sábado, 27 de fevereiro de 2010

BRISAS DO LIS

Brisas do Lis são o ex-libris da doçaria da cidade do rio Lis, Leiria.
São deliciosas. Um pouco doces, mas este tipo de sobremesa não é para comer com avidez.
O contraste entre a cremosidade do topo e a amêndoa da base, é muito bom.
Quem vem a Leiria e não conhece este doce, não pode partir sem o provar.

A minha receita é das Brisas do Lis da minha mãe. Tem a vantagem de usar os ovos inteiros, pelo que o desperdício é menor, tendo maior rendimento, outras receitas incluem ovos inteiros e gemas. A amêndoa incluída acaba por separar-se dos ovos, subindo na forma e ficando depois na base quando voltadas. A amêndoa é picada de forma grosseira. No entanto prefiro um picado grosseiro fino.

Parecem complicadas de fazer, mas não são, açúcar, ovos e amêndoas, tudo misturado. Apenas há que ter forminhas pequenas metálicas, as mesmas dos Papos de Anjo, para as assar.

Fiz assim...

BRISAS DO LIS


INGREDIENTES

400g de açúcar
2 colheres (sopa) de manteiga derretida
8 ovos
200g de amêndoa pelada picada não muito fina

manteiga e açúcar (para untar e polvilhar)

PREPARAÇÃO
Pré-aquecer o forno a 180ºC e untar as forminhas metálicos com manteiga e polvilhar com açúcar.

Numa taça misturar o açúcar com a manteiga. Juntar os ovos e mexer bem com a vara de arames. Acrescentar a amêndoa e mexer.

Encher as forminhas até cima (a massa não cresce) e levar ao forno a 170ºC num tabuleiro em banho-maria, durante 30min, ou até a superfície estiver seca e acastanhada.

Retirar do forno e do banho-maria e deixar arrefecer uns minutos.
Desenformar ainda mornas e deixar arrefecer.
Quando frias, aparar a base e colocar sobre forminhas de papel plissado (n.º 6).

Rende 20 unidade em forminhas de 60ml.


NOTAS, MAS NÃO MENOS IMPORTANTES

- Os ovos caseiros dão uma cor mais bonita às Brisas, mas em alternativa podem-se usar ovos de aviário e 2 gotas de corante amarelo ovo;
- Para encher as forminhas acho mais prático colocar a massa num jarro grande/cafeteira;
- Terão de ser assadas em banho-maria caso contrário não terão no final o mesmo efeito. Ficarão opacas e sem brilho;
- Se ao desenformar estiverem ainda líquidas, levar a assar mais uns minutos, em banho-maria, por isso quando as retirar do forno, não eliminar a água do tabuleiro;
- Também pode ser feita uma super-brisa, numa forma antiaderente, em banho-maria.

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

MOLHO RÁPIDO DE TOMATE

Aqui em casa, este molho de tomate tem várias aplicações: pizza, bolonhesa, lasanha, almôndegas, para completar uma cebolada...

É uma versão prática de molho tomate que prefiro às que se encontram prontas em frasco. Não é que estas não sejam boas, há algumas marcas que gosto e que tenho na despensa, mas esta versão é mais caseira e rápida.
Outros molhos podem ser feitos com um refogado de cebola e alho em azeite, refogando algum tempo, como faço noutras vezes e congelo em doses, mas este é um molho de tomate rápido, não nem por isso menos saboroso. 

Claro que um bom molho de tomate está dependente de tomates de boa qualidade. Pode ser feito com tomates frescos bem maduros, prefiro sempre os tomate cacho ou em alternativa os chucha, ou com tomate pelado enlatado. A vantagem da lata é realmente estarem já pelados e mais macios, demorando menos tempo a preparar o molho. Com tomates frescos, o aroma é melhor, demora um pouco mais a cozinhar.

Para pizzas é o meu molho de tomate preferido. Aliado à sua rapidez, a massa da receita base do Artisan Bread no frigorífico, permite uma pizza quase instantânea. E para uma boa pizza, o segredo está, na massa... no molho... na massa... no molho... com estes dois ingredientes e um pouco de queijo faz-se uma pizza fantástica sem segredos.

O manjericão fresco, indispensável a um molho de tomate, em vaso, aguenta-se na janela da cozinha, meses, necessitando apenas de alguma rega.

Fiz assim...

MOLHO RÁPIDO DE TOMATE



INGREDIENTES
1 lata de tomate pelado (400g)
1 fio de azeite
1 colher (sopa) de orégãos em folhas secos
1 mão cheia de folhas de manjericão fresco
1 colher (chá) de açúcar
pitada de pimenta moída
sal q. b.

PREPARAÇÃO
Na própria lata, com uma faca sem bico, ou na tábua, cortar os tomates em pedaços pequenos.

Numa caçarola colocar os tomates cortados e os restantes ingredientes.
Deixar ferver no lume médio 3-4min..
Se for preciso, com a colher de pau esmagar contra a caçarola os pedaços maiores de tomate, ou usar o esmagador de batatas para puré.
Retirar e usar.


NOTAS, MAS NÃO MENOS IMPORTANTES
- Se os tomates a serem usados forem frescos, deverão ser bem maduros e escaldados com um golpe na pele, para serem pelados;
- Não convém triturar o tomate com a varinha mágica, por exemplo, pois ele perde a cor avermelhada e passa a ficar alaranjadado, só se for uma trituração instantânea;
- Mesmo que não se use o molho todo, coloca-se no fim de frio numa caixa plástica ou saco de congelação e congela-se para outras aplicações.

sábado, 20 de fevereiro de 2010

BROÍNHAS DE ESPÉCIE

Eu sou fã de Broínhas Castelares e claro Broínhas de Espécie. A diferença entre as duas está apenas na farinha, principalmente de milho. As Broas Castelares levam um pouco de farinha na massa, já as Broas de Espécie não levam nenhuma.

Esta diferença de ingredientes faz com que as Broas de Espécie tenham uma textura mais macia, mas o sabor é muito semelhante às Castelares. Demoram um pouco mais a engrossar a massa. Para decorar as Broas de Espécie salteiam-se com drageias coloridas, enquanto as Castelares apenas se decoram com gemas batidas. Como a massa destas broias é mais delicada, podem assar em cima de folha de obreia, se a achar!

Ambas são típicas da região da Estremadura.

Embora possam dar algum trabalho a fazer, podem ser preparadas por fases, como eu faço, num dia cozo a batata doce e reservo, noutro dia faço a massa e só noutro dia, as moldo e cozo.

Devem assar até ficarem levemente queimadas, como os pastéis de nata, mas eu prefiro mais douradinhas.

Por não levarem farinha de trigo, nem outra, estão aptas para celíacos, tendo a preocupação de untar o papel vegetal em vez de o enfarinhar.

Fiz assim...

BROÍNHAS DE ESPÉCIE


INGREDIENTES
100ml de água
500g de açúcar
750g de batata doce cozida em puré
100g de coco ralado
200g de amêndoa pelada moída
raspa de 2 laranjas
6 gemas

Decoração:
3 gemas
1 colher (sopa) de água
drageias coloridas

PREPARAÇÃO
Cozer as batatas doces com pele, pelar e reduzir a puré. Reservar.

Num tacho levar a água e o açúcar ao lume, até ferver 3-4min.. Ainda ao lume, juntar o puré da batata doce, o coco, a amêndoa e a raspa de laranja. Mexer bem até atingir ponto de estrada. Retirar do lume e deixar arrefecer uns minutos.

Juntar as gemas, mexer bem e voltar ao lume até engrossar o suficiente para se moldarem à mão. Deixar arrefecer e guardar no frigorífico até ao dia seguinte.

Retirar com uma colher de sobremesa, pequena bolas de massa e com as mão oleadas moldar uma bola, depois um croquete e apertar ligeiramente as extremidades dando a forma as broas. Colocar num tabuleiro forrado e polvilhado com farinha.>
Pincelar com as gemas batidas com a água e decorar com as drageias. Levar a forno quente, pré-aquecido, até ficarem douradas.

Retirar do forno, deixar arrefecer um pouco nos tabuleiros e ainda mornas, retirar com uma espátula fina e metálica para cima da banca. Deixar arrefecer completamente antes de guardar numa caixa ou lata.


NOTAS, MAS NÃO MENOS IMPORTANTES
- Ao descascar as batatas doces eliminar as fibras mais externas. Reduzir a puré num passe-vite e se for necessário passar por um passador não muito fino;
- Para moldar as broas facilmente, colocar um pouco de óleo numa taça e untar a palma de uma mão e os dedos da outra, para não aderir à massa. Ao fim de uma dúzia, lavar as mãos já peganhentas;
- O tapete de silicone permite que o lar das broas não fique seco, se assim o desejar assar antes em papel vegetal.

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

TRANÇA DE IOGURTE COM AMÊNDOA

É uma massa muito macia, e delicada.
Assado em trança, em pequenas bolas ou numa forma tipo bolo inglês, fica sempre bem.
O iogurte dá uma leveza à massa, muito boa.

A receita é do blog Couzina Diel Nadia. Não lhe chamei brioche, como no original, pois não tem ovos e manteiga suficientes para tal. É apenas um pão doce em que a água ou leite foram substituídos por iogurte.

É um pão levemente adocicado e com pouca gordura, pode-se dizer que é quase light para a quantidade de farinha que leva, e para o que rende. É importante que levede depois de moldado/entrançado.

Fiz assim...

TRANÇA DE IOGURTE COM AMÊNDOA


INGREDIENTES Para a massa:
2 iogurtes naturais (2x125g)
1 ovo
1 1/2 colher (chá) de fermento biológico seco ou 22g de fermento fresco
1/2 colher (chá) de essência de baunilha ou 1 saquinho de açúcar baunilhado
1 colher (chá) de sal
80g de açúcar
50g de manteiga ou margarina derretida
500g de farinha de trigo T65

Para decoração:
1 ovo
amêndoa laminada
açúcar
geleia de marmelo ou alperce

PREPARAÇÃO
Colocar todos os ingredientes da massa mencionados, pela ordem, na MFP. Seleccionar o programa de massas lêvedas.
No final do programa, retirar a massa para a pedra enfarinhada e formar uma bola. Cortar a meio e formar com cada porção uma bola.
Cortar cada bola em 3 partes iguais.
Esticar cada uma das 3 bolas em rolo, na pedra.
Entrançar os 3 rolos. Colocar num tabuleiro, não esticando a trança, pelo contrário, encolhendo-a ligeiramente. Deixar levedar 45min..

Pré-aquecer o forno a 180ºC.

Pincelar as tranças com um ovo batido e decorar com a amêndoa e açúcar granulado.

Levar a assar 25min..
Retirar e deixar arrefecer numa grelha.

Pincelar com a geleia a trança simples.

Rende 2 tranças de 35cm.

Tranças depois de levedadas no forno ligeiramente aquecido

NOTAS, MAS NÃO MENOS IMPORTANTES
- É importante deixar levedar a trança pela 2.ª vez. É neste procedimento que a massa fica arejada e depois macia. Para melhor levedar, aquecer uns minutos o forno, desligar e colocar o tabuleiro com as tranças;
- Numa das fotos vê-se uma das tranças polvilhada com canela. Embora fique bonito não acho que o sabor seja óptimo, pois a canela seca muito ao assar, por isso é preferível não polvilhar. Já o facto de se incluir um pouco de canela na massa é diferente;
- Outras coberturas: nozes, açúcar demerara em cristais...

sábado, 6 de fevereiro de 2010

PAPAS DE CARÔLO

Típicas das Beiras Alta e Baixa, as papas de carolo são papas doces de milho.

Carôlo ou sémola de milho é milho triturado finamente, mais grosseiro que a farinha de milho propriamente dita. Com este carôlo fazem-se outras sugestões como a polenta italiana, o milho frito açoriano, o xará algarvio...

A preparação e os ingredientes, com excepção do milho, são semelhantes ao Arroz Doce e à
Aletria, água, leite e açúcar. Cada região tem os seus doces típicos, e nestas Beiras, pela falta de arrozais que pudessem fornecer o arroz, usava-se o cereal abundante, o milho. Este ingrediente simples, barato e abundante era transformado num sobremesa que tem tanto de saborosa quanto de rústica.

Enquanto que no arroz doce e aletria gosto de juntar gemas no final, nestas papas deixa-se simplesmente sobressair o amarelo do milho (também podem ser feitas com carôlo de milho branco).

Variações podem existir na quantidade de açúcar, gemas e no grau de espessamento. Algumas papas podem-se apresentar com a textura da polenta, de cortar em cubos.

A decoração com canela poderá ser mais ou menos elaborada, mas é indispensável para dar sabor e aroma a esta sobremesa.

Para quem gosta do sabor do milho aconselho a experimentar.

PAPAS DE CARÔLO


INGREDIENTES
150g de carôlo de milho (sémola de milho)
1l de água
casca de 1 laranja
pitada de sal grosso
750ml de leite
150-200g de açúcar

PREPARAÇÃO
Levar uma panela grande ao lume com a água, a casca de laranja e o sal.
Assim que ferver, reduzir o lume, retirar a casca de laranja e juntar o carôlo de milho, polvilhando-o sobre a água em chuva para não formar grumos. Mexer bem com uma colher de pau para não pegar, cerca de 5min..
Quando a água começar a secar, juntar o leite, aumentar um pouco o lume e mexer sempre, cerca de 10min..
Assim que ficar mais espesso, reduzir o lume, juntar o açúcar e deixar ferver mais uns minutos.
Retirar do lume, deixar arrefecer uns minutos e verter num prato fundo.
Decorar com canela moída ainda morno ou frio.

Rende 1 prato fundo de 30cm de diâmetro.



NOTAS, MAS NÃO MENOS IMPORTANTES
- A panela tem de ser grande, pois quando começa a ferver forma bolhas que rebentam, cuidado, mexer sempre para que essas bolhas não rebentem. Ter a atenção para não (se) queimar;
- É importante juntar em chuva a farinha à água quente, lentamente, para que não se formem grumos. Se tal, por ventura, acontecer, aconselho a retirar do lume, usar um passador grande e de malha não muito fina (ou o passe-vite) para eliminar os grumos e voltar novamente ao tacho;
- As papas estão prontas ainda um pouco líquidas, já que acabam por secar quando arrefecer, Para se ter a certeza do ponto, colocar uma colherada num prato frio (melhor ainda se este for colocado previamente no frigorífico) e deixar arrefecer. Se for a primeira vez que fizer, respeitar os tempos de cozedura ajuda bastante.

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

PÃO 100%

Pão 100% não é um pão feito apenas com 100% de farinha de trigo, é um pão com 100% de trigo em farinha. 
Ou seja com o trigo na sua totalidade, farinha integral, é isso que integral quer dizer, na íntegra, na totalidade. A cor do pão é mais escura que quando feito com a farinha integral industrial, mesmo a de origem biológica.

A farinha veio de um moínho de água de Serpins, Serra da Lousã. O moínho estava fechado, mas rapidamente veio quem o podia abrir e fazer visita guiada e me vend
eu farinha de trigo, centeio e milho, acabada de moer. O grão moído entre mós de pedra é sujeito apenas a fricção, não sendo submetido a elevada pressão como a moagem industrial, pelo que o amido resultante possui cadeias mais intactas permitindo um crescimento do pão, superior ao das farinhas integrais comercializadas.

Este pão teve a particularidade da farinha e de ser assado numa forma de madeira (Bøgetræsform) trazida pelo J da Dinamarca, típica de lá. Esta forma vai escurecendo com o uso pois é untada, por dentro e por fora, com manteiga ou outra gordura.

Este pão é integral, escuro, denso mas macio e com sabor forte a trigo, muito bom.

Fiz assim...

PÃO 100%


INGREDIENTES
1kg de farinha de trigo integral
700ml de água
1 colher (sopa) de fermento biológico seco
1 colher (sopa) de sal

PREPARAÇÃO
Numa taça grande colocar a água morna e dissolver nela o fermento e o sal. 
Juntar a farinha e mexer com a colher de pau e depois amassar à mão até formar uma bola de massa homogénea.
Deixar levedar 4h, tapado, em local sem correntes de ar.

Voltar a amassar e tender os pães desejados. Cortar o topo do pão e deixar levedar mais 1h, tapado.
Pré-aquecer o forno a 220ºC.

Levar a assar 30min., a 200ºC, dependo do tamanho do pão.

Bøgetræsform - Forma de pão de madeira (que se unta com manteiga ou outra gordura) 
com fundo de inox (que se cobre com papel vegetal para assar) quando ainda por estrear


NOTAS, MAS NÃO MENOS IMPORTANTES
- Este pão pode ser assado numa forma de alumínio com tampa, directamente na pedra quente do forno ou num tabuleiro;
- A quantidade de água usada permite que a massa possa ser moldada. Se for para assar dentro de um pirex pré-aquecido pode usar-se um pouco mais de água para amassar.

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

CHOCOLATE QUENTE COM MARSHMALLOWS

Um chocolate quente bem rápido de fazer e de saborear nestes dias frios.
Diferente do Chocolate Quente espesso e aveludado, este ganha suavidade com os marshmallows parcialmente fundidos, sendo mais fluido que o primeiro.

A receita é do Jamie, no livro Dias Felizes com Jamie Oliver e ele intitula-a como o Melhor Chocolate Quente. Não o considero o melhor chocolate quente do mundo, mas é rápido e saboroso. É um chocolate quente prático para um dia comum. A única alteração que fiz foi a não adição de açúcar, completamente desnecessário já que os marshmallows são muito doces.

Nesta preparação usa-se achocolatado, por isso quanto melhor for a qualidade e sabor, melhor sairá o chocolate quente. Quanto aos marshmallows, por aqui, são hóspedes da despensa, porque de vez em quando sabem bem assados na lamparina ou bico do gás.

Fiz assim...

CHOCOLATE QUENTE COM MARSHMALLOWS


INGREDIENTES
1 caneca de leite meio-gordo ou gordo
2 colheres (sopa) de achocolatado
6 marshmallows médios

canela em pó ou achocolatado para polvilhar

PREPARAÇÃO
Numa caçarola aquecer o leite sem deixar ferver.
Entretanto na caneca colocar o achocolatado e apenas um pouco do leite que está a aquecer para dissolver o chocolate. Juntar os marshmallows.
Com a varinha da espuma de cappuccinos ou num termo ou jarro de plástico colocar o restante leite quase a ferver, vedar bem e agitar para fazer espuma.

Colocar sobre os marshmallows, polvilhar com canela e servir.

Mexer e beber aos golinhos

NOTAS, MAS NÃO MENOS IMPORTANTES
- A sugestão para fazer espuma é colocar o leite bem quente num termo ou jarro de plástico grande, cheio até meio, e agitar bem para fazer espuma. No entanto acho mais prático na própria caçarola fazer espuma com a varinha dos cappuccinos, ou até com a varinha mágica;
- Os marshmallows que por cá encontro são coloridos, ficam mais bonitos se forem apenas brancos.

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

BÔLA DE CARNES DE TRÁS-OS-MONTES

Adoro bôlas e pães recheados.
A bôla que por aqui não falta nas festas de aniversário é a Bola de Fiambre e Salpicão, mas apenas é tradicional aqui de casa. Esta que hoje apresento é típica da região nortenha de Trás-os-Montes.

É óbvio que também devem existir dezenas de receitas desta bôla e de recheios possíveis para ela, no entanto adaptei a sugestão da Cozinha Tradicional Portuguesa, da Impala.

Para a massa de pão usei a massa base do Artisan Bread, que é prática porque se mantém no frigorífico vários dias, pronta a ser usada.

A carne de vaca e o bacon dão um sustento maior a esta bôla e o aroma no forno é divinal. Mas mesmo bom é o sabor da combinação das carnes com a cebola, a salsa e o pimento!

Fiz assim...

BÔLA DE CARNES DE TRÁS-OS-MONTES


INGREDIENTES 
Para a massa:
1 receita base de Artisan Bread ou 1,5kg de massa de pão

Para o recheio:
400g de bife de vaca
sal
pimenta
200g de chourição fatiado
200g de bacon em tirinhas
200g de presunto fatiado
1 cebola
1 ramo pequeno de salsa
1/4 pimento vermelho assado de conserva

Para decorar:
1 gema
1 colher (sopa) de água

PREPARAÇÃO
Aquecer bem uma frigideira funda e fritar o bacon, sem adicionar gordura, para que fique dourado e perca a gordura que tenha. Escorrer o bacon e reservar.

Cortar os bifes às tirinhas e na mesma frigideira e com a gordura do bacon fritar a carne de vaca, temperando com sal e pimenta. Reservar.

Dividir a massa de pão em 2 partes e esticar uma delas num tabuleiro untado ou forrado com papel vegetal. Dispor por cima da massa o chourição, o presunto e as rodelas finas de cebola. Dispor ainda a carne de vaca e o bacon, regar com a gordura resultante e distribuir ainda as folhas de salsa e as tiras finas de pimento.

Cobrir com a restante massa esticada. Calcar bem nas margens para unir as massas.
Pincelar com uma gema batida com a água ou distribuir pequenos bocadinhos de banha ou margarina por cima e levar ao forno pré-aquecido a 180ºC.

Assim que esteja dourado, verificar a massa e retirar do forno.
Deixar arrefecer uns minutos, desenformar e deixar arrefecer.


NOTAS, MAS NÃO MENOS IMPORTANTES
- O presunto quando assado costuma tornar-se mais salgado, por isso verifique que o presunto a ser usado não é já muito salgado;
- Só no fim de fazer a bôla dei por ela que todos os ingredientes que usei foram do Lidl, incluindo a carne e os fumados.

sábado, 16 de janeiro de 2010

WAFFLES LÊVEDOS DE MANTEIGA

Diferentes dos tradicionais waffles de massa quebradiça, com fermento químico (Royal), estes waffles levedam com fermento biológico (padeiro) pelo que a massa se torna mais elástica.
Chamei-lhes lêvedos, porque levedam, é óbvio, mas porque ficam algo parecidos com os Bolos Lêvedos Açorianos.

São óptimos quentes e melhores ainda frios. Esta receita resulta de uma longa experimentação até obter uma massa fácil de trabalhar mas ao mesmo saborosa e que não abuse da gordura e açúcar.
A quantidade de açúcar é reduzida pelo que também podem ser alternativa para o pequeno-
almoço ou lanche da manhã.

Inúmeras variações de sabor tenho experimentado sempre com a mesma massa e sempre com sucesso. Uso a MFP para os amassar mas obviamente podem ser feitos à mão.
Em vez de os fazer enchendo toda a forma de waffles, como os tradicionais quadrangulares (uma vez que a massa é líquida) estes, faço-os moldando pequenas bolas que não encham a totalidade da forma.

Fiz assim...

WAFFLES LÊVEDOS DE MANTEIGA


INGREDIENTES
100ml de leite morno
1 colher (chá) de fermento biológico
75g de açúcar
1 ovo
1 colher (chá) de essência de baunilha
300g de farinha
75g de manteiga derretida

PREPARAÇÃO
Na cuba da MFP colocar os ingredientes pela ordem mencionada. Seleccionar o programa de massas lêvedas e deixar até ao fim.

À mão, numa tigela colocar o leite morno, o açúcar e o fermento. Bater o ovo junto com com leite, e acrescentar a baunilha e a farinha. Por fim acrescentar a manteiga derretida, amassar bem até formar uma bola. Cobrir com um pano e deixar levedar 1h30 em local aquecido ou sem corrente de ar.

Retirar a massa e dividir em 14 pequenas bolas de massa.
Aquecer bem a máquina de waffles e colocar uma bola em cada local de waffle. Deixar assar até dourar.
Retirar e deixar arrefecer numa grelha.



(Variação da massa de Waffles com farinha custard e cristais de açúcar)

NOTAS, MAS NÃO MENOS IMPORTANTES
- Quando as bolachas ou neste caso waffles são de manteiga, prefiro usar esta a qualquer outra gordura;
- Variações - juntar aos ingredientes iniciais da massa uma das seguintes sugestões:
- 2 colheres (sopa) de farinha custard, eliminando a essência de baunilha e 2 das colheres de farinha;
- 1 colher (sopa) de raspas de laranja/limão;
- 2 colheres (sopa) de açúcar em cristais adicionadas depois de ter levedado. Amassar e deixar repousar um pouco mais;
- 1 colher (sopa) de whisky ou licor de laranja;
- 1 colher (chá) de canela moída ou erva-doce em grão.

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

FOLHADOS DE CACHORRO QUENTE

Salgadinhos muito fáceis e rápidos de fazer.

Para festas de aniversário, lanches ou refeições partilhadas.
Já há algum tempo tinha apresentado os Folhados de Salsicha, agora essa sugestão fica renovada com a inclusão de molho de tomate em vez de ketchup e com mostarda a decorar.

Fiz assim...

FOLHADOS DE CACHORRO QUENTE


INGREDIENTES
2 rolos de massa folhada fresca rectangular ou redonda
mostarda
19 salsichas

Para o molho:
1 lata de tomate pelado
1 fio de azeite
1 colher (chá) de orégãos secos
sal
pimenta

PREPARAÇÃO
Pré-aquecer o forno a 220ºC.
Preparar o molho colocando numa caçarola o tomate pelado e triturar rapidamente com a varinha mágica.
Levar ao lume e juntar o azeite, os orégãos, sal e pimenta moída.
Deixar ferver uns minutos para engrossar.
Desenrolar a massa folhada e cobrir com parte do molho de tomate. Dispor as salsichas.
Desenrolar o outro rolo de massa folhada e cortar com o rolo próprio para fazer a decoração. Com cuidado dispor sobre as salsichas, esticando um pouco a massa para abrir os cortes, mas não em demasia.
Com os dedos de lado passar entre as salsichas para marcar a sua posição e facilitar o corte posterior.
Cobrir a superfície com fios de mostarda e levar ao forno quente, 200ºC, até ficar dourado.

Retirar do forno deixar arrefecer um pouco e com o disco cortador de pizzas ou com uma faca grande cortar em tiras entre as salsichas.


NOTAS, MAS NÃO MENOS IMPORTANTES
- Ao elaborar o molho não triturar em demasia, pois a cor vermelha do tomate perde-se, triturar apenas para desfazer a maioria do tomate;
- O molho de tomate que sobrar pode ser guardado no frigorífico ou congelador para usar em pizzas ou outra utilização;
- A massa folhada rectangular é mais prática nesta utilização, mas como por vezes encontramos outras marcas em promoção aqui fica a sugestão com o formato redondo;
-Se a massa folhada decorada que se põe por cima for muito esticada, irá sobrar massa desnecessariamente, por isso esticar apenas o suficiente.