segunda-feira, 17 de agosto de 2009

GINJINHA

Há quem goste de comer ginjas, eu só em licor ou doce. Com elas ou sem elas, na garrafa, ginjinha é portuguesa.
Como as ginjas têm sabor acre, com açúcar tornar-se mais agradável, o doce é óptimo a acompanhar um queijo fresco de vaca ou cabra, ou uma simples tosta.

Este ano tive alguma fartura de ginjas e fiz várias garrafas usando diferentes métodos. Este aqui é o que elegi não só pelo sabor como pela facilidade. Noutros métodos descaroçam-se, pisam-se ou cozem-se em calda ou não e só depois ficam em repouso na aguardente. Alguns métodos recomendam que se junte logo o açúcar, outros depois, alguns pedem que se deixe ficar parte do pedúnculo (pé) da ginja, outros ainda que se exponha a garrafa ao Sol, outros por outro lado, pedem escuro...
Este método é simples e prático com resultados garantidos.
Usar ginjas sãs e maduras, as minhas poderiam estar um pouco mais maduras, mais foi um salve-se quem puder, uma luta pelo poder, e os pássaros iam levando a melhor!

Fiz assim...

GINJINHA


INGREDIENTES
400g de ginjas maduras
300ml de aguardente
100ml de vinho tinto
1 pau de canela
2 cravinhos

400g de açúcar

PREPARAÇÃO
Numa garrafa grande de boca larga colocar as ginjas sãs, lavadas e sem pedúnculo, a aguardente, o vinho, a canela e os cravinhos. Deixar em infusão 2 semanas, em local escuro, agitando de 2 em 2 dias.
No fim das 2 semanas adicionar o açúcar e deixar repousar 1 mês, revolvendo o frasco para dissolver o açúcar de 2 em 2 dias no início.

Querendo a ginjinha sem ginjas, coar através de papel de filtro (ou filtro de café de papel) para a garrafa de vidro desejada. Querendo com ginjas, no fim de coado, adicionar algumas ginjas (máximo 1/4 da garrafa).
Etiquetar.


NOTAS, MAS NÃO MENOS IMPORTANTES
- As quantidades indicadas podem ser alteradas para a garrafa onde se irá preparar o licor (uso uma garrafa 750ml de boca larga da polpa de tomate) ou consoante o gosto, mais adocicado ou alcoólico.

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

BOLO HÚMIDO DE 4 LEITES

É um bolo simples, não se desenforma, serve-se no próprio pirex.
É um bolo de rápida preparação, integralmente na batedeira.
É um bolo prático, prepara-se no dia anterior.
É um bolo húmido, de verão, deve servir-se bem fresco.
É um bolo com muito leite.

No fim de assado o bolo, faz-se a calda que se verte no bolo perfurado. Deixa-se embeber e só no fim de frio se cobre com natas.

Esta receita é da Nestlé brasileira, de folhetos promocionais aos produtos da marca (Molico, Moça) mas foi feito integralmente com leites da concorrência, lol.
Receita com mais de 3 lustros, na caixinha dos recortes de receitas para fazer e que nunca o são, apesar de parecerem deliciosas, ou não tivessem sido guardadas.

Chama-se de 4 leites porque para além do leite tradicional, inclui o em pó, o condensado e o evaporado. Leite em pó, evaporado e condensado, são todos obtidos de leite de vaca sofrendo processo de desidratação total para o em pé e de 60% para os restantes. O leite evaporado perdeu água por evaporação, na realidade deveria ser chamado de condensado (pois foi a água é que evaporou e não o leite). O leite condensado tradicional deveria ter a designação de leite condensado açucarado, pois é leite evaporada ao qual se junta açúcar.
A manteiga e as natas têm origem no leite, por isso este bolo é muito lácteo!

Na ausência do leite em pó, este bolo transforma-se no Pastel tres leches típico da América Latina.

Fiz assim...

BOLO HÚMIDO DE 4 LEITES


INGREDIENTES
Para o bolo:
100g de manteiga
150g de açúcar
5 ovos
3 colheres (sopa) de leite em pó
1 colher (chá) de essência de baunilha
200g de farinha
1 colher (chá) de fermento em pó
pitada de sal fino

Para a calda:
1 lata de leite condensado (pode ser light)
1 lata de leite evaporado
100ml de leite

Para a cobertura:
400ml de natas
3 colheres (sopa) de caramelo líquido
coco ralado (enfeitar)

PREPARAÇÃO
Na taça da batedeira bater muito bem a margarina com o açúcar. Juntar os ovos, sem parar de bater em grande velocidade. Acrescentar o leite em pó e a baunilha e bater bem.
Diminuir a velocidade da batedeira para o mínimo e envolver a farinha misturada com o fermento.
Verter num pirex (25x30cm) untado com margarina ou desmoldante e levar ao forno a 180ºC, 40min. ou até ficar com a superfície dourada e o palito sair seco.
Retirar e esperar 10min..

Numa tigela fazer a calda misturando os leite e mexer bem.
Perfurar de forma regular todo o bolo com um palito de espetadas e verter a calda por cima, chegando também às bordas.
Deixar arrefecer.

Levar ao frigorífico até ao dia seguinte.

Bater as natas com a batedeira e a meio do processo adicionar o caramelo líquido.
Cobrir o bolo.
Polvilhar com coco ralado.
Manter no frigorífico até ao momento de servir.

NOTAS, MAS NÃO MENOS IMPORTANTES
- Quando verter a massa do bolo para o pirex para o levar ao forno, alisar bem, ou deixar o centro ligeiramente mais baixo, pois a massa tem tendência a elevar-se mais no centro;
- Sendo o leite evaporado um leite concentrado, com pouca água, este pode ser feito, em caso de não se encontrado à venda, a partir de leite em pó: misturar 54g de leite em pó com 270ml de água, levar ao frigorífico 12h e depois bater na batedeira até espumar.

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

PATANISCAS DE BACALHAU

Nada melhor que para uma, sem graça, sobra de bacalhau cozido ou assado, ser transformado em Pataniscas de Bacalhau. Aliás quando cozo bacalhau espero que sobre sempre umas lasquinhas para pataniscas.
Surpreendentemente os "piquenos" aqui de casa, gostam muito de pataniscas!

Lembra verão, lembra piqueniques, são óptimas. Também já fiz Pastelões lusitanos de Atum, algo semelhantes, muito atomáticos, bons também, mas Pataniscas de Bacalhau, hummmmm... e não é preciso muito bacalhau, depende das sobras. Indico a quantidade máxima de bacalhau que gosto de usar na proporção dos outros ingredientes. Se sobrar menos, quase que não se nota.

A polme que uso é muito semelhante à dos Fritos de Maçã ou de outra fruta, substituo a água por cerveja e acrescento 1 colher (sopa) de azeite para que absorvam menos gordura ao fritar. Para que absorvam ainda menos óleo, desproporcionei o ovo, usando só 1. A pole não fica líquida, mas não é muito presa, pois se não custa a sair da colher.

Fiz assim...

PATANISCAS DE BACALHAU


INGREDIENTES

300g de bacalhau cozido e desfiado em lascas
200g de farinha
150ml de cerveja
50ml de água
1 colher (sopa) de azeite
1 colher (sopa) de cebola picada bem fina
1 colher (sopa) de salsa ou coentros frescos
1 ovo
pitada de pimenta moída
pitada de sal fino
pitada de noz moscada moída

PREPARAÇÃO
Numa tijela colocar o ovo, a água e o azeite e bater bem com a vara de arames, até espumar.
Acrescentar a farinha, a cerveja e mexer novamente, agora com uma colher de pau.
no fim de estar sem grumos, juntar a cebola e a salsa e temperar com a pimenta e a noz moscada. Juntar o bacalhau, envolver e deixar descansar 10-15min..
Provar de sal e temperar.

Entretanto aquecer uma frigideira com 3-4cm de óleo, a 180ºC, e fritar as pataniscas deitando colheradas (colher grande de servir) no óleo. Deixar fritar 1-2min. de um lado, virar e acabar de fritar.
Retirar do óleo e escorrer num prato com papel absorvente.

Servir com arroz de feijão com ou sem couve ou arroz de tomate, com salada.


NOTAS, MAS NÃO MENOS IMPORTANTES
- Antes de acrescentar o sal, provar ligeiramente a polme, pois o bacalhau pode ser salgado, se assim for, não temperar com sal.

sábado, 1 de agosto de 2009

ARTISAN BREAD NA MFP

Já há tempo tinha assado a massa do No-knead Bread na MFP, mas o resultado, embora bom, não foi superior aquando assado no forno.
Como as massas do No-knead Bread e do Artisan Bread in five minutes a day são parecidas, sendo esta última mais consistente, resolvi experimentar outra vez com uma sobra de massa refrigerada. O resultado foi melhor do que o No-knead Bread, com um senão, a massa do Artisan Bread no forno assa mais depressa.

Assim, aconselho este método se for apenas para assar um pão, pois a MFP é mais económica do que o forno. Em caso de se querer assar dois pães, então o forno acaba por ser mais económico, pois assa durante menos tempo e dois pães em simultâneo.

O pão constinua a manter o miolo elástico e resistente, com poros bem abertos e definidos, típico de um pão de água.
No fim de assar na côdea da base e laterais são visíveis os poros (ver foto) da longa fermentação. A côdea está crocante ainda mas acaba por amolecer, mas para mim é óptimo. Então torrado... Esta é uma vantagem da MFP, pois ao moldar um pão quadrangular permite optimizar o espaço da torradeira/sandwicheira.

Este pão assado na MFP torna-se rápido de fazer, pois a massa já está pronta e refrigerada. Tem vantagem em relação ao Pão ultra-rápido, pois a qualidade é superior. O Pão rápido é bom para comer na hora, enquanto morno, p. e., mas de um dia para o outro fica com o miolo seco e com textura muito fina, esfarelando-se facilmente, devido ao fraco desenvolvimento do glúten, porque é pouco amassado e à baixa fermentação pelo pouco tempo de espera. O Artisan Bread na MFP mantém a maciez e a textura mais grosseira, uma vez que a massa foi levedada durante várias horas/dias.

Pode ser feito apenas com farinha de trigo T65 ou com mistura de farinhas de outros cereais, como o centeio ou com 1 colher (sopa) de farinha de alfarroba, p. e..

Fiz assim...

ARTISAN BREAD NA MFP


INGREDIENTES
+/- 700g de massa da receita base do Artisan Bread
sementes (para a cobertura - opcional)

PREPARAÇÃO
Retirar uma porção de massa do frigorífico e moldá-la repidamente, sem grandes amassos na pedra enfarinhada. Formar uma bola.
Retirar a pá da forma da MFP e ligar a MFP no programa "Assar" durante 5min.. Desligar a MFP e colocar a bola de massa na forma. Se for o caso de quere cobrir com sementes, pulverizar/pincelar um pouco de água/manteiga derretida e espalhar as semente. Fechar a tampa e deixar levedar 20-30min..
Sem abrir a máquina, seleccionar novamente o programa "Assar" deixando prosseguir até ao fim.
Se desejar uma côdea mais escura e mais crocante no fim deste ciclo, deixar assar mais 15min..

Retirar o pão e deixar arrefecer sobre uma grelha.


NOTAS, MAS NÃO MENOS IMPORTANTES
- Fatiar o pão só no fim de frio, se conseguir, lol, com uma faca de serra larga para que as fatias fiquem direitinhas.

quarta-feira, 29 de julho de 2009

FOUGASSE RECHEADA COM PIMENTOS VERMELHOS ASSADOS

O termo fougasse, é de um pão associado à região da Provença (e as ervas também, lol) na França mediterrânea, no entanto, com variações, é feito por todo o país.

É um pão achatado, flatbread, que tem origem romana no panis focacius (até parece o nome científico do pão!), pão assado nas cinzas da lareira (focus em Lt.).
Desta origem derivou a fougasse francesa, a focaccia italiana, a hogaza espanhola, a pogača das Balcãs, entre outros.

A fougasse pode ser comparada a uma pizza primitiva.

Usei a massa da receita base do Artisan Bread e recheei com pimentos vermelhos assados, seguindo a sugestão do livro (pg. 154).

Fiz assim...

FOUGASSE RECHEADA COM PIMENTOS VERMELHOS ASSADOS


INGREDIENTES

massa da receita base do Artisan Bread
pimentos vermelhos assados

azeite de alho (para pulverizar)

PREPARAÇÃO
Retirar uma porção de massa do frigorífico e formar uma bola com ela, na pedra enfarinhada.
Esticar a massa com a ajuda de farinha e do rolo da massa, formando um rectângulo.

Cobri metade desse rectãngulo com os pimentos vermelhos.
Na restante massa fazer uns golpes com a ajuda de uma faca afiada ou, mais facilmente, com o corta pizzas.
Dobrar a massa sobre a parte recheada e levar ao forno a 180ºC, até dourar, sobre uma laje de pedra pré-aquecida ou num tabuleiro.

Retirar do forno e pulverizar ou pincelar com azeite de alho.
Deixar arrefecer sobre uma rede.
Cortar em cubos e servir de seguida.


NOTAS, MAS NÃO MENOS IMPORTANTES
- Para assar os pimentos, num grelhador eléctrico ou na brasa, deixar queimar a pele dos pimentos, rodando-os para que fiquem uniformes. Fechar os pimentos assados num saco plástico para que transpirem uns minutos e numa bacia com água, mergulha-los, abri-los e retirar a pele, as sementes e o topo do pedúnculo. Em vez de os assar, pode-se usar pimentos já assados em frasco de conserva, já estão temperados e muito bons, foi os que usei (do Lidl).

sábado, 25 de julho de 2009

COUSCOUS

Couscous é um prato originário dos países africanos mediterrâneos, nomeadamente de Marrocos, mas também Algéria, Tunísia, Líbia, Egipto... É preparado também na Europa, sobretudo em países mediterrâneos, como França, Grécia, Chipre, parte de Itália, Espanha e Portugal. Deu origem a variações, como no Brasil o Cuzcuz Paulista (salgado) e o Cuszcuz Baiano (doce).

Tanto se designa couscous aos grânulos, com cerca de 1mm, preparados com sémola de trigo, como ao prato que com eles é elaborado.

Aqui em casa fazemos couscous ao longo do ano, mas no verão parece saber ainda melhor. É um prato fresco que pode ser preparado com algumas horas de antecedência. Para dias de praia é bom, quando se chega a casa já está pronto!
Fazêmo-lo como acompanhamento, se os ingredientes forem apenas legumes, ou como prato principal, tal como no original.
Podemos variar os ingredientes, mas alguns são sempre os mesmos como o tomate, o sumo de limão e a menta.

Os couscous podem ser cozinhados a vapor, escaldados, cozinhados ao lume, ou apenas com maior antecedência, deixando-os absorver os sucos dos legumes.

Como acompanhamento de carnes grelhadas, p.e., preparo-os juntando água quente, deixando-os absorver essa água, temperada com sal e manteiga.
Como prato principal em vez de água uso uma infusão de menta e acrescento carne, que pode ser grelhada na hora ou alguma sobra.

Fiz assim...

COUSCOUS


INGREDIENTES
2 medidas de couscous
3 medidas de água
4 + 4 folhas de menta (hortelã-pimenta)
1 colher (sopa) de manteiga
pitada de sal fino
pimenta moída
sumo de limão
2 tomates maduros mas firmes
1 courgete pequena
1 cenoura
1 febra grande (porco, frango, peru)

PREPARAÇÃO
Ferver a água e preparar uma infusão com as 4 folhas de menta.
Numa tigela colocar os couscous, a infusão de menta bem quente, a manteiga e o sal. Deixar absorver 10min..
Entretanto grelhar a carne e cortar em cubos, Reservar.
Cortar os tomates em cubos pequenos.
Saltear numa frigideira, com um pouco de manteiga, a courgete cortada em cubos (mantendo a casca, ou parte desta) e a cenoura em rodelas finas (feitas com o próprio descascador de cenouras). Temperar com a pimenta.

Na tigela de servir juntar todos os ingredientes e temperar com a restante menta cortada finamente e com o sumo de limão. Envolver.

Servir de imediato ou manter refrigerado até servir.

NOTAS, MAS NÃO MENOS IMPORTANTES
- Os couscous devem ficar soltos, pelo que não se deve acrescentar mais do que a água necessária para os hidratar.

domingo, 19 de julho de 2009

BOLO DE OURO

"Corria o ano de 1968 quando a margarina Vaqueiro lançou esta receita muito sua, adaptando o simples e tradicional bolo 4/4 e criando o celebérrimo Bolo de Ouro.
De facto, após a divulgação da receita, cujo modo de preparação sugeria a utilização de uma forma especial - em formato de ninho - não havia dona-de-casa que não acorresse, pressurosa, aos estabelecimentos que se orgulhavam de ostentar a menção: "Aqui vende-se a forma do Bolo de Ouro com a receita Vaqueiro".
33 anos decorridos sobre o lançamento do Bolo de Ouro, aqui está ele de volta para continuar a fazer sucesso entre os seus pares."

Esta é a descrição do Bolo de Ouro no Culinarium (vol.2, pg. 368) da Vaqueiro, de 2001.
Hoje com 41 anos, este bolo continua a fazer-se, por ser simples e saboroso, a comer-se e a dele dizer-se: "Que bolo de ouro!".

A forma onde é feito (numa foto em baixo) é rebaixada no centro, obtendo-se no fim de assado, um bolo com espaço para ser recheado. O recheio é um creme custard enriquecido com ovos, coberto com fatias de pêssego em calda.
Esta forma permite também fazer os Ninhos de Páscoa, sem necessidade de escavar um bolo.
O conceito desta forma não é novo, também existem em formato de tarte, com que fiz, p.e., a Tarte de Lemon Curd, ou para serem cobertas apenas com frutas, como as massas de tarte já assadas que se vendem em supermercados.
O creme pode ser substituído por um creme de chocolate, ou mesmo uma mousse de chocolate ou outro aroma, creme de leite condensado com limão ou chocolate.

Fiz assim...

BOLO DE OURO


INGREDIENTES
Para a massa:
5 ovos
180g de açúcar
180g de margarina
1/2 limão (raspa)
1 colher (chá) de extracto de baunilha (opcional)
180g de farinha
1 colher (chá) de fermento em pó

Para o creme:
3dl de leite
20g de margarina
100g de açúcar
1 colher (sopa) de farinha
custard
3 ovos

Para a cobertura:
3 meios pêssegos em calda
1 cereja em calda/cristalizada ou morango
açúcar em pó

PREPARAÇÃO
Untar a forma e pré-aquecer o forno a 180ºC.

Separar as gemas das claras.
Bater o açúcar com a margarina até se obter um creme esbranquiçado. Adicionar as gemas uma a uma, a raspa de limão e o extracto de baunilha, continuando a bater.
Bater as claras em castelo firme e adicionar alternadamente à mistura, com a farinha peneirada com o fermento.

Verter na forma e levar ao forno cerca de 30min. (testar com o palito).

Enquanto assa, prepara-se o creme levando ao lume, numa caçarola, o leite e a margarina. Desligar quando ferver.
Numa tigela juntar o açúcar com a farinha
custard e os ovos e mexer muito bem.
Juntar a mistura dos ovos ao leite, mexendo bem com uma vara de arames.
Levar novamente ao lume médio, mexendo sempre, até engrossar.
Retirar e deixar arrefecer ligeiramente.

Quando o bolo estiver pronto, retirar do forno, esperar 5min. e desenformar num prato.
Cobrir com o creme, deixar arrefecer um pouco e cobrir com os pêssegos fatiados.
Polvilhar as bordas do bolo com açúcar em pó, com a ajuda de um passador do leite.

Servir fresco.


NOTAS, MAS NÃO MENOS IMPORTANTES
- Qualquer grumo ou problema no creme resolve-se num instante triturando com a varinha mágica;
- Pode ser preparado no dia anterior, pois mantém inalterado.

quinta-feira, 16 de julho de 2009

MANTEIGA DE ALHO E ERVAS

Uma torrada, uma tosta ou uma fatia de pão levemente dourada e barrada com manteiga de alho e ervas.
É verão, está calor e apetece!

A manteiga de alho e ervas, aqui em casa, tem várias utilidades, para além de se poder barrar em tostas e pão para fazer pão de alho, gostamos dela num bife grelhado. Assim que sai da grelha, uma noz de manteiga e tapa-se, com um prato por exemplo. A manteiga derrete e os temperos misturam-se com o próprio suco da carne, não precisa de mais nenhum tempero.

Outra utilidade é no arroz branco. No fim de o fazer, ou depois de aquecer o arroz branco do dia anterior, uma noz de manteiga de alho e ervas converte-o num arroz novo. Para temperar massas também é muito boa.

No fim de feita a manteiga, guarda-se em papel vegetal ou numa taça plástica, conservando-se semanas no frigorífico. Pode ser congelada. Costumo guarda-la no próprio papel metalizado da manteiga, levo ao frigorífico e depois de endurecida corto-a ao meio e congelo metade num saco. Aliás, costumo congelar a manteiga normal quando compro várias embalagens que estão em promoção.

Nesta sugestão cada um usa as ervas frescas que quiser. Eu gosto de colocar coentros, salsa, e uns fios, poucos, de cebolinho.

Fiz assim...

MANTEIGA DE ALHO E ERVAS


INGREDIENTES

250g de manteiga
4 dentes de alho
3 colheres (sopa) de coentros picados
3 colheres (sopa) de salsa picada
2 fios de cebolinho
pitada de sal
pitada de pimenta

PREPARAÇÃO
No almofariz esmagar os alhos muito bem. Juntar as ervas e macerar mais um pouco. Juntar os restantes temperos e moer até formar uma pasta verde.
Juntar a manteiga aos poucos, cortada em cubos. Esmagar bem para homogeneizar.
Colocar no papel da manteiga ou em papel vegetal, enrolar ou fechar em embrulho.

Manter no frigorífico.


NOTAS, MAS NÃO MENOS IMPORTANTES
- O sal ajuda a esmagar os alhos, usar apenas alguns cristais para não salgar a manteiga;
- Se não tiver um bom almofariz, ou outro processo de esmagar as ervas, usar apenas as folhas destas, rejeitando também os talos mais finos e macios que no almofariz se aproveitam;
- Não querendo aproveitar a embalagem da manteiga, ou querendo dar outra forma ao embrulho, enrolar em papel vegetal, dando a forma de um chouriço, depois pode-se cortar às rodelas.

sexta-feira, 10 de julho de 2009

SALADA DE CENOURA E MAÇÃ

Apresento esta sugestão, porque a simplicidade é tão grande que se iguala à frescura transmitida.
Como é que uma simples cenoura e maçã raladas podem ser tão frescas num dia de calor.

Sem gorduras, sem sal, sem colesterol, sem açúcar adicionado. Verdadeiramente light!

Acompanha preferencialmente carnes grelhadas/assadas ou qualquer outra coisa que se queira.
Uma sugestão a não perder por todos aqueles que gostam de algo agri-doce a acompanhar um prato (eu, lol). Experimentem e comentem.

Salada parecida, e vendida em frascos, pode ser feita com couve roxa cortada bem fina, escaldada e misturada com maçã ralada. Gosto bastante também.

Fiz assim...

SALADA DE CENOURA E MAÇÃ


INGREDIENTES
2 cenouras
1 maçã
sumo de limão

PREPARAÇÃO
Lavar e descascar as cenouras e a maçã.
Ralar no ralador médio a cenoura e no fino a maçã.
Numa taça misturar tudo e temperar com o sumo de limão.
Servir de imediato.

NOTAS, MAS NÃO MENOS IMPORTANTES
- Usar cenouras frescas, pois têm mais sumo, e mantidas no frigorífico;
- O sumo de limão impede a oxidação da maçã ralada, mas mesmo assim preparar esta salada mesmo antes de a servir.

sábado, 4 de julho de 2009

PÃO BRANCO DE MASSA VELHA - ARTISAN BREAD

A utilização da "massa velha" é um método muito antigo, usado ainda nas aldeias e talvez noutras padarias.

Guardar uma pequena porção da massa do pão para a próxima massa, que se designa por fermento. Não só se guarda massa, como fermento, sabor e experiência.
Durante o tempo em que a massa é guardada no frigorífico, as leveduras e bactérias do fermento original vão multiplicar-se, tornando desnecessário acrescentar novo fermento, ou apenas uma parte do novo fermento.

O Pão Branco Caseiro já tinha sido feito com esta técnica. Nesta nova sugestão aumentei a quantidade de massa velha e usei o ciclo ultra-rápido da MFP para cozer o pão. Assim, aliei a rapidez deste ciclo, com o facto de usar massa previamente fermentada.

Resulta um pão rápido com bom aroma e miolo macio. Para quem gosta de pão com miolo e já tem no frigorífico massa do Artisan Bread, este é um que tem de experimentar. Embora a massa base Artisan Bread possa ser mantida refrigerada durante 14 dias, gosto de a gastar alguns dias antes desta validade, assim, este pão é bom para usar a massa mais ácida.
Óptimo para um lanche onde doces, compotas e geleias podem ser saboreadas.

Fiz assim...

PÃO BRANCO DE MASSA VELHA - ARTISAN BREAD


INGREDIENTES
500g de massa receita base do Artisan Bread
100ml de água
250g de farinha de trigo T65
1 colher (chá) de sal fino

PREPARAÇÃO
Colocar na cuba da MFP a massa velha, a água, a farinha e o sal.
Seleccionar o programa Ultra-rápido tamanho médio e cor média.
Desenformar e deixar arrefecer sobre uma grelha.


NOTAS, MAS NÃO MENOS IMPORTANTES
- Não importa que a massa velha usada não seja totalmente de trigo, pode ter sido preparada com alguma farinha de centeio;
- Escolher cor média ou escura, pois este programa tem tendência para deixar o pão claro.