Após uma visita ao estrangeiro recordamos, durante algum tempo, o que foi visto, quer sejam monumentos, museus, edifícios, ruas, lojas, mas também sabores e cheiros. Queremos vivenciar muitos dos momentos, dos pormenores, do convívio e a comida é uma dessas formas. Na visita à Escócia foram vários os sabores experimentados, este por acaso não foi um deles, cheguei a lê-lo em várias ementas de pubs, mas optámos por outros sabores, alguns que nunca tinha experimentado como Haggis, neeps and tatties ou as Scottish meat pies, Steak 'n' Stout pie, Scottich burguers (com carne bovina da raça Aberdeen Angus), Scotch broth...
Durante este período de confinamento relembro os dias de liberdade que ainda foram vividos, ao beber um chá, ao comer um chocolate ou um caramelo fudge ou ao reaver este Toad in the Hole, um clássico inglês, já aqui preparado.
A par das típicas pies e dos fish and chips, este prato não requer nenhuma perícia, mas tal como os restantes, é uma comida de conforto. Simples e saborosa. Não para um almoço nem jantar elaborado, longe disso, mas para um brunch ou para um lanche ajantarado, dos poucos que podem ser feitos a ver um filme, no sofá, com uma manta por cima.
A receita clássica é ainda mais simples, apenas salsichas assadas no forno envolvidas numa massa que é um misto de omelete e panquecas, uma massa de pudim de Yorkshire. É um prato que atualmente é feito com salsichas frescas, mas que em tempos idos seria para aproveitamento de algumas sobras de carne. Do pouco se fazia muito. O aroma do alecrim combina com o tempero das salsichas frescas.
Para os apreciadores dos sabores do bacon, salsichas e ovos, apreciarão esta versão, que junta também cebola e tomate. Ingredientes a mais, dizem uns, eu digo que complementa ainda mais e não precisa de acompanhamento, pois torna-se uma comida apenas de garfo, o sofá não dá para mais ;)
Para beber sugiro um chá darjeeling.
Fiz assim...
TOAD IN THE HOLE - VERSÃO COM BACON, CEBOLA E TOMATE
INGREDIENTES
Para 4 a 6 pessoas (se simples ou incluindo outras opções)
Para as salsichas:
1 fio de óleo
6-8 salsichas frescas
6-8 fatias de bacon sem courato
2 cebolas médias (ou 1 grande)
2 tomates médios
Para a massa:
4 ovos
140 g de farinha de trigo sem fermento
2 colher (chá) de tomilho fresco ou seco
2 colheres (chá) de alecrim fresco ou seco
1 colher (chá) de orégãos
1 colher (chá) de açafrão-das-Índias
1/2 colher (chá) de alho seco em pó
1 colher (sopa) de mostarda inglesa
300 ml de leite
pitada de sal
pitada de pimenta
salsa picada, coentros picados ou folhas de alecrim fresco (decoração)
PREPARAÇÃO
Começar por preparar a massa, misturando numa tigela os ovos com a farinha até obter uma polme.
Só depois colocar os restantes ingredientes, batendo um pouco para que fique homogénea. Reservar no frigorífico.
Pré-aquecer o forno a 220 °C.
Enrolar as fatias de bacon em volta salsichas.
Num tabuleiro colocar um fio de óleo e dispor as salsichas.
Entre as salsichas encaixar a cebola cortada em meias luas.
Levar ao forno cerca de 15 minutos. Virar as salsichas e deixar assar mais 10 minutos.
Retirar o tabuleiro do forno e verter a massa sobre as salsichas de forme a que penetre entre elas.
Levar ao forno 15 minutos até dourar.
Retirar do forno, distribuir a salsa ou alecrim picado e servir de seguida.
NOTAS, MAS NÃO MENOS IMPORTANTES
- Os temperos originais são apenas o sal, alecrim e tomilho. Eu acrescentei um pouco de orégãos e alho em pó porque combina com o tomate, açafrão-das-Índias (curcuma) para dar uma cor amarela mais intensa e pimenta para retirar o adocicado do ovo;
- Para fazer a versão original não use também o bacon;
- Sugiro que as salsichas frescas possam ser cortadas em 3 partes para facilitar ao servir e cortar;
- Usei coentros frescos para a decoração.
pão, bolos e bolinhos, biscoitos e bolachas, muffins e scones, waffles e donuts, bôlas e empadas, tartes e tortas, quiches e salgadinhos, crepes e panquecas, assados e cozidos, fritos e grelhados...
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quinta-feira, 30 de abril de 2020
segunda-feira, 29 de janeiro de 2018
TOAD IN THE HOLE - SAPO NO BURACO - SALSICHAS FRESCAS EM PUDIM YORKSHIRE - SALSICHAS À INGLESA
A primeira receita do livro Dias Felizes com Jamie Oliver, na primeira secção Comida de Consolo, é a de Sapo no Buraco ou seja Toad in the Hole. Nome estranho para uma receita, tipicamente inglesa. O nome pode ter origem nas salsichas que ao cozinharem na massa envolvente criam um espaço oco e as salsichas parece espreitar, como se fossem os olhos de um sapo a sobressaírem do esconderijo. Não deixa de ser imaginativo, mas tal como o nome do capítulo, é uma comida de conforto.
É um prato que atualmente é feito com salsichas frescas, mas que em tempos seria para aproveitamento de algumas sobras de carne. Do pouco se faz muito. O aroma do alecrim combina com os temperos das salsichas frescas.
Habitualmente seria servido com um molho à base de cebola roxa cozinhada lentamente, com tempero de tomilho e alecrim, à qual se adicionaria caldo de legumes. Seria acompanhado de um puré de batata, feijões estufados em molho de tomate ou numa alternativa mais saudável uma salada de mistura de folhas verdes.
Pelos ingredientes que leva e os do acompanhamento estamos mesmo a sentir os aromas de um pequeno-almoço inglês! Para os amantes destes sabores, bacon, salsichas e ovos, este é um must do, a british classic must do!
Esta é uma versão menos tradicional, as salsichas são envolvidas em bacon, porque com bacon tudo melhora! E como servirá de lanche, pelo que não há molho, nem acompanhamento, mas a cebola entra junto com as salsichas. Ótimo para um brunch ou lanche ajantarado de domingo.
Fiz assim...
TOAD IN THE HOLE - SAPO NO BURACO - SALSICHAS FRESCAS EM PUDIM YORKSHIRE - SALSICHAS À INGLESA
INGREDIENTES
Para 4 a 6 pessoas (se simples ou incluindo outras opções)
Para as salsichas:
1 fio de óleo
6-8 salsichas frescas
6-8 fatias de bacon
2 cebolas médias (ou 1 grande)
Para a massa:
4 ovos
140 g de farinha de trigo sem fermento
2 colher (chá) de tomilho fresco ou seco
2 colheres (chá) de alecrim fresco ou seco
1 colher (sopa) de mostarda inglesa
300 ml de leite
pitada de sal
pitada de pimenta
salsa picada ou folhas de alecrim fresco (decoração)
PREPARAÇÃO
Começar por preparar a massa, misturando numa tigela os ovos com a farinha até obter uma polme.
Só depois colocar os restantes ingredientes, batendo um pouco para que fique homogénea. Reservar no frigorífico.
Pré-aquecer o forno a 220 °C.
Enrolar as fatias de bacon em volta salsichas.
Num tabuleiro colocar um fio de óleo e dispor as salsichas.
Entre as salsichas encaixar a cebola cortada em meias luas.
Levar ao forno cerca de 15 minutos. Virar as salsichas e deixar assar mais 10 minutos.
Retirar o tabuleiro do forno e verter a massa sobre as salsichas de forme a que penetre entre elas.
Levar ao forno 15 minutos até dourar.
Retirar do forno, distribuir a salsa ou alecrim picado e servir de seguida.
NOTAS, MAS NÃO MENOS IMPORTANTES
- O pudim de Yorkshire cresce no forno quente e depois abate um pouco. Ficará melhor se o tabuleiro não for muito grande para que a massa não fique baixa;
- Podem ser usadas salsichas frescas picantes, mas o sabor destas acaba por passar para a massa pelo que se for para servir a alguém convém saber se aprecia picante.
É um prato que atualmente é feito com salsichas frescas, mas que em tempos seria para aproveitamento de algumas sobras de carne. Do pouco se faz muito. O aroma do alecrim combina com os temperos das salsichas frescas.
Habitualmente seria servido com um molho à base de cebola roxa cozinhada lentamente, com tempero de tomilho e alecrim, à qual se adicionaria caldo de legumes. Seria acompanhado de um puré de batata, feijões estufados em molho de tomate ou numa alternativa mais saudável uma salada de mistura de folhas verdes.
Pelos ingredientes que leva e os do acompanhamento estamos mesmo a sentir os aromas de um pequeno-almoço inglês! Para os amantes destes sabores, bacon, salsichas e ovos, este é um must do, a british classic must do!
Esta é uma versão menos tradicional, as salsichas são envolvidas em bacon, porque com bacon tudo melhora! E como servirá de lanche, pelo que não há molho, nem acompanhamento, mas a cebola entra junto com as salsichas. Ótimo para um brunch ou lanche ajantarado de domingo.
Fiz assim...
TOAD IN THE HOLE - SAPO NO BURACO - SALSICHAS FRESCAS EM PUDIM YORKSHIRE - SALSICHAS À INGLESA
INGREDIENTES
Para 4 a 6 pessoas (se simples ou incluindo outras opções)
Para as salsichas:
1 fio de óleo
6-8 salsichas frescas
6-8 fatias de bacon
2 cebolas médias (ou 1 grande)
Para a massa:
4 ovos
140 g de farinha de trigo sem fermento
2 colher (chá) de tomilho fresco ou seco
2 colheres (chá) de alecrim fresco ou seco
1 colher (sopa) de mostarda inglesa
300 ml de leite
pitada de sal
pitada de pimenta
salsa picada ou folhas de alecrim fresco (decoração)
PREPARAÇÃO
Começar por preparar a massa, misturando numa tigela os ovos com a farinha até obter uma polme.
Só depois colocar os restantes ingredientes, batendo um pouco para que fique homogénea. Reservar no frigorífico.
Pré-aquecer o forno a 220 °C.
Enrolar as fatias de bacon em volta salsichas.
Num tabuleiro colocar um fio de óleo e dispor as salsichas.
Entre as salsichas encaixar a cebola cortada em meias luas.
Levar ao forno cerca de 15 minutos. Virar as salsichas e deixar assar mais 10 minutos.
Retirar o tabuleiro do forno e verter a massa sobre as salsichas de forme a que penetre entre elas.
Levar ao forno 15 minutos até dourar.
Retirar do forno, distribuir a salsa ou alecrim picado e servir de seguida.
NOTAS, MAS NÃO MENOS IMPORTANTES
- O pudim de Yorkshire cresce no forno quente e depois abate um pouco. Ficará melhor se o tabuleiro não for muito grande para que a massa não fique baixa;
- Podem ser usadas salsichas frescas picantes, mas o sabor destas acaba por passar para a massa pelo que se for para servir a alguém convém saber se aprecia picante.
terça-feira, 2 de maio de 2017
ÆBLESKIVER
Aebleskiver pronuncia-se "ér-bles-ki-ôar" e é uma das iguarias tradicionais da Dinamarca para as festas, mas também preparadas ao longo de todo o ano. Significa fatias de maçã, mas noutras línguas podem ser designadas por panquecas dinamarquesas.
A massa é mesmo de panquecas, mas cozinhada numa frigideira especial com cavidades onde se vai rodando a massa para esta adquirir a forma típica, arredondada.
A massa é fofa pela inclusão de fermento e de claras batidas em castelo. Na frigideira, ao serem rodadas nas cavidades, vão ganhando crosta mantendo-se ocas. As receitas mais antigas incluem cubos de maçã que seriam colocados no centro da massa, recheando-as. Atualmente, as æbleskiver, são servidas com compota de frutos silvestres, de mirtilo, de arandos ou mesmo de maçã, polvilhadas com açúcar em pó.
Há quem diga que a origem das æbleskiver remonta aos vikings que preparariam uma massa simples de ovos batidos, leite e farinha e que assariam, sobre o lume, nos seus escudos metálicos de batalha. Por apresentarem amolgadelas, a massa ficaria arredonda e quando virada ganharia uma forma semelhante à atual.
Já há algum tempo que andava a namorar uma destas frigideiras e ao ler "O livro do Hygge - o segredo dinamarquês para ser feliz" a receita vinha incluída. Achei que seria o momento ideal e após ter falado com a Mó, por coincidência ou não (there is no such thing), ela estava nesse dia na Dinamarca. M. e J. trouxeram-me a frigideira de ferro fundido :*
A preparação de æbleskiver é um dos momentos hygge (pronuncia-se huga) a par de tantos outros momentos como ouvir o crepitar da madeira a arder na lareira, o vestir a camisola de lã confortável que temos em casa e que por estar velha não sai à rua, o acender uma vela e contemplar a sua luz amarelada e as sombras que projeta em seu redor, ler um livro ou ver o filme preferido, beber um chá (provavelmente infusão) ou degustar um pouco de chocolate, o conversar com amigos, provavelmente em casa, a beber ou comer alguma coisa... ou sentir o cheiro do pão ou de um bolo acabado de sair do forno.
O manifesto Hygge resume: 1- Ambiente, baixar as luzes; 2- Presença, estar aqui e agora, desligar os telemóveis; 3- Prazer, café, chocolates, bolachas, bolos, guloseimas; 4- Igualdade, "nós" e não "eu", partilhar tarefas e tempo de antena; 5- Gratidão, pode muito bem não haver melhor do que isto; 6- Harmonia, isto não é nenhum concurso, já gostamos de ti, não é preciso gabarolices; 7- Conforto, vamos ficar à vontade, fazer uma pausa, a descontração é essencial; 8- Tréguas, nada de dramatismos, falamos de política noutro dia; 9- Convívio, criar relacionamentos e narrativas, "lembras-te daquela altura em que nós...?" ; e 10- Refúgio, este é um lugar de paz e segurança.
A primeira tentativa de fazer as æbleskiver com recheio de maçã, saiu até muito bem e acabou por ser um momento partilhado muito hygge em casa de amigos. A técnica das viragens e a quantidade e fluidez da massa foram mais aperfeiçoadas e hoje já saem muito redondinhas, sem aberturas!
Outras ideias já surgiram, quer para aromatizar a massa, quer como recheio, doce ou salgado. Outras sugestões se seguirão ;)
A receita que indico é ligeiramente alterada da do "O livro do Hygge", tendo acrescentado um pouco de manteiga à massa, como vi em tantas outras sugestões, e leitelho para fermentar melhor e a massa ficar mais arejada.
Fiz assim...
ÆBLESKIVER
INGREDIENTES
3 ovos (gemas e claras separadas)
450 ml de leitelho (ou leite + 1 colher (sopa) de vinagre)
250 g de farinha de trigo
1 colher (sopa) de açúcar (opcional)
1/4 colher (chá) de sal fino
1/2 colher (chá) de fermento em pó
3 colheres (sopa) de manteiga derretida
manteiga clarificada (para ir untando a frigideira)
maçã em cubos
compota
açúcar em pó
PREPARAÇÃO
Separar as gemas das claras.
Numa taça misturar as gemas com o açúcar.
Acrescentar o leite, farinha, o sal, o fermento e a manteiga derretida.
Misturar ligeiramente a massa e deixar repousar 30 minutos.
Bater as claras em castelo e envolver na massa.
Aquecer muito bem a frigideira e dispor uma pequena noz de manteiga clarificada em cada cavidade. Deixar fumegar um pouco e verter a massa em casa cavidade até cima.
No fim de cobrir todas as cavidades, começar por ordem, a levantar, com a ajuda de um espeto ou palito (ou agulha de crochet) a massa cerca de 90º. Repetir em todas as cavidades.
Com o espeto girar a massa a 90º mas lateralmente. Repetir em todas as cavidades.
Rechear com um cubo de maçã e girar a massa completando a esfera. Repetir em todas as cavidades.
Retirar para um prato ou grelha.
Servir quente com compota ou polvilhadas com a açúcar em pó.
NOTAS, MAS NÃO MENOS IMPORTANTES
- A massa pode ser aromatizada com raspa de limão ou mesmo um pouco de baunilha. Não querendo pode eliminar a colher de açúcar para maior contraste com as coberturas;
- Poderá visualizar este vídeo para se familiarizar com as viragens da massa na frigideira;
- Antes de usar a frigideira pela primeira vez, tal como noutras frigideiras de ferro fundido, é necessário lavar normalmente, secar bem com um pano e aquecendo-a e engordurar com óleo, azeite ou manteiga (usando papel de cozinha para espalhar a gordura e retirar o excesso) e aquecer bem a frigideira no fogão (foi o caso desta) ou no forno (1h a 180ºC voltada para baixo, no caso das convencionais) até fumegar, para que se tornem antiaderentes. É importante que estas frigideiras não voltem a ser lavadas com detergente, apenas com água quente e se necessário esfregar com um pouco de sal grosso para soltar algo que fique agarrado. Ficarão antiaderentes e quanto mais forem usadas melhor, serão utensílios para toda a vida e passarão para a próxima geração.
A massa é mesmo de panquecas, mas cozinhada numa frigideira especial com cavidades onde se vai rodando a massa para esta adquirir a forma típica, arredondada.
A massa é fofa pela inclusão de fermento e de claras batidas em castelo. Na frigideira, ao serem rodadas nas cavidades, vão ganhando crosta mantendo-se ocas. As receitas mais antigas incluem cubos de maçã que seriam colocados no centro da massa, recheando-as. Atualmente, as æbleskiver, são servidas com compota de frutos silvestres, de mirtilo, de arandos ou mesmo de maçã, polvilhadas com açúcar em pó.
Há quem diga que a origem das æbleskiver remonta aos vikings que preparariam uma massa simples de ovos batidos, leite e farinha e que assariam, sobre o lume, nos seus escudos metálicos de batalha. Por apresentarem amolgadelas, a massa ficaria arredonda e quando virada ganharia uma forma semelhante à atual.
Já há algum tempo que andava a namorar uma destas frigideiras e ao ler "O livro do Hygge - o segredo dinamarquês para ser feliz" a receita vinha incluída. Achei que seria o momento ideal e após ter falado com a Mó, por coincidência ou não (there is no such thing), ela estava nesse dia na Dinamarca. M. e J. trouxeram-me a frigideira de ferro fundido :*
A preparação de æbleskiver é um dos momentos hygge (pronuncia-se huga) a par de tantos outros momentos como ouvir o crepitar da madeira a arder na lareira, o vestir a camisola de lã confortável que temos em casa e que por estar velha não sai à rua, o acender uma vela e contemplar a sua luz amarelada e as sombras que projeta em seu redor, ler um livro ou ver o filme preferido, beber um chá (provavelmente infusão) ou degustar um pouco de chocolate, o conversar com amigos, provavelmente em casa, a beber ou comer alguma coisa... ou sentir o cheiro do pão ou de um bolo acabado de sair do forno.
O manifesto Hygge resume: 1- Ambiente, baixar as luzes; 2- Presença, estar aqui e agora, desligar os telemóveis; 3- Prazer, café, chocolates, bolachas, bolos, guloseimas; 4- Igualdade, "nós" e não "eu", partilhar tarefas e tempo de antena; 5- Gratidão, pode muito bem não haver melhor do que isto; 6- Harmonia, isto não é nenhum concurso, já gostamos de ti, não é preciso gabarolices; 7- Conforto, vamos ficar à vontade, fazer uma pausa, a descontração é essencial; 8- Tréguas, nada de dramatismos, falamos de política noutro dia; 9- Convívio, criar relacionamentos e narrativas, "lembras-te daquela altura em que nós...?" ; e 10- Refúgio, este é um lugar de paz e segurança.
A primeira tentativa de fazer as æbleskiver com recheio de maçã, saiu até muito bem e acabou por ser um momento partilhado muito hygge em casa de amigos. A técnica das viragens e a quantidade e fluidez da massa foram mais aperfeiçoadas e hoje já saem muito redondinhas, sem aberturas!
Outras ideias já surgiram, quer para aromatizar a massa, quer como recheio, doce ou salgado. Outras sugestões se seguirão ;)
A receita que indico é ligeiramente alterada da do "O livro do Hygge", tendo acrescentado um pouco de manteiga à massa, como vi em tantas outras sugestões, e leitelho para fermentar melhor e a massa ficar mais arejada.
Fiz assim...
ÆBLESKIVER
INGREDIENTES
3 ovos (gemas e claras separadas)
450 ml de leitelho (ou leite + 1 colher (sopa) de vinagre)
250 g de farinha de trigo
1 colher (sopa) de açúcar (opcional)
1/4 colher (chá) de sal fino
1/2 colher (chá) de fermento em pó
3 colheres (sopa) de manteiga derretida
manteiga clarificada (para ir untando a frigideira)
maçã em cubos
compota
açúcar em pó
PREPARAÇÃO
Separar as gemas das claras.
Numa taça misturar as gemas com o açúcar.
Acrescentar o leite, farinha, o sal, o fermento e a manteiga derretida.
Misturar ligeiramente a massa e deixar repousar 30 minutos.
Bater as claras em castelo e envolver na massa.
Aquecer muito bem a frigideira e dispor uma pequena noz de manteiga clarificada em cada cavidade. Deixar fumegar um pouco e verter a massa em casa cavidade até cima.
No fim de cobrir todas as cavidades, começar por ordem, a levantar, com a ajuda de um espeto ou palito (ou agulha de crochet) a massa cerca de 90º. Repetir em todas as cavidades.
Com o espeto girar a massa a 90º mas lateralmente. Repetir em todas as cavidades.
Rechear com um cubo de maçã e girar a massa completando a esfera. Repetir em todas as cavidades.
Retirar para um prato ou grelha.
Servir quente com compota ou polvilhadas com a açúcar em pó.
NOTAS, MAS NÃO MENOS IMPORTANTES
- A massa pode ser aromatizada com raspa de limão ou mesmo um pouco de baunilha. Não querendo pode eliminar a colher de açúcar para maior contraste com as coberturas;
- Poderá visualizar este vídeo para se familiarizar com as viragens da massa na frigideira;
- Antes de usar a frigideira pela primeira vez, tal como noutras frigideiras de ferro fundido, é necessário lavar normalmente, secar bem com um pano e aquecendo-a e engordurar com óleo, azeite ou manteiga (usando papel de cozinha para espalhar a gordura e retirar o excesso) e aquecer bem a frigideira no fogão (foi o caso desta) ou no forno (1h a 180ºC voltada para baixo, no caso das convencionais) até fumegar, para que se tornem antiaderentes. É importante que estas frigideiras não voltem a ser lavadas com detergente, apenas com água quente e se necessário esfregar com um pouco de sal grosso para soltar algo que fique agarrado. Ficarão antiaderentes e quanto mais forem usadas melhor, serão utensílios para toda a vida e passarão para a próxima geração.
terça-feira, 1 de setembro de 2015
BOLO DE CAFÉ NA CANECA E BISCOITOS DE CAFÉ NA TORRADEIRA
Uma sugestão muito rápida para adoçar um lanche ou pequeno-almoço, dos famosos bolos de caneca - os literalmente cupcakes!
Este bolo serve duas pessoas ou então apenas uma e ainda alguns biscoitos.
Bolos no microondas demoram muito pouco a assar.
A textura que resulta não é igual à que se obtém no forno, mas o truque é não deixar cozer demais, ficará uma massa seca e dura.
O Bolo de chocolate em 5 minutos é sempre sucesso e inclui cobertura "grátis" e tudo.
Esta versão em caneca ou chávena é com café, mas pode ser feita com chocolate, canela, laranja...
Fiz assim...
BOLO DE CAFÉ NA CANECA E BISCOITOS DE CAFÉ NA TORRADEIRA
INGREDIENTES
1 ovo
1 colher (sopa) / 10g de óleo
3 colheres (sopa) / 45g de açúcar
1 café / 30ml expresso
5 colheres (sopa) / 50g de farinha de trigo
1 colher (café) de fermento em pó
1 colher (chá) de rum
Decoração:
açúcar em pó
PREPARAÇÃO
Bater o ovo com um garfo dentro de uma caneca (33cl).
Juntar o óleo e o açúcar e bater bem.
Adicionar o café expresso.
Acrescentar a farinha o fermento e por fim o rum.
Levar ao microondas 2min. na potência máxima (ver dicas).
Polvilhar com açúcar em pó.
Desenformar ou comer da caneca.
Para os biscoitos (fotos mais tarde) desenformar o bolo, deixar arrefecer e cortar em rodelas finas com uma faca de serra.
Torrar as fatias na torradeira até dourar e deixar arrefecer totalmente antes de guardar em caixa hermética.
NOTAS, MAS NÃO MENOS IMPORTANTES
- Prefiro usar uma chávena ou caneca larga do que mais estreita;
- O meu microondas tem 1100w de potência, pelo que se usar um de potência inferior aumente o tempo de cozer 30 segundos;
- Pode ser feito com chocolate, substituindo os 30ml de café por leite e usando 2 colheres de chocolate em pó.
Este bolo serve duas pessoas ou então apenas uma e ainda alguns biscoitos.
Bolos no microondas demoram muito pouco a assar.
A textura que resulta não é igual à que se obtém no forno, mas o truque é não deixar cozer demais, ficará uma massa seca e dura.
O Bolo de chocolate em 5 minutos é sempre sucesso e inclui cobertura "grátis" e tudo.
Esta versão em caneca ou chávena é com café, mas pode ser feita com chocolate, canela, laranja...
Fiz assim...
BOLO DE CAFÉ NA CANECA E BISCOITOS DE CAFÉ NA TORRADEIRA
INGREDIENTES
1 ovo
1 colher (sopa) / 10g de óleo
3 colheres (sopa) / 45g de açúcar
1 café / 30ml expresso
5 colheres (sopa) / 50g de farinha de trigo
1 colher (café) de fermento em pó
1 colher (chá) de rum
Decoração:
açúcar em pó
PREPARAÇÃO
Bater o ovo com um garfo dentro de uma caneca (33cl).
Juntar o óleo e o açúcar e bater bem.
Adicionar o café expresso.
Acrescentar a farinha o fermento e por fim o rum.
Levar ao microondas 2min. na potência máxima (ver dicas).
Polvilhar com açúcar em pó.
Desenformar ou comer da caneca.
Para os biscoitos (fotos mais tarde) desenformar o bolo, deixar arrefecer e cortar em rodelas finas com uma faca de serra.
Torrar as fatias na torradeira até dourar e deixar arrefecer totalmente antes de guardar em caixa hermética.
NOTAS, MAS NÃO MENOS IMPORTANTES
- Prefiro usar uma chávena ou caneca larga do que mais estreita;
- O meu microondas tem 1100w de potência, pelo que se usar um de potência inferior aumente o tempo de cozer 30 segundos;
- Pode ser feito com chocolate, substituindo os 30ml de café por leite e usando 2 colheres de chocolate em pó.
Referências:
Bolos,
Café,
Lanches - Snacks,
Micro-ondas,
Rum
terça-feira, 21 de outubro de 2014
WAFFLES ESTALADIÇOS
Waffles, waffles... sabem sempre bem.
Há aqui no blogue receitas de waffles que dispensam coberturas, a massa já é suficientemente enriquecida com pepitas de chocolate, abóbora e coco, maçapão, cristais de açúcar, manteiga, ou mesmo de bacon e cebola, milho e tomilho...
Esta é uma receita de um waffles simples, na elaboração e no sabor, para se cobrirem com o que mais apetecer.
A massa é muito boa, pouco doce e... estaladiça.
Por vezes preparo a receita inteira, deixo-os mais claros, pouco estaladiços, para os poder congelar.
De manhã, ao pequeno-almoço, saem diretamente do congelador para a torradeira. Uma verdadeira perdição num dia de semana.
A receita é do blogue Sucrissime, onde a Bergamote partilha a receita de waffles da avó, que nunca lhe chegou a dar com pesos e medidas, uma vez que fazia tudo a olho. Esta é uma das suas recordações de infância.
Embora a minha avó nunca me tenha feito waffles, eu tenho recordações de infância com as talassas, como lhes chamava em português ou gaufres, o nome francês (o termo waffles era para mim desconhecido há mais de 25 anos atrás). Essas talassas eram feitas por mim, para o lanche, numa pequena prensa individual, ao bico do gás. Também eu (acho) não tenho a receita de infância (mas vou vasculhar recortes e ei-de encontrar alguma coisa).
Fica aqui esta receita bem prática, com pouco açúcar, pouca gordura e sem necessidade de claras em castelo. Só vantagens!
Desta vez cobri-os com sabores de outono: marmelada, maçã e canela e acrescentei a cada waffles uma colherada de natas ácidas (sourcream) que faz toda a diferença no sabor e textura.
Fiz assim...
WAFFLES ESTALADIÇOS
INGREDIENTES
Rende 15 waffles:
500g de farinha de trigo
500ml de água
250ml de leite
3 colheres (sopa) de açúcar
1 colher (sopa) de fermento em pó
3 ovos
3 colheres (sopa) de óleo
pitada de sal
(conversão para 2/3 da receita)
Rende 10 waffles:
330g de farinha de trigo
330ml de água
165ml de leite
2 colheres (sopa) de açúcar
2 colheres (chá) de fermento em pó
2 ovos
2 colheres (sopa) de óleo
pitada de sal
PREPARAÇÃO
Colocar todos os ingredientes numa taça ou copo medidor largo e bater com a varinha mágica até a massa estar homogénea.
Aquecer a máquina de waffles.
Untar muito bem as placas com manteiga ou pulverizar com desmoldante.
Colocar a massa nas placas, enchendo até ao nível.
Se a máquina de waffles usada for giratória, rodar.
Deixar cozinhar na temperatura máxima, até estarem dourados mas secos.
Retirar e deixar arrefecer sobre uma grelha.
Repetir o procedimento até terminar a massa.
NOTAS, MAS NÃO MENOS IMPORTANTES
- Os waffles que forem destinados a serem congelados, deixá-los ligeiramente mais claros, pois tostaram um pouco na torradeira quando retidos do congelador; - Como a receita é pobre em gordura é necessário untar bem as placas da máquina de waffles para que desenforme sem dificuldade.
Há aqui no blogue receitas de waffles que dispensam coberturas, a massa já é suficientemente enriquecida com pepitas de chocolate, abóbora e coco, maçapão, cristais de açúcar, manteiga, ou mesmo de bacon e cebola, milho e tomilho...
Esta é uma receita de um waffles simples, na elaboração e no sabor, para se cobrirem com o que mais apetecer.
A massa é muito boa, pouco doce e... estaladiça.
Por vezes preparo a receita inteira, deixo-os mais claros, pouco estaladiços, para os poder congelar.
De manhã, ao pequeno-almoço, saem diretamente do congelador para a torradeira. Uma verdadeira perdição num dia de semana.
A receita é do blogue Sucrissime, onde a Bergamote partilha a receita de waffles da avó, que nunca lhe chegou a dar com pesos e medidas, uma vez que fazia tudo a olho. Esta é uma das suas recordações de infância.
Embora a minha avó nunca me tenha feito waffles, eu tenho recordações de infância com as talassas, como lhes chamava em português ou gaufres, o nome francês (o termo waffles era para mim desconhecido há mais de 25 anos atrás). Essas talassas eram feitas por mim, para o lanche, numa pequena prensa individual, ao bico do gás. Também eu (acho) não tenho a receita de infância (mas vou vasculhar recortes e ei-de encontrar alguma coisa).
Fica aqui esta receita bem prática, com pouco açúcar, pouca gordura e sem necessidade de claras em castelo. Só vantagens!
Desta vez cobri-os com sabores de outono: marmelada, maçã e canela e acrescentei a cada waffles uma colherada de natas ácidas (sourcream) que faz toda a diferença no sabor e textura.
Fiz assim...
WAFFLES ESTALADIÇOS
INGREDIENTES
Rende 15 waffles:
500g de farinha de trigo
500ml de água
250ml de leite
3 colheres (sopa) de açúcar
1 colher (sopa) de fermento em pó
3 ovos
3 colheres (sopa) de óleo
pitada de sal
(conversão para 2/3 da receita)
Rende 10 waffles:
330g de farinha de trigo
330ml de água
165ml de leite
2 colheres (sopa) de açúcar
2 colheres (chá) de fermento em pó
2 ovos
2 colheres (sopa) de óleo
pitada de sal
PREPARAÇÃO
Colocar todos os ingredientes numa taça ou copo medidor largo e bater com a varinha mágica até a massa estar homogénea.
Aquecer a máquina de waffles.
Untar muito bem as placas com manteiga ou pulverizar com desmoldante.
Colocar a massa nas placas, enchendo até ao nível.
Se a máquina de waffles usada for giratória, rodar.
Deixar cozinhar na temperatura máxima, até estarem dourados mas secos.
Retirar e deixar arrefecer sobre uma grelha.
Repetir o procedimento até terminar a massa.
NOTAS, MAS NÃO MENOS IMPORTANTES
- Os waffles que forem destinados a serem congelados, deixá-los ligeiramente mais claros, pois tostaram um pouco na torradeira quando retidos do congelador; - Como a receita é pobre em gordura é necessário untar bem as placas da máquina de waffles para que desenforme sem dificuldade.
quarta-feira, 3 de setembro de 2014
NACHOS NA FRIGIDEIRA COM FRANGO, FEIJÃO PRETO E MOLHO VERDE
E as refeições não têm sempre de ser muito elaboradas, formais, com acompanhamentos e saladas, de faca e garfo. De vez em quando apetece algo apenas para beliscar, comer à mão ou levar num prato e comer à janela, no sofá ou sentado num degrau para se apanhar ar fresco.
Esta sugestão é boa para encontros informais de amigos, onde a conversa e o contacto é muito mais importante que a comida e esta é apenas para nos unir, para ver um filme...
Tortilhas de milho quem não gosta? Por cá usamo-las como aperitivo, simples ou para dipar num molho, no México (e também EUA) são integradas no próprio prato, como é o caso dos nachos.
Estes nachos na frigideira são preparados integralmente numa frigideira que possa ser levada ao forno, neste caso num frigideira de ferro fundido. A vantagem de uma frigideira que possa ir ao forno é que salteia-se o frango, leva-se ao forno com os restantes ingredientes para o queijo derreter e gratinar e é ainda na frigideira que são servidos à mesa. Bastante prático.
Muitas são as combinações possíveis, segui as do Pinky Palate, tendo elaborado uma emulsão de azeite e salsa em vez de usar o molho espanhol salsa verde.
Já estou a idealizar um recheio para outros nachos, com sabor a guacamole: abacate, coentros e lima :)
Fiz assim...
NACHOS NA FRIGIDEIRA COM FRANGO, FEIJÃO PRETO E MOLHO VERDE
INGREDIENTES
400g de peito de frango
1 fio de azeite
200g de tortilhas de milho
200g de queijo mozarela ralado
100g de queijo emental ou outro ralado
250g de feijão preto cozido (enlatado)
Para o molho verde simples: (pode usar de frasco)
pequeno molho de salsa (folhas e ramos finos)
pitada de sal grosso
100ml de azeite
4 gotas de tabasco ou outro molho picante (opcional)
PREPARAÇÃO
Pré-aquecer o forno a 180ºC.
Cortar o frango em pequenas tiras.
Numa frigideira bem quente colocar o azeite e saltear o frango.
Retirar do lume e reservar o frango num prato.
Dispor na frigideira ou pirex uma boa camada de tortilhas.
Cobrir com metade da mistura dos dois queijos.
Juntar o frango e espalhar o molho verde.
Distribuir o feijão por cima.
Cobrir com a restante mistura de queijos e levar ao forno a 180ºC durante cerca de 20min. ou até o queijo estar derretido.
Servir de imediato.
Para o molho verde moer num almofariz os ingredientes, começando com metade do azeite e com o sal para ajudar a rasgar a salsa.
NOTAS, MAS NÃO MENOS IMPORTANTES
- Não tendo uma frigideira que possa ir ao forno (sem pegas de madeira ou de plástico) pode saltear o frango numa frigideira convencional e transferir o mesmo para um pirex ou refratário;
- No molho verde o picante usado é a gosto e usar apenas algumas pedrinhas de sal grosso para ajudar a moer a salsa, pois as tortilhas já são salgadas;
- Por coincidência todos os ingredientes que usei são do Lidl.
Esta sugestão é boa para encontros informais de amigos, onde a conversa e o contacto é muito mais importante que a comida e esta é apenas para nos unir, para ver um filme...
Tortilhas de milho quem não gosta? Por cá usamo-las como aperitivo, simples ou para dipar num molho, no México (e também EUA) são integradas no próprio prato, como é o caso dos nachos.
Estes nachos na frigideira são preparados integralmente numa frigideira que possa ser levada ao forno, neste caso num frigideira de ferro fundido. A vantagem de uma frigideira que possa ir ao forno é que salteia-se o frango, leva-se ao forno com os restantes ingredientes para o queijo derreter e gratinar e é ainda na frigideira que são servidos à mesa. Bastante prático.
Muitas são as combinações possíveis, segui as do Pinky Palate, tendo elaborado uma emulsão de azeite e salsa em vez de usar o molho espanhol salsa verde.
Já estou a idealizar um recheio para outros nachos, com sabor a guacamole: abacate, coentros e lima :)
Fiz assim...
NACHOS NA FRIGIDEIRA COM FRANGO, FEIJÃO PRETO E MOLHO VERDE
INGREDIENTES
400g de peito de frango
1 fio de azeite
200g de tortilhas de milho
200g de queijo mozarela ralado
100g de queijo emental ou outro ralado
250g de feijão preto cozido (enlatado)
Para o molho verde simples: (pode usar de frasco)
pequeno molho de salsa (folhas e ramos finos)
pitada de sal grosso
100ml de azeite
4 gotas de tabasco ou outro molho picante (opcional)
PREPARAÇÃO
Pré-aquecer o forno a 180ºC.
Cortar o frango em pequenas tiras.
Numa frigideira bem quente colocar o azeite e saltear o frango.
Retirar do lume e reservar o frango num prato.
Dispor na frigideira ou pirex uma boa camada de tortilhas.
Cobrir com metade da mistura dos dois queijos.
Juntar o frango e espalhar o molho verde.
Distribuir o feijão por cima.
Cobrir com a restante mistura de queijos e levar ao forno a 180ºC durante cerca de 20min. ou até o queijo estar derretido.
Servir de imediato.
Para o molho verde moer num almofariz os ingredientes, começando com metade do azeite e com o sal para ajudar a rasgar a salsa.
NOTAS, MAS NÃO MENOS IMPORTANTES
- Não tendo uma frigideira que possa ir ao forno (sem pegas de madeira ou de plástico) pode saltear o frango numa frigideira convencional e transferir o mesmo para um pirex ou refratário;
- No molho verde o picante usado é a gosto e usar apenas algumas pedrinhas de sal grosso para ajudar a moer a salsa, pois as tortilhas já são salgadas;
- Por coincidência todos os ingredientes que usei são do Lidl.
Referências:
Cozinha mexicana,
Feijão preto,
Frigideira de ferro fundido (Cast iron skillet),
Lanches - Snacks,
Salsa
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