cozinhar 20min. em lume brando. Acrescentar o caldo de ananás sempre que for necessário. Durante este processo puxa-se, com a seringa de assados, o molho e rega-se o lombo e as batatas.
Deixa-se cozinhar mais 20min. em lume brando.

Serve-se o lombo fatiado, com as batatas, o ananás e o molho desfeito e coado. Se for preciso engrossa-se um pouco o molho com 1 colher (sopa) de maizena, ou farinha de trigo, diluída num pouco do caldo de ananás (se ainda houver) ou água fria.

Pode ser acompanhado de uma salada de alface e cebola.
NOTAS, MAS NÃO MENOS IMPORTANTES
- O caldo das cascas do ananás fica com o aroma deste, um pouco diluído, mas como se juntará ao molho do próprio lombo acabará por ficar bem temperado;
- O molho pode ser triturado ou coado no tabuleiro do forno ou panela, bastando para isso retirar para uma travessa o lombo, batatas e ananás, ficando apenas o molho no fundo que poderá ser engrossado;
- Se não quisermos juntar farinha para engrossar o molho, pode-se triturar este com uma batata e uma fatia de ananás junto.

sexta-feira, 27 de Junho de 2008

MOLHO (DE FEIJÃO VERDE) PARA TORTELLINI OU OUTRAS MASSAS

Quando o tempo é curto, tudo tem solução, menos deixar de comer.
As massas frescas com ovo encontram-se agora em muito supermercados, junto aos refrigerados, são de boa qualidade. Para além das simples também as há recheadas, como os tortelli, tortelloni, tortellini, raviolis, pelmeni, pierogi... Recheadas com carne, com queijo, com queijo e espinafre, com bacon, fiambre...

São práticas de cozinhar, não tanto de as fazer, basta cozê-las em água e sal, como se de esparguete se tratasse, escorrê-las e cobri-las com um molho.

Também há frascos com molhos já prontos. Coze-se a massa, 5min., aquece-se o molho no microondas, 3min. e já está, refeição pronta em 5min..
Para além dos molhos clássicos: bolonhesa, carbonara, pesto, já feitos pode-se sempre criar um molho em 10-15min., ou transformar um destes comprados, acrescentando alguns vegetais frescos.

A sugestão de hoje são 4 molhos com a mesma base. O queijo cheddar dá uma corzinha alaranjada, bonita, ao molho. O de feijão verde fica delicioso e o de brócolos com requeijão ainda mais delicioso e cremoso. Estes legumes triturados são também uma forma de os introduzirmos, disfarçados, na dieta dos mais pequenos. Que o diga o Rê, que para além de ter comido os tortellinis dele, quando a mãe se levantou, comeu os dela também. Foi uma risota quando chegou...

Podem também seguir a sugestão da Ameixa seca no Canela moída.

Fiz assim...

MOLHO (DE FEIJÃO VERDE) PARA TORTELLINI

(Tortellini com molho de feijão verde)

INGREDIENTES
1 embalagem de massa tortellini fresca (500g) - usei do Lidl recheada com carne
1 colher (sopa) de manteiga
3 colheres (sopa) de farinha de trigo
leite q.b.
2 fatias de queijo cheddar - usei 2 fatias de queijo fundido (cor de laranja) para tostas do Lidl
pitada de noz moscada
pitada de pimenta
sal q.b.

Opções
caril e leite de coco
feijão verde
brócolos e requeijão

Para enfeitar
queijo ralado
manjericão

PREPARAÇÃO
Molho base
Fazer um molho branco, levando numa caçarola, a manteiga, a derreter. Junta-se a farinha e mexe-se para absorver a gordura. Acrescenta-se leite (quente ainda é mais rápido) e vai-se mexendo sempre. Podem ficar alguns grânulos, mas assim que começar a secar eles desaparecem (se não desaparecerem temos sempre a varinha mágica). Vai-se juntando leite até obtermos o ponto desejado que não deverá ser muito espesso.
Acrescenta-se o queijo e os temperos.
Pode ser usado este molho assim, ou...

Molho de caril
Junta-se à base anterior 1 colher (sopa) de caril. Para que este molho fique ainda mais rico e aromatizado, parte do leite que foi usado na base pode-se substituir por leite de coco.

Molho de Feijão verde
Coze-se um bom punhado de feijão verde em água e sal. Assim que estiver macio, escorre-se a água quase toda (fica só o fundo) e tritura-se com a varinha mágica obtendo um puré. Junta-se este puré à base do molho feita previamente.

Molho de Brócolos
Fazer o mesmo que para o feijão verde. Na molho base pode-se substituir o queijo cheddar por requeijão desfeito.

NOTAS, MAS NÃO MENOS IMPORTANTES
- Ao escorrer o feijão verde/brócolos reserva-se um pouco da água que pode ser precisa se o molho ficar muito espesso.

quarta-feira, 25 de Junho de 2008

PÃO DE ÁGUA - NO-KNEAD BREAD

Farinha, água, sal e fermento são os ingredientes básicos do alimento mais antigo, o Pão.

Há tempos foi publicada no New York Times uma notícia onde se fazia referência a uma receita minimalista de pão. Pão que se podia fazer em casa, como um mínimo de esforço e que saia bem melhor do que o da maioria das padarias.
Esta receita foi criada pelo Jim Lahey's dono da Sullivan St. Bakery, que pedia nessa entrevista que todos tivessem acesso à receita. Foi chamada de No-Knead Bread, ou seja, Pão não amassado ou não sovado. Todo o processo de amassar/sovar para que se desenvolva o glúten aqui é omitido. E por isso mesmo é necessário tempo, bastante tempo, para que o glúten se desenvolva, sem a sova.

Fazer pão é fácil, mas esta receita é realmente muito fácil e curiosa. Até uma criança de 4 anos conseguiria fazê-la, diz Jim.
Encontrei esta referência no blog da Cris, quando fazia pesquisa bibliográfica para um novo post sobre dicas de pão - tipos de preparação de massas (uso de massa velha, massa azeda...).

A reportagem pode ser vista neste vídeo do New York Times ou em baixo:

É um pão que fica com a crosta tostada e crocante e um miolo macio e aberto. Um pão de água. É assim chamado, por aqui, porque leva uma proporção de 42% de água, o máximo que uma massa de pão pode levar.

Mais ou menos tostado é ao critério de quem o faz. No 1.º usei apenas farinha de trigo para o envolver, no 2.º usei sémola de milho, daí ficar com um ar mais rústico.

A quantidade de fermento que leva é mínima, e não se trabalha, nem se amassa nem se sova a massa.
O único inconveniente, se for, é o tempo, tem de se fazer de um dia para o outro.


[Depois de fazer este pão tantas vezes, comecei a fazer também um de mistura, usando farinha de trigo e centeio - Pão de água de mistura - No-Knead Bread, e alterei um pouco o procedimento, ficando ainda mais simples, não uso o azeite para untar, não uso a sémola para polvilhar e não retiro a massa para a pedra enfarinhada para a dobrar. Conclusão, fica delicioso, com menos trabalho ainda.]

Fiz assim...

PÃO DE ÁGUA - NO-KNEAD BREAD


INGREDIENTES
3 chávenas (430g) de farinha de trigo T65
1½ chávenas (345g) de água
¼ colher (chá) (1g) de fermento seco (só 1g!) / 5g de fermento padeiro fresco
1¼ colher (chá) (10g) de sal

azeite para untar
farinha de trigo, sémola de milho ou farelo de trigo para envolver


PREPARAÇÃO
Numa tigela colocar a farinha, o sal e o fermento seco e misturar. Adicionar a água e mexer à mão ou com uma colher apenas para envolver, 30segundos-1min.. Com um rapa limpa-se, com movimentos verticais de cima para baixo, a tigela, juntando a massa.
Salpica-se com azeite e pincela-se a superfície da massa e os lados da tigela.
Cobre-se com película aderente, ou não, eu prefiro um pano para que fique arejado, e deixa-se em repouso 12-18h.

Retira-se a massa para a pedra enfarinha e dobram-se as extremidades, como se fossem as dobras de um envelope. A massa é molenga, será útil o uso de uma espátula raspadora.
Fica a descansar com as dobras para baixo, 15min..

Tende-se uma bola e coloca-se num pano de cozinha enfarinhado (ou mesmo na pedra), tapado, durante 1-2h.

1/2h antes de terminar de levedar, aquece-se o forno no máximo e coloca-se dentro um pirex com tampa, ou uma panela de ferro ou de barrro/loiça.

Retira-se com cuidado a panela e coloca-se a massa dentro, sem grandes amassos. Põe-se a tampa e deixa-se cozer 30min., retira-se a tampa e deixa-se cozer mais 15-30min..

Retira-se do forno com cuidado e deixa-se arrefecer.


MAS NÃO MENOS IMPORTANTES
- O primeiro pão deixei levedar 18h, o outros 14h, e não achei diferença;
- Quando quente o pão tem uma aroma ácido/azedo, mas que desaparece no fim de frio;
- Assei os 1.ºs num pirex de vidro e o último numa forma aberta, mas fica bem melhor seguindo o procedimento de deixar tapado 30min. no forno;
- Os 1.ºs tapei a massa com película aderente tal como pede a receita original, nos outros já não o fiz e a massa não apresentou o aroma ácido/azedo.

BÔLA DE FIAMBRE E SALPICÃO

Não há aniversário, lanche especial, reunião, piquenique, saída... em que não saiba bem uma bôla. Todos gostam. Já perdi as vezes sem conta que fiz esta bôla.

A receita foi-me dada pela Dona M. que a fazia muito bem. Onde quer que a Dona M. esteja, é e será sempre lembrada, em particular, quando faço a bôla e a comemos em festa. A receita original foi alterada por mim há alguns anos, mas continuará sempre a ser a Bôla da Dona M..

Mantenho o nome original de Bôla de Fiambre e Salpicão, embora a recheie com fiambre, chourição e queijo. Podem ser usados outros ingredientes como o salpicão, bacon, mortadela, presunto rolado, fiambre de frango ou de aves... Não aconselho o presunto, pois ficará muito salgado depois de assada.
Se os ovos forem caseiros ficará com uma cor linda.

Fiz assim...

BÔLA DE FIAMBRE E SALPICÃO



INGREDIENTES
Para a massa
600g de farinha
4dl de leite morno
40g de fermento padeiro fresco ou 1,5 colher (chá) de fermento biológico seco (não é royal)
5 ovos
60g de manteiga derretida
pitada de sal

Para o recheio
400g de fiambre
400g de chourição
200g de queijo

PREPARAÇÃO
Numa tigela colocar o leite morno e o fermento. Mexer com a vara de arames. Juntar os ovos e bater bem com a vara.
Adicionar a farinha e o sal e mexer com uma colher de pau.
No fim de homogéneo, acrescentar a manteiga amolecida. Mexer bem.
Deixar repousar 1 1/2h na tigela tapada com plástico aderente dentro do microondas, p.e. (no inverno colocar em volta uma manta).

Esta massa pode ser feita na MFP.

No fim de levedar, mexer a massa rapidamente com uma colher de pau (a massa fica mole) e colocar 1/3 da massa num tabuleiro (25x35cm) forrado com papel vegetal. Deixar repousar 10min..
Cobrir a massa com metade dos ingredientes: chourição, queijo seguido do fiambre no topo.
Colocar mais 1/3 da massa e rechear novamente.
Cobrir com a massa restante, alisar e levar ao forno a 180ºC até estar dourada, sensivelmente 30-40min..
Desenformar sobre uma tábua de cozinha ou num grelha para que não fique com a base húmida e retirar o papel vegetal.



NOTAS, MAS NÃO MENOS IMPORTANTES
- No inverno pode ser adicionada à massa 1-2 colheres (sopa) de açúcar para ajudar na fermentação;
- Esta massa pode levedar mais tempo. Já levedei entre 1h e 5h e ficou óptima (neste último caso a massa ficou mais aberta);
- Unta-se a forma para agarrar o papel vegetal. Este depois não precisa nada de ser untado;
- Pode omitir-se a camada de queijo de baixo e colocar apenas antes da última massa;
- Em vez de 2 andares de recheio pode-se fazer a bôla tradicional, recheada apenas a meio, aí reduz-se um pouco os ingredientes (usa-se mais de metade);
- Usar sempre chourição sem a película envolvente, seria grande estranheza encontrá-la quando estivéssemos a comer a bôla;
- Conserva-se alguns dias sem secar se for mantida dentro de caixa plástica (isto é se sobrar!).

segunda-feira, 23 de Junho de 2008

MONTI VERDI OU BERINGELA EM CAMA DE LINGUINI AL PESTO

"Comida comunitária" é assim que chamo a um prato onde cada um se serve de um todo. É do tipo "um por todos" ou melhor ainda "um para todos". Tenho o mesmo gosto pelos pães. Gosto de pães grandes onde cada um parte um bocado, à mão ou com a faca, por isso também lhes chamo "Pães comunitários" embora a comunidade aqui seja reduzida. Os pães individuais têm a sua graça e o seu lado prático, mas um pão comunitário permite partilha...

Dos pratos de "comida comunitária" as massas são-no por excelência. E massas, quem não adora massas?
Neste prato usei a beringela como o ingrediente principal. Esta é muito versátil: em lasanhas, panada, recheada, em refogados...
A combinação da rúcula com qualquer massa é óptima. A rúcula com pesto é divinal, até porque há a versão de pesto de rúcula em vez de manjericão. Azeite combina com todos estes ingredientes. Prato de sabor tipicamente italiano.
Um prato sem carne ou peixe, aqui a beringela é tratada como tal.

Fiz assim...

MONTI VERDI OU BERINGELA EM CAMA DE LINGUINI AL PESTO


INGREDIENTES
1 beringela grande
200g de linguini
1 frasco de molho pesto
150g queijo mozzarela ralado
rúcula lavada e bem seca q. b.
1 fio de azeite


PREPARAÇÃO Lavar a beringela e retira-lhe os topos. Levá-la a cozer durante 1min. em água abundante.
Retirar a beringela e cortar em fatias de 1cm de espessura.
Na mesma água ainda a ferver adicionar a massa, mexer e em cima colocar novamente a beringela fatiada, até que a massa esteja cozida al dente.
Escorrer a beringela e reservar. Escorrer a massa, passá-la por água fria (para parar a cozedura) e mantê-la na mesma panela tapada só com um restinho de água quente no fundo para fazer vapor.

Aquecer o molho pesto. Metade deste colocar na panela com a massa, metade do queijo ralado e envolver bem.

Fazer a montagem com a massa na base em monte, por cima as rodelas de beringela, molho, queijo e rúcula.
Colocar um fio de azeite por cima da rúcula e pela massa em geral.

Serve-se bem quente.

NOTAS, MAS NÃO MENOS IMPORTANTES
- É de preferir as beringelas compridas ao invés das largas porque permite fatias de menor diâmetro e que por isso não se partem;
- O molho pesto pode ser feito macerando folhas de manjericão com azeite, pinhões e 1 dente de alho. Eu usei 1 frasco de compra marca Pingo Doce;
- As 2-3 colheres (sopa) de água no fundo da panela com a massa vão ajudar a liquefazer o molho pesto e a envolvê-lo na massa;
- A rúcula se não for pré-lavada deverá ser bem lavada e seca na centrigudora de saladas;
- Quer a massa quer a beringela deverão ser mantidas quentes para depois fundirem o queijo.

sábado, 21 de Junho de 2008

ALMÔNDEGAS EM TOMATE

Por diversas vezes comprámos almôndegas frescas embaladas. Por diversas vezes me desiludi com as almôndegas frescas embaladas. O facto de estarem prontas e temperadas levaram-nos a ter esse impulso de compra, mas só se eu não puder conter esse impulso é que as voltarei a comprar.

Não que desconfi dos ingredientes.
Não sou daqueles que não come alguma coisa apenas porque pode ter a suspeita de, ou não sabe o que é, ou não sabe como foi feito. O facto de não gostar das almôndegas frescas embaladas deve ter a ver com os temperos que lá põem. No fim de feitas não me sabem a carne, e as almôndegas embora pareçam comida para esquisitóides e finórios são feitas de carne, carne picada é certo, mas carne, e carne é másculo, viril, não sei se estão a ver.

Enfim, fazer almôndegas em casa é do mais simples que existe. Compro a carne picada ao quilo, se não me agrada a picada peço para picar na hora, e compro sempre 2kg, não sei bem porquê. Posso não fazer almôndegas dela toda, mas o resto fica para hamburgueres ou carne à bolonhesa...
Quando a compro para a preparar como carne picada, uso a panela de pressão e depois de retirar o que preciso, congelo o resto, em sacos ou caixas - várias refeições ficam logo prontas.

Nestas almôndegas segui algumas das indicações do Jamie Oliver, na sua "Cozinha com", pg. 132. Preparei almôndegas para esta refeição e congelei as restantes. Uma refeição de almôndegas de 2 em 2 meses é suficiente.

Acompanhei com arroz branco, folhas de rúcula não temperadas e com "Pão sabor a Índia", pois achei que os aromas combinavam muito bem.


Fiz assim...

INGREDIENTES
1kg de carne de vaca picada
1 cebola picada finamente
1 dente de alho picado finamente
1 ovo (ou só a gema)
3 colheres (sopa) de pão ralado
4 colheres (sopa) de azeite
2 colheres (sopa) de orégãos secos
1 colher (sopa) de rosmaninho ou alecrim picado
1 pitada de cominhos moídos
1/2 colher (sopa) de sementes de coentros secas moídas
1 colher (sopa) de pimentão doce moído
pimenta preta moída q. b.
sal q. b.

Opcional
1 colher (sopa) de mortarda de Dijon
4 colheres (sopa) de queijo ralado

Para o molho
1 lata grande tomate pelado
1 colher (sopa) de açúcar
1 colher (sopa) de whisky
folhas de manjericão fresco
sal e pimenta q. b.
mozzarela ralada


PREPARAÇÃO
Numa tigela grande colocar a carne e no centro todos os ingredientes mencionados. Misturar bem e amassar à mão até formar uma bola homogénea.

De seguida com as mãos levemente molhadas, retirar pedaços da carne e moldar as almôndegas. Ter o cuidado de que todas as almôndegas fiquem com o mesmo tamanho. Colocá-las num tabuleiro polvilhado com pão ralado.

Aquecer algum azeite numa caçarola e fritar as almôndegas até que fiquem louras de todos os lados. No fim de louras juntar o tomate pelado escorrido partido em cubos, o açúcar e o whisky. Deixar fervilhar para engrossar.
Retificar de temperos. Salpicar com folhas de manjericão fresco e queijo ralado.

Servir quente.

Rende 35 almôndegas +/-.

NOTAS, MAS NÃO MENOS IMPORTANTES
- As restantes almôndegas que não forem usadas na refeição são levadas num tabuleiro ao congelador durante 2-3h no mínimo. Depois de congeladas colocam-se num saco plástico. Assim já não se colarão;
- Cuidado ao fritar as almôndegas. Só devem ser viradas quando louras para evitar desfazerem-se;
- Não rejeitar os talos do manjericão, estes podem ser congelados e usados para aromatizar um outro molho de tomate, p.e..

sexta-feira, 20 de Junho de 2008

PÃO DE SABOR A ÍNDIA

Não chamei a este pão Pão Indiano, porque isso levaria a um pão que fosse tradicional da Índia, o que não é o caso. Este é um pão que inclui aromas indianos e que nos remete para lá.

Procurava receitas de pão com farinha de grão-de-bico e encontrei uma onde me inspirei.
A farinha de grão, um dos ingredientes deste pão, é um selo da cozinha indiana. É usada na confecção de pratos principais, molhos, pães ou mesmo como esfoliante facial, fazendo-se uma pasta com água ou iogurte.

É um pão de sabor diferente, muito aromático e macio. Usei-o como entrada, para acompanhar uns patês.

Fiz assim...

INGREDIENTES
320ml de água morna
20g de fermento padeiro fresco
400g de farinha de trigo
200g de farinha de grão-de-bico
1 colher (chá) de sal
1 colher (café) de cominhos moídos
1 colher (chá) de sementes de coentros moídas
1 colher (chá) de açafrão das índias (curcuma)
1 cebola finamente picada

1 chili ou malagueta grande
2 colheres (sopa) de coentros picados
1 colher (sopa) de sementes de cebola (nigella)

PREPARAÇÃO
Colocar na forma da MFP a água e o fermento. Acrescentar as farinhas, o sal, os cominhos, os coentros moídos, o açafrão e a cebola picada.
Seleccionar o programa "sandes" e iniciar o ciclo. Antes de soar o bip, às 2h +/-, acrescentar os restantes ingredientes para serem amassados.
Desenformar quando pronto, deixar arrefecer numa grelha.
No fim de frio, aparar a côdea, cortar em fatias e cada fatia em 4.

NOTAS, MAS NÃO MENOS IMPORTANTES
- Se for apreciador de cominhos pode-se acrescentar um pouco mais. Aqui em casa esta é quantidade permitida, lol;
- Caril também pode ser um ingrediente para este pão. Mas a ideia era aromatizar com outros ingredientes, para os disfrutar. E também criar um pão mais soft para aperitivo;
- Não esquecer de dar o ponto à massa quando esta estiver a amassar a 1.ª vez. Se estiver muito líquida e agarrar na forma, junta-se um pouco de farinha (1 colher de cada vez) e se estiver muito seca, junta-se água (1 colher de cada vez).

quinta-feira, 19 de Junho de 2008

FRAMBOESAS


Sei que ainda não chegam para a cobertura de um cheesecake, mas também mal amadurecem o Rê encarrega-se de as apanhar e comer.

quarta-feira, 18 de Junho de 2008

SORBET DE MORANGO

Depois de uma salada, nada melhor que um gelado.
Gelado de morango porque estamos no tempo destes. Usei morangos maduros, pois têm aroma mais intenso.

A textura deste gelado não é a de sorvete, cremoso, é a de sorbet, fresco, aliás muito fresco e aromático.
As receitas de sorvetes clássicos levam natas ou queijo creme e gemas. Outras levam ainda gelatina ou leite condensado. No sorbets a base é água, tornando-os por isso muito frescos. Os "Tira-gosto" são sorbets, geralmente de limão.

Nesta receita quebra-se um pouco o gelo, dando suavidade, com o iogurte natural. Será um misto entre sorvete e sorbet.

O limão, neste caso a raspa, aromatiza e faz realçar o sabor dos morangos.

Fiz assim...

INGREDIENTES
150ml de água
175g de açúcar
raspa de 1 limão (apenas o vidrado)
500g de morangos
300ml de iogurte natural

PREPARAÇÃO
Numa caçarola larga leva-se a ferver 3min. o açúcar, a água e a raspa de limão. Deixa-se arrefecer. Acrescentam-se os morangos previamente lavados e sem pé e desfazem-se em puré grosso, com a varinha mágica.
No fim de frio, se ainda não estava completamente, adicionam-se os iogurtes batidos com uma colher ainda no copinho, para que fiquem cremosos e sem grânulos.
Leva-se a mistura à sorveteira durante 20-30min..

Serve-se de imediato ou coloca-se numa caixa plástica (as de gelados de compra são óptimas) e leva-se ao congelador até servir.

Se não tiver sorveteira, coloca-se numa taça e leva-se ao congelador, mexendo com um grafo grande, em intervalos de 30-1h até ficar cremoso e solidificar.

Servi com bolacha de manteiga esmigalhada.
Rende 1l de gelado.

NOTAS, MAS NÃO MENOS IMPORTANTES
- Para obter apenas o vidrado dos citrinos nada melhor que um ralador "Microplane", pois retira apenas a porção vidrada e nada do branco da casca;
- Este e outros sorbets podem ser aromatizados com hortelã-pimenta ou lúcia-lima (limonete) fervendo as ervas na calda inicial e depois rejeitando-as.

SALADA DE FUSILI COM ATUM

Vem o calor e começa a apetecer, ao jantar, comer umas coisas mais frescas.

Esta salada é muito versátil, pela variedade de ingredientes que pode levar e muito fresca. Para comer em casa ou no jardim, é a minha base de salada predilecta.

Esta salada é semelhante às servidas na restauração dos centros comerciais. É montada e servida nos pratos individuais para que se sobrarem algums ingredientes estes possam ser reaproveitados em separado para outra refeição.

Tem 4 componentes: alface, massa fusili, ingredientes e molho.

A alface em juliana pode ser susbstituída por rúcula, agriões ou outras folhas verdes. Qualquer que seja a verdura terá que estar impecavelmente lavada e seca, usando a centrifugadora de saladas. Quem não aprecia estas folhas verdes pode usar apenas a base de massa.

A massa. Gosto das espirais porque agarram o molho e avolumam o prato. Pode ser tricolor, como foi o caso, branca, normal ou integral.


As combinações que faço estão dependentes dos ingredientes que tenho e que apetece no momento comer, geralmente são estas:
1) atum, tomate, queijo fresco e nozes;
2) atum, delícias do mar e nozes;
3) atum, milho e pimento assado;
4) atum, cubos de maçã e cubos de queijo fresco (mozzarela ou outro)
5) miolo de camarão e salmão fumado;
6) frango desfiado, tomate, milho e cubos de queijo de barra ou ovo cozido;

Em todas estas combinações pode-se sempre acrescentar frutos secos, principalmente nozes, amêndoas ou passas; queijo fresco que realça o sabor dos restantes ingredientes e dá frescura à salada; e tomate maduro mas rijo.

O molho pode variar, apenas vinagrete, maionese, cocktail, alho, pimenta, iogurte...

Fiz assim...

INGREDIENTES
Alface
Massa fusili tricolor
Tomate
Atum
Nozes

Para o molho
2 partes de Maionese (2-3 colheres de sopa)
1 parte de Ketchup (1 colher de sopa)
4 partes de Iogurte natural (1 iogurte)
pimenta
orégãos

PREPARAÇÃO
Cozer a massa al dente.
Lavar as folhas de alface, secá-las, cortá-las em juliana grossa e secá-las novamente.
Pelar o tomate e cortá-lo aos cubos. Desfiar ligeiramente o atum. Cortar em cubos grossos o queijo fresco (1 queijo pequeno em 8 cubos). Picar grosseiramente, à mão, as nozes.

Numa taça colocar o ketchup e a maionese e mexer. Desfazer com uma colher o iogurte ainda dentro do copinho, para o tornar cremoso e sem grânulos. Adicionar o iogurte à maionese, temperar e mexer. Guarda-se no frigorífico até à altura de servir.

Em cada prato coloca-se um pouco da alface, fazendo uma coroa, no centro coloca-se um pouco de massa. Rega-se com 1-2 colheres de molho. Acrescenta-se algum tomate, atum e queijo. Coloca-se um pouco mais de massa e molho. Por fim cobre-se com mais algum tomate, atum e queijo, rega-se com o molho e salpica-se com as nozes.

Serve-se de imediato.

NOTAS, MAS NÃO MENOS IMPORTANTES
- O mesmo molho pode levar 1/2 dente de alho esmagado ou 1 colher (chá) de whisky.

segunda-feira, 16 de Junho de 2008

BOLOS LÊVEDOS AÇORIANOS

Quando fomos aos Açores comprámos estes bolos (estes não, uns semelhantes) numa venda caseira. Já não sei precisar em que ilha, provavelmente S. Miguel. Como gostámos tentei arranjar a receita para os fazer.

É uma receita prática para quem não gosta de usar o forno, são feitos no fogão, são ligeiramente doces e a massa pode ser feita na MFP ou simplesmente à mão. Quando faço uma receita apenas uso a MFP, quando duplico as quantidades vai à mão.
A maneira de os fazer é igual à dos English Muffins, quer no tipo de massa, quer ao assar.

A receita pedia algum sumo de uva, não usei, provavelmente o efeito seria fornecer algum açúcar, ajudar na fermentação e produzir em resultado, um aroma levemente alcoólico. Substitui o sumo por umas colheres de aguardente.
Ultimamente tenho feito uma versão com memos manteiga, é a versão 2 que indico.

Assam bem em chapa de ferro fundido, mas pode ser usado outra superfície, incluindo uma frigideira anti-aderente.

Fiz assim...

BOLOS LÊVEDOS AÇORIANOS


INGREDIENTES
versão 1
2dl de leite morno
125g de açúcar
25g de fermento padeiro fresco ou 2 colheres (chá) de fermento biológico seco
2 ovos batidos
125g de manteiga derretida
raspa de 1 limão
2 colheres (sopa) de aguardente
1 pitada de sal
600g de farinha de trigo

versão 2
2,5dl de leite morno
125g de açúcar
2 colheres (chá) de fermento biológico seco
1 ovo batido
25g de manteiga derretida
raspa de 1 limão
1 pitada de sal
500g de farinha

PREPARAÇÃO
Colocar pela ordem indicada nos ingredientes, na forma da MFP. Seleccionar o programa "Massa" e deixar levedar dentro da MFP, no fim do programa acabar, mais 15-30min., ou então usar logo.

Retirar a massa para a pedra enfarinhada e tender 9 bolas. Deixar levedar na pedra, tapadas com um pano, durante 15min..
Achatar com a mão, cada uma das bolas, com umas palmadinhas e deixar levedar tapadas, mais 15 min..

Aquece-se bem a placa de ferro, ou frigideira anti-aderente e colocam-se nesta, baixando o lume para o médio-baixo. Viram-se quando louros de um dos lados.

À mão, coloca-se a farinha e o açúcar numa tigela grande e faz-se uma cova no meio. Dissolve-se o fermento no leite morno e coloca-se no meio da farinha, mexe-se um pouco. Adicionam-se os restante ingredientes e amassa-se tudo muito bem durante alguns minutos, formando uma bola homogénea. Deixa-se levedar tapado com um pano e seguem-se as mesmas indicações depois de retirar da MFP.

Rende 9 bolos.

NOTAS, MAS NÃO MENOS IMPORTANTES
- Se a massa crescer muito na MFP, com a mão enfarinhada, agarra-se, levanta-se e deixa-se cair, para abater um pouco;
- Convém usar lume médio-baixo para que os bolos assem lentamente e não queimem;
- Podem ser tendidos bolos maiores, do diâmetros da frigideira;
- Entretanto já fiz uma versão com cenoura que aqui colocarei em breve.

sábado, 14 de Junho de 2008

BISCOITOS FLOR DE LIS DE LEITE CONDENSADO

Estes biscoitos foram hoje até às dunas, até à Reserva Natural das Dunas de S. Jacinto.

O JB (a)provou-as e não foi o único, por isso aqui ficam as indicações a seguir.

A massa pode ser feita, estendida na pedra e cortada com um corta-massas da forma desejada fazendo bolachas ou para ficar em 3D usar um molde, que pode ser uma forminha pequena de plástico dos bolinhos de areia da praia ou de plasticina, desde que bem lavada.
Usei um molde de flor de lis pois partimos viagem desta cidade.


Fiz assim...

INGREDIENTES
750g de farinha de trigo
2 colheres (sopa) de farinha custard
1 lata de leite condensado
250g de manteiga
+/- 1dl de cerveja

Para a cobertura
1 ovo para pincelar
açúcar demerara em pequenos cubos
sementes de papoila

PREPARAÇÃO
Numa tigela colocam-se as farinhas, o leite condensado e a manteiga à temperatura ambiente.
Amassa-se bem até formar uma bola homogénea.
Tendem-se bolinhas com 25g e moldam-se como desejado.
Pincelar cada biscoito com ovo batido e enfeitar com o açúcar e as sementes.
Leva-se ao forno num tabuleiro com papel vegetal, em forno a 200ºC, até alourarem, sensivelmente 15min..
Retiram-se, deixam-se arrefecer numa grelha e servem-se aos amigos.

Rende +/- 60 biscoitos.

NOTAS, MAS NÃO MENOS IMPORTANTES
- Esta massa aceita variações aromáticas. Pode ser acrescentada de canela, erva-doce, cardamomo, baunilha, limão, laranja...
- O leite condensado pode ser substiuído por 1 1/2 chávena de açúcar, acrescentando um pouco mais de cerveja à massa, para obter o ponto correcto;
- As forminhas não se devem encher muito, são apenas para obter a marca desta;
- A cobertura pode ser feita apenas com o ovo batido ou acrescentando também açúcar branco ou outras sementes pequenas.

sexta-feira, 13 de Junho de 2008

PÃO DE LEITE CONDENSADO

Pois aqui está um pão doce muito apetitoso. Quem resiste a um pão que tem como ingrediente leite condensado? Eu não!

Este pão fica macio e adocicado, pois o leite condensado substitui o leite em pó e o açúcar que poderíamos adicionar.

Programem esta receita para a hora do pequeno-almoço. Quando a hora chegar, terão esquecido que tinham programado a MFP e deixem-se levar pelo aroma a pão fresco, até à cozinha. Será um pequeno-almoço bem nutritivo.

Se a MFP for programada então o fermento deve ficar por cima da farinha e a água deverá ser fria.

Ver também o Pão de Leite que não levando leite condensado fica com uma textura semelhante e sabor adocicado.

Fiz assim...

PÃO DE LEITE CONDENSADO


INGREDIENTES
240ml de água com 2 ovos (tudo perfaz 240ml)
25g de fermento padeiro fresco
1 lata de leite condensado
3 colheres (sopa) / 45g de manteiga
600g de farinha de trigo
1 colher (chá) de sal

PREPARAÇÃO
Colocar na forma da MFP pela ordem indicada nos ingredientes.

Seleccionar programa "Sandes", com côdea clara.

NOTAS, MAS NÃO MENOS IMPORTANTES
- Se pudermos desligar a MFP antes de terminar o ciclo, mais clara fica a côdea, desligo 15min. antes, mas se estivermos na dúvida fazemos o teste do palito no centro do pão;
- Para um pão estilo "manhanzitos", esperamos pelo bip e acrescentamos pepitas ou cubinhos de chocolate.

quarta-feira, 11 de Junho de 2008

PRETZELS SALGADOS / SALZBREZELN NA MFP

Pretzels e Bagels são dois tipos de pães com formato muito próprio.

A curiosidade de os fazer e experimentar sempre foi grande. Desta vez foram os Pretzels alemães, mas breve, breve serão os Bagels.


Existem dois tipos de Pretzels, os duros e estaladiços e os leves e macios. Foram estes últimos que fiz. Se se quiserem os primeiros omite-se o segundo levedar.

Com a mesma massa podem fazer-se os Salzbrezeln que têm a forma de palitos, equivalentes aos Grissini torinesi, palitos italianos.
Os Pretzels tradicionalmente são polvilhados com sal e acompanham uma, ou várias, cervejas, ou melhor ainda, uma caipirinha.

Não são pães para fazer sandes, embora se possam fazer, nem para fazer torradas, coisa que também fiz.

A receita que segui é a do livro "Pão, como fazer à mão ou à máquina" de Eric Treuille e Ursula Ferrigno. É uma receita simples, adaptei-a à MFP.

Fiz assim...

INGREDIENTES
350ml de água morna
500g de farinha de trigo
20g de fermento padeiro fresco
1 1/2 colher (chá) de sal

ovo para pincelar
sementes (usei sésamo branco, sésamo preto, papoila branca e papoila preta) e sal grosso para decoração

PREPARAÇÃO
Prepara-se primeiro uma "esponja" de massa, colocando na forma da MFP o fermento, 100ml de água e alguma farinha, até formar uma massa muito mole. Selecciona-se o programa "Massa" ou outro qualquer e deixa-se amassar e espumar a massa durante 20min..
Para-se a MFP e adiciona-se a restante água e farinha. Selecciona-se novamente o programa "Massa" e deixa-se terminar.

Passada 1 1/2h vaza-se a massa para a pedra enfarinhada e tendem-se 8 bolas iguais. Cada bola é agora tendida em rolo com 60cm deixando no centro uma espessura maior. Pega-se nas pontas do rolo, dá-se um volta com elas e prende-se na zona mais larga do rolo, para que fiquem com aspecto de Pretzels.


Colocam-se em tabuleiro enfarinhado, separadas umas das outras, cobertas com um pano, durante mais 45min.-1h.
Pincelam-se com um ovo batido com uma colher de água. Decora-se com sal grosso ou sementes de sésamo, papoila...
Leva-se ao forno pré-aquecido, no mesmo tabuleiro, durante 15-20min., a 220ºC.

Retiram-se e deixam-se arrefecer numa grelha.

Fazendo à mão, dissolve-se o fermento em 100ml de água, mistura-se a farinha com o sal, coloca-se numa taça grande, abre-se uma cova ao meio, coloca-se a mistura do fermento e envolve-se com alguma farinha. Tapa-se e deixa-se espumar 20min.. Depois acrescenta-se a restante água e envolve-se na restante farinha. O restante é igual.

Rende 8 Pretzels.

NOTAS, MAS NÃO MENOS IMPORTANTES
- Embora os tradicionais sejam com sal, eu prefiro com sementes de sésamo ou papoila.

terça-feira, 10 de Junho de 2008

CHAO-MIN DE LULAS

De vez em quando apetece um aroma mais oriental. É rápido e prático.

Com a mesma base faço Chao-min de frango, porco, gambas... desta vez coube às lulas o desempenho do seu papel.

É uma receita versátil pois para além de se poder alterar o ingrediente principal - o rei da festa, por assim dizer - podem-se alterar também os vegetais para ir de encontro aquilo que se tem no frigorífico ou usar uma mistura congelada de vegetais para comida chinesa. Mesmo que se use esta mistura congelada acabo por acrescentar outros vegetais como os rebentos de soja, as espiguinhas de milho, cenoura, pois essa mistura é pobre nalguns, sendo uma boa base.
As quantidades indicadas são meramente de referência, podem ser alteradas em função do número de pessoas ou ingredientes disponíveis.

Para entrada podem ser servidos uns crepes chineses congelados e depois fritos, servidos com molho agri-doce ou de soja, e hóstias de camarão.

A acompanhar pode-se comer pão chinês, cozido no vapor e para beber, chá verde com jasmim é o ideal, ajuda a digestão e é muito aromático.

Pode-se terminar esta refeição oriental com gelado frito que também já se encontra à venda congelado.

Fiz assim...

CHAO-MIN DE LULAS


INGREDIENTES
250g de noodles (massa chinesa com ovo)
500g de lulas limpas e cortadas em rodelas com 1,5cm (incluem-se também os tentáculos)
2 + 2 colheres (sopa) de óleo de sésamo
1 malagueta ou molho picante a gosto
400g de vegetais cortados (cenoura, pimento vermelho e/ou verde, rebentos de soja, bambu, ervilhas, ervilhas de quebrar, cogumelos pretos chineses, cebola, espiguinhas de milho)
2-3 colheres (sopa) de molho de soja
1 colher (sopa) de sementes de sésamo (opcional)
sal q.b.
pimenta q.b.

PREPARAÇÃO
Coze-se numa panela o massa chinesa, quando al dente, escorre-se e reserva-se num prato.
Cortam-se os vegetais, nomeadamente a cenoura, a cebola e os pimentos, em lascas de quadrangulares (2x2cm) ou em losangulares.
Aquece-se bem o wok e colocam-se as lulas para que percam a humidade. Assim que se formar caldo no fundo do wok, retira-se este com uma concha para o tacho onde se cozeu a massa e reserva-se. Quando secas, colocam-se para a borda do wok e acrescenta-se um pouco do óleo de sésamo, aquece-se e fritam-se ligeiramente as lulas e a malagueta. Retiram-se para o tacho anterior.
Continua-se com o wok ao lume e acrescenta-se agora mais um pouco de óleo se sésamo e salteiam-se os vegetais. Quando salteados, acrescenta-se um pouco do caldo das lulas, ou se necessário água quente. Deixa-se cozer um pouco. Acrescenta-se o molho de soja, envolve-se e prova-se de sal e pimenta (se for necessário acrescenta-se). Acrescentam-se as lulas e alguma água quente e deixa-se fervilhar um pouco. Envolve-se a massa.
Serve-se bem quente, salpicado com sementes de sésamo (opcional) e acompanhado por um arroz Chao-chao (arroz branco solto e no fim de feito acrescentam-se ervilhas cozidas, fiambre em cubinhos pequenos e ovo mexido bem cortadinho também).

NOTAS, MAS NÃO MENOS IMPORTANTES
- Produtos orientais alimentares, que não se encontram facilmente nos supermercados podem ser comprados no Exotic Asia Market à entrada de Lisboa, o que não é o caso dos ingredientes desta receita, que existem em qualquer lado;
- A mistura de vegetais chineses, congelada, existe em muitos supermercados, algumas com a marca do próprio, usei a do LIDL;
- Podem ser usados brócolos cozidos, em raminhos pequenos, mas não desfeitos, pois ainda vão acabar de cozer com os restantes vegetais, ou então ser envolvidos apenas no final.

segunda-feira, 9 de Junho de 2008

PÃO DE FIAMBRE E PASSAS

Este pão vem na sequência do Pão de Fiambre, já publicado. É uma variação com passas. Os ingredientes e o modo de preparação são iguais. Adicionei um pouco de leite em pó para o tornar mais macio.

Quem não gosta de passas, não sabe o que está a perder!
É realmente delicioso e já não precisa de acompanhamento. Quer dizer, podem não acompanhar com nada, porque uma fatia deste pão barrado com nutela ou doce de morango fica sempre bem, pelo menos para mim.

Fiz assim...

PÃO DE FIAMBRE E PASSAS

INGREDIENTES
320ml de leite com um ovo dentro da medida
20g de fermento padeiro fresco
1 colher (sopa) de açúcar
30g (2 colheres de sopa) de óleo alimentar ou manteiga derretida
400g de farinha de trigo T65
200g de farinha de centeio T90
25g de glúten de trigo
2-4 colheres (sopa) de leite em pó
10g de sal
300g de fiambre fatiado
passas de uva (sultanas) q.b.

1 ovo para pincelar

PREPARAÇÃO
Amornar o leite e colocar na forma da MFP. Juntar o fermento e agitar a forma para desfazer o fermento. Juntar o açúcar, o óleo, as farinhas, o glúten, o leite em pó e o sal. Ligar a máquina do ciclo de "sandes" na quantidade I de massa.

Quando soar o bip às 2h deixar amassar e de seguida retirar a massa para a pedra enfarinhada. Dividir a massa em 3 bolas. Esticar em rectângulo cada uma delas em separado, com o rolo da massa, tendo o cuidado de enfarinhar bem. Cobrir com as passas de uva e as fatias de fiambre, algumas sobrepostas. Enrolar a massa. Fazer o mesmo à restante massa.
Cortar cada rolo em porções de 7-8cm de comprimento e acomodá-los na forma. Ter o cuidado de não deixar o fiambre em contacto com a forma para não queimar. Se sobrarem alguns, apertam-se os anteriores até caberem todos na mesma camada.

Quando faltarem 20min. abre-se rapidamente a tampa da MFP e pincela-se a côdea com um ovo batido.

Desenformar e deixar arrefecer numa grelha antes de fatiar.
Pode ser assado no forno convencional, colocando a massa assim cortada num tabuleiro, ou forma de pão ou de bolo inglês.


NOTAS, MAS NÃO MENOS IMPORTANTES
- Em vez de fiambre pode ser usado chourição fatiado;
- Pode-se optar apenas por usar farinha de trigo.

sexta-feira, 6 de Junho de 2008

TARTE DE MAÇÃ DA VOVÓ DONALDA (APPLE PIE)

Quem cresceu a ler histórias do Tio Patinhas e companhia, lembra-se perfeitamente das tartes da Vovó Donalda, na janela da sua cozinha a fumegarem. De repente vinha o urso Colimério e lá ia a tarte. Bem que a Vovó e o Gansolino procuravam, mas já iam tarde.

Estas tartes cobertas, de massa dupla, ficaram no meu imaginário. Cresci a sonhar com elas se bem que era como as tivesse comido, porque imaginava bem o seu sabor.

A Vovó Donalda era a avó ideal de qualquer neto, vivia numa quinta longe da cidade, cheia de animais, onde se podia ir nas férias e fazia tartes e bolinhos sempre que os netos, Huginho, Zezeinho e Luisinho e Lálá, Lélé e Lili a iam visitar. Não sei se alguma vez ela fez esta receita, pouco importa. Sei uma coisa, esta tarte é deliciosa e vai de encontro ao sabor que eu tinha delas, apenas pela leitura.

Durante muito tempo fui aperfeiçoando, ao meu gosto, o recheio desta tarte, acrescentando mais uma pitada de, diminuindo outra de... Pode-se usar o recheio para uns pasteis de massa folhada ou tenra, criando umas hand pies. O sabor deste recheio é idêntico ao das tartes de maçã do McDonalds.

Não tenho foto da tarte a ver-se o recheio pois não dá tempo de tirar, nem sei se estão ver!

Fiz assim...

INGREDIENTES
Para a massa:
200g de farinha de trigo
2 colheres (sopa) de açúcar
1 colher (café) de sal
150g de manteiga fria cortada em pequenos cubos
1-2 colheres (sopa) de água fria

Para o recheio:
8 maçãs descascadas e cortadas em lâminas ou cubos
200g de açúcar
2 colheres (sopa) de farinha de trigo
1 colher (chá) de canela em pó
pitada de noz moscada ralada
2 colheres (sopa) de manteiga
raspa de 1 limão

PREPARAÇÃO
Misturar a farinha com o açúcar e sal. Acrescentar a manteiga aos cubos e com o misturador de massas areadas, vai-se misturando a manteiga com a farinha. Deverá ficar como areia solta. Acrescenta-se a água aos poucos, e mistura-se com uma colher de pau, até formar uma bola que não pegue. Reserva-se no frigorífico.
Mistura-se à maçã todos os ingredientes e deixa-se macerar uns minutos.

Divide-se a massa em 2 bolas iguais e rouba-se a uma delas uma bolinha pequena que se junta à outra (ficam 2 bolas, uma maior que a outra). Estica-se com o rolo da massa, a bola maior, de forma a poder forrar uma tarteira (28cm) no fundo e margens. Se tiver uma chaminé de tartes é a altura de a colocar no centro da tarte.
Recheia-se com a mistura da maçã, deixando ao meio uma altura maior de recheio.
Estica-se a outra bola de massa e cobre-se a tarte. Pincelam-se as bordas da massa que já está na tarteira para que adira mais facilmente à massa da cobertura, faz-se pressão para as unir.
Com as sobras de massa faz-se um rolo fino e coloca-se na margem.
Se não vai ser usada uma chaminé, convém fazer umas aberturas na massa, antes ou depois da montagem.

Vai ao forno pré-aquecido, 45min. a 180ºC.

Serve-se morna ou fria.

NOTAS, MAS NÃO MENOS IMPORTANTES
- As maçãs podem ser quaisquer: golden, starking, reineta, royal gala, granny smith, eu prefiro golden se bem que as reinetas são as clássicas;
- No recheio pode-se colocar outros temperos como o cravinho, cardamomo, erva-doce, etc... Prefiro guardar o cravinho e o vinho do porto para um crumble de maçã;
- A chaminé nestes tipos de tarte são importantes para fazerem escapar o vapor da cozedura dos frutos, pois se não a massa de cima não fica estaladiça;
- As aberturas da massa da cobertura podem ser feitas antes da montagem com um corta bolachas pequenino, criando assim uma decoração;
- Não é normal pincelar com gema a tarte, mas se assim se quiser pode-se fazê-lo para ficar dourada.

quinta-feira, 5 de Junho de 2008

GRÃO DE BICO FRITO DOCE OU SALGADO

Depois de uma cairpirnha, ou ainda com esta na mão, com a outra agarramos uns salgadinhos. Neste caso a sugestão veio da ilha de S. Miguel - Açores, pelo blog da Nani e é grão de bico frito.

Costumo comprar milho frito (no Pingo Doce), gosto muito. Já experimentei favas fritas como aperitivo. Banana frita. Soja, grão de soja salgado, trouxeram-me do Brasil, foi o HP, alguns temperados com sabor a queijo ou ervas. Mas realmente grão de bico frito nunca tinha comido, pois, e feijão também não, mas este como tem um tegumento mais espesso não deve sair muito bem, não sei...

Fiz assim...

GRÃO DE BICO FRITO DOCE OU SALGADO



INGREDIENTES
grão de bico cru
sal fino q.b. ou
açúcar q.b.

PREPARAÇÃO
Demolhar, durante algumas horas, em água fria o grão de bico até inchar. Escorrer e secar num pano de cozinha.
Fritar em óleo bem quente até que fiquem dourados e venham ao de cima.
Escorrer em papel absorvente e temperar metade com sal fino e a outra metade com açúcar (ou só um dos temperos.

NOTAS, MAS NÃO MENOS IMPORTANTES
- A Nani sugere que se possa usar pimenta moída juntamente com o sal.

PRÉMIOS, DISTINÇÕES E NOMEAÇÕES

Depois do baptismo com a distinção "Campanha da Amizade" a Nani voltou a atribuiu a este blog o selo "This blog is Rated E for Excellent".
Já não é um baptismo, posso considerar que agora foi a Primeira Comunhão, lol.

Obrigado à Nani do Manjar de Ideias Doces... e não só! Passem por lá que vale a pena. Vejam o meu próximo comentário, o do grão de bico frito, pois veio de lá, de S. Miguel.

terça-feira, 3 de Junho de 2008

CAIPIRINHA

Pois, esta receita não tem nada de especial, todos a fazem, é apenas uma sugestão de acompanhamento do Bobó de Camarão.

Brasileira, agri-doce, refrescante, causadora de boa disposição, é assim a caipirinha. Seja de dia ou à noite, de verão ou de inverno, caipirinha é sempre caipirinha. E agora que o calor chegou novamente...

Uma tarde de calor (mas à sombra) com uma cairipinha e uns aperitivos salgados, tremoços e/ou pevides e uns amigos, é uma tarde bem passada.
Agora já percebemos a origem da alegria contagiante, boa disposição, descontração e sorriso nos lábios dos brasileiros, estarão a pensar numa caipirinha?

Há versões da caipirinha: a caipiríssima com rum, a caipiroska com vodka, o caipirão com Licor Beirão (dica da Ameixa Seca), mas caipirinha é mesmo com cachaça, aguardente de cana-de-açúcar.
Como tinha algumas limas a ficarem maduras de mais, resolvi o problema, fazendo umas caipirinhas.

E se até aqui tínhamos (ou não) de picar o gelo, agora já há sacos de gelo picado. A portuguesa Silvex já tinha sacos para cubos de gelo convencionais, depois lançou os sacos de palitos de gelo (para passarem no gargalo das garrafas), depois o gelo para whisky, em cubos grandes, e agora o gelo picado, uuuuuuuuu! Estes sacos de Gelo Picado são "Produto do Ano eleito pelos consumidores - Grande prémio de Marketing e Inovação 2008". Já não há desculpas para o gelo picado, no congelador pode estar sempre um saco feito para os imprevistos (1 saco dá gelo para 2 caipirinhas, mas convém ter mais do que um saco).

(Foto http://www.silvex.pt/main_emcasa.php?id=2&p=2)

Fiz assim...

INGREDIENTES
para cada caipirinha
1 lima cortada em 8
2 colheres (sopa) de açúcar branco, amarelo ou mascavado (depende do apreciador)
1dl de aguardente de cana
gelo picado q.b.

PREPARAÇÃO
Num almofariz esmagar a lima com o pilão.
Acrescentar o açúcar e macerar mais um pouco.
Juntar a aguardente de cana e mexer.
Colocar a 2/3, gelo picado, num copo baixo, grosso e largo (tipo whisky). Verter a mistura anterior sobre o gelo.

Servir com 2 palhinhas largas e curtas.

NOTAS, MAS NÃO MENOS IMPORTANTES
- A quantidade de açúcar pode ser ajustada consoante os gostos, bem como o tipo de açúcar;
- Quando se esmaga a lima com o pilão o interesse é extrair o sumo da polpa, não é esmagar a casca pois ficará um sabor amargo;
- Os movimentos com as palhinhas ajudam a ir envolvendo o gelo na cachaça.

BOBÓ DE CAMARÃO

Simplesmente delicioso, aromático, suave e cremoso. Pena que os blogs ainda não permitam o envio de cheiro, teríamos um hardware, ao lado do scanner, da impressora e das colunas de som que transmitiria o cheiro...
Vale a pena experimentarem, não se vão arrepender.

É um prato brasileiro, de origem africana, típico do estado da Bahia. É como que uma sopa que alia a cremosidade do puré de mandioca com o aroma do leite de côco e dos coentros e a cor rosa-salmão do camarão. É um devaneio para os sentidos. Deve ser comido bem quente, pois a mandioca ao arrefecer fica espessa.

As receitas originais levavam camarão seco, mas por estas bandas substitui-se pelo fresco.

Fiz assim...

INGREDIENTES
2kg de camarão
1kg de raiz de mandioca
2 cebolas picadas
4 colheres (sopa) de óleo
0.5kg de tomate pelado
3 colheres (sopa) de coentros picados
2 chávenas de leite de côco
2 colheres (sopa) de azeite de dendê ou óleo de palma
pimenta moída q.b.
sal q.b.

PREPARAÇÃO
Coze-se o camarão em água com algum sal (não em exagero) e piri-piri. Escorre-se e deixa-se arrefecer. Descasca-se o camarão mas reservam-se as cascas e cabeças.

Descasca-se a mandioca, rejeitam-se as partes muito fibrosas e corta-se em cubos. Coze-se em água e sal. Escorre-se mas aproveita-se a água.

Liquefazem-se as cascas do camarão com as cabeças às quais já foram tirados os olhos (corta-se com a tesoura a extremidade da cabeça) na água de cozedura da mandioca, com a varinha mágica. Filtra-se o caldo.

Com a varinha mágica, reduz-se a puré a mandioca com 2 chávenas do caldo obtido anteriormente. Reserva-se.

Pica-se a cebola e leva-se ao lume com o óleo. Deixa-se alourar ligeiramente e acrescenta-se o tomate pelado, cortado. Deixa-se refogar. Acrescentam-se os camarões, e os coentros picados. Baixa-se o lume e cozinha-se alguns minutos com a tampa (mais algum tempo se o camarão estava cru - ver notas).
Junta-se o puré da mandioca, o leite de côco e o azeite e mexe-se.
Rectifica-se de sal, pois o puré tinha a água da cozedura já com sal, acrescenta-se a pimenta e deixa-se ferver uns minutos.

Serve-se bem quente acompanhado com arroz branco.

Serve bem 6 pessoas.

NOTAS, MAS NÃO MENOS IMPORTANTES
- Para facilitar usei 1kg de camarão médio/grande que descasquei e 1kg de miolo de camarão médio (já descascado);
- Não usei o azeite de dendê nem o substituí;
- É importante que o bobó esteja bem quente para ser servido e degustado com cremosidade, pois a mandioca pode espessar muito;
- À cebola pode ser acrescentado alho, cenoura cortada finamente ou outro vegetal cortado bem fino;
- O camarão pode ser usado cru. Descasca-se e fervem-se as cascas e as cabeças sem olhos e logo a seguir liquefaz-se para obter a água do camarão. Quando se adiciona o camarão cru ao refogado, este estará mais algum tempo para cozer (o meu esteve pois o miolo estava cru);
- O bobó pode levar ainda castanha de cajú picada.

segunda-feira, 2 de Junho de 2008

PÃO OUTBACK NA MFP (OUTBACK STYLE BREAD - BREADMACHINE)

Experimentei fazer o famoso pão "Outback Bread" na versão MFP em vez de assar no forno convencional. Resultou muito bem, mesmo sem conhecer a versão original.

Outback Steakhouse é uma cadeia australiana de restaurantes, fundada em 1988 (Florida) e possui 750 restaurantes espalhados pelo mundo (em Portugal não há, no Brasil há vários). Para além de carne tem muitas outras especialidades que vão das pastas ao peixe, passando pelas saladas, molhos e pão. Esta receita é um dos pães servidos.


Encontrei várias versões que dizem ser iguais à original, recolhi de todas os ingredientes principais e indico as variações. Algumas receitas não incluiam a farinha de centeio, apenas de trigo integral, bem como o café. Em todas elas o pão é escuro (as fotos foram tiradas com flash daí terem ficado claras), levemente adocicado e tendido em pequenos cacetes largos. A minha versão do Outback Bread foi feita na MFP. Se este pão não for igual ao servido nos restaurantes da cedeia, é um bom pão com certeza.

Fiz assim...

INGREDIENTES
320ml de água morna
corante castanho
20-25g de fermento padeiro biológico fresco ou 2 colheres (chá) de fermento biológico seco
2 colheres (sopa) de manteiga ou margarina
100g de melaço escuro
350g de farinha de trigo
200g de farinha de trigo integral
200g de farinha de centeio (ou + 200g de farinha integral)
1 colher (sopa) de glúten de trigo
2 colheres (sopa) de cacau em pó
1 colher (café) de café solúvel (opcional)
3 colheres (sopa) de mel ou de açúcar mascavado escuro ou 1.5 colher de cada
1 colher (chá) de sal


PREPARAÇÃO
Pela ordem indicada nos ingredientes coloquei na forma da MFP, seleccionei o programa "Sandes", tamanho de pão "II" e cor clara (porque gosto de côdea fina e clara, mas pode ser alterado).
1h antes de acabar, como a massa tinha crescido muito, com a espátula de silicone, junto às bordas da forma acamei um pouco a massa, não mexi no centro desta, foi só nas laterais, para que a massa mantivesse uma forma arredondada.
Desenformei e deixei arrefecer numa grelha. Cortei ainda morno, porque não aguentei a espera!

NOTAS, MAS NÃO MENOS IMPORTANTES
- Não tendo corante castanho, este pode ser obtido pela mistura de corante vermelho, azul e amarelo, na proporção de 3:2:1 respectivamente (por exemplo 3 gotas de vermelho, 2 de azul e 1 de amarelo, ou múltiplos);
- Não tinha melaço e usei a mesma quantidade de xarope de milho (que é dourado e tem a mesma consistência) com uma colher de sopa de malte de cevada (para escurecer); usei o açúcar mascavado, porque quem iria comer o pão não gosta de mel; não usei os corantes; seleccionei côdea clara na MFP. Por estes motivos o pão ficou escuro mas não tanto como o original.