quarta-feira, 30 de abril de 2008

OVOS ESCALFADOS EM LINGUINI DE BACALHAU

Refeição simples, rápida e saborosa ou não fosse o bacalhau o ingrediente principal. Bacalhau que é bacalhau nunca nos deixa ficar mal.

Tomate, cenoura, cebola, alho, coentros, bacalhau e ovos encontramos em qualquer frigorífico/arca congeladora. É só combiná-los de 1001 formas e uma delas é esta.

Pode ser servido mais ou menos caldoso, dependendo dos gostos, mas sempre acabado de fazer e bem quente.

O Rê gostou logo que ouviu falar em Linguini. Perguntou: "Vamos comer o Linguini?". Lembrou-se do amigo do roedor Remy, filho de uma ex-namorada de Gusteau (que morre logo no início da história), detestado por Skinner e namorado de Collete, que acaba por abrir o restaurante famoso parisiense Ratatouille. Começou logo a imaginar a trama toda do filme e foi caminho andado para comer o Linguini de bacalhau.


INGREDIENTES
2 postas de bacalhau (eu gosto de posta alta)
azeite
3 cebolinhas novas ou equivalente
2 dentes de alho
3 tomates grandes e maduros
1 cenoura
1 folha de louro
1 malagueta
pimenta moída
ovos
coentros picados
300g de linguini (pode ser esparguete)
1 fio de óleo (para cozer a massa)

PREPARAÇÃO
Coze-se o bacalhau, não muito cozido. Retira-se o bacalhau, mas reserva-se a água, retiram-se as peles e espinhas e desfia-se em lascas grossas. Reserva-se.

Coze-se a massa, um pouco mais dura que al dente (irá acabar de cozer depois), em água abundante, sem sal e com um fio de óleo. Escorre-se e reserva-se.

Corta-se a cebola em meias luas finas e o alho. Leva-se um tacho a lume brando com algum azeite, o louro, a cebola e os alhos e deixa-se que a cebola solte o suco. Acrescentam-se os tomates já pelados (escaldam-se alguns segundos e retira-se a pele) e cortados. Retira-se a folha de louro e a malagueta (ou não, se gostarmos de mais picante), acrescenta-se um pouco da água de cozer o bacalhau e tritura-se com a farinha mágica fazendo um puré.
Acrescenta-se a cenoura fatiada finamente (não ralada) e as lascas do bacalhau. Deixa-se engrossar um pouco o puré. Ainda com o puré meio líquido acrescenta-se a massa de forma a que acabe de cozer al dente. Verifica-se de sal, acrescenta-se um pouco de pimenta e mexe-se uma última vez e reduz-se o lume. Com a colher de pau fazem-se umas covas na superfície da massa e colocam-se os ovos abertos sem que se toquem. Tapa-se e 1-2min. está pronto.
Serve-se de imediato salpicado com coentros picados.

NOTAS, MAS NÃO MENOS IMPORTANTE
- Não é necessário cozer a massa com sal porque vamos usar a água do bacalhau que pode estar levemente salgada;
- É importante que a massa não coza completamente em água para depois cozer no tomate com o bacalhau, ganhando gosto e engrossando também o caldo;
- A quantidade de água de cozer o bacalhau que se acrecenta é variável dependente do volume de tomate triturado e que dê para cozer a massa e escalfar os ovos; coloca-se no início um pouco e depois acrescenta-se quando necessário;
- Junto com a cebola pode-se acrescentar uma tira de pimento vermelho.

segunda-feira, 28 de abril de 2008

PÃO DE FIAMBRE

Este pão de fiambre ficou uma delícia. Quer o aspecto exterior quer no fim de fatiado. Para o comer já não é preciso manteiga nem nada.

Ao meio ficou um pouco baixo, não porque tenha abatido, mas apenas porque a massa lateral cresceu muito. Vou experimentar colocar um dos rolos mais altos ao meio para assim equilibrar o formato, mas mesmo assim ficou óptimo. As fotos não traduzem o quanto ficou delicioso.

A receita usada é semelhante à do Pão de Centeio e Marmelada, já editada, substitui a água por leite e era para acrescentar uma colher de açúcar (no de marmelada não coloquei porque esta já era doce) mas acabei por esquecer.
A forma de o fazer foi semelhante ao Bolo Entrançado de Coco, só que desta vez resolvi cortar os rolos, ao invés de ou entrançar.

Fiz assim...

PÃO DE FIAMBRE


INGREDIENTES
320ml de leite com um ovo dentro da medida
20g de fermento padeiro fresco
1 colher (sopa) de açúcar (não juntei)
30g ou 2 colheres (sopa) de óleo alimentar ou manteiga derretida
400g de farinha de trigo T65
200g de farinha de centeio T90
25g de glúten de trigo
2-4 colheres (sopa) de leite em pó
10g de sal fino
300g de fiambre fatiado

PREPARAÇÃO
Amornar o leite e juntar o fermento na forma da MFP e agitar para desfazer.
Juntar o açúcar, o óleo, as farinhas, o glúten, o leite em pó e o sal.
Ligar a máquina do ciclo de "sandes" na quantidade I de massa.

Quando apitar às 2h deixar amassar e de seguida, sem desligar a MFP, retirar a forma lá de dentro e a massa para a pedra enfarinhada.
Dividir a massa em 3 bolas.
Esticar em rectângulo cada uma delas em separado, com o rolo da massa, tendo o cuidado de enfarinhar bem.
Cobrir com fatias de fiambre, algumas sobrepostas.
Enrolar a massa. Fazer o mesmo à restante massa.
Cortar cada rolo em porções de 7-8cm de comprimento e acomodá-los na forma já sem a pá. Se sobrarem alguns, apertam-se os anteriores até caberem todos na mesma camada.
Coloca-se novamente a forma na MFP e deixa-se continuar o ciclo.
Desenformar e deixar arrefecer numa grelha antes de fatiar.

Pode ser assado no forno convencional, colocando a massa assim cortada num tabuleiro, ou forma de pão ou de bolo inglês.


NOTAS, MAS NÃO MENOS IMPORTANTES
- A farinha de centeio é opcional, como gosto uso, mas pode ser substituída pela de trigo apenas; - Em vez de fiambre pode ser usado chourição fatiado ou fiambre e queijo;
- Para uma próxima vou colocar passas de uva junto com o fiambre (Pão de fiambre e passas), para ficarem parecidos com os "cachitos" da Vénus;
- O processo de esticar a massa e recheá-la deve ser rápido, pois a MFP continua com o ciclo e não queremos desperdiçar calor;
- 15min antes de acabar de assar pode ser pincelado com gema de ovo, ficará mais dourado.

sábado, 26 de abril de 2008

PASTELÕES LUSITANOS DE ATUM COM ARROZ INTEGRAL

Com o calor que se faz sentir, apetece comida fresca. Logo de manhã fomos acordados com uma ordem do Rê, "está calor e devíamos ir almoçar na rua". Ok, o ultimato estava feito.

Já passava do meio-dia quando estes pastelões foram feitos, nada de trabalhoso, mas crocantes e saborosos. Aliás toda a comida de piquenique tem este rótulo. Não sei se é pelo calor, se é por comer fora de casa, mas ganha tudo outro sabor.
Estes pastelões foram acompanhados por arroz integral cozido e por uma salada de alface em juliana, cenoura em lâminas finas (feitas com o descascador de cenouras) e tomates cherry, levemente temperada com azeite e orégãos e com um fresco capilé.

A receita foi baseada num misto das Pataniscas de Atum do livro "Receitas para as nossas férias" da Impala que já há algum tempo queria fazer, e nos Bolinhos de Atum à moda de Wisconsin do blog da Elvira que deu a ideia de adicionar raspa de limão e de os fritar no óleo do próprio atum.
Resultaram 5 estrelas.

Fiz assim...

PASTELÕES LUSITANOS DE ATUM COM ARROZ INTEGRAL


INGREDIENTES
2 latas de atum
2 pães duros picados finamente ou 100g de pão ralado
1 cebola média picada
2 colheres (sopa) de pimento vermelho picado
3 colheres (sopa) de salsa picada, cebolinho picado, coentros ou hortelã
raspa de 2 limões médios
1 ovo
1 iogurte natural ou 125ml de leite
orégãos q.b.
sal q.b.
pimenta q.b.

2 colheres (sopa) de manteiga

PREPARAÇÃO
Escorrer o óleo do atum para uma frigideira anti-aderente.
Desfazer o atum numa tigela. Juntar o pão, a cebola, o pimento, a salsa, a raspa de limão e os temperos. Mistura-se tudo com um garfo. Junta-se o iogurte ou leite e o ovo. Mistura-se bem. Se for necessário junta-se um pouco mais de pão ralado, mas não deve ficar seco.

Retiram-se, com os dedos, bolas de massa, enrolam-se na mão e achatam-se. Passam-se ligeiramente, dos dois lados, por pão ralado para não colarem no prato onde se vão pondo, e para que fiquem crocantes.
Fritam-se na frigideira com o óleo do atum e com a manteiga, em lume brando até dourar dos dois lados. Se for necessário acrescenta-se mais um pouco de óleo.
Escorre-se em papel absorvente.

Rende 9 pastelões.

NOTAS, MAS NÃO MENOS IMPORTANTES
- Pode ser usado o pimento verde, mas se for vermelho ficarão os pastelões mais coloridos. vermelho, verde e amarelo - cores lusitanas;
- Podem ser acrescentados outros ingredientes como: azeitonas pretas ou verdes, descaroçadas e partidas;
- Em vez de atum pode ser usado peixe cozido que tenha sobrado de outra refeição. Se sobrou também batata, cenoura e ovo cozido, picam-se na tábua e também podem ser usados para aliviar o frigorífico.

REBUÇADOS DIAMANTE DA HELLER

Este post não é uma receita, embora eu gostasse de a ter.

Os rebuçados Diamante fazem parte da minha infância. Não só da minha, mas também daqueles que fizeram da minha infância um tempo maravilhoso de descobertas.
Na altura não havia telemóveis, nem sequer máquinas fotográficas digitais. Não existiam PS I, nem II, nem III, nem PSP. Havia jogos para o Spectrum 48K que tinham de ser lidos num leitor de cassetes ao lado e fazer load por um cabo ligado ao computador. A ASAE ainda não se interessava pela falsificação e direitos de autor, pelo que comprávamos e trocávamos cassetes com estes jogos por todo o país (tínhamos a lista de jogos de cada um e pedíamos pelo correio as gravações enviando em troca uma cassete virgem).

Jogávamos descontraidamente às escondidas, na rua, até o Sol se por. Tínhamos clubes, onde proclamávamos a amizade e até nos defendíamos de outros amigos que por vezes eram os "nossos inimigos". Os nossos pais sabiam onde estávamos e tínhamos toda a liberdade para nos deslocarmos na vila.
Lanchávamos em casa uns dos outros, estes lanches foram o início do meu gosto pela culinária. Até há bem pouco tempo, antes da pintura, o tecto da cozinha da minha mãe guardava a marca da viragem de uma panqueca atirada ao ar e que subitamente se colou (por pouco tempo) ao tecto, num desses lanches com a minha vizinha (vecino, lol) Nice, depois de chegarmos da escola.

Na TV, os desenhos animados eram inocentes: Fábulas da Floresta Verde, Bocas, Candy Candy, Ana dos Cabelos Ruivos, Tom Sawyer, Calimero e as fabulosas, imperdíveis e inigualáveis Maravilhosas Cidades de Ouro. O programa Agora Escolha, na RTP2, apresentado pela loira simpática Vera Roquette, fazia as delícias de qualquer um e era sempre visto a seguir ao almoço antes de irmos para a praia. O Verão Azul, 3 Duques, Barco do Amor, Justiceiro, MacGyver e as nacionais: Duarte e Companhia e Gente Fina é Outra Coisa eram séries, que se repetiam neste programa onde se escolhia a série por votação telefónica.

Nesta altura também havia outras delícias - os rebuçados de luxo Diamante da Heller, juntamente com as pastilhas Gorila, principalmente as SuperGorila, grandes, enchiam a boca e nós promovíamos concursos, de quem conseguia mascar todas as 5 pastilhas do pacote. Os chocolates Regina, da Fábrica de Chocolates Regina, eram outra perdição, desde os simples triângulos de amêndoas, ao Coma Com Pão, passando pelos aromatizados de fruta com padrão quadriculado, finos ou em barra bem grossa ou as Sombrinhas de chocolate. E os furinhos Regina, dávamos uma moeda, espetávamos um prego num furo e saia a bolinha colorida que depois era desvendada num dos chocolates Regina (o melhor era o grande, de leite de papel amarelo) que constava da placa vermelha de platex perfurado pendurada nas paredes das lojas. Os rebuçados de Noivos também da Regina, brancos com um bocadinho de chocolate no centro... os Flocos de Neve da Vieira de Castro, brancos como a neve (por levarem dióxido de titânio, tal como as tintas e tantas outras coisas) em papel transparente vermelho, que era usado, enquanto chupávamos o rebuçado, para olhar através dele e ver a paisagem noutro tom [Não aceitem imitações, são Flocos e não Bolas de Neve]. Os Caramelos de Fruta da Penha, ainda hoje óptimos, na altura eram diversão porque tatuávamos nas costas das mãos os frutos do papel, com a ajuda dos dentes (doidices).

Estas memórias não se perderam nem irão perder-se em quem as vivenciou.
Estes anos 80 foram efervescentes de tanta energia, alegria e sobretudo amizades que nunca mais se esquecerão.
Agradeço a todos os que me puderam dar esta infância privilegiada.
Será que daqui a 20 anos os jovens de hoje estarão a fazer comentários saudosos daquilo que vivenciam? Contacto diariamente com a juventude de hoje e muitos dos princípios que nos regiam estão descurados. São outros os princípios. Temos de culpar alguém? Não, acho que não, mas se o quisermos fazer, provavelmente seremos nós próprios que, na ânsia desmesurada de tentar dar tudo o que é novidade, mostrar e ensinar, nos estamos a atropelar.

Nos últimos tempos, agora na geração dos DVD's, têm sido editadas muitas das séries referidas (excepção feita, como muita pena minha, que seria o primeiro a fazer fila para comprar as Maravilhosas Cidades do Ouro - há em DVD na versão original francesa, sem legendas) bem como reproduzidos os chocolates Regina (a empresa Imperial dos chocolates Jubileu, Pintarolas, Fantasia de Natal e caramelos Allegro - pertença do grupo RAR dos açúcares - adquiriu a marca Regina, mas não a qualidade, peço desculpa mas sou sincero - aproveitaram-se da marca conceituada, mas agora a qualidade não faz jus à marca, hoje também há amêndoas Regina que na altura não havia), as pastilhas Gorila e... os rebuçados Diamante, que há anos estavam desaparecidos do nosso mercado.


Estes rebuçados achatados, redondos ou ovalados com papel transparente e marca Heller numa bola vermelha, eram de compra obrigatória, ou na Pastelaria Ferreira ou no Minimercado da D. Olinda (na altura Donolinda soava bem melhor), com as poucas moedas que conseguíamos encontrar ou receber dos trocos de compras e recados que fazíamos. Íamos à loja e pedíamos aquelas moedas em rebuçados Diamante. Eram pesados, vinham num cartucho de papel pardo e não eram baratos.
Os meus preferidos eram os ovais, eram ácidos, faziam salivar bué (que na altura ainda não se sabia o que era, lol).
São fabricados por uma empresa madeirense, no Caniçal e por indicação da própria empresa "Desde Dezembro que estão a ser vendidos em lojas como a Makro, Recheio e Jumbo".

A semana passada uma grande amiga minha (Pimenta) conseguiu, por portas e travessas, um saco de rebuçados Diamante Heller, king size (para retalho) de 2.5kg!!! Fez-me uma surpresa com um post no blog dela.
Deu-me a maior parte dos rebuçados, que tenho vindo a degustar. Alguns sabores já não existem, lembro-me de uns de cor roxa, outros são menos ácidos.
Este post é a ela, também, dedicado.

sexta-feira, 25 de abril de 2008

TARTE QUADRICULADA

É uma tarte de maçã bem simpática. A receita é antiga e é do tempo de solteira da Pê.

Para comer morna ou fria, sozinha ou acompanhada de uma bola de gelado cremoso de nata ou baunilha, ao lanche com chá ou no final de uma refeição com um café.

Tradicionalmente, nas tartes, a maçã é aromatizada com canela, aqui também não é excepção.

Pode ser acompanhada com um chá verde aromatizado com uma casca de maçã e um pauzinho de canela [Ferve-se a água com a casca de maçã e o pau de canela. Quando ferver, coloca-se o chá verde e deixa-se em infusão 3-4min.].

Fiz assim...

TARTE QUADRICULADA


INGREDIENTES
Para a massa:
240g de farinha
120g de manteiga
30g de açúcar
2 colheres (sopa) de água da cozedura das maçãs

Para o recheio:
500g de maçãs
100g de açúcar
raspa de limão
1 colher (chá) de canela

PREPARAÇÃO
Descascam-se as maçãs e cozem-se em pouquíssima água. Escorrem-se e reserva-se a água.
Coloca-se a farinha numa tigela e faz-se uma cova no centro. Junta-se o açúcar e a margarina. Trabalham-se estes ingredientes em areia. Por fim, adiciona-se a água da cozedura das maçãs. Amassa-se rapidamente formando uma bola e deixa-se descansar um pouco.

Reduzem-se a puré as maçãs cozidas, junta-se o açúcar, a raspa de limão e a canela.
Estende-se a massa com o rolo e forra-se uma forma de tarte com papel vegetal. Enche-se com o preparado.

Com a restante massa, cortam-se tiras de 1,5cm de largura com a carretilha e dispõem-se em cima da tarte formando um quadriculado.
Leva-se a cozer em forno moderado durante 35-40min..

NOTAS, MAS NÃO MENOS IMPORTANTES
- Pode-se substituir a massa por uma de compra, mas o aroma não é o mesmo;
- O puré de maçã pode ser aromatizado com baunilha, cravinho, erva-doce, em vez da canela (para quem não gostar de canela);
- O puré pode ser enriquecido com nozes picadas.

quarta-feira, 23 de abril de 2008

DOCE DE MORANGO NA MFP

Com queijo fresco ou maçã aos cubos, em crepes, panquecas, tostas ou para rechear muffins ou tortas, o doce de morango é o rei dos doces.

Como os morangos começam a abundar o melhor é aproveitá-los para as nossas receitas.
Doce mais simples do que este não há, foi feito na máquina de fazer pão, mas pode ser feito tradicionalmente numa panela ao lume. Na MFP foi colocar dentro os ingredientes e não preocupar em mexer, nem limpar salpicos... é um must. Depois de almoço, enquanto se faz alguma coisa, já está o doce pronto para o lanche.

Normalmente o Rê só comeria uma maçã como sobremesa, mas se for cortada em cubos e misturada com uma colher de doce de morango, fica novidade, e doce, então comeu duas maçãs. Valeu a pena!

Fiz assim...

DOCE DE MORANGO NA MFP


INGREDIENTES
300g de morangos sem receptáculo, lavados e cortados em pequenos cubos
200g de açúcar
2 colheres (sopa) de sumo de limão

PREPARAÇÃO
Colocar tudo na forma da máquina, seleccionar o programa de "geleia" e já está.

NOTAS, MAS NÃO MENOS IMPORTANTES
- A receita típica para doces inclui a mesma quantidade de açúcar e de fruta. Como ninguém quer comer açúcar a mais, esta receita teve uma redução calórica.
- A quantidade feita foi reduzida e é para consumo rápido, se fosse para guardar uns meses colocaria mais açúcar;
- Para outros frutos pode adicionar-se um aroma específico: pau de canela, cravinho, baunilha...; ou frutos secos: nozes, amêndoas, avelãs...

terça-feira, 22 de abril de 2008

PÃO DE CENTEIO E MARMELADA

O ano passado fiz marmelada, para dar, comer e guardar.
Ficam sempre algumas taças para o resto do ano. Uma delas já lhe tinha limpo o bolor da superfície (mesmo deixando secar a marmelada e cobrindo com aguardente e papel vegetal) vezes sem conta e andava a chatear. Passou de um tupperware para uma taça e desta para um prato... Foi então que surgiu a ideia de fazer um pão de marmelada.

A receita teve tanto sucesso, pelo sabor e aspecto marmoreado, que já está no prelo fazer com chocolate (Nutella).

A massa é dura, pelo que a marmelada amassada se desfez. Se for feita com goiabada, por ventura, aparecerá aqui e acolá em cubos (achei desperdício fazer com goiabada porque adoro comê-la com queijo e para além disso eu queria livrar-me era mesmo da marmelada :D).

Não ficou muito doce por ter levado a marmelada, tinha o contraste da parte onde ela não se misturou. Depois foi só por queijo ou fiambre em cima de cada fatia, porque marmelada já tinha!

Fiz assim...

PÃO DE CENTEIO E MARMELADA



INGREDIENTES
320ml de água com um ovo dentro da medida
20g de fermento padeiro fresco
10g de sal
30g (2 colheres de sopa) de óleo alimentar ou manteiga derretida
400g de farinha de trigo T65
200g de farinha de centeio T90
25g de glúten de trigo
200g de marmelada em cubos

PREPARAÇÃO
Amornar a água e juntar o fermento, desfazer. Colocar na forma da máquina.
Juntar o sal, o óleo, as farinhas e o glúten.
Ligar a máquina do ciclo de "sandes" na quantidade I de massa (600g).
Quando apitar às 2h adicionar os cubos de marmelada. Ajudar a misturar com um rapa, se necessário.
Desligar a máquina 15min antes de terminar o ciclo (pode variar noutras máquinas, se deixasse mais ficava com a côdea muito torrada). Desenformar e deixar arrefecer numa grelha antes de fatiar.
Pode ser feito à mão e a marmelada adicionada depois de a masa levedar a 1.ª vez. Tendem-se os pães e deixam-se levedar novamente antes de ir ao forno.

NOTAS, MAS NÃO MENOS IMPORTANTES
- Para a massa não ficar marmoreada e a marmelada não se desfazer pode-se acrescentar, à massa, um pouco mais de água no início, para a massa ficar mais macia.

domingo, 20 de abril de 2008

LOMBO DE PORCO COM ABÓBORA E CASTANHAS

Comer abóbora e castanhas liberta o que de campestre há em nós. O sabor, o aroma, a cor, a própria textura identifica campo.

Aproveitei a 2.ª abóbora que o MD me trouxe pelo Natal para fazer alguns petiscos, outros ainda virão. Não pesei a abóbora, era grande, estava guardada desde o Natal. Com a outra fiz receitas daquela época e esta ficou de reserva.

Ontem chegou a sua altura. Descascada e partida em cubos, em sacos para congelar, em fatias para assar. Faltam na foto os cubos para o lombo que já estão na panela e os da sopa de legumes que já está pronta. Com parte desta que congelarei farei um creme de abóbora com natas.

A abóbora de Natal teve destino semelhante, mas grande parte dela foi logo cozida e espremida. O puré foi congelado em sacos para as receitas doces. Os cubos na altura serviram para fazer doce de abóbora com nozes, para comer com qualquer coisa incluindo o célebre requeijão.

Fiz assim...

LOMBO DE PORCO COM ABÓBORA E CASTANHAS

INGREDIENTES
lombo de porco
abóbora descascada e em cubos
castanhas descascadas congeladas
5 dentes de alho
1 folha de louro
2 grãos de pimenta vermelha
2 colheres (sopa) de banha de porco ou azeite
colorau (pimentão doce em pó)
sal
1 raminho de alecrim
1 malagueta
1 cravinho da índia
azeite
água quente
vinho branco
pimenta


PREPARAÇÃO
Limpar o lombo de gorduras em excesso.

No almofariz fazer uma pasta com os alhos, a folha de louro (sem a nervura central), a pimenta vermelha, o colorau e algumas folhinhas de alecrim. Para rasgar mais facilmente adicionar o sal e para amaciar a pasta adicionar a banha ou o azeite. Barrar o lombo com esta mistura.

Aquecer azeite na panela de pressão e fritar o lombo de todos os lados. Juntar um pouco de água quente e vinho branco. Adicionar o raminho de alecrim atado à malagueta e ao cravinho. Colocar por cima as castanhas (que por estarem no congelador ficaram esquecidas) e os cubos de abóbora não muito pequenos. Tapar a panela e deixar cozinhar em lume médio na pressão normal, após levantar fervura, durante 30min.

Retirar toda a pressão.

Retirar o lombo escorrido para uma tábua de cortar. Para uma travessa retirar parte das castanhas e dos cubos de abóbora. Retirar e eliminar o ramo aromático.

Com a varinha mágica triturar alguma abóbora e castanhas no caldo da carne. Se necessário engrossar com uma colher de maizena dissolvida em água ou leite frio. Adicionar pimenta moída na hora e rectificar os restantes temperos.

Fatiar o lombo, colocá-lo na travessa com as castanhas e a abóbora e regar com o molho.

Acompanhar com arroz branco ou com batatinhas novas cozidas com pele.


NOTAS, MAS NÃO MENOS IMPORTANTES
- A pimenta vermelha não é de compra, basta olhar em redor e de Outubro a Janeiro apanhar pequenos cachos de pimenta vermelha das pimenteiras-bastardas que nos presenteiam nos passeios e jardins;
- A abóbora se cozer muito desfaz-se. Convém que ela fique por cima para cozer no vapor e em cubos grandes para não se derreter. É preferível cortar pequenos cubos depois na travessa.
- O molho com algumas castanhas fica mais grosso e com um sabor especial que combina com a carne de porco;
- O tempo de cozedura na panela de pressão é bastante mais reduzido que na panela normal. Para rentabilizar, 5min antes do fim, desligo o calor e deixo cozinhar por mais 15min já desligado.

sábado, 19 de abril de 2008

PIZZA

Como já se sabe, cá em casa todos são fascinados por pizza. Eu cá gosto muito de pizzas caseiras, talvez porque desde miúdo me habituaram assim.

No fim de folhear pela enésima vez um dos livros do Jamie, apeteceu-me pizza. E se o apetite veio depressa, mais depressa se fez a pizza.

É uma animação na cozinha, o Rê gosta de compor as pizzas subindo a um banco e espalhar o molho e distribui os ingredientes. Desta vez não houve molho, porque resolvi fazer uma versão do norte de Itália em que se usam rodelas de tomate e assim ainda foi mais rápido.

A massa foi a primeira coisa a fazer, tudo na máquina e já está, usei a receita da Foccacia já aqui publicada.
Para uma massa sem fermento biológico e que por isso não precisa de levedar, ver a Massa de Pizza Ultra-rápida, que é óptima para momentos inesperados.

Fiz assim...

PIZZA


INGREDIENTES
massa de pizza (foccacia)
tomates maduros
queijo mozzarela fresco
queijo mozzarela curado e ralado
queijo tipo flamengo fatiado
manjericão fresco
ananás fresco
fiambre
cebola às rodelas finas
azeitonas pretas
pimenta
orégãos
azeite

PREPARAÇÃO
Esticar a massa finamente numa forma e deixar levedar mais 20min.
Dispor uma camada de rodelas de tomate, polvilhar com folhinhas de orégãos secos e passar um fio de azeite. Espalhar as fatias de queijo, o manjericão, o queijo mozzarela fresco desfeito com os dedos e o mozzarela ralado. Polvilhar com mais orégaos, pimenta e um fio de azeite.

Na outra pizza, a base é a mesma, mas por cima das fatias de queijo colocar as fatias de fiambre rasgado e o ananás também cortado com os dedos. Salpicar com orégãos, pimenta e fio de azeite.
Nesta pizza optei por colocar um ovo cru no centro.
Levar ao forno até o queijo estar derretido e as bordas douradas mas não muito secas (pico com um garfo para ver).

(na foto os pratos que a prima Bern nos trouxe do Brasil)

NOTAS, MAS NÃO MENOS IMPORTANTES
- Os ingredientes cortados à mão ficam com melhor aspecto e o ananás sempre solta o seu sumo;
- Só no fim de já estarem no forno é que me lembrei das rodelas de cebola e das azeitonas pretas descaroçadas que esqueci;
- A minha preferida é de manjericão e mozzarela;
- A massa pode ser feita com alguma antecedência, didida em bolas, equivalentes a cada pizza, e mantida no frigorífico. Na altura de cobrir é só esticar e prosseguir. Para poupar tempo, esticar as bases e assá-las 7min. em forno já quente e retirar, deixando arrefecer (podem ser congeladas). Depois, quando cobertas, levar ao forno aquecido para acabar de assar e derreter o queijo. Poupa-se tempo, assim.

quinta-feira, 17 de abril de 2008

MUFFINS DE DUPLO CHOCOLATE E NOZES ou MUFFINS DE BROWNIE ou MUFFINS TIREM-MOS DAQUI SENÃO EU COMO-OS TODOS PORQUE SÃO REALMENTE DELICIOSOS

Os muffins associam-se aos EUA, no entanto foram criados em Inglaterra e só depois levados pelos colonos para o Novo Mundo. São semelhantes aos cupcakes, mas menos doces, menos exuberantes na cobertura e mais grosseiros (no bom sentido da palavra).

Um muffin e uma chávena de chá é tipicamente inglês (os scones também). São individuais (e provavelmente também intransmissíveis) sendo que os muffins ingleses são mais pequenos que os americanos.

Receitas de muffins há a dar com um pau, dos doces aos salgados, dos recheados aos cobertos ou simplesmente polvilhados.

A tradição ensina que se devem misturar os ingredientes secos em separado dos líquidos e depois misturados rapidamente, sem bater em demasia e assá-los sem espera. São por isso rápidos de fazer, lol.

Os brownies são um dos doces mais famosos e internacionalizados dos EUA. Para os amantes de chocolate é a perdição total. Tradicionalmente o brownie é feito em tabuleiro que depois de assado e arrefecido é cortado em tiras e depois em quadrados ou rectângulos.

Quem não se lembra dos brownies do MacDonalds? A minha sobremesa predilecta, o MacCafé - brownie e um café, até que desapareceram desta cadeia em Portugal. Com eles desapareceram também os muffins de mirtilos (estes ficam para outro post).

Os brownies são de massa de chocolate com frutos secos (geralmente nozes das pecãs) e pepitas de chocolate. A sua massa é algo compacta e substancial porque leva mais chocolate que farinha :) Podem ser servidos simples ou acompanhados com uma bola de gelado e/ou chantily (já estamos a ver a origem da obesidade EUA). As inúmeras receitas que já vi, que tenho e fiz são muito gordurosas, esta aqui não se pode considerar uma receita de brownie porque não é feita em tabuleiro, mas a diferença vai estar na forma e não no sabor.

Aqui fica uma homenagem a todos os que simultaneamente são "muffiníacos" e "browníacos".

Receita adaptada do livro "Muffins, brownies, bagels, doughnuts e cia." da Naumann e Gobel.

Fiz assim...

MUFFINS DE DUPLO CHOCOLATE E NOZES ou MUFFINS DE BROWNIE ou MUFFINS TIREM-MOS DAQUI SENÃO EU COMO-OS TODOS PORQUE SÃO REALMENTE DELICIOSOS


INGREDIENTES
300g de farinha de trigo T65
1 colher (sopa) de fermento em pó ou de bicarbonato de sódio
75g de açúcar
40g de cacau em pó
200g de chocolate de leite
4 colheres (sopa) de óleo alimentar ou manteiga
2dl de leite
1 iogurte natural
1 ovo
100g de chocolate de leite partido em pequenos pedaços
100 g de miolo de noz partida


PREPARAÇÃO
Como a massa não pode esperar, pré-aquece-se o forno no máximo e untam-se as forminhas ou o tabuleiro de muffins (usei desmoldante) ou colocam-se dentro destas, formas plissadas de papel.
Numa tigela misturam-se os ingredientes secos: farinha, fermento, açúcar e cacau.
Noutra tigela derrete-se 200g de chocolate de leite com o óleo e um pouco do leite. Junta-se ao chocolate o ovo, o iogurte, restante leite e o chocolate partido e as nozes.
Verte-se esta mistura na tigela dos secos e mistura-se rapidamente sem bater.
Enchem-se as forminhas mas não até cima, embora não cresçam muito.

Vai ao forno 180ºC durante 15min ou até o palito sair seco. Não assar demasiado.
Retiram-se, desenformam-se e deixam-se arrefecer num grelha. Polvilham-se com açúcar em pó.

NOTAS, MAS NÃO MENOS IMPORTANTES
- Esta massa aceita variações, em vez de chocolate de leite podem ser colocados pedaços de chocolate branco; em vez de nozes pode-se colocar amêndoa. Pode-se enriquecer com 1 ou 2 colheres de coco ralado, ou melhor ainda, tiras de coco fresco feitas com o pelador de cenouras, ou mesmo alperces secos picados;
- Se não se gostar de cacau pode-se substituir por chocolate em pó, mas ficará mais doce (reduz-se no açúcar) e não fará contraste com as pepitas de chocolate (a não ser que estas sejam de chocolate preto).