Após uma visita ao estrangeiro recordamos, durante algum tempo, o que foi visto, quer sejam monumentos, museus, edifícios, ruas, lojas, mas também sabores e cheiros. Queremos vivenciar muitos dos momentos, dos pormenores, do convívio e a comida é uma dessas formas. Na visita à Escócia foram vários os sabores experimentados, este por acaso não foi um deles, cheguei a lê-lo em várias ementas de pubs, mas optámos por outros sabores, alguns que nunca tinha experimentado como Haggis, neeps and tatties ou as Scottish meat pies, Steak 'n' Stout pie, Scottich burguers (com carne bovina da raça Aberdeen Angus), Scotch broth...
Durante este período de confinamento relembro os dias de liberdade que ainda foram vividos, ao beber um chá, ao comer um chocolate ou um caramelo fudge ou ao reaver este Toad in the Hole, um clássico inglês, já aqui preparado.
A par das típicas pies e dos fish and chips, este prato não requer nenhuma perícia, mas tal como os restantes, é uma comida de conforto. Simples e saborosa. Não para um almoço nem jantar elaborado, longe disso, mas para um brunch ou para um lanche ajantarado, dos poucos que podem ser feitos a ver um filme, no sofá, com uma manta por cima.
A receita clássica é ainda mais simples, apenas salsichas assadas no forno envolvidas numa massa que é um misto de omelete e panquecas, uma massa de pudim de Yorkshire. É um prato que atualmente é feito com salsichas frescas, mas que em tempos idos seria para aproveitamento de algumas sobras de carne. Do pouco se fazia muito. O aroma do alecrim combina com o tempero das salsichas frescas.
Para os apreciadores dos sabores do bacon, salsichas e ovos, apreciarão esta versão, que junta também cebola e tomate. Ingredientes a mais, dizem uns, eu digo que complementa ainda mais e não precisa de acompanhamento, pois torna-se uma comida apenas de garfo, o sofá não dá para mais ;)
Para beber sugiro um chá darjeeling.
Fiz assim...
TOAD IN THE HOLE - VERSÃO COM BACON, CEBOLA E TOMATE
INGREDIENTES
Para 4 a 6 pessoas (se simples ou incluindo outras opções)
Para as salsichas:
1 fio de óleo
6-8 salsichas frescas
6-8 fatias de bacon sem courato
2 cebolas médias (ou 1 grande)
2 tomates médios
Para a massa:
4 ovos
140 g de farinha de trigo sem fermento
2 colher (chá) de tomilho fresco ou seco
2 colheres (chá) de alecrim fresco ou seco
1 colher (chá) de orégãos
1 colher (chá) de açafrão-das-Índias
1/2 colher (chá) de alho seco em pó
1 colher (sopa) de mostarda inglesa
300 ml de leite
pitada de sal
pitada de pimenta
salsa picada, coentros picados ou folhas de alecrim fresco (decoração)
PREPARAÇÃO
Começar por preparar a massa, misturando numa tigela os ovos com a farinha até obter uma polme.
Só depois colocar os restantes ingredientes, batendo um pouco para que fique homogénea. Reservar no frigorífico.
Pré-aquecer o forno a 220 °C.
Enrolar as fatias de bacon em volta salsichas.
Num tabuleiro colocar um fio de óleo e dispor as salsichas.
Entre as salsichas encaixar a cebola cortada em meias luas.
Levar ao forno cerca de 15 minutos. Virar as salsichas e deixar assar mais 10 minutos.
Retirar o tabuleiro do forno e verter a massa sobre as salsichas de forme a que penetre entre elas.
Levar ao forno 15 minutos até dourar.
Retirar do forno, distribuir a salsa ou alecrim picado e servir de seguida.
NOTAS, MAS NÃO MENOS IMPORTANTES
- Os temperos originais são apenas o sal, alecrim e tomilho. Eu acrescentei um pouco de orégãos e alho em pó porque combina com o tomate, açafrão-das-Índias (curcuma) para dar uma cor amarela mais intensa e pimenta para retirar o adocicado do ovo;
- Para fazer a versão original não use também o bacon;
- Sugiro que as salsichas frescas possam ser cortadas em 3 partes para facilitar ao servir e cortar;
- Usei coentros frescos para a decoração.
pão, bolos e bolinhos, biscoitos e bolachas, muffins e scones, waffles e donuts, bôlas e empadas, tartes e tortas, quiches e salgadinhos, crepes e panquecas, assados e cozidos, fritos e grelhados...
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quinta-feira, 30 de abril de 2020
domingo, 23 de setembro de 2018
COGUMELOS SALTEADOS COM CEBOLA, BACON E ERVAS AROMÁTICAS
Bem-vindo Outono!
Sabores, cores, cheiros... a minha estação preferida.
Cogumelos cheios de sabor.
Cebola e bacon são dois amigos inseparáveis e as várias ervas frescas que usei na preparação destes cogumelos ajudam a celebrar a chegada de mais um Outono, que não é uma estação qualquer.
Como costumo fazer várias vezes estes cogumelos vou experimentando variações e apesar de adorar vários tipos de cogumelos e de os misturar, neste preparo em particular acho que os ordinários cogumelos frescos de Paris - Champignons - resultam muito bem.
Estes cogumelos são tão saborosos e versáteis que podem fazer parte de uma entrada, num almoço ou jantar mais especial, ou como simples prato principal, de comer apenas com um garfo, em frente à televisão, se contar apenas consigo ;)
Fiz assim...
COGUMELOS SALTEADOS COM CEBOLA E BACON
INGREDIENTES
400 g de cogumelos frescos de Paris (Agaricus bisporus)
ou
200 g de cogumelos frescos Pleurotus ((Pleurotus ostreatu)
200 g de cogumelos frescos Shiitake (Lentinula edoles)
4-7 fatias finas de bacon fumado
1 fio generoso de azeite
1 colher (sopa) de manteiga
sal grosso q.b.
1 cebola grande cortada em rodelas
3 ramos de tomilho
3 folhas de louro
1 piri-piri pequeno inteiro
pimenta preta moída q.b.
1 dente de alho
1 esguicho de vinagre de cidra
salsa fresca q.b.
cebolinho fresco q.b.
amêndoas torradas lascadas
PREPARAÇÃO
Aquecer bem uma frigideira, de preferência de ferro, e colocar as fatias de bacon.
Deixar cozinhar até que fiquem douradas, virando-as algumas vezes.
Retirar e reservar num prato.
Na mesma frigideira colocar o azeite e a manteiga e logo de seguida os cogumelos, previamente limpos.
Saltear os cogumelos na gordura e temperar com sal grosso.
Acrescentar a cebola, o tomilho, o louro e o piri-piri.
Saltear a cebola até que fique murcha.
Temperar com a pimenta e o dente de alho esmagado ou cortado grosseiramente.
Assim que estiver a pronto e a secar um pouco juntar o vinagre e soltar tudo o que ficou levemente agarrado à frigifeira.
Deixar evaporar um pouco o vinagre e retirar do lume.
Servir de imediato com o bacon cortado em pedaços, a salsa e o cebolinho picados grosseiramente e a amêndoa lascada.
NOTAS, MAS NÃO MENOS IMPORTANTES
- Para torrar a amêndoa, antes de iniciar o preparo dos cogumelos, salteando-a a seco na frigideira quente (como nesta receita). Reservar, deixar arrefecer e só depois lascar/cortar grosseiramente com uma faca grande na tábua. Também pode torrar no forno. Uso a amêndoa com pele, mas pode escaldar antes para lhe retirar a pele;
- Os cogumelos são salteados no início com a gordura para ganharem alguma cor e perderem água, para assim quando a cebola entrar poder também fritar em vez de suar;
- No final para refrescar os cogumelos também prefiro o vinagre de cidra, o balsâmico é demasiado doce pois a cebola ao ser cozinhada também carameliza e não haverá acidez para contraste;
- Prefiro o bacon cozinhado em tiras para ficar estaladiço e poder guarnecer os cogumelos no final, partido em pedaços (pode usar a frigideira bem quente ou cozinhar o bacon no microondas). Mas pode cortar as tiras de bacon em pedaços ou preferindo bacon em cubos, cozinhando-o juntamente com os cogumelos. O sabor é ótimo mas perde a textura crocante deste.
Sabores, cores, cheiros... a minha estação preferida.
Cogumelos cheios de sabor.
Cebola e bacon são dois amigos inseparáveis e as várias ervas frescas que usei na preparação destes cogumelos ajudam a celebrar a chegada de mais um Outono, que não é uma estação qualquer.
Como costumo fazer várias vezes estes cogumelos vou experimentando variações e apesar de adorar vários tipos de cogumelos e de os misturar, neste preparo em particular acho que os ordinários cogumelos frescos de Paris - Champignons - resultam muito bem.
Estes cogumelos são tão saborosos e versáteis que podem fazer parte de uma entrada, num almoço ou jantar mais especial, ou como simples prato principal, de comer apenas com um garfo, em frente à televisão, se contar apenas consigo ;)
Fiz assim...
COGUMELOS SALTEADOS COM CEBOLA E BACON
INGREDIENTES
400 g de cogumelos frescos de Paris (Agaricus bisporus)
ou
200 g de cogumelos frescos Pleurotus ((Pleurotus ostreatu)
200 g de cogumelos frescos Shiitake (Lentinula edoles)
4-7 fatias finas de bacon fumado
1 fio generoso de azeite
1 colher (sopa) de manteiga
sal grosso q.b.
1 cebola grande cortada em rodelas
3 ramos de tomilho
3 folhas de louro
1 piri-piri pequeno inteiro
pimenta preta moída q.b.
1 dente de alho
1 esguicho de vinagre de cidra
salsa fresca q.b.
cebolinho fresco q.b.
amêndoas torradas lascadas
PREPARAÇÃO
Aquecer bem uma frigideira, de preferência de ferro, e colocar as fatias de bacon.
Deixar cozinhar até que fiquem douradas, virando-as algumas vezes.
Retirar e reservar num prato.
Na mesma frigideira colocar o azeite e a manteiga e logo de seguida os cogumelos, previamente limpos.
Saltear os cogumelos na gordura e temperar com sal grosso.
Acrescentar a cebola, o tomilho, o louro e o piri-piri.
Saltear a cebola até que fique murcha.
Temperar com a pimenta e o dente de alho esmagado ou cortado grosseiramente.
Assim que estiver a pronto e a secar um pouco juntar o vinagre e soltar tudo o que ficou levemente agarrado à frigifeira.
Deixar evaporar um pouco o vinagre e retirar do lume.
Servir de imediato com o bacon cortado em pedaços, a salsa e o cebolinho picados grosseiramente e a amêndoa lascada.
Mistura de cogumelos pleurotus e shiitake
NOTAS, MAS NÃO MENOS IMPORTANTES
- Para torrar a amêndoa, antes de iniciar o preparo dos cogumelos, salteando-a a seco na frigideira quente (como nesta receita). Reservar, deixar arrefecer e só depois lascar/cortar grosseiramente com uma faca grande na tábua. Também pode torrar no forno. Uso a amêndoa com pele, mas pode escaldar antes para lhe retirar a pele;
- Os cogumelos são salteados no início com a gordura para ganharem alguma cor e perderem água, para assim quando a cebola entrar poder também fritar em vez de suar;
- No final para refrescar os cogumelos também prefiro o vinagre de cidra, o balsâmico é demasiado doce pois a cebola ao ser cozinhada também carameliza e não haverá acidez para contraste;
- Prefiro o bacon cozinhado em tiras para ficar estaladiço e poder guarnecer os cogumelos no final, partido em pedaços (pode usar a frigideira bem quente ou cozinhar o bacon no microondas). Mas pode cortar as tiras de bacon em pedaços ou preferindo bacon em cubos, cozinhando-o juntamente com os cogumelos. O sabor é ótimo mas perde a textura crocante deste.
segunda-feira, 29 de janeiro de 2018
TOAD IN THE HOLE - SAPO NO BURACO - SALSICHAS FRESCAS EM PUDIM YORKSHIRE - SALSICHAS À INGLESA
A primeira receita do livro Dias Felizes com Jamie Oliver, na primeira secção Comida de Consolo, é a de Sapo no Buraco ou seja Toad in the Hole. Nome estranho para uma receita, tipicamente inglesa. O nome pode ter origem nas salsichas que ao cozinharem na massa envolvente criam um espaço oco e as salsichas parece espreitar, como se fossem os olhos de um sapo a sobressaírem do esconderijo. Não deixa de ser imaginativo, mas tal como o nome do capítulo, é uma comida de conforto.
É um prato que atualmente é feito com salsichas frescas, mas que em tempos seria para aproveitamento de algumas sobras de carne. Do pouco se faz muito. O aroma do alecrim combina com os temperos das salsichas frescas.
Habitualmente seria servido com um molho à base de cebola roxa cozinhada lentamente, com tempero de tomilho e alecrim, à qual se adicionaria caldo de legumes. Seria acompanhado de um puré de batata, feijões estufados em molho de tomate ou numa alternativa mais saudável uma salada de mistura de folhas verdes.
Pelos ingredientes que leva e os do acompanhamento estamos mesmo a sentir os aromas de um pequeno-almoço inglês! Para os amantes destes sabores, bacon, salsichas e ovos, este é um must do, a british classic must do!
Esta é uma versão menos tradicional, as salsichas são envolvidas em bacon, porque com bacon tudo melhora! E como servirá de lanche, pelo que não há molho, nem acompanhamento, mas a cebola entra junto com as salsichas. Ótimo para um brunch ou lanche ajantarado de domingo.
Fiz assim...
TOAD IN THE HOLE - SAPO NO BURACO - SALSICHAS FRESCAS EM PUDIM YORKSHIRE - SALSICHAS À INGLESA
INGREDIENTES
Para 4 a 6 pessoas (se simples ou incluindo outras opções)
Para as salsichas:
1 fio de óleo
6-8 salsichas frescas
6-8 fatias de bacon
2 cebolas médias (ou 1 grande)
Para a massa:
4 ovos
140 g de farinha de trigo sem fermento
2 colher (chá) de tomilho fresco ou seco
2 colheres (chá) de alecrim fresco ou seco
1 colher (sopa) de mostarda inglesa
300 ml de leite
pitada de sal
pitada de pimenta
salsa picada ou folhas de alecrim fresco (decoração)
PREPARAÇÃO
Começar por preparar a massa, misturando numa tigela os ovos com a farinha até obter uma polme.
Só depois colocar os restantes ingredientes, batendo um pouco para que fique homogénea. Reservar no frigorífico.
Pré-aquecer o forno a 220 °C.
Enrolar as fatias de bacon em volta salsichas.
Num tabuleiro colocar um fio de óleo e dispor as salsichas.
Entre as salsichas encaixar a cebola cortada em meias luas.
Levar ao forno cerca de 15 minutos. Virar as salsichas e deixar assar mais 10 minutos.
Retirar o tabuleiro do forno e verter a massa sobre as salsichas de forme a que penetre entre elas.
Levar ao forno 15 minutos até dourar.
Retirar do forno, distribuir a salsa ou alecrim picado e servir de seguida.
NOTAS, MAS NÃO MENOS IMPORTANTES
- O pudim de Yorkshire cresce no forno quente e depois abate um pouco. Ficará melhor se o tabuleiro não for muito grande para que a massa não fique baixa;
- Podem ser usadas salsichas frescas picantes, mas o sabor destas acaba por passar para a massa pelo que se for para servir a alguém convém saber se aprecia picante.
É um prato que atualmente é feito com salsichas frescas, mas que em tempos seria para aproveitamento de algumas sobras de carne. Do pouco se faz muito. O aroma do alecrim combina com os temperos das salsichas frescas.
Habitualmente seria servido com um molho à base de cebola roxa cozinhada lentamente, com tempero de tomilho e alecrim, à qual se adicionaria caldo de legumes. Seria acompanhado de um puré de batata, feijões estufados em molho de tomate ou numa alternativa mais saudável uma salada de mistura de folhas verdes.
Pelos ingredientes que leva e os do acompanhamento estamos mesmo a sentir os aromas de um pequeno-almoço inglês! Para os amantes destes sabores, bacon, salsichas e ovos, este é um must do, a british classic must do!
Esta é uma versão menos tradicional, as salsichas são envolvidas em bacon, porque com bacon tudo melhora! E como servirá de lanche, pelo que não há molho, nem acompanhamento, mas a cebola entra junto com as salsichas. Ótimo para um brunch ou lanche ajantarado de domingo.
Fiz assim...
TOAD IN THE HOLE - SAPO NO BURACO - SALSICHAS FRESCAS EM PUDIM YORKSHIRE - SALSICHAS À INGLESA
INGREDIENTES
Para 4 a 6 pessoas (se simples ou incluindo outras opções)
Para as salsichas:
1 fio de óleo
6-8 salsichas frescas
6-8 fatias de bacon
2 cebolas médias (ou 1 grande)
Para a massa:
4 ovos
140 g de farinha de trigo sem fermento
2 colher (chá) de tomilho fresco ou seco
2 colheres (chá) de alecrim fresco ou seco
1 colher (sopa) de mostarda inglesa
300 ml de leite
pitada de sal
pitada de pimenta
salsa picada ou folhas de alecrim fresco (decoração)
PREPARAÇÃO
Começar por preparar a massa, misturando numa tigela os ovos com a farinha até obter uma polme.
Só depois colocar os restantes ingredientes, batendo um pouco para que fique homogénea. Reservar no frigorífico.
Pré-aquecer o forno a 220 °C.
Enrolar as fatias de bacon em volta salsichas.
Num tabuleiro colocar um fio de óleo e dispor as salsichas.
Entre as salsichas encaixar a cebola cortada em meias luas.
Levar ao forno cerca de 15 minutos. Virar as salsichas e deixar assar mais 10 minutos.
Retirar o tabuleiro do forno e verter a massa sobre as salsichas de forme a que penetre entre elas.
Levar ao forno 15 minutos até dourar.
Retirar do forno, distribuir a salsa ou alecrim picado e servir de seguida.
NOTAS, MAS NÃO MENOS IMPORTANTES
- O pudim de Yorkshire cresce no forno quente e depois abate um pouco. Ficará melhor se o tabuleiro não for muito grande para que a massa não fique baixa;
- Podem ser usadas salsichas frescas picantes, mas o sabor destas acaba por passar para a massa pelo que se for para servir a alguém convém saber se aprecia picante.
terça-feira, 12 de janeiro de 2016
COELHO À CAÇADOR COM ARROZ
Já há muito que não comia coelho e este soube lindamente.
Caseiro, como se querem os coelhos, porque há por aí muito gato por lebre, pelo menos é o dizem!
O coelho tem uma carne branca, macia, sem um sabor forte, muito do agrado dos garotos, que sem saber o que comiam, bem achavam que era frango.
Só mais tarde desconfiaram que as pernas não tinham o mesmo formato, ora que belos observadores, mas aí já era tarde.
Gosto de coelho guisado, estufado, frito ou assado na brasa. Desta vez surgiu com um arroz mesmo à maneira, malandrinho.
A carne de coelho adere facilmente aos temperos usados, usei tomilho, para lhe dar um aroma mais selvagem, de caça, ou não fosse um Coelho à Caçador. Caçador à minha moda, pois não juntei o sangue como tradicionalmente.
Fiz assim...
COELHO À CAÇADOR COM ARROZ
INGREDIENTES
1 coelho
1 fio de azeite
1 alho francês
1 cebola
2 dentes de alho
2 folhas de louro
1 colher (chá) de colorau
3 colheres (sopa) de polpa de tomate ou tomate pelado
1 piri-piri picado
1 haste de tomilho seco
2 rodelas finas de linguiça (opcional)
sal grosso q.b.
arroz carolino
1 fio de azeite
1/2 cebola
2 dentes de alho
4 rodelas finas de linguiça
sal grosso q.b.
PREPARAÇÃO
Cortar o coelho em pedaços, aproveitando o fígado e o coração.
Picar o alho francês (parte branca e um pouco da verde), a cebola e os alhos.
Aquecer um tacho e colocar o azeite e os vegetais picados.
Acrescentar o louro, colorau, piri-piri, o tomilho e a linguiça, se usar.
Deixar refogar em lume médio até escurecer um pouco, a cebola estar translúcida e a linguiça largar a gordura.
Colocar o refogado num dos lados do tacho e dourar os pedaços do coelho, aos poucos.
Quando todos os pedaços estiverem selados, envolver no refogado e regar com um pouco de vinho tinto.
Deixar evaporar o álcool.
Juntar um pouco de água quente e temperar com o sal.
Mexer um pouco e tapar o tacho.
Deixar cozinhar 30min..
Preparar o arroz levando um tacho ao lume com o azeite, a cebola e os alhos picados.
Juntar as rodelas de linguiça e deixar que a cebola fique translúcida.
Juntar o arroz e envolver bem na cebola.
Juntar o caldo do coelho até cobrir o arroz e temperar com sal.
Tapar o tacho e deixar cozinhar 10min em lume baixo.
Acrescentar mais caldo para que o arroz não seque e deixar cozinhar mais 1-2min..
Desligar 1-2min. antes do arroz estar completamente cozido.
Servir o coelho acompanhado do arroz caldoso.
NOTAS, MAS NÃO MENOS IMPORTANTES
- Usei alho francês congelado. Quando tenho a mais, para não se estragar, lavo, seco e corto-o ao meio longitudinalmente (para depois o apoiar e facilitar o corte na tábua) e transversalmente (para caber no saco :)) e coloco num saco de congelação. Depois quando preciso nem é necessário descongelar, basta picar. Serve para refogados e sopas;
- Usei também polpa de tomate congelada pois quando tenho tomate a mais ou muito maduro, faço um molho ou reduzo a puré, ou mesmo quando abro um frasco de polpa de tomate, para não se estragar, divido nas cuvetes de gelo e no fim de congelado, solto os cubos e guardo em saco plástico. Assim, tenho sempre tomate disponível para ser usado;
- Como a carne de coelho adquire os temperos muito facilmente, não use mais que 1-2 rodelas de linguiça ou chouriço de qualidade ou todo o coelho só saberá ao enchido;
- Em vez de tomilho podem ser usados orégãos secos em rama ou mesmo frescos ou alecrim;
- O vinho tinto escurece o coelho, se preferir pode usar vinho branco;
- Acrescentar água suficiente ao colho para depois poder usar parte do caldo no arroz;
- Para o Coelho à Caçador tradicional, juntar vinho branco no início para o estufado e só depois do coelho pronto, juntar o sangue diluído em vinho tinto, regar e deixar cozinhar mais 10min.. Em vez de tomilho o normal é um ramo de salsa.
Caseiro, como se querem os coelhos, porque há por aí muito gato por lebre, pelo menos é o dizem!
O coelho tem uma carne branca, macia, sem um sabor forte, muito do agrado dos garotos, que sem saber o que comiam, bem achavam que era frango.
Só mais tarde desconfiaram que as pernas não tinham o mesmo formato, ora que belos observadores, mas aí já era tarde.
Gosto de coelho guisado, estufado, frito ou assado na brasa. Desta vez surgiu com um arroz mesmo à maneira, malandrinho.
A carne de coelho adere facilmente aos temperos usados, usei tomilho, para lhe dar um aroma mais selvagem, de caça, ou não fosse um Coelho à Caçador. Caçador à minha moda, pois não juntei o sangue como tradicionalmente.
Fiz assim...
COELHO À CAÇADOR COM ARROZ
INGREDIENTES
1 coelho
1 fio de azeite
1 alho francês
1 cebola
2 dentes de alho
2 folhas de louro
1 colher (chá) de colorau
3 colheres (sopa) de polpa de tomate ou tomate pelado
1 piri-piri picado
1 haste de tomilho seco
2 rodelas finas de linguiça (opcional)
sal grosso q.b.
arroz carolino
1 fio de azeite
1/2 cebola
2 dentes de alho
4 rodelas finas de linguiça
sal grosso q.b.
PREPARAÇÃO
Cortar o coelho em pedaços, aproveitando o fígado e o coração.
Picar o alho francês (parte branca e um pouco da verde), a cebola e os alhos.
Aquecer um tacho e colocar o azeite e os vegetais picados.
Acrescentar o louro, colorau, piri-piri, o tomilho e a linguiça, se usar.
Deixar refogar em lume médio até escurecer um pouco, a cebola estar translúcida e a linguiça largar a gordura.
Colocar o refogado num dos lados do tacho e dourar os pedaços do coelho, aos poucos.
Quando todos os pedaços estiverem selados, envolver no refogado e regar com um pouco de vinho tinto.
Deixar evaporar o álcool.
Juntar um pouco de água quente e temperar com o sal.
Mexer um pouco e tapar o tacho.
Deixar cozinhar 30min..
Preparar o arroz levando um tacho ao lume com o azeite, a cebola e os alhos picados.
Juntar as rodelas de linguiça e deixar que a cebola fique translúcida.
Juntar o arroz e envolver bem na cebola.
Juntar o caldo do coelho até cobrir o arroz e temperar com sal.
Tapar o tacho e deixar cozinhar 10min em lume baixo.
Acrescentar mais caldo para que o arroz não seque e deixar cozinhar mais 1-2min..
Desligar 1-2min. antes do arroz estar completamente cozido.
Servir o coelho acompanhado do arroz caldoso.
NOTAS, MAS NÃO MENOS IMPORTANTES
- Usei alho francês congelado. Quando tenho a mais, para não se estragar, lavo, seco e corto-o ao meio longitudinalmente (para depois o apoiar e facilitar o corte na tábua) e transversalmente (para caber no saco :)) e coloco num saco de congelação. Depois quando preciso nem é necessário descongelar, basta picar. Serve para refogados e sopas;
- Usei também polpa de tomate congelada pois quando tenho tomate a mais ou muito maduro, faço um molho ou reduzo a puré, ou mesmo quando abro um frasco de polpa de tomate, para não se estragar, divido nas cuvetes de gelo e no fim de congelado, solto os cubos e guardo em saco plástico. Assim, tenho sempre tomate disponível para ser usado;
- Como a carne de coelho adquire os temperos muito facilmente, não use mais que 1-2 rodelas de linguiça ou chouriço de qualidade ou todo o coelho só saberá ao enchido;
- Em vez de tomilho podem ser usados orégãos secos em rama ou mesmo frescos ou alecrim;
- O vinho tinto escurece o coelho, se preferir pode usar vinho branco;
- Acrescentar água suficiente ao colho para depois poder usar parte do caldo no arroz;
- Para o Coelho à Caçador tradicional, juntar vinho branco no início para o estufado e só depois do coelho pronto, juntar o sangue diluído em vinho tinto, regar e deixar cozinhar mais 10min.. Em vez de tomilho o normal é um ramo de salsa.
terça-feira, 8 de novembro de 2011
BOCHECHAS DE PORCO NO FORNO
- O que é o almoço?
- Bochechas.
- Não gosto! Que é isso?
- É onde os porquinhos dão os beijos uns aos outros.
- Hum, é macio...
Cozinhadas lentamente e em forno médio tornam-se muito macias e húmidas. Todos os veios de gordura e colagénio se transformam criando uma textura que se desfaz ao cortar.
É uma peça de porco que não é cara e torna diferente uma refeição de simples preparação.
Para acompanhar podem ser servidas umas batatas assadas no forno, a murro com o molho do assado, castanhas fritas ou um belo puré de batata, ou um Puré de dupla batata ou de batata doce.
Fiz assim...
BOCHECHAS DE PORCO NO FORNO
INGREDIENTES
6 bochechas de porco
4 dentes de alho (3+1)
1 folha de louro
1 ramo alecrim
1 ramo de tomilho seco
1 colher (chá) de orégãos secos
250ml de vinho branco
1 colher (sopa) de sal grosso
1 fio de azeite
1 cebola grande
1 piri-piri seco
água q.b.
pitada de pimenta
PREPARAÇÃO
Limpar as bochechas de gorduras em excesso.
Numa tigela grande colocar as bochechas com 3 dentes de alhos picados grosseiramente, o louro, o alecrim, o tomilho, os orégãos, o vinho e o sal. Deixar marinar de um dia para o outro ou durante algumas horas.
Aquecer uma frigideira, escorrer as bochechas e alourá-las dos dois lados. Reservar.
Fazer um puré com a cebola e com o restante dente de alho na picadora.
Na mesma frigideira levar um fio de azeite a aquecer e alourar a cebola em puré juntamente com o piri-piri picado.
Colocar a marinada num refratário fundo e misturar o puré de cebola.
Dispor as bochechas, acrescentar um pouco mais de vinho e água até meio das carne, temperar com sal e pimenta por cima das bochechas e levar ao forno pré-aquecido a 170ºC durante 1h30-2h.
A meio do tempo virar as bochechas.
Dispor as bochechas numa travessa, acompanhadas com o puré de batata ou batatas assadas, juntamente com o molho.
NOTAS, MAS NÃO MENOS IMPORTANTES
- Podem ser preparadas com vinho tinto, ficando muito boas, apenas um pouco mais escuras;
- Querendo outro tempero pode ser acrescentada apenas uma pitada de cominhos à marinada;
- A cebola reduzida a puré ajuda a engrossar mais facilmente a marinada que acaba por ser o tempero do assado;
- Se a ideia é servir o molho numa molheira então pode-se triturar o molho retirando previamente o louro, o tomilho e o alecrim e depois passá-lo por uma peneira. Mas o molho fica mais rústico se for servido diretamente no assado.
- Bochechas.
- Não gosto! Que é isso?
- É onde os porquinhos dão os beijos uns aos outros.
- Hum, é macio...
Cozinhadas lentamente e em forno médio tornam-se muito macias e húmidas. Todos os veios de gordura e colagénio se transformam criando uma textura que se desfaz ao cortar.
É uma peça de porco que não é cara e torna diferente uma refeição de simples preparação.
Para acompanhar podem ser servidas umas batatas assadas no forno, a murro com o molho do assado, castanhas fritas ou um belo puré de batata, ou um Puré de dupla batata ou de batata doce.
Fiz assim...
BOCHECHAS DE PORCO NO FORNO
INGREDIENTES
6 bochechas de porco
4 dentes de alho (3+1)
1 folha de louro
1 ramo alecrim
1 ramo de tomilho seco
1 colher (chá) de orégãos secos
250ml de vinho branco
1 colher (sopa) de sal grosso
1 fio de azeite
1 cebola grande
1 piri-piri seco
água q.b.
pitada de pimenta
PREPARAÇÃO
Limpar as bochechas de gorduras em excesso.
Numa tigela grande colocar as bochechas com 3 dentes de alhos picados grosseiramente, o louro, o alecrim, o tomilho, os orégãos, o vinho e o sal. Deixar marinar de um dia para o outro ou durante algumas horas.
Aquecer uma frigideira, escorrer as bochechas e alourá-las dos dois lados. Reservar.
Fazer um puré com a cebola e com o restante dente de alho na picadora.
Na mesma frigideira levar um fio de azeite a aquecer e alourar a cebola em puré juntamente com o piri-piri picado.
Colocar a marinada num refratário fundo e misturar o puré de cebola.
Dispor as bochechas, acrescentar um pouco mais de vinho e água até meio das carne, temperar com sal e pimenta por cima das bochechas e levar ao forno pré-aquecido a 170ºC durante 1h30-2h.
A meio do tempo virar as bochechas.
Dispor as bochechas numa travessa, acompanhadas com o puré de batata ou batatas assadas, juntamente com o molho.
NOTAS, MAS NÃO MENOS IMPORTANTES
- Podem ser preparadas com vinho tinto, ficando muito boas, apenas um pouco mais escuras;
- Querendo outro tempero pode ser acrescentada apenas uma pitada de cominhos à marinada;
- A cebola reduzida a puré ajuda a engrossar mais facilmente a marinada que acaba por ser o tempero do assado;
- Se a ideia é servir o molho numa molheira então pode-se triturar o molho retirando previamente o louro, o tomilho e o alecrim e depois passá-lo por uma peneira. Mas o molho fica mais rústico se for servido diretamente no assado.
Referências:
Alecrim,
Assados,
Bochechas de porco,
Porco,
Tomilho
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