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terça-feira, 27 de novembro de 2018

KAFTAS GRELHADAS COM MOLHO DE IOGURTE, ALHO, LIMÃO E HORTELÃ

A lista de ingredientes pode ser longa, mas acreditem que vale a pena, o sabor é igualmente proporcional.
Fáceis de fazer e com a vantagem de poderem ser preparadas no dia anterior e mantidas no frigorífico, ganhando ainda mais em sabor.

Típicas do médio oriente, comidas um pouco por todo o Mediterrâneo, do norte de África ao médio oriente, desde Marrocos, Turquia, Irão e até Grécia. O termo significa carne moída, podendo ser traduzido como almôndega. A carne usada, ou a mistura de carnes, varia com a cultura em questão, podendo ser vaca, borrego e até porco, como foi o caso, mistura de vaca e porco. Podem ser grelhadas, fritas, assadas ou guisadas, com formato de salsicha ou mais lenticular (como os nossos pasteis de bacalhau) e com ou sem espeto no meio.

Podem ser acompanhadas com batatas fritas, puré de batata ou enroladas com vegetais em juliana num pão árabe (como uma tortilha ou wrap) como sugere a Nigella no At my table.
O molho de iogurte é tradicional e faz toda a diferença, contribui com sabores frescos, o do iogurte, limão e hortelã e com o pungente sabor picante a alho.

À mesa são sucesso, é uma ótima oportunidade de introduzir novos sabores de ervas frescas ou especiarias. O molho nunca sobra e há quem o use como dressing da salada e se porventura parecer sobrar, umas pequenas tostas/crackers servirão para lhe dar fim ;)
Os espetos podem ser divertidos para os miúdos, por isso há quem coma as kaftas com o espeto na mão. Há momentos que apenas interessa que comam!

Fiz assim...

KAFTAS GRELHADAS COM MOLHO DE IOGURTE, ALHO, LIMÃO E HORTELÃ


INGREDIENTES
(Rende 12 kaftas)
300 g de carne vaca picada
300 g de carne de porco picada
1 cebola média
2 dentes de alho
2-3 cm de curcuma ou açafrão-das-Índias fresca ou 1 colher (chá) de curcuma moída
1 colher (chá) de sementes de coentros moídas
1 colher (chá) de sementes de cominhos moídas
1/2 colher (chá) de pimenta da Jamaica moída
1 colher (chá) de pimenta branca moída
hortelã fresca
salsa fresca

Para o olho de iogurte:
4 colheres (sopa) bem cheias de iogurte natural grego ou escorrido
sal q.b.
pimenta branca moída q.b.
1/2 limão (raspa e sumo)
hortelã fresca
1 dente de alho

PREPARAÇÃO
Numa tigela misturar as carnes, a curcuma, a cebola e os alhos finamente ralados, as ervas frescas picadas e os restantes temperos.
Envolver bem e levar ao frigorífico 1-2h.

Retirar porções de carne picada e moldar rapidamente nas mãos em formato de salsicha.
Espetar um pau fino para espetadas e moldar em volta a carne picada.
Dispor num tabuleiro as kaftas e levar ao frigorífico até à altura de grelhar.

Aquecer uma grelha ou chapa e grelhar as kaftas de todos os lados.

Para o molho misturar numa taça o iogurte, a raspa e o sumo de limão, sal, pimenta e a hortelã picada.
Envolver e reservar no frigorífico até servir.

Servir as kaftas com arroz, de cenoura por exemplo, ou batata frita, ou mesmo enrolada num pão pita ou outro pão chato árabe, acompanhado de salada de alface em juliana, cenoura ralada, couve roxa cortada finamente e com o molho de iogurte.
Optei por servir com grelos cozidos e salada de tomate, para uns e alface para outros.


NOTAS, MAS NÃO MENOS IMPORTANTES
- Aproveitando as ervas frescas que tenho disponíveis no canteiro, usei para temperar a carne das kaftas uma mistura de folhas de sálvia, hortelã, salsa e cebolinho;
- Será mais fácil moldar as kaftas se deixar repousar no frigorífico um pouco. Depois de as moldar também será mais fácil grelhá-las se estiverem sido mantidas no frio;
- Para que as kaftas não se desfaçam ao grelhar, deixar cozinhar bem de um dos lados e só depois virar para os restantes. Não cair na tentação de ir logo virando, pois a carne tende a prender na chapa enquanto não estiver totalmente cozinhada;
- Não gostando do gosto muito forte a alho, pode não o colocar no molho ou reduzir a quantidade usada.

quarta-feira, 15 de março de 2017

CREPES À BOLONHESA GRATINADOS

Esta é sugestão que é sempre do agrado dos comensais quer estes sejam pequenos ou graúdos.
Se há refeições que não tem reclamações são aquelas que são gratinadas e que incluem queijo, molho béchamel... ou que incluem massa, carne picada, molho de tomate...
Com estes simples ingredientes permite-se dar a volta a algumas sobras de carne ou peixe, assados ou cozidos.

A carne à bolonhesa é sempre preparada em quantidade que possa ser servida no dia, e para poupar esforços, tempo e recursos, também é reservada ou congelada para outras refeições como empadão, lasanha, cannellonis e outros pratos gratinados. Desta forma, acelera-se uma refeição da semana, quando o tempo é sempre escasso.
Da mesma forma, preparo o molho de tomate e congelo em doses já que todas as semanas é sempre utilizado em várias situações, desde para molho de pizza a arroz de tomate ou algum refogado.
Pode não parecer mas rapidamente se prepara esta refeição durante a semana, quando se tem estes elementos congelados. Apenas o molho béchamel é preparado no momento.

Estas folhas de crepes podem ser preparados no dia anterior, mantidas num prato e fechadas em saco plástico ou até fazer a montagem completa mantendo no frigorífico.
Os crepes poderão ser servidos como nesta sugestão imitando cannellonis gratinados ou com os mesmo ingredientes mas em pratos individuais como nos Crepes de Frango e Cogumelos.

Fiz assim...

CREPES À BOLONHESA GRATINADOS


INGREDIENTES
folhas de crepes
carne à bolonhesa (cozinhada com cebola, alho, aipo, vinho, sal, pimenta, tomate pelado e orégãos)
molho de tomate (cozinhado com cebola, alho, tomate pelado, açúcar, sal, pimenta, manjericão e orégãos)
molho béchamel (temperado com sal, pimenta e noz moscada)
200 g de queijo creme
queijo ralado

PREPARAÇÃO
Fazer as folhas de crepes.
Sobrepor as folhas num prato, para se manterem húmidas e maleáveis.

Preparar o molho béchamel. Reservar.

Numa taça juntar a carne à bolonhesa com o molho de tomate e envolver bem.
Misturar o queijo creme.

Montar os crepes com o recheio da carne.
Dispor os crepes num refratário, cobrir com o molho béchamel e com o queijo ralado.

Levar ao forno até o molho borbulhar ligeiramente dos lados e/ou gratinar.


NOTAS, MAS NÃO MENOS IMPORTANTES
- Se não tiver molho de tomate e/ou béchamel, pode ser optar pelo de compra. Embora nunca tenha usado molho béchamel embalado, já usei alguma vezes molho de tomate de frasco, apenas temperado com manjericão;
- Como todos os ingredientes estão cozinhados, basta alguns minutos no forno para gratinar a superfície. Se manteve a montagem no frigorífico, então deixar no forno mais alguns minutos, até borbulhar ligeiramente, para que os crepes aqueçam por dentro também;
- Se preferir aquecer a carne e misturar o molho de tomate, porque estando congelados assim lhe facilita o processo, deixar arrefecer a mistura antes de envolver o queijo creme, para que este não deslasse.

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2017

HAMBÚRGUER XXL

Hambúrguer. Não um hambúrguer qualquer, um hambúrguer gigante.
A receita poderia chamar-se Tarte de carne picada, mas pretende simular um hambúrguer com todos os seus ingredientes, desde o pão com semente de sésamo, à carne, ao queijo, aos pickles, sem esquecer os molhos.

A receita foi dada a conhecer pela Susy Bimbólica. Mantive a sugestão optando apenas por fazer o meu Pão de Hamburguer que é sempre um sucesso. Não é um pão brioche (não inclui ovo nem manteiga) mas lembra pela textura e sabor levemente adocicado.

Para uma refeição de fim de semana, à mesa ou no sofá com uma manta pelas pernas a ver uma das séries preferidas, com a família ou amigos, querem algo mais hygge :)
As sobras são  para a lancheira.

Embora se vejam batatas na foto, e estas tenham sido "fritas" em ar quente, foram para os pratos dos miúdos, não fiquem preocupados com a minha linha! Em alternativa ou complemento, pode ser acompanhado de uma salada de folhas verdes, como fiz.

Fiz assim...

HAMBÚRGUER XXL


INGREDIENTES
Rende para 6 pessoas, forma 24cm
Para o pão:
1 chávena / 240ml de água
1,5 colher (chá) de fermento biológico seco
2 colheres (sopa) de açúcar
1 colher de sopa de leite em pó (opção)
3 chávenas / 420g de farinha de trigo T65
2 colheres (chá) de sal fino
2 colheres (sopa) de óleo

leite (picelar)
sementes de sésamo brancas (cobertura)

Para o hamburguer:
500g de carne de vaca picada
1 cebola média
1 dente de alho
sal e pimenta q.b

Para as camadas:
10 fatias de bacon
ketchup q.b
mostarda q.b
pickles de pepino em rodelas
fatias de queijo flamengo, cheddar ou fundido

PREPARAÇÃO
Para o pão - versão manual:
Numa tigela colocar a água morna e dissolver o fermento e o açúcar.
Juntar a farinha, o sal e o óleo e mexer com a colher de pau até obter uma bola de massa homogénea.
Retirar a massa e colocar numa taça grande previamente enfarinhada.
Tapar e deixar levedar por cerca de 2h num local morno.

Para o pão - versão bimby:
Colocar no copo a água, o fermento, e o açúcar e programar 3min/37°/vel 1.
Juntar a farinha, o sal e o óleo e programe 2min/vel espiga.
Retirar a massa e colocar numa taça grande previamente enfarinhada.
Tapar e deixar levedar por cerca de 2h num local morno.

Para o hambúrguer - versão manual:
Picar a cebola e o alho. Reservar.
Aquecer bem uma frigideira de fundo espesso  e colocar um fio de azeite.
Alourar a carne.
Juntar a cebola e o alho reservados e deixe cozinhar até ganhar cor.
Temperar com sal e pimenta.
Reservar.

Preparar o bacon.

Montagem:
Untar uma forma de aro e forrar o fundo com papel vegetal.
Esticar 2/3 da massa no fundo e laterais da forma.
Dispor a carne picada e por cima o bacon partido, os molhos, os pickles e o queijo.
Esticar a restante massa por cima.
Calcar as laterais com um garfo de forma a unir as massas.
Pincelar a superfície com leite e espalhar as sementes de sésamo.
Levar ao forno pré-aquecido a 180° cerca de 30 minutos ou até estar bem dourado.



NOTAS, MAS NÃO MENOS IMPORTANTES
- Outras camadas podem ser acrescentadas ao hambúrguer como cebola crua em meias-luas ou caramelizada, cogumelos laminados e salteados ou fatias de fiambre.

segunda-feira, 27 de junho de 2016

JACKED POTATO COM BOLONHESA E VEGETAIS

Jacked Potato é uma batata com casca assada no forno e recheada de forma simples, apenas manteiga, queijo ou natas ácidas, por exemplo, ou com mais sustento, carnes, vegetais...
A batata assada fica com a casca estaladiça e o interior macio.

Usei carne à bolonhesa que desta vez por ter pouco molho de tomate lhe acrescentei natas ácidas para tornar o recheio mais aveludado.
Podem ser usados os ingredientes que quisermos, como algumas sobras de carne assada ou frango assado ou vegetais cozidos. Sugiro algumas variações nas Dicas, em baixo.

Dou preferência a preparações que incluam algum molho e não dispenso o queijo ralado (mozzarela fresca ou seca, flamengo, ilha, azul...), as ervas frescas e uma colherada de natas ácidas ao servir.

Estas batatas são ótima sugestão para aqueles lanches ajantarados de verão, no jardim, terraço, varanda ou mesmo no sofá, ou para deixar prontas, num dia de praia, e colocar no forno quando se chega a casa.
Os vegetais que se podem incluir ficam disfarçados pela apresentação e os garotos não reclamam. Aqui por casa, sugestões com queijo que possam ir ao forno são sempre do agrado e uma mais-valia.

Fiz assim...

JACKED POTATO COM BOLONHESA E VEGETAIS


INGREDIENTES
batatas amarelas grandes (variedade para puré)

Para o recehio das batatas:
carne à bolonhesa
natas ácidas
cenoura ralada
queijo ralado
cebola frita

Para servir:
salsa ou cebolinho picados
natas ácidas

PREPARAÇÃO
Lavar muito bem as batatas e colocar num tabuleiro.
Levar ao forno as batatas inteiras, por 40min. (dependendo do tamanho das batatas) a 180ºC, até que espetadas com o bico da faca não ofereçam resistência.

Entretanto aquecer a bolonhesa e juntar algumas colheres de natas ácidas até para formar creme.

Abrir as batatas longitudinalmente sem separar as metades e apertar na base para esmigalhar um pouco do interior e permitir que a batata abra e os molhos e sucos possam penetrar.
Rechear com a bolonhesa, cenoura ralada, queijo ralado e cebola frita.

Levar ao forno a 180ºC durante 10min ou até que o recheio borbulhe.

Servir de imediato com algumas folhas de salsa ou cebolinho picados.


NOTAS, MAS NÃO MENOS IMPORTANTES
- Escolher batatas grandes de variedade para puré para que o interior fique macio;
- Uma vez que as batas são assadas sem sal, usar um pouco mais no molho para a temperar;
- Outros recheios que costumo usar:
- fiambre em cubos, molho de tomate, cenoura ralada, queijo ralado e folhas de manjericão (colocar as folhas apenas ao servir);
- frango desfiado, cebola caramelizada e queijo azul ou roquefort;
- atum de conserva desfiado, molho de tomate, cenoura ralada, queijo ralado e orégãos;
- tofu ou seitan salteados com rebentos de soja em molho de soja, queijo da ilha ralado;
- cogumelos salteados com cebola e pimentos, queijo ralado e coentros frescos...
- É importante no fim de cortar a batata esmigalhar um pouco o interior, aperando por fora com os dedos, para que a polpa se torne mais macia, os sabores possam penetrar e não se acabe batatas cozidas cortadas a meio!

sábado, 19 de abril de 2014

PASTÉIS DE MASSA TENRA

Empadas, rissóis e pastéis de massa tenra são das minhas perdições.
Há algo nestes salgados que me atrai.
A cor dourada depois de fritos ou assados, o cheiro quando acabados de cozinhar... gosto essencialmente da massa. É lógico que não menosprezo o recheio, mas a massa é fundamental!

Os pastéis de massa tenra acabam por ser os mais práticos de se fazer. Não é preciso forrar forminhas, como nas empadas, não é preciso panar em ovo e pão ralado nem cozer a massa, como nos rissóis.
Enquanto os rissóis e empadas demoram umas horas a preparar, porque também não se faz meia dúzia de cada vez, os pastéis de massa tenra preparam-se para uma refeição, se a pressa não for demasiada, e como em todos os outros salgadinhos, congelam-se alguns para fritar depois.
Para acelerar ainda mais o preparação, estiquei a massa na máquina da massa fresca e em vez de a cortar no formato tradicional português, retângulos, cortei na prensa em meia-lua.

Comum às empadas, rissóis e pastéis de massa tenra é poderem ser usadas as sobras de carne cozinhada, por exemplo, cozida ou assada. São por isso formas ótimas de reciclagem de alimentos.

Mesmo que se demore um pouco mais na preparação, a vantagem é estar-se a adiantar uma outra refeição.
Naqueles dias onde não houve tempo de programar o jantar ou quando o cansaço impera ou quando nos lembramos que no dia seguinte é preciso preparar o almoço para os garotos levarem numa saída, ei-los (os pastéis) no congelador, a sorrir para nós :)

Fiz assim...

PASTÉIS DE MASSA TENRA


INGREDIENTES
Para a massa:
30g de manteiga com sal
20g de banha
100ml de água
300g de farinha

Para o recheio:
carne picada à bolonhesa (carne de vaca refogada em cebola, alho e um pouco de molho de tomate, temperada com vinho branco, sal, pimenta e orégãos)

PREPARAÇÃO
Numa caçarola derreter a manteiga e banha. Retirar do lume.
Acrescentar os restantes ingredientes e mexer com a colher de pau até formar uma bola de massa homogénea. Se for preciso para unir a massa, acrescentar mais 1 colher (sopa) de água e mexer.

Deixar descansar 1h.

Dividir a massa em porções e esticar com o rolo da massa na pedra enfarinhada.

Rechear e cortar a massa com o bordo de um copo, a carretilha ou com uma prensa.

Fritar em óleo quente até ficarem dourados.
Escorrer em papel absorvente.

Acompanhar com arroz branco ou outro e uma salada.


NOTAS, MAS NÃO MENOS IMPORTANTES
- A massa no fim de pronta fica a descansar no mínimo 1h, podendo ficar mais tempo ou mesmo de um dia para o outro no frigorífico;
- O recheio deve ser seco, sem molho, pois enquanto a massa dos rissóis é impermeável a dos pastéis de massa tenra ficará humedecida se houver líquido no interior;
- Quando sobra um pouco de massa, também não há desperdícios, um pouco de queijo e fiambre, por exemplo, e ficam uns pastéis deliciosos. Desta vez usei queijo roquefort, fiambre e orégãos.