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terça-feira, 26 de janeiro de 2010

CHOCOLATE QUENTE COM MARSHMALLOWS

Um chocolate quente bem rápido de fazer e de saborear nestes dias frios.
Diferente do Chocolate Quente espesso e aveludado, este ganha suavidade com os marshmallows parcialmente fundidos, sendo mais fluido que o primeiro.

A receita é do Jamie, no livro Dias Felizes com Jamie Oliver e ele intitula-a como o Melhor Chocolate Quente. Não o considero o melhor chocolate quente do mundo, mas é rápido e saboroso. É um chocolate quente prático para um dia comum. A única alteração que fiz foi a não adição de açúcar, completamente desnecessário já que os marshmallows são muito doces.

Nesta preparação usa-se achocolatado, por isso quanto melhor for a qualidade e sabor, melhor sairá o chocolate quente. Quanto aos marshmallows, por aqui, são hóspedes da despensa, porque de vez em quando sabem bem assados na lamparina ou bico do gás.

Fiz assim...

CHOCOLATE QUENTE COM MARSHMALLOWS


INGREDIENTES
1 caneca de leite meio-gordo ou gordo
2 colheres (sopa) de achocolatado
6 marshmallows médios

canela em pó ou achocolatado para polvilhar

PREPARAÇÃO
Numa caçarola aquecer o leite sem deixar ferver.
Entretanto na caneca colocar o achocolatado e apenas um pouco do leite que está a aquecer para dissolver o chocolate. Juntar os marshmallows.
Com a varinha da espuma de cappuccinos ou num termo ou jarro de plástico colocar o restante leite quase a ferver, vedar bem e agitar para fazer espuma.

Colocar sobre os marshmallows, polvilhar com canela e servir.

Mexer e beber aos golinhos

NOTAS, MAS NÃO MENOS IMPORTANTES
- A sugestão para fazer espuma é colocar o leite bem quente num termo ou jarro de plástico grande, cheio até meio, e agitar bem para fazer espuma. No entanto acho mais prático na própria caçarola fazer espuma com a varinha dos cappuccinos, ou até com a varinha mágica;
- Os marshmallows que por cá encontro são coloridos, ficam mais bonitos se forem apenas brancos.

domingo, 8 de novembro de 2009

ALETRIA

A aletria é um doce típico da região do Douro litoral, mas rápido se espalhou por todo o Norte do país e sem dúvida por todo o país.

Feita sobretudo na época natalícia, nalgumas regiões em substituição do Arroz Doce, noutras alturas do ano também sabe bem.

O sabor é bem parecido com o do Arroz Doce, com a diferença óbvia de que em vez de arroz é feita com massa tipo aletria (do árabe al-irtiâ). Esta massa bem fina pode ser usada noutras situações doces e salgadas. Os restantes ingredientes são parecidos, leite, ovos, casca de limão e canela.

Dependendo da região do país que a adoptou, caracterizou-a à sua forma. Há aletria mais cremosas ou mais secas de cortar em fatias ou cubos. Com ovos ou sem ovos. Esta versão tem ovos (gemas) e não é seca, é cremosa, mas não em demasia.
Gosto de todas as versões, excepto quando a massa foi cozida em demasia e deixa de ser sentida, passando a aletria a parecer um só creme.
Algumas versões são apelidadas de Cabelos de Anjo ou de Ouro, porque a massa coze numa calda de açúcar e no final os fios dourados da massa sobressaem como se de cabelos de um anjo se tratasse.

Indico as quantidades para 2 travessas, pois quando faço partilho e gosto de ficar com uma em casa. Se for para fazer apenas uma travessa, então fazer apenas metade da receita.

Fiz assim...

ALETRIA



INGREDIENTES
300g de massa de aletria (com ou sem ovos)
1l de leite
2 cascas de limão (apenas o vidrado)
350g de açúcar
100g de manteiga
6 gemas
pitada de sal

canela em pó para decorar

PREPARAÇÃO
Colocar uma panela grande com água e sal ao lume. Assim que ferver juntar as meadas de massa que deverão ser partidas com a mão para soltar os fios.
Deixar cozer 5min..
Escorrer a água num coador.

Na mesma panela levar o leite a ferver, juntar a casca de limão, o açúcar e a manteiga. Assim que ferver retirar para uma taça, 3 conchas deste leite e reservar.
Juntar a massa escorrida ao leite da panela. Mexer para soltar os fios.
Deixar cozer 5min. mexendo para não pegar no fundo.
Retirar do lume.

Juntar as gemas batidas ao leite reservado e adicionar tudo à aletria. Levar novamente a cozer 5min..

Retirar a aletria com uma concha para um prato fundo ou travessa.
Decorar com canela em pó, ainda quente, fazendo desenhos segurando a canela entre o indicador e o polegar.

Servir depois de frio.


NOTAS, MAS NÃO MENOS IMPORTANTES
- É importante quebrar as meadas de aletria para que ao cozer não ela não se una e forme feixes de massa mais dura;
- Para ser prático e eficaz, ao leite reservado juntar as gemas e bater com a varinha mágica;
-Depois de juntar as gemas deve cozer cerca de 5min. em que o caldo começa a secar. Atenção que à medida que a aletria arrefece na travessa, seca um pouco, por isso não deixar secar em demasia na panela.

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

BOLINHAS DE QUEIJO CREME DE KÉFIR EM AZEITE E ALHO

O kéfir é uma bebida láctea fermentada com recurso a colónias de bactérias e leveduras, conhecidas como grãos de kéfir. Teve origem há mais de mil ano no Cáucaso, região fronteira entre a Europa e a Ásia, tendo-se difundido por todos os continentes dado às qualidades atribuídas.
As leveduras e bactérias presentes nos grãos de kéfir incluem espécies vulgarmente conhecidas que fermentam os vulgares iogurtes e as bebidas probióticas. Estes seres ao fermentarem a lactose, caseína, albumina e outros prótidos, produzem, dependendo da via catabólica, ácido láctico, etanol, dióxido de carbono entre centenas de outras substâncias. Estes três produtos mencionados são responsáveis, respectivamente pelo sabor acre, por algum álcool (1%) e gaseificação presentes no kéfir.

A colónia vai crescendo por reprodução dos microrganismos presentes. Ao fim de algum tempo (varia pela presença das condições favoráveis) o crescimento da colónia fermenta maior quantidade de leite e então temos de lhe dar utilidade. Esta sugestão é muito boa por várias razões, permite o consumo do leite fermentado com todos os benefícios associados; permite reduzir o kéfir em excesso não consumido; conserva-se algum tempo no frigorífico; e é saboroso!

Por tradição, os grãos de kéfir passam de mão em mão, mas se os queremos "despachar" podemos lavá-los, secá-los e congelá-los para mais tarde os reanimar ou dar a alguém; dar-lhes outra utilidade, fermentando sumos de fruta adoçados, p.e.; eliminá-lo para o composto ou mesmo comê-lo, como se sugere no livro Wild Fermentation de Sandor Ellix Katz, ou atrasar a fermentação mantendo o leite no frigorífico.

Em casa, os grãos de kéfir são mantidos num frasco grande ou jarro, com leite (qualquer tipo e origem), levemente tapado com a tampa ou pano. Consome-se o leite passadas 24h ou como iogurte deixando 48h. No preparo e manipulação não se usam instrumentos metálicos, incluindo o coador que deve ser de plástico ou nylon.

Na preparação deste queijo creme, que vi no Publicar para Partilhar que seguiu as indicações do Come-se, é necessário espessar o kéfir por eliminação do seu soro. Faz-se coando o kéfir (sem os grãos, claro) num pano fino suspenso, que não largue pêlo, no frigorífico, tal como se prepara iogurte grego, p.e.. O soro que se separa, chamado kefiraride, é igualmente nutritivo e pode ser bebido ou incluído na elaboração de pão.
É preciso que o leite seja fermentado 3 dias, altura em que vê o soro se separar o leite, retalhando-o.

Fiz assim...

BOLINHAS DE QUEIJO CREME DE KÉFIR EM AZEITE E ALHO

INGREDIENTES
1l de leite
1 colher (sopa) de grãos de kéfir

azeite
2 dentes de alho
grãos de pimenta vermelha
1 folha de louro
1 malagueta
sal grosso

PREPARAÇÃO
Numa jarra fermentar o leite 3 dias. Assim que o soro se separar nitidamente do leite, retirar os grãos de kéfir e coar num pano o leite. Manter no frigorífico a coar cerca de 2 dias.

Preparar um frasco esterilizado e colocar azeite, os dentes de alho cortados a meio, alguns grãos de pimenta vermelha, a folha de louro, a malagueta e o sal.

Com duas colheres de plástico retirar porções do creme de kéfir e moldar bolas. Colocar no azeite.

(creme de kéfir a escorrer num pano e a ser moldado em bolinhas)


NOTAS, MAS NÃO MENOS IMPORTANTES
- Para moldar as bolinhas com as colheres, fazer como se tratassem de pastéis de bacalhau;
- Como o kéfir perde muito soro, usar no mínimo 0,5l de leite inicial;
- Dependendo do gosto pessoal, o leite pode ser temperado com sal quando se coloca a coar em vez de o temperar apenas no azeite.

terça-feira, 25 de agosto de 2009

PÃO-DE-LÓ DE ÁGUA DE ANIVERSÁRIO

Faço este bolo quando tenho que rechear. É um bolo simples, que pode ser enriquecido com aroma de laranja, limão baunilha ou outro a gosto, bem como algumas colheres de chocolate em pó.
Pode ser simplesmente embebido numa calda doce de laranja assim que sai do forno ou arrefecido e cortado longitudinalmente e recheado, como foi o caso.

Serviu de bolo de aniversário com o tema do Shrek (empresto as figuras de plástico do bolo - excepto vela, a quem quiser).
Recheei com creme custard ligeiramente arrefecido, tal como no bolo de aniversário do Homem-Aranha do ano anterior.

Usei para cobrir pasta de açúcar covapaste, que é branca, e colori com as cores em gel que quis (ou que tinha, lol). Esta pasta de açúcar trabalha-se muito bem com a ajuda de amido de milho polvilhado num coador de rede fina.
Não vejo grande diferença entre as pastas de açúcar: covapaste e americana (que é brasileira!), pelo que opto pela primeira e faço a coloração desejada, sem grandes desperdícios.

Fiz assim...

PÃO-DE-LÓ DE ÁGUA DE ANIVERSÁRIO


INGREDIENTES
Para o bolo:
6 ovos (gemas e claras separadas)
3 chávenas / 420g de farinha de trigo
3 chávenas /600g de açúcar
1 chávena / 250ml de água
este bolo não leva fermento

Para o recheio de custard:
500ml de leite frio
2,5 colheres (sopa) de farinha custard
3 colheres (sopa) de açúcar
1 casca de limão
1 pau de canela
50g de manteiga
leite frio (para salpicar no bolo)

Para a cobertura:
geleia de alperce
covapaste
corantes
amido de milho

PREPARAÇÃO
Pré-aquecer o forno a 180ºC e untar um tabuleiro de +/- 25x35cm com manteiga e forrar o fundo com papel vegetal.

Na batedeira, bater muito bem as claras em castelo com uma pitada de sal. Em seguida, reduzir a velocidade e juntar o açúcar, as gemas, a água e a farinha, sem parar de bater até incorporar tudo.
Levar a assar 30 a 40min..
Desenformar ainda quente e retirar o papel vegetal.

Para fazer o creme, numa caçarola dissolver a farinha custard no leite, juntar o açúcar, a casca de limão, o pau de canela e a manteiga. Levar ao lume mexendo sempre até engrossar (ponto de estrada ou um pouco menos).
Retirar o pau de canela e a casca de limão e deixar arrefecer ligeiramente antes de rechear.

No fim de frio o bolo, cortar a meio longitudinalmente.

Salpicar um pouco de leite frio nas superfícies recém-cortadas (para isso virar a parte de cima do bolo ao contrário). Rechear e sobrepor a camada.
Pincelar toda a superfície do bolo com geleia de alperce.
Esticar a covapaste pretendida com a ajuda de amido de milho e cobrir o bolo.

NOTAS, MAS NÃO MENOS IMPORTANTES
- Compro a covapaste e os corantes por mail no catálogo do Istofaz-se;
- Evitar espalhar amido excessivo, na parte de cima da massa, quando se esticam cores fortes, para que depois evitar qualquer mancha;
- Pode-se fazer o bolo de um dia para o outro, cobrindo com o pano para não secar, e no dia do aniversário, corta-se ao meio, recheia-se e cobre-se;
- Para cortar o bolo ao meio, usar uma serra/fio apropriado ou marcar com meios palitos a zona do corte e com a ajuda de uma faca bem comprida realizar o corte. Levantar a parte de cima do bolo com a ajuda de uma tábua de cozinha fina ou com um cartão grande grosso.

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

BOLO HÚMIDO DE 4 LEITES

É um bolo simples, não se desenforma, serve-se no próprio pirex.
É um bolo de rápida preparação, integralmente na batedeira.
É um bolo prático, prepara-se no dia anterior.
É um bolo húmido, de verão, deve servir-se bem fresco.
É um bolo com muito leite.

No fim de assado o bolo, faz-se a calda que se verte no bolo perfurado. Deixa-se embeber e só no fim de frio se cobre com natas.

Esta receita é da Nestlé brasileira, de folhetos promocionais aos produtos da marca (Molico, Moça) mas foi feito integralmente com leites da concorrência, lol.
Receita com mais de 3 lustros, na caixinha dos recortes de receitas para fazer e que nunca o são, apesar de parecerem deliciosas, ou não tivessem sido guardadas.

Chama-se de 4 leites porque para além do leite tradicional, inclui o em pó, o condensado e o evaporado. Leite em pó, evaporado e condensado, são todos obtidos de leite de vaca sofrendo processo de desidratação total para o em pé e de 60% para os restantes. O leite evaporado perdeu água por evaporação, na realidade deveria ser chamado de condensado (pois foi a água é que evaporou e não o leite). O leite condensado tradicional deveria ter a designação de leite condensado açucarado, pois é leite evaporada ao qual se junta açúcar.
A manteiga e as natas têm origem no leite, por isso este bolo é muito lácteo!

Na ausência do leite em pó, este bolo transforma-se no Pastel tres leches típico da América Latina.

Fiz assim...

BOLO HÚMIDO DE 4 LEITES


INGREDIENTES
Para o bolo:
100g de manteiga
150g de açúcar
5 ovos
3 colheres (sopa) de leite em pó
1 colher (chá) de essência de baunilha
200g de farinha
1 colher (chá) de fermento em pó
pitada de sal fino

Para a calda:
1 lata de leite condensado (pode ser light)
1 lata de leite evaporado
100ml de leite

Para a cobertura:
400ml de natas
3 colheres (sopa) de caramelo líquido
coco ralado (enfeitar)

PREPARAÇÃO
Na taça da batedeira bater muito bem a margarina com o açúcar. Juntar os ovos, sem parar de bater em grande velocidade. Acrescentar o leite em pó e a baunilha e bater bem.
Diminuir a velocidade da batedeira para o mínimo e envolver a farinha misturada com o fermento.
Verter num pirex (25x30cm) untado com margarina ou desmoldante e levar ao forno a 180ºC, 40min. ou até ficar com a superfície dourada e o palito sair seco.
Retirar e esperar 10min..

Numa tigela fazer a calda misturando os leite e mexer bem.
Perfurar de forma regular todo o bolo com um palito de espetadas e verter a calda por cima, chegando também às bordas.
Deixar arrefecer.

Levar ao frigorífico até ao dia seguinte.

Bater as natas com a batedeira e a meio do processo adicionar o caramelo líquido.
Cobrir o bolo.
Polvilhar com coco ralado.
Manter no frigorífico até ao momento de servir.

NOTAS, MAS NÃO MENOS IMPORTANTES
- Quando verter a massa do bolo para o pirex para o levar ao forno, alisar bem, ou deixar o centro ligeiramente mais baixo, pois a massa tem tendência a elevar-se mais no centro;
- Sendo o leite evaporado um leite concentrado, com pouca água, este pode ser feito, em caso de não se encontrado à venda, a partir de leite em pó: misturar 54g de leite em pó com 270ml de água, levar ao frigorífico 12h e depois bater na batedeira até espumar.

quinta-feira, 28 de maio de 2009

QUEIJO FRESCO DE CABRA

Gosto muito de queijo fresco e faço-o com alguma regularidade.

Uso sempre leite de vaca, mas desta vez, com o leite fresco de cabra que a AB me trouxe, foi a vez dos de cabra. Obrigado à AB e às suas 3 cabrinhas por partilharem comigo o seu leite, lol

O procedimento foi o mesmo que para o leite de vaca, apenas o fervi antes por não ser pasteurizado.

Fiz assim...

QUEIJO FRESCO DE CABRA


INGREDIENTES
2l de leite de cabra
pitada de sal
40 gotas de coalho líquido (20 gotas/l)

PREPARAÇÃO
Ferver o leite, se não for pasteurizado, e deixar arrefecer até 35-40ºC.
Ainda no tacho temperar com o sal e juntar o coalho. Mexer e deixar repousar cerca de 45min-1h.
Após 1h, verter para um passador grande e bem limpo. Sem fazer pressão, deixar separar o soro. Deixar repousar 15min. ondulando o passador, de vez em quando, para eliminar "bolsas" de soro.
Colocar o leite coalhado em aros ou nas caixas de queijos frescos ou de requeijão de compra, que se guardaram.
Colocar numa caixa plástica ou tabuleiro e levar ao frigorífico 6h.

Rende 4 queijos de caixa grande.

NOTAS, MAS NÃO MENOS IMPORTANTES
- Só funciona mesmo com leite gordo fresco ou do dia, outro leite gordo não dá.

sábado, 16 de maio de 2009

CREME CUSTARD

Fazendo uma limpeza as rascunhos do blog, reparo que este Creme Custard ficou por publicar.

Na altura em que o fiz a ideia seria remeter para ele sempre que as receitas incluíssem o Creme Custard.
Uso este preparado para dar cor e aroma a pães doces - Pão Doce, Pão Doce de Abóbora e bolachas e biscoitos - Biscoitos Flor de Lis de Leite Condensado, mas também para recheio de bolos e tartes - Tarte de Pêras com Creme, Bolo de Chocolate, e acompanhamento de sobremesas - Sagu com Vinho e Creme Custard, Tarte de Maçã Reineta com Cardamomo.

É muito versátil. Tão versátil que até se pode servir simples, lol

Não substitui a versão original, completa, de Creme Custard, com ovos, mas é bem mais prática.
A receita é a da embalagem. No fim de frias, as tacinhas, e antes de servir, queimo o açúcar por cima para que fique estaladiço e se possa quebrar com a colher.

Fiz assim...

CREME CUSTARD


INGREDIENTES
0,5l de leite
2,5 colheres (sopa) de farinha custard
3 colheres (sopa) de açúcar
1 casca de limão
1 pau de canela
3 colheres (sopa) de manteiga

PREPARAÇÃO
Numa caçarola colocar parte do leite frio e dissolver a farinha custard. Juntar o restante leite e os restantes ingredientes.
Levar ao lume médio, mexendo com uma colher de pau, até atingir ponto de estrada.
Retirar a casca de limão e o pau de canela.
Colocar em taças ou usar para o destino pretendido.

Levar ao frigorífico.

Na altura de servir, espalhar 1 colher (sopa) de açúcar, por cima do creme nas taças, e queimar com a pá/resistência de leite creme, ou com o maçarico.

Servir de imediato


NOTAS, MAS NÃO MENOS IMPORTANTES
- Para usar em recheios reduzir um pouco a quantidade de leite ou eliminar a manteiga ou deixar ganhar mais ponto para que fique mais consistente;
- Não querendo queimar o açúcar pode-se polvilhar com canela em pó.

sábado, 14 de março de 2009

SAGU COM VINHO E CREME CUSTARD

Sagu é fécula de mandioca em grânulos esféricos.
A mandioca, aipim ou macaxeira (embora por vezes sinónimos, estas designações poderão ser aplicadas a diferentes tipos de mandioca) é muito utilizada em culinária, sobretudo no Brasil. É muito versátil.
Da mandioca, entre outros produtos podemos ter a farinha, os polvilhos (doce e azedo), a tapioca e o sagu.

No blog já usei a mandioca no inigualável Bóbó de Camarão e no Pão de Mandioca.

Esta sobremesa pode ter variações, dependendo da região que a prepara, com vinho, leite ou sumo de laranja.
Preparei o sagu com vinho tinto, tal como a Leila no Delishville, e acompanhei com creme custard. Achei a sugestão da Leila melhor que a indicação que vinha na embalagem, o que não é raro acontecer. Até parece que, quem vende não quer ver quem compra, satisfeito com o produto!

Não se fique a pensar que é uma sobremesa alcoólica, porque não é. O álcool evapora ao ferver o vinho e o sabor não é acentuado. Doce mas não excessivo. A textura é típica, algo gelatinoso. Deliciosamente viciante é o que descreve o sagu.

O Rê ficou fã até à última colher, mas a TG do 520 e a Tia C. nõ ficaram atrás.

Uma sobremesa diferente, gourmet, muito agradável aos olhos pelo contraste das cores e pela estrutura do sagu. Distribuir por taças individuais pequenas.

Fiz assim...

SAGU COM VINHO E CREME CUSTARD


INGREDIENTES

150g de sagu
1,5l de água
4 cravinhos da Índia
1 pau de canela
6dl de vinho tinto de boa qualidade
200g de açúcar


PREPARAÇÃO
Levar a água, num tacho, ao lume até ferver. Juntar o sagu e deixar cozer 25min., em lume médio, mexendo para não pegar. Retirar o pau da canela e os cravinhos.
Com o sagu já transparente, mas com o centro ainda branco, juntar o vinho e deixar cozinhar mais 10min..
Juntar o açúcar e deixar ferver mais 5min. mexendo sempre.

Distribuir por tacinhas não muito grandes.

Preparar o creme custard e dispor por cima do sagu.

Levar ao frigorífico até servir.

Rende 10 taças individuais.


NOTAS, MAS NÃO MENOS IMPORTANTES
- Para ser fácil retirar o pau de canela e os cravinhos, fazer uma boneca com pano fino, ou usar os sacos de papel descartáveis de chá;
- O creme custard pode ser substituído por um creme maizena (levar ao lume 500ml de leite, 2 colheres (sopa) de maizena, 2 gemas, 6 colheres (sopa) de açúcar, aroma de baunilha e gotas de corante amarelo (opcional) até engrossar);
- Comprei o sagu no Continente em saco de 500g, usando 150g nesta sugestão.

quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

DOCE DE VINAGRE

Poderia ser chamado de Doce de leite, porque a quantidade de vinagre é quase insignificante comparada à de leite, mas, sem vinagre o doce não ficaria em nada semelhante.

Muito simples, muito delicioso, faz parte daqueles doces que é realmente doce, como todos os outros doces conventuais, e por isso é servido em pequenas taças. Há quem não resista a uma taça só! Pode ser servido em travessa.

A textura é semelhante à da amêndoa moída grosseiramente, parece mesmo doce de amêndoa, mas é apenas de leite, leite coalhado e óptimo.
A fazer em casa, mesmo pensando que pode sair mal, que não sai, e que não se vai gostar por levar vinagre, sabe lindamente.

Conheço variações deste doce, com mais ou menos gemas, com erva-doce e mais ou menos cremoso/caldoso, mas esta indicação é aquela que acho mais equilibrada, apenas polvilhada com canela em pó, sendo opcional.

Vale a pena apostar no leite gordo e nos ovos caseiros, os grânulos serão maiores e o doce ficará mais amarelo.

Fiz assim...

DOCE DE VINAGRE

Doce de vinagre em taça individual de 9 x 3cm

INGREDIENTES
1l de leite gordo
2 colheres (sopa) de vinagre de vinho branco ou de sidra
500g de açúcar
4 ovos + 2 gemas

canela em pó para polvilhar (opcional)

PREPARAÇÃO
Num tacho levar ao lume o leite até ferver. Desligar e juntar o vinagre. Mexer para o envolver.
Adicionar o açúcar e deixar repousar uns minutos para que o leite fique talhado.
Mexem-se os ovos com as gemas num shaker e vertem-se na calda de leite talhado.
Leva-se ao lume novamente, deixando ferver até ganhar ponto de estrada. Desligar.

Coloca-se o doce em pequenas taças e no fim de frio polvilha-se com canela em pó.

NOTAS, MAS NÃO MENOS IMPORTANTES
- Querendo pode fazer-se 1/2 receita;
- Desta vez usei ovos de aviário, e leite meio-gordo, resulta na mesma mas com ovos caseiros terá uma cor mais dourada;
- Depois de juntar os ovos à calda, levar ao lume para que o soro evapore o que pode demorar mais de 15min.;
- É nesta fase em que o doce está a engrossar que se pode decidir fazê-lo mais caldoso ou mais seco. No ponto de estrada ficará mais seco, como o da fotografia.

sexta-feira, 19 de setembro de 2008

LOMBO DE PORCO COM QUEIJO E PAIO

O tempo é sempre curto e muitas vezes temos muitas coisas para fazer ao mesmo tempo. Assar lombo de porco na panela de pressão demora 30-45min., mas não requer a nossa atenção, por isso é tempo que ganhamos para outras coisas.

Assei um pedaço de lombo de porco na panela de pressão. Aqueci um pouco de azeite na panela, e passe o lombo, virando-o, para dourar de todos os lados.
Depois temperei-o com a Massa de Tempero e acrescentei vinho tinto e um pouco de água quente. Tapei e 30min. na pressão rápida já havia lombo assado. Nesse dia acompanhámos o lombo com batatas assadas no microondas.

Para não comermos em dias seguidos o mesmo lombo, costumo congelar já fatiado, mas desta vez optei por vesti-lo com outra roupa.

A peça de lombo deu para 3 arranjos culinários, o do dia, com batatas assadas, este com queijo e paio e Empadas com massa de bôla.

Fiz assim...

LOMBO DE PORCO COM QUEIJO E PAIO


INGREDIENTES
lombo (de porco) assado e fatiado
leite q.b.
pitada de sal
pitada de pimenta
2 colheres (sopa) de farinha
fatias de queijo cheddar (1 por cada fatia de lombo)
fatias de paio (1 por cada fatia de lombo)


PREPARAÇÃO
Colocar num tacho ou caçarola as fatias de lombo e cobri-las com o leite. Temperar de sal e pimenta. Levar a ferver e cozer durante 15min.. Retirar a carne e escorrer.
Juntar ao molho a farinha e bater com a varinha mágica. Deixar ferver para engrossar.

Num pirex colocar uma fatia de lombo e por cima uma de paio e de queijo, fazer isso a todas, dispondo-as ao longo do pirex.

Colocar o molho em volta e levar ao microondas para derreter o queijo.

Servir com puré de batata.

NOTAS, MAS NÃO MENOS IMPORTANTES
- Ao leite pode-se juntar 1 colher do molho do lombo, se foi guardado;
- Usar queijo fatiado de qualquer variedade, usei cheddar para atrair a atenção dos mais novos.

quarta-feira, 17 de setembro de 2008

TARTE DE PÊRAS COM CREME

Tarte de maçã é bom mas Tarte de pêra... é ainda melhor. E se for recheada com creme, neste caso custard, é ainda bem melhor. As pêras combinam muito bem com o aroma da baunilha, tal como a maçã com a canela.

Pode ser acompanhada com uma bola de gelado de baunilha, ou simples.

A massa é a mesma da Tarte de Maçã da Vóvó Donalda (Apple Pie), o recheio é diferente.

Usei um corta-topo de tartes para a decorar, mas pode ser usado um corta-biscoitos ou uma chaminé ao centro, de modo a deixar escapar vapor e a tarteira Emile Henry de 26cm.

Fiz assim...

TARTE DE PÊRAS COM CREME


INGREDIENTES
Para a massa:
200g de farinha
2 colheres (sopa) de açúcar
1 colher (café) de sal
150g de manteiga fria cortada em pequenos cubos
1-2 colheres (sopa) de água fria


Para o creme:
500ml de leite
2,5 colheres (sopa) de farinha custard
3 colheres (sopa) de açúcar
1 casca de limão
1 pau de canela

Para o recheio:
8 pêras descascadas e fatiadas
leite para pincelar a tarte


PREPARAÇÃO
Misturar a farinha com o açúcar e sal. Acrescentar a manteiga aos cubos e com o misturador de massas areadas, vai-se misturando a manteiga com a farinha. Deverá ficar como areia solta. Acrescenta-se a água aos poucos, e mistura-se com uma colher de pau, até formar uma bola que não pegue. Reserva-se no frigorífico.

Para fazer o creme, numa caçarola dissolver a farinha custard no leite, juntar o açúcar, a casca de limão, o pau de canela e a manteiga. Levar ao lume mexendo sempre até engrossar ligeiramente (não deixar atingir o ponto de estrada forte). Retirar o pau de canela e a casca de limão e deixar arrefecer ligeiramente antes de rechear.

Dividir a massa em 2 porções, esticar a 1.ª porção e forrar a tarteira (26cm). Colocar o creme e as pêras fatiadas.

Esticar a 2.ª porção da massa, decorar o topo com um corta massas ou corta topos de tartes e colocar em cima da tarteira. Com os dedos fechar as duas porções de massa. Pincelar com leite e levar ao forno a 180ºC (pré-aquecido) até que fique dourada.

NOTAS, MAS NÃO MENOS IMPORTANTES
- Se as bordas da tarte ficarem douradas antes do resto, cobri-las com papel de alumínio dobrado;
- É boa comida morna, mas fria torna-se mais consistente e fácil de cortar.

segunda-feira, 15 de setembro de 2008

LATTE MACCHIATO

Não é um simples leite com café. O próprio nome assim o diz, leite manchado (com café), mas não misturado. É cremoso, suave e com ar de engatatão, lol, ou não fosse servido num copo alto, não muito largo e dependente das leis da física para o manter em camadas.

Ao pequeno-almoço não há tempo de desfrutar desta cremosidade, por isso, guarde-o para um pequeno-almoço mais tardio, ou um lanche. Quem sabe, no final da noite (pode usar-se descafeinado), entre amigos.

Para tornar este latte macchiato ainda mais apetecível (para alguns, se não gostar de leite ou café adocicado, não acrescente) acrescentei uma pequena colher de leite condensado, não fazendo parte do elegante café manchado original.

Depois é só ter o cuidado de limpar o lábio superior que irá ficar com espuma, como no cappuccino.

Fiz assim...

LATTE MACCHIATO


INGREDIENTES
1 café expresso bom (uso Risttreto ou Arpeggio)
1 copo de leite meio-gordo + 2 colheres (sopa)
1 colher (chá) de leite condensado

PREPARAÇÃO
Encher o copo a 2/3 com leite. Levar ao microondas para aquecer bem.
Juntar o leite condensado de uma vez só, para ele migrar para a base.
Juntar o expresso, de preferência deixar correr logo para o copo, com cuidado para não haver mistura.
Com o mixer, bater o leite, 1min., até ficar em espuma densa. Verter um pouco sobre o café.

Servir de imediato.

NOTAS, MAS NÃO MENOS IMPORTANTES
- Se for usado leite magro, fazer sempre a espuma com leite meio-gordo ou gordo;
- Se não conseguir que o café não se misture com leite, porque a pressão da máquina expresso é grande, coloque por cima do leite um pouco de espuma, para suportar o café;
- Para fazer a espuma típica dos cappuccinos usar a bomba de ar da máquina de café ou mais simplesmente um pequeno mixer a pilhas;
- Pode ser decorado com canela ou cacau em pó, usando ou não um stencil.

sexta-feira, 12 de setembro de 2008

BOLO DE CHOCOLATE - THE BEST CHOCOLATE SHEET CAKE. EVER

Foi para o aniversário do Rê que resolvi fazer este bolo. Um bolo de chocolate com recheio de creme custard e cobertura de chantily.

A receita do bolo de chocolate vi no blog Receitas da Filipa que retirou da Pioneer Woman - The Best Chocolate Sheet Cake. Ever.
Não fiz a calda e cobertura sugerida que ficará para uma próxima. É um bolo de chocolate muito bom, não é seco, fica óptimo recheado e com a calda sugerida ou mesmo sem ela.

Quando faço o bolo numa forma redonda uso 1 receita, para o fazer num tabuleiro maior, como é o da foto, faço 1 e ½ receita bem como do creme custard (se sobrar põe-se numa pequena taça e come-se às escondidas, lol).

Fiz assim...

BOLO DE CHOCOLATE - THE BEST CHOCOLATE SHEET CAKE. EVER



INGREDIENTES
Para o bolo:
2 chávenas / 280g de farinha de trigo
2 chávenas / 400g de açúcar
1/4 de colher (chá) de sal fino
1 chávena / 200g de manteiga sem sal
4 colheres (sopa) de cacau
1 chávena / 250ml de água a ferver
1/2 chávena / 125ml de leite coalhado (buttermilk)
2 ovos batidos 1 colher (chá) de bicarbonato de sódio
1 colher (chá) de extracto de baunilha

Para o creme custard:
500ml de leite frio
2,5 colheres (sopa) de farinha custard
3 colheres (sopa) de açúcar
1 casca de limão
1 pau de canela
50g de manteiga

Para o chantily:
Natas para bater
Açúcar q.b.


PREPARAÇÃO
Numa tigela combinar a farinha, o açúcar e o sal. Reservar.
Numa caçarola derreter a manteiga, juntar o cacau e a água a ferver. Deixar ferver 30s e tirar do lume.
Adicionar esta mistura à da farinha. Mexer e deixar arrefecer.
Num copo medidor colocar o leite coalhado (ver notas), os ovos, a baunilha e o bicarbonato de sódio.
Adicionar esta mistura à anterior.

Verter a massa num tabuleiro não untado e levar ao forno 20min. a 180.ºC.
Desenformar e deixar arrefecer.
Cortar o bolo ao meio no sentido longitudinal e rechear com o creme custard.

Para fazer o creme, numa caçarola dissolver a farinha custard no leite, juntar o açúcar, a casca de limão, o pau de canela e a manteiga. Levar ao lume mexendo sempre até engrossar (ponto de estrada ou um pouco menos).
Retirar o pau de canela e a casca de limão e deixar arrefecer ligeiramente antes de rechear.
Rechear o bolo e cobrir com o restante bolo.
Bater as natas em chantily, cobrir o bolo e decorar como desejado.


NOTAS, MAS NÃO MENOS IMPORTANTES
- Não é comum encontrar-se leite coalhado - buttermilk, no supermercado, por isso mede-se ligeiramente menos a quantidade em leite e acrescenta-se vinagre ou sumo de limão para perfazer o volume. Espera-se alguns segundos e usa-se assim. Ver Dicas - Substituições;
- O bolo pode ser feito e recheado no dia anterior, ficando no frigorífico. No dia seguinte é só cobrir com o chantily.

quinta-feira, 7 de agosto de 2008

PÃO DOCE - O PÃO DOCE

Já fiz muitos pães, mas nenhum tinha sido comido em 20min.. Pois é, foi ao lanche e foi comido morno, foi só o tempo de arrefecer um pouco para poder ser agarrado para ser cortado. Eu, Pê, Rê e Bê comemo-lo, não sobrou migalha para contar história.

Amassado e assado na MFP é muito rápido, mas, assado no forno convencional fica ainda melhor pois poderá ter uma cobertura, com açúcar, mais extensa e outra forma. Pode ser tendido em pequenas bolas óptimas para um lanche.

Dentro dos pães doces que já fiz este fica diferente dos já aprovadíssimos: Pão de Leite e Pão de Leite Condensado, por isso lhe chamei simplesmente o Pão Doce.

Usei farinha Custard para lhe dar o toque especial.
A farinha Custard faz parte da minha infância, talvez tenha sido o primeiro ingrediente que eu comprei by my own para a despensa da cozinha da minha mãe.
Usei muitas vezes, nas mais variadíssimas ocasiões, desde para preparar o famoso Creme Custard, ou Custarda (semelhante a leite creme), quer para recheios de pães de ló, tartes e tortas, crepes, cobertura de gelados, ou outras situações, variando a sua consistência.
Sempre que abria o armário, lá estava o pacote. Os anos foram passando mas o pacote de farinha Custard nunca mudou o seu aspecto, ainda em solteiro mudei de cozinha e a farinha Custard esteve presente, depois de casado tive uma cozinha e na despesa, lá estava o pacote Custard, mudei novamente de cozinha e... Não preciso de dizer que não foi sempre o mesmo pacote, mas que dura, dura, tem 500g.
Por me ter sempre acompanhado e nunca me deixar ficar mal, é a ela, à farinha Custard, que dedico este pão.

A farinha Custard dá a cor amarela e um sabor abaunilhado característico. É um preparado instantâneo para fazer a sobremesa Creme Custard que é semelhante a leite creme, substituindo a receita tradicional feita com leite, gemas, açúcar, baunilha e maizena, e é muito versátil. É base de muitos molhos doces conhecidos como o Creme Inglês (anglaise), o Creme Bavarian ou o Crème Brûlée.

O interior deste pão é muito macio e muito saboroso. A miolo separa-se em camadas como se fosse de croissants. Não é muito doce, apenas o suficiente, é semelhante às tranças doces que se vendem por aí. Vale a pena ser testado.

Fiz assim...

PÃO DOCE - O PÃO DOCE



INGREDIENTES
200ml de leite morno
50ml de água morna
2 colheres (chá) de fermento seco ou equivalente
100g de açúcar
3 colheres (sopa) de leite em pó
2 colheres (sopa) de farinha custard
2 colheres (sopa) de margarina
500g de farinha T65

PREPARAÇÃO
Na MFP:
Pela ordem indicada, colocar na forma da MFP.
Seleccionar o programa "sandes", tamanho I. No final do 2.º amassar polvilhar o topo com açúcar.
Desligar a MFP 10-15min. antes de terminar o ciclo.


Pode-se optar por amassar na MFP e depois tender à mão o pão, como de indica a seguir.

À mão:
Numa tigela grande colocar os líquidos mornos e dissolver o fermento. Juntar de seguida todos os restantes ingredientes e amassar bem durante uns 15min. formando uma bola homogénea.
Deixar levedar 1.3h tapado com um pano em lugar aquecido. Pesar a massa, dividir o peso por 10 e separar bolinhas de massa com o peso respectivo. Tender bolas fechando-as em baixo com os dedos e colocar num tabuleiro forrado com papel vegetal.
Pincelar as bolinhas com água (pode ser gema ou leite) e salpicar com açúcar.
Cobrir com papel vegetal e um pano e deixar levedar 30min..
Levar ao forno a 200ºC durante 20min., sensivelmente, ou até ficarem douradas por cima.

NOTAS, MAS NÃO MENOS IMPORTANTES
- Desligar antes de terminar o ciclo para que a côdea fique mais clara e mais macia;
- A farinha custard é essencial pelo sabor e pela cor. Encontra-se à venda nos hipermercados junto dos preparados instantâneos de gelatina, pudins e leite creme. Provavelmente poderá ser substituída por equivalente de preparado de leite creme em pó, mas nunca experimentei.

segunda-feira, 12 de maio de 2008

IOGURTE AÇUCARADO DE BAUNILHA

Fazer iogurtes em casa é de fases. Durante algum tempo faz-se depois cai em esquecimento, depois lembra e fazem-se novamente.
Estamos agora numa fase de os fazer pois passei pelo blog Mesa para 4 e vi-os recentemente.
Geralmente são feitos iogurtes naturais, depois adiciona-se açúcar ou fruta na altura de os comer.
Hoje sugiro que se adicione baunilha e algum açúcar, ficarão diferentes, melhores.
O açúcar dá uma textura mais cremosa, diferente do aspecto floculado do iogurte natural. Quem não gostar desta textura, pode sempre fazer sem açúcar e acrescenta-o, ou não, depois.

É necessário, durante a preparação dos iogurtes, manter a temperatura amena, para que as bactérias e leveduras se reproduzam e coagulem o leite - o iogurte não é mais do que um caldo lácteo de micróbios e dos seus produtos de excreção - adoro iogurtes! A iogurteira é a opção mais prática, mas pode-se usar a panela de pressão (ver notas).

A minha iogurteira é a da minha infância - aqui vem a nostalgia dos anos 80 - antiga, cor de laranja, com quase 3 décadas, tem uma lâmpada no meio que aquece os iogurtes, há outras mais evoluídas que têm uma resistência que faz o aquecimento, cabendo mais um copinho no centro.
Os iogurtes ficam na iogurteira, por tradição e por questões económicas (o gasto eléctrico é quase nulo, mas tenho contador bi-horário) durante a noite (mínimo 8h - desliga-se ao pequeno-almoço).

Ingrediente fundamental é o leite, costumo usar meio-gordo, e as bactérias e leveduras, podendo usar-se como fermento, um iogurte anterior (de compra ou dos caseiros) ou uma mistura destes microrganismos desidratados em saqueta (nunca usei).

Muitos dos copos originais da iogurteira já se partiram, alguns dos que uso agora são reutilizados dos iogurtes de compra.

Acompanho estes iogurtes com flocos muesli ou outros, fruta fresca - maçã, pêra, banana (desta vez foi) ou desidratada ou compotas (desta vez foi a morango).

Fiz assim...

IOGURTE AÇUCARADO DE BAUNILHA



INGREDIENTES
1l de leite meio-gordo
1 iogurte natural (125ml)
1 colher (sopa) de extrato de baunilha (ou equivalente de açúcar baunilhado ou 4 gotas de essência de baunilha)
100g de açúcar

PREPARAÇÃO
Com uma colher mexe-se o iogurte ainda dentro do copo para o homogeneizar.
Aquece-se o leite só até amornar, não é quente! Mistura-se a baunilha e o açúcar de depois o iogurte. Mexe-se bem e verte-se nos copos. Fica na iogurteira no mínimo 8h.

NOTAS, MAS NÃO MENOS IMPORTANTES
- Com leite gordo os iogurtes ficarão mais espessos. Com leite magro, nunca fiz, duvido que dê, a não ser que se junte leite em pó;
- Os iogurtes tornam-se mais densos se for usado também leite em pó, 2-3 colheres (sopa) dissolvidas no leite morno;
- Dependendo do tamanho dos copos a usar, faz-se um ensaio, enchendo todos os copinhos com água e medindo o volume, que deverá ser subtraído em 125ml. Este volume total já sem os 125ml deverá ser a quantidade de leite a usar, para não haver desperdícios - geralmente os copos das iogurteiras têm volume total de 1125ml;
- Para fazer na panela de pressão, coloca-se água na panela, fecha-se e deixa-se levantar pressão durante alguns minutos. Retira-se a pressão com todo o cuidado (coloco debaixo da torneira e faço correr água fria pela tampa), retira-se a água deixando ficar 1 dedo de água no fundo. Colocam-se os copos com o leite, fecha-se a tampa e deixa-se em repouso durante 12h. Depois retiram-se os copos, fecham-se e colocam-se no frigorífico;
- Os copos que uso e que não têm tampa, fecho-os com película aderente. Podem ser usados frascos baixos de boca larga, e fechados com a própria tampa;
- O iogurte pode ser aromatizado com 1-2 colheres (sopa) de caramelo líquído (açúcar queimado) reduzindo a quantidade de açúcar;
- Se for usado açúcar amarelo ou mascavado a cor pode ficar ligeiramente mais dourada;
- Podem ser acrescentados corantes alimentares, 1-2 gotas de corante veremelho, ficarão diferentes para os mais pequenas - mas como a ideia é serem mais saudáveis, o melhor é não acrescentar mesmo nada.

sexta-feira, 2 de maio de 2008

QUEIJO FRESCO / REQUEIJÃO / QUEIJO CREME

Este é já um velho hábito, fazer queijo fresco e requeijão. Só o faço quando vou ao supermercado e me lembro de comprar leite do dia (não funciona com outro) gordo. Antigamente era frequente haver em qualquer supermercado, agora está numa de desaparecimento e só há nalguns. Compro da Gresso, em saco, os da embalagem tubo Tetra Pack têm qualidade inferior, o Mimosa nem dá.

É fácil de fazer e tem a vantagem de guardarmos o leite no frigorífico (ver prazo de validade) até ao dia de fazer o queijo. Simples, serve para lanche, para umas entradas pode ser enriquecido com ervas frescas picadas e/ou um dente de alho esmagado (para quem gosta).

O sabor é semelhante ao dos queijos frescos comprados, nota-se um aroma mais a leite, menos industrializado.

Fiz assim...

QUEIJO FRESCO / REQUEIJÃO / QUEIJO CREME


INGREDIENTES
1 litro de leite do dia (UHT) gordo
20 gotas de coalho líquido (ou equivalente)
1 colher (chá) de sal

PREPARAÇÃO
Aquecer o leite, numa caçarola, a 35-40ºC (não mais). Acrescentar o sal, mexer, e as gotas de coalho, mexer e deixa repousar 45min.-1h (fora da placa eléctrica, se for o caso).
Após 1h, cortar com uma faca o leite coalhado e verter para um passador grande e bem limpo. Sem fazer pressão, deixar separar o soro. Deixar repousar 15min. ondulando o passador, de vez em quando, para eliminar "bolsas" de soro.
Colocar o leite coalhado em aros ou nas caixas de queijos frescos ou de requeijão de compra, que se guardaram.
Colocar numa caixa plástica ou tabuleiro e levar ao frigorífico 6h.
Rende 2 queijos de caixa grande.


NOTAS, MAS NÃO MENOS IMPORTANTES
- Só funciona mesmo com leite do dia, gordo ou meio-gordo, sem ser do dia não dá. Actualmente só o leite Gresso de saco resulta;
- Só funciona com o leite tépido, se estiver quente não dá. Uso um termómetro de cozinha com o qual também meço a temperatura dos pontos de açúcar;
- O coalho, compra-se na farmácia e pode ser em pó ou líquido. A quantidade requerida para 1l de leite vem mencionada na embalagem e varia com a marca. A marca do meu é Britex e custa 1.05EUR;
- As caixinhas onde se coloca o queijo coalhado devem ter 3-4 furos ou mais para possibilitar o escoamento do soro, podem ser usados os cestos (verdes) dos requeijões de compra;
- Levam-se os queijos ao frigorífico em caixa plástica ou tabuleiro tapado, de preferência em cima de rede plástica, com tampa ou película aderente, para que os queijos não absorvam os cheiros e gostos do frigorífico e possam escorrer;
- Querendo acrescentar algum tempero, pode-se picar coentros frescos/alho esmagado (picado não fica bem, pois depois encontram-se os bocadinhos) e adicionar uma colher (sopa) de ervas ao leite, antes do coalho;
- Querendo o queijo fresco mais semelhante a requeijão, durante o coalho do leite, ou no fim, mexe-se para quebrar os grandes coágulos;
- Querendo queijo creme, no fim do leite coalhado e seco, mistura-se metade do peso do queijo em manteiga apenas levemente amolecida e 2-3 colheres (sopa) de leite bem quente. Bate-se bem. Se for preciso (isto depende da quantidade de soro que o queijo ainda tinha) acrescentam-se mais colheres de leite quente até obter um creme suave. Leva-se ao frigorífico.