sexta-feira, 13 de junho de 2008

PÃO DE LEITE CONDENSADO

Pois aqui está um pão doce muito apetitoso. Quem resiste a um pão que tem como ingrediente leite condensado? Eu não!

Este pão fica macio e adocicado, pois o leite condensado substitui o leite em pó e o açúcar que poderíamos adicionar.

Programem esta receita para a hora do pequeno-almoço. Quando a hora chegar, terão esquecido que tinham programado a MFP e deixem-se levar pelo aroma a pão fresco, até à cozinha. Será um pequeno-almoço bem nutritivo.

Se a MFP for programada então o fermento deve ficar por cima da farinha e a água deverá ser fria.

Ver também o Pão de Leite que não levando leite condensado fica com uma textura semelhante e sabor adocicado.

Fiz assim...

PÃO DE LEITE CONDENSADO


INGREDIENTES
240ml de água com 2 ovos (tudo perfaz 240ml)
25g de fermento padeiro fresco
1 lata de leite condensado
3 colheres (sopa) / 45g de manteiga
600g de farinha de trigo
1 colher (chá) de sal

PREPARAÇÃO
Colocar na forma da MFP pela ordem indicada nos ingredientes.

Seleccionar programa "Sandes", com côdea clara.

NOTAS, MAS NÃO MENOS IMPORTANTES
- Se pudermos desligar a MFP antes de terminar o ciclo, mais clara fica a côdea, desligo 15min. antes, mas se estivermos na dúvida fazemos o teste do palito no centro do pão;
- Para um pão estilo "manhanzitos", esperamos pelo bip e acrescentamos pepitas ou cubinhos de chocolate.

quarta-feira, 11 de junho de 2008

PRETZELS SALGADOS / SALZBREZELN NA MFP

Pretzels e Bagels são dois tipos de pães com formato muito próprio.

A curiosidade de os fazer e experimentar sempre foi grande. Desta vez foram os Pretzels alemães, mas breve, breve serão os Bagels.


Existem dois tipos de Pretzels, os duros e estaladiços e os leves e macios. Foram estes últimos que fiz. Se se quiserem os primeiros omite-se o segundo levedar.

Com a mesma massa podem fazer-se os Salzbrezeln que têm a forma de palitos, equivalentes aos Grissini torinesi, palitos italianos.
Os Pretzels tradicionalmente são polvilhados com sal e acompanham uma, ou várias, cervejas, ou melhor ainda, uma caipirinha.

Não são pães para fazer sandes, embora se possam fazer, nem para fazer torradas, coisa que também fiz.

A receita que segui é a do livro "Pão, como fazer à mão ou à máquina" de Eric Treuille e Ursula Ferrigno. É uma receita simples, adaptei-a à MFP.

Fiz assim...

INGREDIENTES
350ml de água morna
500g de farinha de trigo
20g de fermento padeiro fresco
1 1/2 colher (chá) de sal

ovo para pincelar
sementes (usei sésamo branco, sésamo preto, papoila branca e papoila preta) e sal grosso para decoração

PREPARAÇÃO
Prepara-se primeiro uma "esponja" de massa, colocando na forma da MFP o fermento, 100ml de água e alguma farinha, até formar uma massa muito mole. Selecciona-se o programa "Massa" ou outro qualquer e deixa-se amassar e espumar a massa durante 20min..
Para-se a MFP e adiciona-se a restante água e farinha. Selecciona-se novamente o programa "Massa" e deixa-se terminar.

Passada 1 1/2h vaza-se a massa para a pedra enfarinhada e tendem-se 8 bolas iguais. Cada bola é agora tendida em rolo com 60cm deixando no centro uma espessura maior. Pega-se nas pontas do rolo, dá-se um volta com elas e prende-se na zona mais larga do rolo, para que fiquem com aspecto de Pretzels.


Colocam-se em tabuleiro enfarinhado, separadas umas das outras, cobertas com um pano, durante mais 45min.-1h.
Pincelam-se com um ovo batido com uma colher de água. Decora-se com sal grosso ou sementes de sésamo, papoila...
Leva-se ao forno pré-aquecido, no mesmo tabuleiro, durante 15-20min., a 220ºC.

Retiram-se e deixam-se arrefecer numa grelha.

Fazendo à mão, dissolve-se o fermento em 100ml de água, mistura-se a farinha com o sal, coloca-se numa taça grande, abre-se uma cova ao meio, coloca-se a mistura do fermento e envolve-se com alguma farinha. Tapa-se e deixa-se espumar 20min.. Depois acrescenta-se a restante água e envolve-se na restante farinha. O restante é igual.

Rende 8 Pretzels.

NOTAS, MAS NÃO MENOS IMPORTANTES
- Embora os tradicionais sejam com sal, eu prefiro com sementes de sésamo ou papoila.

terça-feira, 10 de junho de 2008

CHAO-MIN DE LULAS

De vez em quando apetece um aroma mais oriental. É rápido e prático.

Com a mesma base faço Chao-min de frango, porco, gambas... desta vez coube às lulas o desempenho do seu papel.

É uma receita versátil pois para além de se poder alterar o ingrediente principal - o rei da festa, por assim dizer - podem-se alterar também os vegetais para ir de encontro aquilo que se tem no frigorífico ou usar uma mistura congelada de vegetais para comida chinesa. Mesmo que se use esta mistura congelada acabo por acrescentar outros vegetais como os rebentos de soja, as espiguinhas de milho, cenoura, pois essa mistura é pobre nalguns, sendo uma boa base.
As quantidades indicadas são meramente de referência, podem ser alteradas em função do número de pessoas ou ingredientes disponíveis.

Para entrada podem ser servidos uns crepes chineses congelados e depois fritos, servidos com molho agri-doce ou de soja, e hóstias de camarão.

A acompanhar pode-se comer pão chinês, cozido no vapor e para beber, chá verde com jasmim é o ideal, ajuda a digestão e é muito aromático.

Pode-se terminar esta refeição oriental com gelado frito que também já se encontra à venda congelado.

Fiz assim...

CHAO-MIN DE LULAS


INGREDIENTES
250g de noodles (massa chinesa com ovo)
500g de lulas limpas e cortadas em rodelas com 1,5cm (incluem-se também os tentáculos)
2 + 2 colheres (sopa) de óleo de sésamo
1 malagueta ou molho picante a gosto
400g de vegetais cortados (cenoura, pimento vermelho e/ou verde, rebentos de soja, bambu, ervilhas, ervilhas de quebrar, cogumelos pretos chineses, cebola, espiguinhas de milho)
2-3 colheres (sopa) de molho de soja
1 colher (sopa) de sementes de sésamo (opcional)
sal q.b.
pimenta q.b.

PREPARAÇÃO
Coze-se numa panela o massa chinesa, quando al dente, escorre-se e reserva-se num prato.
Cortam-se os vegetais, nomeadamente a cenoura, a cebola e os pimentos, em lascas de quadrangulares (2x2cm) ou em losangulares.
Aquece-se bem o wok e colocam-se as lulas para que percam a humidade. Assim que se formar caldo no fundo do wok, retira-se este com uma concha para o tacho onde se cozeu a massa e reserva-se. Quando secas, colocam-se para a borda do wok e acrescenta-se um pouco do óleo de sésamo, aquece-se e fritam-se ligeiramente as lulas e a malagueta. Retiram-se para o tacho anterior.
Continua-se com o wok ao lume e acrescenta-se agora mais um pouco de óleo se sésamo e salteiam-se os vegetais. Quando salteados, acrescenta-se um pouco do caldo das lulas, ou se necessário água quente. Deixa-se cozer um pouco. Acrescenta-se o molho de soja, envolve-se e prova-se de sal e pimenta (se for necessário acrescenta-se). Acrescentam-se as lulas e alguma água quente e deixa-se fervilhar um pouco. Envolve-se a massa.
Serve-se bem quente, salpicado com sementes de sésamo (opcional) e acompanhado por um arroz Chao-chao (arroz branco solto e no fim de feito acrescentam-se ervilhas cozidas, fiambre em cubinhos pequenos e ovo mexido bem cortadinho também).

NOTAS, MAS NÃO MENOS IMPORTANTES
- Produtos orientais alimentares, que não se encontram facilmente nos supermercados podem ser comprados no Exotic Asia Market à entrada de Lisboa, o que não é o caso dos ingredientes desta receita, que existem em qualquer lado;
- A mistura de vegetais chineses, congelada, existe em muitos supermercados, algumas com a marca do próprio, usei a do LIDL;
- Podem ser usados brócolos cozidos, em raminhos pequenos, mas não desfeitos, pois ainda vão acabar de cozer com os restantes vegetais, ou então ser envolvidos apenas no final.

segunda-feira, 9 de junho de 2008

PÃO DE FIAMBRE E PASSAS

Este pão vem na sequência do Pão de Fiambre, já publicado. É uma variação com passas. Os ingredientes e o modo de preparação são iguais. Adicionei um pouco de leite em pó para o tornar mais macio.

Quem não gosta de passas, não sabe o que está a perder!
É realmente delicioso e já não precisa de acompanhamento. Quer dizer, podem não acompanhar com nada, porque uma fatia deste pão barrado com Nutella ou doce de morango fica sempre bem, pelo menos para mim.

Fiz assim...

PÃO DE FIAMBRE E PASSAS



INGREDIENTES320ml de leite com um ovo dentro da medida
20g de fermento padeiro fresco
1 colher (sopa) de açúcar
30g (2 colheres de sopa) de óleo alimentar ou manteiga derretida
400g de farinha de trigo T65
200g de farinha de centeio T90
25g de glúten de trigo
2-4 colheres (sopa) de leite em pó
10g de sal
300g de fiambre fatiado
passas de uva (sultanas) q.b.

1 ovo para pincelar

PREPARAÇÃO
Amornar o leite e colocar na forma da MFP. Juntar o fermento e agitar a forma para desfazer o fermento. Juntar o açúcar, o óleo, as farinhas, o glúten, o leite em pó e o sal. Ligar a máquina do ciclo de "sandes" na quantidade I de massa.

Quando soar o bip às 2h deixar amassar e de seguida retirar a massa para a pedra enfarinhada. Dividir a massa em 3 bolas. Esticar em rectângulo cada uma delas em separado, com o rolo da massa, tendo o cuidado de enfarinhar bem. Cobrir com as passas de uva e as fatias de fiambre, algumas sobrepostas. Enrolar a massa. Fazer o mesmo à restante massa.
Cortar cada rolo em porções de 7-8cm de comprimento e acomodá-los na forma. Ter o cuidado de não deixar o fiambre em contacto com a forma para não queimar. Se sobrarem alguns, apertam-se os anteriores até caberem todos na mesma camada.

Quando faltarem 20min. abre-se rapidamente a tampa da MFP e pincela-se a côdea com um ovo batido.

Desenformar e deixar arrefecer numa grelha antes de fatiar.
Pode ser assado no forno convencional, colocando a massa assim cortada num tabuleiro, ou forma de pão ou de bolo inglês.


NOTAS, MAS NÃO MENOS IMPORTANTES
- Em vez de fiambre pode ser usado chourição fatiado;
- Pode-se optar apenas por usar farinha de trigo.

sexta-feira, 6 de junho de 2008

TARTE DE MAÇÃ DA VOVÓ DONALDA (APPLE PIE)

Quem cresceu a ler histórias do Tio Patinhas e companhia, lembra-se perfeitamente das tartes da Vovó Donalda, na janela da sua cozinha a fumegarem. De repente vinha o urso Colimério e lá ia a tarte. Bem que a Vovó e o Gansolino procuravam, mas já iam tarde.

Estas tartes cobertas, de massa dupla, ficaram no meu imaginário. Cresci a sonhar com elas se bem que era como as tivesse comido, porque imaginava bem o seu sabor.

A Vovó Donalda era a avó ideal de qualquer neto, vivia numa quinta longe da cidade, cheia de animais, onde se podia ir nas férias e fazia tartes e bolinhos sempre que os netos, Huginho, Zezeinho e Luisinho e Lálá, Lélé e Lili a iam visitar. Não sei se alguma vez ela fez esta receita, pouco importa. Sei uma coisa, esta tarte é deliciosa e vai de encontro ao sabor que eu tinha delas, apenas pela leitura.

Durante muito tempo fui aperfeiçoando, ao meu gosto, o recheio desta tarte, acrescentando mais uma pitada de, diminuindo outra de... Pode-se usar o recheio para uns pasteis de massa folhada ou tenra, criando umas hand pies. O sabor deste recheio é idêntico ao das tartes de maçã do McDonalds.

Não tenho foto da tarte a ver-se o recheio pois não dá tempo de tirar, nem sei se estão ver!

Fiz assim...

INGREDIENTES
Para a massa:
200g de farinha de trigo
2 colheres (sopa) de açúcar
1 colher (café) de sal
150g de manteiga fria cortada em pequenos cubos
1-2 colheres (sopa) de água fria

Para o recheio:
8 maçãs descascadas e cortadas em lâminas ou cubos
200g de açúcar
2 colheres (sopa) de farinha de trigo
1 colher (chá) de canela em pó
pitada de noz moscada ralada
2 colheres (sopa) de manteiga
raspa de 1 limão

PREPARAÇÃO
Misturar a farinha com o açúcar e sal. Acrescentar a manteiga aos cubos e com o misturador de massas areadas, vai-se misturando a manteiga com a farinha. Deverá ficar como areia solta. Acrescenta-se a água aos poucos, e mistura-se com uma colher de pau, até formar uma bola que não pegue. Reserva-se no frigorífico.
Mistura-se à maçã todos os ingredientes e deixa-se macerar uns minutos.

Divide-se a massa em 2 bolas iguais e rouba-se a uma delas uma bolinha pequena que se junta à outra (ficam 2 bolas, uma maior que a outra). Estica-se com o rolo da massa, a bola maior, de forma a poder forrar uma tarteira (28cm) no fundo e margens. Se tiver uma chaminé de tartes é a altura de a colocar no centro da tarte.
Recheia-se com a mistura da maçã, deixando ao meio uma altura maior de recheio.
Estica-se a outra bola de massa e cobre-se a tarte. Pincelam-se as bordas da massa que já está na tarteira para que adira mais facilmente à massa da cobertura, faz-se pressão para as unir.
Com as sobras de massa faz-se um rolo fino e coloca-se na margem.
Se não vai ser usada uma chaminé, convém fazer umas aberturas na massa, antes ou depois da montagem.

Vai ao forno pré-aquecido, 45min. a 180ºC.

Serve-se morna ou fria.

NOTAS, MAS NÃO MENOS IMPORTANTES
- As maçãs podem ser quaisquer: golden, starking, reineta, royal gala, granny smith, eu prefiro golden se bem que as reinetas são as clássicas;
- No recheio pode-se colocar outros temperos como o cravinho, cardamomo, erva-doce, etc... Prefiro guardar o cravinho e o vinho do porto para um crumble de maçã;
- A chaminé nestes tipos de tarte são importantes para fazerem escapar o vapor da cozedura dos frutos, pois se não a massa de cima não fica estaladiça;
- As aberturas da massa da cobertura podem ser feitas antes da montagem com um corta bolachas pequenino, criando assim uma decoração;
- Não é normal pincelar com gema a tarte, mas se assim se quiser pode-se fazê-lo para ficar dourada.

quinta-feira, 5 de junho de 2008

GRÃO DE BICO FRITO DOCE OU SALGADO

Depois de uma cairpirnha, ou ainda com esta na mão, com a outra agarramos uns salgadinhos. Neste caso a sugestão veio da ilha de S. Miguel - Açores, pelo blog da Nani e é grão de bico frito.

Costumo comprar milho frito (no Pingo Doce), gosto muito. Já experimentei favas fritas como aperitivo. Banana frita. Soja, grão de soja salgado, trouxeram-me do Brasil, foi o HP, alguns temperados com sabor a queijo ou ervas. Mas realmente grão de bico frito nunca tinha comido, pois, e feijão também não, mas este como tem um tegumento mais espesso não deve sair muito bem, não sei...

Fiz assim...

GRÃO DE BICO FRITO DOCE OU SALGADO



INGREDIENTES
grão de bico cru
sal fino q.b. ou
açúcar q.b.

PREPARAÇÃO
Demolhar, durante algumas horas, em água fria o grão de bico até inchar. Escorrer e secar num pano de cozinha.
Fritar em óleo bem quente até que fiquem dourados e venham ao de cima.
Escorrer em papel absorvente e temperar metade com sal fino e a outra metade com açúcar (ou só um dos temperos.

NOTAS, MAS NÃO MENOS IMPORTANTES
- A Nani sugere que se possa usar pimenta moída juntamente com o sal.

PRÉMIOS, DISTINÇÕES E NOMEAÇÕES

Depois do baptismo com a distinção "Campanha da Amizade" a Nani voltou a atribuiu a este blog o selo "This blog is Rated E for Excellent".
Já não é um baptismo, posso considerar que agora foi a Primeira Comunhão, lol.

Obrigado à Nani do Manjar de Ideias Doces... e não só! Passem por lá que vale a pena. Vejam o meu próximo comentário, o do grão de bico frito, pois veio de lá, de S. Miguel.

terça-feira, 3 de junho de 2008

CAIPIRINHA

Pois, esta receita não tem nada de especial, todos a fazem, é apenas uma sugestão de acompanhamento do Bobó de Camarão.

Brasileira, agri-doce, refrescante, causadora de boa disposição, é assim a caipirinha. Seja de dia ou à noite, de verão ou de inverno, caipirinha é sempre caipirinha. E agora que o calor chegou novamente...

Uma tarde de calor (mas à sombra) com uma cairipinha e uns aperitivos salgados, tremoços e/ou pevides e uns amigos, é uma tarde bem passada.
Agora já percebemos a origem da alegria contagiante, boa disposição, descontração e sorriso nos lábios dos brasileiros, estarão a pensar numa caipirinha?

Há versões da caipirinha: a caipiríssima com rum, a caipiroska com vodka, o caipirão com Licor Beirão (dica da Ameixa Seca), mas caipirinha é mesmo com cachaça, aguardente de cana-de-açúcar.
Como tinha algumas limas a ficarem maduras de mais, resolvi o problema, fazendo umas caipirinhas.

E se até aqui tínhamos (ou não) de picar o gelo, agora já há sacos de gelo picado. A portuguesa Silvex já tinha sacos para cubos de gelo convencionais, depois lançou os sacos de palitos de gelo (para passarem no gargalo das garrafas), depois o gelo para whisky, em cubos grandes, e agora o gelo picado, uuuuuuuuu! Estes sacos de Gelo Picado são "Produto do Ano eleito pelos consumidores - Grande prémio de Marketing e Inovação 2008". Já não há desculpas para o gelo picado, no congelador pode estar sempre um saco feito para os imprevistos (1 saco dá gelo para 2 caipirinhas, mas convém ter mais do que um saco).

(Foto http://www.silvex.pt/main_emcasa.php?id=2&p=2)

Fiz assim...

INGREDIENTES
para cada caipirinha
1 lima cortada em 8
2 colheres (sopa) de açúcar branco, amarelo ou mascavado (depende do apreciador)
1dl de aguardente de cana
gelo picado q.b.

PREPARAÇÃO
Num almofariz esmagar a lima com o pilão.
Acrescentar o açúcar e macerar mais um pouco.
Juntar a aguardente de cana e mexer.
Colocar a 2/3, gelo picado, num copo baixo, grosso e largo (tipo whisky). Verter a mistura anterior sobre o gelo.

Servir com 2 palhinhas largas e curtas.

NOTAS, MAS NÃO MENOS IMPORTANTES
- A quantidade de açúcar pode ser ajustada consoante os gostos, bem como o tipo de açúcar;
- Quando se esmaga a lima com o pilão o interesse é extrair o sumo da polpa, não é esmagar a casca pois ficará um sabor amargo;
- Os movimentos com as palhinhas ajudam a ir envolvendo o gelo na cachaça.

BOBÓ DE CAMARÃO

Simplesmente delicioso, aromático, suave e cremoso. Pena que os blogs ainda não permitam o envio de cheiro, teríamos um hardware, ao lado do scanner, da impressora e das colunas de som que transmitiria o cheiro...
Vale a pena experimentarem, não se vão arrepender.

É um prato brasileiro, de origem africana, típico do estado da Bahia. É como que uma sopa que alia a cremosidade do puré de mandioca com o aroma do leite de côco e dos coentros e a cor rosa-salmão do camarão. É um devaneio para os sentidos. Deve ser comido bem quente, pois a mandioca ao arrefecer fica espessa.

As receitas originais levavam camarão seco, mas por estas bandas substitui-se pelo fresco.

Fiz assim...

INGREDIENTES
2kg de camarão
1kg de raiz de mandioca
2 cebolas picadas
4 colheres (sopa) de óleo
0.5kg de tomate pelado
3 colheres (sopa) de coentros picados
2 chávenas de leite de côco
2 colheres (sopa) de azeite de dendê ou óleo de palma
pimenta moída q.b.
sal q.b.

PREPARAÇÃO
Coze-se o camarão em água com algum sal (não em exagero) e piri-piri. Escorre-se e deixa-se arrefecer. Descasca-se o camarão mas reservam-se as cascas e cabeças.

Descasca-se a mandioca, rejeitam-se as partes muito fibrosas e corta-se em cubos. Coze-se em água e sal. Escorre-se mas aproveita-se a água.

Liquefazem-se as cascas do camarão com as cabeças às quais já foram tirados os olhos (corta-se com a tesoura a extremidade da cabeça) na água de cozedura da mandioca, com a varinha mágica. Filtra-se o caldo.

Com a varinha mágica, reduz-se a puré a mandioca com 2 chávenas do caldo obtido anteriormente. Reserva-se.

Pica-se a cebola e leva-se ao lume com o óleo. Deixa-se alourar ligeiramente e acrescenta-se o tomate pelado, cortado. Deixa-se refogar. Acrescentam-se os camarões, e os coentros picados. Baixa-se o lume e cozinha-se alguns minutos com a tampa (mais algum tempo se o camarão estava cru - ver notas).
Junta-se o puré da mandioca, o leite de côco e o azeite e mexe-se.
Rectifica-se de sal, pois o puré tinha a água da cozedura já com sal, acrescenta-se a pimenta e deixa-se ferver uns minutos.

Serve-se bem quente acompanhado com arroz branco.

Serve bem 6 pessoas.

NOTAS, MAS NÃO MENOS IMPORTANTES
- Para facilitar usei 1kg de camarão médio/grande que descasquei e 1kg de miolo de camarão médio (já descascado);
- Não usei o azeite de dendê nem o substituí;
- É importante que o bobó esteja bem quente para ser servido e degustado com cremosidade, pois a mandioca pode espessar muito;
- À cebola pode ser acrescentado alho, cenoura cortada finamente ou outro vegetal cortado bem fino;
- O camarão pode ser usado cru. Descasca-se e fervem-se as cascas e as cabeças sem olhos e logo a seguir liquefaz-se para obter a água do camarão. Quando se adiciona o camarão cru ao refogado, este estará mais algum tempo para cozer (o meu esteve pois o miolo estava cru);
- O bobó pode levar ainda castanha de cajú picada.

segunda-feira, 2 de junho de 2008

PÃO OUTBACK NA MFP (OUTBACK STYLE BREAD - BREADMACHINE)

Experimentei fazer o famoso pão "Outback Bread" na versão MFP em vez de assar no forno convencional. Resultou muito bem, mesmo sem conhecer a versão original.

Outback Steakhouse é uma cadeia australiana de restaurantes, fundada em 1988 (Florida) e possui 750 restaurantes espalhados pelo mundo (em Portugal não há, no Brasil há vários). Para além de carne tem muitas outras especialidades que vão das pastas ao peixe, passando pelas saladas, molhos e pão. Esta receita é um dos pães servidos.


Encontrei várias versões que dizem ser iguais à original, recolhi de todas os ingredientes principais e indico as variações. Algumas receitas não incluiam a farinha de centeio, apenas de trigo integral, bem como o café. Em todas elas o pão é escuro (as fotos foram tiradas com flash daí terem ficado claras), levemente adocicado e tendido em pequenos cacetes largos. A minha versão do Outback Bread foi feita na MFP. Se este pão não for igual ao servido nos restaurantes da cedeia, é um bom pão com certeza.

Fiz assim...

INGREDIENTES
320ml de água morna
corante castanho
20-25g de fermento padeiro biológico fresco ou 2 colheres (chá) de fermento biológico seco
2 colheres (sopa) de manteiga ou margarina
100g de melaço escuro
350g de farinha de trigo
200g de farinha de trigo integral
200g de farinha de centeio (ou + 200g de farinha integral)
1 colher (sopa) de glúten de trigo
2 colheres (sopa) de cacau em pó
1 colher (café) de café solúvel (opcional)
3 colheres (sopa) de mel ou de açúcar mascavado escuro ou 1.5 colher de cada
1 colher (chá) de sal


PREPARAÇÃO
Pela ordem indicada nos ingredientes coloquei na forma da MFP, seleccionei o programa "Sandes", tamanho de pão "II" e cor clara (porque gosto de côdea fina e clara, mas pode ser alterado).
1h antes de acabar, como a massa tinha crescido muito, com a espátula de silicone, junto às bordas da forma acamei um pouco a massa, não mexi no centro desta, foi só nas laterais, para que a massa mantivesse uma forma arredondada.
Desenformei e deixei arrefecer numa grelha. Cortei ainda morno, porque não aguentei a espera!

NOTAS, MAS NÃO MENOS IMPORTANTES
- Não tendo corante castanho, este pode ser obtido pela mistura de corante vermelho, azul e amarelo, na proporção de 3:2:1 respectivamente (por exemplo 3 gotas de vermelho, 2 de azul e 1 de amarelo, ou múltiplos);
- Não tinha melaço e usei a mesma quantidade de xarope de milho (que é dourado e tem a mesma consistência) com uma colher de sopa de malte de cevada (para escurecer); usei o açúcar mascavado, porque quem iria comer o pão não gosta de mel; não usei os corantes; seleccionei côdea clara na MFP. Por estes motivos o pão ficou escuro mas não tanto como o original.