segunda-feira, 6 de julho de 2015

SALADA DE VERÃO COM MOLHO COCKTAIL

Sem querer referir ingredientes em particular no título desta salada, verão é a tónica.
Quando o tempo aquece as saladas entram no prato de uma forma natural.
Não apetecem grandes cozinhados, apetecem ingredientes e combinações frescas.

Aqui em casa, geralmente servida ao jantar, nunca surgem duas Saladas de Verão iguais. Os ingredientes disponíveis no frigorífico ou na despensa e os apetites momentâneos ditam o tipo de salada.
Podem ser aproveitadas sobras de frango, que se desfia, ou de carne assada que se corta em cubos ou se fatia muito finamente.

Há uma base que geralmente não muda, folhas verdes e massa.
A proporção é decidida por cada um à mesa.
Se por vezes a mistura dos ingredientes é feita numa saladeira (ou prato grande para se verem bem os ingredientes), doutras vezes cada um prepara o prato à sua maneira, tornado-a do seu agrado [ora aqui está algo que se quer à mesa, agradar a todos ;)].
Cada um junta a quantidade de massa e molho (gosto do molho rosa tipo cocktail) que quiser, tal como se tivesse num restaurante de centro comercial.

Algumas sementes ou frutos secos contribuem com uma textura agradável na salada. Aliás, esta salada acaba por ter texturas muito diversas desde as folhas, cenoura e milho, massa, queijo, carnes frias...
O sumo de limão no molho e a raspa por cima da salada aumenta a frescura da salada.

Este tipo de saladas é muito prático, cada ingrediente pode ser preparado com antecedência, cortado ou lavado e bem escorrido (centrifugado) e mantido no frigorífico e à refeição é só combinar. Que ótima sugestão para os dias em que se vem da praia.

Fiz assim...

SALADA DE VERÃO COM MOLHO COCKTAIL


INGREDIENTES
Para 4 pessoas:
150g massa curta à escolha (na foto farfalle)
200g de mistura de folhas verdes (ver notas)
1 cenoura
2 fatias grossas de fiambre ou 4 fatias grossas de paio york (na foto metade de cada)
3 queijos frescos ou 3 fatias grossas de queijo flamengo ou 150g de mini mozzarela
4 colheres (sopa) milho doce cozido
10 tomates cherry, mini-cacho ou mini-chuchas
azeitonas
sementes (na foto sementes de girassol)
raspa de limão

Para o molho rosa ou cocktail:
3-4 colheres (sopa) de maionese, iogurte grego ou natural
1 colher (sopa) de ketchup
1 colher (chá) de mostarda
1 colher (chá) de orégãos secos
sumo de limão q.b.
sal fino q.b.
pimenta moída q.b.

PREPARAÇÃO
Cozer al dente a massa. Escorrer, passar por água fria e reservar.

Cortar a alface em juliana ou em pedaços pequenos à mão.
Descascar a cenoura e com o descascador continuar a cortar para obter tiras finas.
Cortar o fiambre e o queijo em cubos.
Cortar os tomates ao meio.

Se optar por juntar tudo num prato grande ou saladeira, colocar as folhas em baixo e dispor os restantes ingredientes em cima.
Colocar algumas colheres de molho e salpicar com as sementes e raspa de limão.

Servir acompanhado com taças individuais para a massa e molho. É preferível cada um juntar a massa que quiser, um pouco mais de molho e envolver tudo no prato.

Para o molho cocktail basta bater um pouco o iogurte ou maionese numa taça até que fique completamente lisa e juntar os restantes ingredientes.
A quantidade de sumo de limão depende da espessura de molho desejada. Não deve ficar nem muito espesso nem líquido.


NOTAS, MAS NÃO MENOS IMPORTANTES
- Para a base da salada pode ser usada mistura de: alface lisa, frisada, roxa, iceberg ou americana..., rúcula, chicória, agrião, espinafres, canónigos, radicchio... ou recorrer a misturas de saladas embaladas já lavadas;
- Para a base de massa podem ser usadas variedades curtas como: farfalle (laços), fusilli (espirais), penne rigate (tubular riscada de pontas enviesadas), macaroni (cotovelos), rigatonni (tubular de pontas direitas), conchiglie (conchas), orecchiette (orelhas)... de preferência com sulcos ou textura para que o molho ou tempero possa aderir;
- As sementes podem ser as mais variadas possíveis ou mesmo mistura delas, gosto nesta salada das de girassol e das de abóbora, são grandes e têm algo para trincar dando textura. Adoro usar frutos secos também como as nozes, amêndoas, avelãs... e algo mais doce como as passas, tâmaras ou alperces picados;
- Opções de outros ingredientes: ovo cozido, atum, delícias do mar, camarão, abacate e ananás (nesta salada gosto do enlatado porque contribui com agridoce) em pedaços, bagos de uva, maçã com casca em cubos...;
- Para o molho para além da maionese ou iogurte também pode ser usado o queijo fresco batido (tipo iogurte grego) e ervas finamente picadas, como o cebolinho, coentros, salsa ou outra. Em vez de sumo de limão pode ser usado o de laranja ou um pouco de whisky ou conhaque, típico no molho cocktail e algumas gotas de picante se o desejar.

terça-feira, 23 de junho de 2015

SOPA DE TALOS DE BRÓCULOS

Não é por ser verão que não como sopa.
Aliás, há dias que apetece apenas uma sopa ou uma salada ou uma sopa e uma sandes.
Esta à partida não é uma sopa qualquer é uma sopa de parte de vegetais que normalmente seriam rejeitados.
De outra vezes usei: cascas de banana - Pão falso integral, cascas de batata - Pataniscas de cascas de batata, cascas de melancia - Doce de cascas de melancia, cascas de ananás - Molho de cascas de ananás, cascas de laranja - Laranja cristalizada, Laranja e chocolate ou Doce de laranja e cascas de limão - Doce de limão, cenoura e maçã.

Esta sopa de bróculos é fantástica.
Tem ar gourmet, é aveludada, nutritiva, permite reduzir desperdícios alimentares (utilizar os pés/talos dos bróculos que seriam deitados fora) e... não sabe a bróculos.
Engana qualquer um, principalmente quem diz que não gosta de bróculos.
Nenhuma das cobaias, miúdos e graúdos, adivinharam do que era a sopa. Apenas no fim desvendei o legume misterioso.
E olhem que os bróculos aqui em casa, no prato dos mais pequenos, são vistos como algo repugnante, talvez obra de algum anticristo!

Querendo assumir que é sopa de bróculos poderá decorar-se com um pouco das extremidades dos bróculos cozidos, mas essa não era a intenção.

Vale a pena experimentar.

Fiz assim...

SOPA DE TALOS DE BRÓCULOS


INGREDIENTES
1 fio de azeite
1 alho francês
1/2 cebola
2 pés de bróculos
sal
água q.b.

PREPARAÇÃO
Utilizar a parte branca do alho francês, reservando a parte verde para outra utilização.
Cortar o alho francês ao meio, longitudinalmente, lavar e depois cortar em pedaços.
Separar as extremidades dos bróculos para posterior utilização.
Cortar os talos dos bróculos em pedaços médios-pequenos.
Se tiver folhas de bróculos colocar também para a sopa.

Numa panela aquecer o azeite e saltear a cebola e o alho francês.
Acrescentar os talos de bróculos (e as folhas), o sal e a água a cobrir.

Deixar cozinhar até os talos estarem macios.
Triturar com a varinha mágica.

Servir quente com um fio de natas ácidas (sourcream) ou natas e croutons, ou simplesmente com 1-2 tostas.



NOTAS, MAS NÃO MENOS IMPORTANTES
- Pode usar talos de bróculos que vai congelando das vezes que só aproveita as extremidades para cozer como acompanhamento, bem como os talos de couves ou de alfaces;
- A quantidade de água usada deverá cobrir os legumes, sabendo sempre que será fácil acrescentar um pouco mais de água após triturar se a sopa ficar muito espessa;
- Ao triturar poderá torná-la totalmente cremosa ou deixar alguma textura.

sábado, 30 de maio de 2015

CHAO MIN DE FRANGO, GAMBAS E LEGUMES

Pode parecer complicado, mas trazer um sabor asiático para a mesa de jantar é algo rápido, fácil e sobretudo permite aproveitar algumas sobras de outras refeições.
Os aromas ficam logo no ar!
É literalmente fastfood em casa.

Este, ou outro Chao min qualquer, inclui: três grupos de ingredientes - os vegetais, as proteínas e os noodles; e dois conselhos básicos - wok ou frigideira grande de saltear bem aquecida e antes de começar a cozinhar ter os ingredientes todos cortados e prontos para apenas ir juntando.

Fiz assim...

CHAO MIN DE FRANGO, GAMBAS E LEGUMES


INGREDIENTES
1 cebola picada
1 cenoura
1/2 curgete
3 tiras de pimento (vermelho e verde)
ervilhas de quebrar
0,5cm de gengibre
1 peito de frango
gambas descascadas
125g de massa chinesa com ovo (noodles)
1 fio de óleo
1 fio de óleo de sésamo
2 colheres (sopa) de molho de soja
1 colher (sopa) de molho de peixe

sementes de sésamo q.b.

PREPARAÇÃO
Picar a cebola.
Cortar a cenoura descascada em fatias longitudinais e cada fatia em losangos e os pimentos em pedaços.
Cortar a curgete longitudinalmente em quartos e depois em fatias de 1cm.
Cortar o peito de frango em cubos.

Cozer os noodles como indica a embalagem, al dente. Escorrer e passar por água fria. Reservar.

Num wok bem quente colocar o óleo e saltear a cebola.
Assim, que a cebola estiver transparente, adicionar o pimento a cenoura e o gengibre ralado.
Juntar o óleo de sésamo e deixar aquecer.
Acrescentar o frango e deixar cozinhar um pouco.

Juntar o molho de soja e o de peixe. Deixar aquecer,
Acrescentar as gambas, a curgete e as ervilhas de quebrar e envolver tudo.

Deixar cozinhar mais 1-2min. até todos os ingredientes estarem como desejado.

Acrescentar os noodles, envolver tudo.
Dispor num prato e polvilhar com as sementes de sésamo.

Servir de imediato.


NOTAS, MAS NÃO MENOS IMPORTANTES
- Outras sugestões de ingredientes são: bife em tiras bem finas, cubos pequenos de carne de porco, lulas, ervilhas, rebentos de feijão mungo;
- Dos vegetais usados a cenoura é a mais rija, pelo que deve ser cortada em fatias finas para que não demore muito a cozinhar e os outros ingredientes fiquem cozinhados em demasia;
- O molho de peixe no frasco cheira muito mal, mas depois de cozinhado faz a diferença. Vale a pena usar;
- Para que o pimento não se estrague quando apenas preciso de 1-2 tiras, acabo por arranjar todo o pimento, cortá-lo em tiras e congelar. Estará sempre pronto a usar e sem desperdício;
- As gambas usadas embora tenham sido cozidas cá em casa, como sobraram de outra refeição, descasquei-as e também as congelei. Estarão sempre prontas para este prato ou uma omelete, pe.

segunda-feira, 20 de abril de 2015

PÃO DE ALHO E QUEIJO - ARTISAN BREAD

Um pão de alho e queijo, mesmo quentinho para alegrar uma refeição.

De preparação rápida se for fã do Artisan Bread.
Esta massa rápida de se preparar, está sempre pronta no frigorífico e disponível para uma pizza, pão com chouriço, pão na frigideira, rolos de canela, tostas mistas, pão naan, para rechear ou para cobrir como na focaccia ou nesta sugestão.

Enquanto se prepara a refeição este pão é colocado no forno e fica pronto mesmo a tempo.
O único inconveniente é mesmo desviar o apetite do prato principal!

O fio de azeite no fundo da frigideira de ferro fundido, acaba por fritar o lar do pão, tornando-o ainda mais crocante.
Há para todos os gostos, para aqueles que adoram as bordas crocantes e para os que gostam do centro, mais macio, se bem que, aqui por casa, há sempre disputa pelas bordas do queijo mais estaladiço, sendo sempre poucas :)

Fiz assim...

PÃO DE ALHO E QUEIJO - ARTISAN BREAD


INGREDIENTES
Para a receita de Artisan Bread:
1 colher (sopa) de fermento biológico seco
1 colher (sopa) de sal grosso
700ml de água
1kg de farinha de trigo T65

Para a cobertura:
2 dentes de alho
pitada de sal grosso
azeite q.b.
200g de mistura de queijos (mozzarela, ilha, parmesão...)

PREPARAÇÃO
Pré-aquecer o forno a 200ºC.

Retirar do frigorífico massa de artisan bread do tamanho de uma toranja.
Untar uma frigideira de ferro ou outra que possa ir ao forno ou assadeira/pirex, com azeite e colocar mais um fio no fundo.
Colocar a bola de massa e esticar com as pontas dos dedos, ajudando com um pouco do azeite das bordas.

No almofariz esmagar os dentes de alho com o sal.
Juntar o azeite e mexer até obter uma pasta.

Espalhar esta pasta pela massa.
Cobrir com o queijo ralado.

Levar ao forno 20min. ou até o queijo estiver dourado e a massa assada.

Cortar na tábua e servir quente.


NOTAS, MAS NÃO MENOS IMPORTANTES
- À mistura de azeite e alhos pode juntar-se orégãos secos ou apenas colocá-los por cima do queijo, para um sabor a pizza;
- O sal grosso ajuda a esmagar os alhos no almofariz;
- Se forem usados queijos pouco salgados, como o mozzarela, pode salpicar o pão com flor de sal, antes ou depois de assado.

segunda-feira, 30 de março de 2015

AMÊNDOAS DE SOBREMESA

Para além do folar e dos ovos de chocolate, as amêndoas são incontornáveis nesta quadra. No entanto, ao contrário das outras iguarias as amêndoas caem sempre bem durante todo o ano.

Há dois tipos de amêndoas de Páscoa, tradicionalmente portuguesas, que me recordo de infância: as amêndoas lisa-cores, redondas, coloridas e... duras, deixadas pelo pároco durante a visita pascal e que ficavam esquecidas até ao ano seguinte, porque ninguém as comia, perdendo as cores; e as amêndoas de sobremesa, muito tradicionais, que eu comprava na pastelaria ao peso, ou que eram feitas pela minha mãe (tal como na versão com amendoim durante o resto do ano).

Muitas das amêndoas de sobremesa que hoje se compram embaladas fazem render o peso à custa do açúcar, tendo proporcionalmente muito mais açúcar que amêndoa.
Nesta versão o açúcar está reduzido ao mínimo fazendo sobressair o ingrediente principal, a amêndoa.

Tal como outras preparações e ingredientes, há modas, e estas amêndoas, por serem tradicionais e simples de preparação, são também preparadas em escolinhas e outras instituições, embaladas em sacos transparentes, amarrados com uma fita colorida, para angariação de fundos, podendo ser uma ótima ideia para presentear aqueles que nos são queridos, nesta quadra.
São uma boa ideia para cozinhar com os mais pequenos, com os devidos cuidados, na interrupção letiva da Páscoa.

Há um inconveniente, é que estas amêndoas são uma autêntica tentação, logo na quaresma que nos deveríamos ver livres destes pecados e saber-lhes resistir. Podem sempre considerá-las um teste à fé ;)

Fiz assim...

AMÊNDOAS DE SOBREMESA


INGREDIENTES
250g de miolo de amêndoa com pele
250g de açúcar
125ml de água
1 colher (chá) de extrato de baunilha
1 colher (sopa) de achocolatado
1 colher (sopa) de mel
1 colher (chá) de fermento em pó

PREPARAÇÃO
Torrar a amêndoa no forno, espalhada num tabuleiro, ou numa frigideira antiaderente, mexendo sempre para não queimar, durante alguns minutos. Reservar.

Pincelar um tabuleiro ou prato grande com um pouco de óleo.

Num pequeno tacho levar o açúcar e a água a ferver 5min., em lume médio.
Colocar a baunilha, o achocolatado e o mel e mexer.
Juntar a amêndoa, envolver e acrescentar o fermento.
Mexer constantemente, sem retirar do lume, até açucarar.

Verter no tabuleiro, espalhar e deixar arrefecer.

No fim de frio colocar num frasco, saco ou lata hermética.


NOTAS, MAS NÃO MENOS IMPORTANTES
- A amêndoa pode ser torrada com alguma antecedência e no fim de bem fria guardada num saco ou caixa plástica;
- O achocolatado dá cor acastanhada às amêndoas e também sabor, mas não sobressai, pelo que passa ser ser reconhecido. O fermento em pó, ao espumar, ajuda na adesão do açúcar às amêndoas;
- Em vez do achocolatado e baunilha pode ser usada canela em pó;
- Podem ser feitas variações a esta receia usando a mesma quantidade de açúcar e de amêndoas, substituindo o açúcar branco por açúcar amarelo ou demerara...

domingo, 15 de março de 2015

PÁ DE PORCO ASSADA COM CERVEJA E ALECRIM (SLOW COOKER)

O tempo! O tempo dita muita coisa na nossa vida e claro, na nossa organização diária. Muitas vezes não há tempo para chegar a casa, no final do dia, e colocar a assar uma peça de carne no forno. Esta é uma ótima preparação para aqueles dias cansativos ou nos que servimos de táxi para as atividades das crianças :)

Esta sugestão é uma das que me facilitam a vida e muitas vezes para algumas refeições.
Preparo sempre carne a mais, aproveitando a peça ou o preço, e depois é só congelar as sobras para uma outra refeição reciclada (carne para rissóis, croquetes ou pasteis de massa tenra, empadão, carne guisada com massa, arroz de carne no forno ou não...).
Para além das sobras a vantagem está em chegar a casa e a refeição estar praticamente feita. Quer seja para um dia de semana (quase sempre), para um domingo (em que não apetece levantar muito cedo) ou para uma data mais festiva como a páscoa ou natal (em que há outros pormenores a ter em conta) esta preparação é sempre vencedora.

Quem diria que uma pá de porco com batatas assadas estará pronta em menos de 30min. num dia de semana!

As peças de carne que mais saborosas ficam assadas na panela de cozedura lenta, slow cooker, são realmente as mais baratas: pá de porco, perna de porco, entrecosto de porco, perna de peru... sempre com osso.

A carne assa nos seus próprios sucos, sem adição de gordura. Pelo contrário, perde gordura que pode ser removida depois no caldo, antes de o transformar num molho para servir.

Fiz assim...

PÁ DE PORCO ASSADA COM CERVEJA E ALECRIM


INGREDIENTES
2kg de pá de porco com osso
1 ramo de alecrim
200ml de cerveja
2 colheres (sopa) de vinagre de sidra ou de vinho branco
2 folhas de louro
1 haste de aipo ou ramo de ervas frescas
1 colher (sopa) de pimentão doce
sal grosso
pimenta preta

Para o molho:
1 colher (sopa) de farinha de trigo

PREPARAÇÃO
Colocar a pá de porco cortada a meio (pedir no talho que a golpeiem) na taça da panela juntamente com os restantes ingredientes.

Programar 9h-12h na temperatura baixa ou 5-6h na temperatura alta.

Retirar a carne.
Coar o caldo para uma caçarola, juntar a farinha e deixar ferver uns minutos para engrossar.

Servir com batatas assadas no microondas.


NOTAS, MAS NÃO MENOS IMPORTANTES
- O tempo que a carne demora a assar está um pouco dependente do tempo que temos que ela asse. Pode ser escolhida a temperatura mais elevada da panela para assar do almoço para o jantar ou se a preparação terá de ser feita de manhã, então escolhe-se a temperatura mais baixa para que demore mais e esteja pronta ao jantar;
- Carnes com osso demoram um pouco mais do que as peças sem osso.

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

BOLO DE IOGURTE E MAÇÃ

Mais uma variação do Bolo de Iogurte (Everyday Yoghurt Cake), desta vez com maçã. E quem não gosta de um bolo com maçã?

A massa deste bolo já é bastante boa e com maçã fica ainda mais apetitosa e aromática.
A maçã altera um pouco a textura do bolo, deixando-o mais húmido. Ao coloca-la no topo, dispensa decorações.

As únicas alterações relativamente à receita já publicada é o acrescento da maçã e do tempo no forno, 15-20min. mais, pois as frutas tornam as massas mais húmidas e por isso mais lentas a assar.

Ótima sugestão para mandar/levar numa lancheira, a fruta assim já não oxida :)

Fiz assim...

BOLO DE IOGURTE E MAÇÃ


INGREDIENTES
Para forma redonda de 22cm de diâmetro
280g de farinha de trigo
250g de açúcar
1 colher (chá) de fermento em pó
1/4 colher (chá) de bicarbonato de sódio
1/4 colher (chá) de sal fino
2 ovos
250ml de iogurte naturais (2x125ml)
180ml de óleo
2 colheres (chá) de extrato de baunilha
6 maçãs médias

Para decoração:
1 colher (sopa) de geleia
1 colher (sopa) de água

PREPARAÇÃO
Pré-aquecer o forno a 180ºC.
Untar uma forma de 22cm e forrar o fundo com papel vegetal.
Descascar as maçãs, cortar ao meio, retirar o centro e golpear cada metade em fatias com menos de 0.5cm, não as separando.

Numa taça grande misturar a farinha, o açúcar, o fermento, o bicarbonato e o sal.
Noutra taça mais pequena misturar bater os ovos e misturar o iogurte, o óleo e a baunilha.

Verter a mistura líquida sobre os ingredientes secos e envolver com a vara de arames ou espátula.

Colocar a massa na forma preparada.
Dispor as meias maçãs em roda, com as fatias cortadas para cima, calcando um pouco cada uma.
Levar ao forno cerca de 55min.-1h ou no teste do palito este sair seco.
Retirar do forno e deixar repousar 5min. antes de desenformar sobre o prato vulgar, retirar o papel vegetal e voltar a virar sobre o prato de servir.

Deixar arrefecer.

Colocar numa pequena taça de vidro a geleia e a água, levar ao microondas até aquecer bem e pincelar sobre o bolo.


NOTAS, MAS NÃO MENOS IMPORTANTES
- Ao misturar os ingredientes líquidos aos sólidos não bater em demasia, apenas para ficar um pouco homogénea mas não completamente lisa, tal como se faz ao preparar muffins;
- Em vez de iogurte normal já experimentei substituir por iogurte grego e queijo tipo quark e fica igualmente bom e ainda mais aromático;
- Para além da baunilha a massa fica muito boa com raspa de limão, laranja ou tangerina;
- As metades da maçã golpeadas permitem uma boa decoração e ajudam a maçã a desidratar enquanto o bolo assa;
- Para mais fotos com o passo-a-passo ver a publicação original.

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

BIFES DE PERU ENROLADOS

É normal comermos, aqui em casa, bifes de peru, tal como de frango, grelhados apenas com sal e pimenta e depois regados com um pouco de sumo de limão, temperados com alguma antecedência ou não, com alho e louro, fritos em azeite, alho, louro, pimentão doce e vinagre (à casa), com cogumelos e natas, à milaneza...
De qualquer das preparação são sempre do agrado de todos, pois são macios e aderem facilmente aos temperos usados.
Se houver sobras, sabem sempre bem no dia seguinte, no pão, com um pouco e mostarda e uma folha de alface.

Esta sugestão de os enrolar com queijo e fiambre pode parecer complicada, mas não há nada mais simples. Bem mais fácil e limpo do que os panar. E posso garantir, embora não seja nenhuma inovação, são sempre um sucesso, principalmente dos mais pequenos ;)
Para além do recheio misto, o facto de serem enrolados torna-os mais divertidos.

Acompanhados com um arroz, como o Arroz de cogumelos com tomilho e linguiça, como foi desta vez, absorve o molho e torna-o ainda mais saboroso.

Fiz assim...

BIFES DE PERU ENROLADOS


INGREDIENTES
Para 4 pessoas:
4 bifes de peru finos
4 fatias de fiambre
8 fatias de queijo
orégãos secos
fio de azeite
2 folhas de louro
2-3 dentes de alho
sal
pimenta preta moída
vinho branco

palitos (para enrolar)

PREPARAÇÃO
Na tábua esticar os bifes e sobrepor em cada, uma fatia de queijo, uma de fiambre e outra de queijo.
Salpicar com orégãos.
Enrolar da extremidade mais estreita para a mais larga e prender com 1 ou 2 palitos.
Repetir o procedimento para os restantes bifes.

Aquecer muito bem uma frigideira que tenha tampa ou caçarola antiaderente.
Dispor os bifes, sem qualquer gordura, para dourar, durante uns minutos.
Com uma pinça rodar os bifes para que ganhem cor de todos os lados.

Assim, que estiverem bem dourados e selados, acrescentar o fio de azeite e o louro.
Virar novamente os bifes de todos os lados.

Acrescentar os alhos laminados e temperar com sal e pimenta.
Quando os alhos começarem a ganhar cor, refrescar com um golpe de vinho e tapar a caçarola.
Ao fim de uns minutos, com a colher de pau, deslassar os sucos que ficam agarrados à caçarola e se for preciso acrescentar um pouco mais de vinho,

Deixar estufar uns minutos, para que os bifes cozinhem uniformemente por dentro.

Servir de imediato, retirando os palitos e regando com o molho.


NOTAS, MAS NÃO MENOS IMPORTANTES
- Cortar ou pedir no talho para cortar, o peito de peru bem fino, para que se enrolem facilmente e cozinhem no interior;
- É importante usar uma frigideira ou caçarola com tampa para que os bifes no fim de levemente fritos no azeite, estufem no vapor, simulando o calor do forno e possam cozinhar por dentro;
- Para que os rolos ganhem uma boa cor deixá-los cozinhar de cada lado uns minutos antes de os virar. Pode ser preciso encostá-los uns aos outros ou à própria caçarola, para os segurar do lado a dourar;
- Não acrescento os dentes de alho logo no início para que não se queimem, assim, mais para o fim, deixam um aroma mais fresco.

domingo, 25 de janeiro de 2015

ARROZ DE COGUMELOS COM TOMILHO E LINGUIÇA

Com o tempo vamos mudando os nossos gostos, vamos adaptando o paladar.
Nunca fui muito "arrozeiro".
Para mim o arroz não é o acompanhamento de eleição, nem branco, nem de tomate, de feijão, de cenoura ou ervilhas...
Isso não quer dizer que não goste de arroz, por outro lado, o arroz tem de ser a refeição, arroz de pato, de polvo, de peixe ou marisco, à valenciana...
O arroz para mim, tal como as massas, terão que ser o prato principal.

Passei a cozinhar e a comer muito mais arroz pois o meu filho mais velho aprecia bastante.
Embora esta sugestão, com cogumelos, não seja do seu agrado, nada implica que ele não retire para outro prato os cogumelos e fique apenas com o seu sabor.
Aliás, embora haja ingredientes que possam não ser do agrado de todos, continuo a cozinhá-los e a facilitar que se ponham de lado, pode ser que um dia entrem na rotina :)

Este arroz de cogumelos é um acompanhamento ótimo para carnes assadas, estufadas ou grelhadas.
Com um maior enriquecimento em cogumelos, quantidade e/ou variedade, poderá ter nível de prato principal, tal como um risotto ou um arroz de míscaros, mas neste caso, ficou-se por acompanhamento.

A linguiça usada serviu basicamente para aromatizar o arroz, tal como o tomilho, não sendo elemento principal deste arroz.
Uma simples lentrisca (tira de entremeda) grelhada, acompanhada deste arroz, fica logo com outra cara.

Fiz assim...

ARROZ DE COGUMELOS COM TOMILHO E LINGUIÇA


INGREDIENTES
1 fio de azeite
1 cebola média
2 dentes de alho
5cm de linguiça
1 haste de tomilho seco
200g de cogumelos frescos
3 medidas de arroz carolino
4,5 medidas de água
sal

PREPARAÇÃO
Levar ao lume médio um tacho com o fio de azeite e a cebola picada.
Deixar alourar a cebola, mexendo com a colher de pau.
Juntar o alho picado e a linguiça cortada em cubos pequenos.
Deixar que a linguiça solte a sua gordura mexendo sempre.
Acrescentar o tomilho e os cogumelos laminados.
Deixar que os cogumelos percam alguma água e absorvam os aromas.

Acrescentar o arroz lavado e mexer.
Juntar a água a ferver e mexer bem.
Provar um pouco da água e retificar com sal.
Tapar o tacho, reduzir o lume para o mínimo possível e deixar cozinhar 10-12min..

Retirar do lume e deixar descansar 5min..

Soltar o arroz com um garfo e servir.


NOTAS, MAS NÃO MENOS IMPORTANTES
- Costumo comprar e congelar a linguiça ou chouriço corrente, para que não se estrague, no fim de aberta, no frigorífico. Muitas vezes corto a linguiça em pedaços de 5cm antes de a congelar, para os poder usar mais facilmente, sem ter que descongelar a peça inteira;
- Dependendo do arroz carolino usado, a quantidade de água pode varia, costumo usar para 1 volume de arroz, apenas 1,5 vezes o seu volume em água. Acrescento a água a ferver, cozo no mínimo calor, e deixo o arroz descansar 5min., tapado, para acabar de absorver o valor. Assim, não coze em demasia, não correndo o risco de abrir o grão.

sábado, 3 de janeiro de 2015

SONHOS DE ABÓBORA

É raro fazer sonhos no natal.
Estou mais habituado às tradicionais Filhoses de Abóbora ou mesmo as de cenoura.
Até já tinha o puré de abóbora feito com antecedência, mas por falta de tempo, optei pelos Sonhos, aos quais adicionei a abóbora destinada às filhoses.

A massa das filhoses é mais prática, no entanto, requer tempo para levedar, já que inclui fermento padeiro. Os sonhos resultam de uma massa cozida, de fartos ou choux, à qual é adicionada o puré de abóbora. O fermento usado é o químico, pelo que, embora a massa demore um pouco mais a preparar dispensa levedar. São também práticos pois viram-se sozinhos ao fritar poupando trabalho.

A textura das filhoses e sonhos é diferente. As filhoses são mais densas, com mais conteúdo no interior, já os sonhos, geralmente são ocos, leves.

Fiz assim...

SONHOS DE ABÓBORA


INGREDIENTES
300ml de água
200ml de leite
1 pau de canela
casca de 1 limão
80g de manteiga sem sal
pitada de sal (colocar menos se a manteiga for com sal)
300g de puré de abóbora
300g de farinha de trigo T55 sem fermento
1 colher (chá) de fermento químico (para bolos) (não usar se a farinha já o contiver)
6 ovos

óleo (para fritar)
açúcar e canela (para polvilhar)

PREPARAÇÃO
Num tacho colocar a água, o leite, o pau de canela, a casca de limão, a manteiga e o sal e levar a ferver.
No fim de fervido o leite retirar o pau de canela e a casca de limão.
Juntar a farinha de uma vez só e amassar até se formar uma bola que se despega do fundo.
Juntar o puré de abóbora e misturar bem.

Deixar arrefecer até ficar morno.
Adicionar os ovos, um a um, até que fiquem bem incorporados.

Aquecer o óleo na fritadeira, como se fosse para batatas fritas.
Fritar a massa às colheradas (de sobremesa), com a ajuda de 2 colheres ou do dedo indicador que solta a massa da colher.
Retirar os sonhos do óleo com uma escumadeira e colocar sobre papel de cozinha.

Passar cada sonho pela mistura de açúcar e canela.
Dispor numa taça funda.


NOTAS, MAS NÃO MENOS IMPORTANTES
- Dispor a massa para fritar com uma colher de sobremesa, já que a massa cresce ao fritar. Se desejar sonhos maiores encher mais a colher ou usar a de sopa;
- Enquanto se frita uma nova ronda de sonhos passar os anteriores, que estiveram a escorrer, pela mistura de açúcar e canela. Assim, evita-se que arrefeçam em demasia e depois não agarrem o açúcar e vai-se poupando tempo;
- O puré de abóbora usado pode ser feito com antecedência, mantido no frigorífico ou mesmo previamente descongelado.