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terça-feira, 27 de novembro de 2018

KAFTAS GRELHADAS COM MOLHO DE IOGURTE, ALHO, LIMÃO E HORTELÃ

A lista de ingredientes pode ser longa, mas acreditem que vale a pena, o sabor é igualmente proporcional.
Fáceis de fazer e com a vantagem de poderem ser preparadas no dia anterior e mantidas no frigorífico, ganhando ainda mais em sabor.

Típicas do médio oriente, comidas um pouco por todo o Mediterrâneo, do norte de África ao médio oriente, desde Marrocos, Turquia, Irão e até Grécia. O termo significa carne moída, podendo ser traduzido como almôndega. A carne usada, ou a mistura de carnes, varia com a cultura em questão, podendo ser vaca, borrego e até porco, como foi o caso, mistura de vaca e porco. Podem ser grelhadas, fritas, assadas ou guisadas, com formato de salsicha ou mais lenticular (como os nossos pasteis de bacalhau) e com ou sem espeto no meio.

Podem ser acompanhadas com batatas fritas, puré de batata ou enroladas com vegetais em juliana num pão árabe (como uma tortilha ou wrap) como sugere a Nigella no At my table.
O molho de iogurte é tradicional e faz toda a diferença, contribui com sabores frescos, o do iogurte, limão e hortelã e com o pungente sabor picante a alho.

À mesa são sucesso, é uma ótima oportunidade de introduzir novos sabores de ervas frescas ou especiarias. O molho nunca sobra e há quem o use como dressing da salada e se porventura parecer sobrar, umas pequenas tostas/crackers servirão para lhe dar fim ;)
Os espetos podem ser divertidos para os miúdos, por isso há quem coma as kaftas com o espeto na mão. Há momentos que apenas interessa que comam!

Fiz assim...

KAFTAS GRELHADAS COM MOLHO DE IOGURTE, ALHO, LIMÃO E HORTELÃ


INGREDIENTES
(Rende 12 kaftas)
300 g de carne vaca picada
300 g de carne de porco picada
1 cebola média
2 dentes de alho
2-3 cm de curcuma ou açafrão-das-Índias fresca ou 1 colher (chá) de curcuma moída
1 colher (chá) de sementes de coentros moídas
1 colher (chá) de sementes de cominhos moídas
1/2 colher (chá) de pimenta da Jamaica moída
1 colher (chá) de pimenta branca moída
hortelã fresca
salsa fresca

Para o olho de iogurte:
4 colheres (sopa) bem cheias de iogurte natural grego ou escorrido
sal q.b.
pimenta branca moída q.b.
1/2 limão (raspa e sumo)
hortelã fresca
1 dente de alho

PREPARAÇÃO
Numa tigela misturar as carnes, a curcuma, a cebola e os alhos finamente ralados, as ervas frescas picadas e os restantes temperos.
Envolver bem e levar ao frigorífico 1-2h.

Retirar porções de carne picada e moldar rapidamente nas mãos em formato de salsicha.
Espetar um pau fino para espetadas e moldar em volta a carne picada.
Dispor num tabuleiro as kaftas e levar ao frigorífico até à altura de grelhar.

Aquecer uma grelha ou chapa e grelhar as kaftas de todos os lados.

Para o molho misturar numa taça o iogurte, a raspa e o sumo de limão, sal, pimenta e a hortelã picada.
Envolver e reservar no frigorífico até servir.

Servir as kaftas com arroz, de cenoura por exemplo, ou batata frita, ou mesmo enrolada num pão pita ou outro pão chato árabe, acompanhado de salada de alface em juliana, cenoura ralada, couve roxa cortada finamente e com o molho de iogurte.
Optei por servir com grelos cozidos e salada de tomate, para uns e alface para outros.


NOTAS, MAS NÃO MENOS IMPORTANTES
- Aproveitando as ervas frescas que tenho disponíveis no canteiro, usei para temperar a carne das kaftas uma mistura de folhas de sálvia, hortelã, salsa e cebolinho;
- Será mais fácil moldar as kaftas se deixar repousar no frigorífico um pouco. Depois de as moldar também será mais fácil grelhá-las se estiverem sido mantidas no frio;
- Para que as kaftas não se desfaçam ao grelhar, deixar cozinhar bem de um dos lados e só depois virar para os restantes. Não cair na tentação de ir logo virando, pois a carne tende a prender na chapa enquanto não estiver totalmente cozinhada;
- Não gostando do gosto muito forte a alho, pode não o colocar no molho ou reduzir a quantidade usada.

terça-feira, 7 de agosto de 2018

SALADA DE CAMARÃO COM MOLHO DE IOGURTE

As saladas apetecem no verão.
Mais simples ou incrementadas são práticas de se fazer pois todos os ingredientes podem ser preparados com antecedência, guardados no frio, esperando apenas pela finalização.
Como entrada ou prato principal, ao almoço ou ao jantar, no regresso da praia ou com amigos, resultam sempre bem.

O molho poderá ser ajustado ao gosto de cada um, usando um clássico como o da Salada de verão com molho cocktail ou o da Salada de fusili com atum. Certo é que o iogurte torna o molho ainda mais fresco. Usei apenas algumas gotas de sumo de limão, não o deixando sobressair como no molho usado nos Nuggets de peixe em que seria necessário junto da fritura.
A combinação de texturas é importante, algumas folhas (aqui a alface), legumes carnudos e suculentos (como o tomate e o pepino), alguma proteína (neste caso o camarão), algo aromático (ervas frescas como os coentros), doçura (da fruta como a laranja, melão, melancia, tâmaras ou goji) e um molho. Escolhendo os ingredientes que mais gosta personaliza esta salada ao seu encontro.

Fiz assim...

SALADA DE CAMARÃO COM MOLHO DE IOGURTE


INGREDIENTES
alface lisa, romana ou iceberg
tomate chucha maduro mas firme
pepino
folhas de coentros
camarão cozido
cerejas

Para o molho:
2 colheres (sopa) de iogurte natural (grego, skyr, viili, amasi...)
1 colher (sopa) de maionese
algumas gotas de sumo de limão
pimenta moída q. b.
sal fino q. b.

PREPARAÇÃO
Lavar as folhas de alface, escorrer bem e secar.
Cortar em juliana média.
Cortar o tomate a meio longitudinalmente, rejeitar as sementes e cortar a polpa em meias luas.
Descascar o pepino e cortar a meio longitudinalmente. Com uma colher de sobremesa retirar as sementes das duas partes.
Cortar o pepino em meias luas.
Descascar os camarões.

Para o molho colocar a maionese numa taça e mexer bem para que fique cremosa, juntar o iogurte e mexer até ficar homogéneo.
Acrescentar algumas gotas de sumo de limão e temperar com sal fino e pimenta moída.

Dispor individualmente em pratos ou numa travessa a alface no fundo, por cima o tomate e o pepino.
Distribuir os camarões e as folhas de coentros.
Decorar com as cerejas.

Verter o molho e moer alguma pimenta por cima.


NOTAS, MAS NÃO MENOS IMPORTANTES
- Noutra salada os camarões podem ser substituídos por uma sobre de frango assado, desfiando-o ou cortando-o em cubos, como no caso de sobra de alguma febra ou bife de peru;
- A alface iceberg mantém-se mais crocante, é mais suculenta, mas desta vez usei de folha lisa;
- Se não quiser ou tiver maionese coloque apenas o iogurte. Quanto mais espesso for o iogurte melhor será, algumas gotas de sumo de limão e o batê-lo na taça tornam-no mais fluido. Se usar iogurte viili ou amasi, mexer bem com a colher na taça para que percam alguma da sua viscosidade.

segunda-feira, 14 de dezembro de 2015

NUGGETS DE PEIXE

Peixe e crianças são duas peças do jogo que normalmente não encaixam.
Há sempre exceções, boas exceções, neste caso. E até tenho uma aqui por casa, mas... apenas uma, é pena :)

As conversas são as do costume: não é peixe, é apenas carne do mar; não é peixe, são filetes ou medalhões; bacalhau não é bem peixe, é bacalhau. Por enquanto, peixe, sem torcer o nariz, como é no caso do arroz ou massada de peixe, peixe grelhado, assado ou cozido, apenas é tolerado em: filetes panados, bacalhau com natas, bacalhau à brás, salmão grelhado ou mistura de peixe e béchamel e/ou natas.

Estes nuggets são uma dessas exceções que se comem até de olhos fechados.
Talvez por serem fritos ou por serem crocantes, talvez pelo molho fresco e levemente acídulo, talvez por terem ajuda de quem os come ou por serem feitos com todo o carinho e dedicação.

Usei pescada, a mesma da Pescada com espinafres e natas, por ser um peixe branco, ter sabor neutro e ser firme ao corte, Pode marinar o peixe antes de o preparar. mas servido com o molho sugerido, dispensa esse preparo.

Um best of que, sempre que possível, se repete. Garanto que nunca mais irão trazer nuggets de peixe do supermercado!

Fiz assim...

NUGGETS DE PEIXE


INGREDIENTES
Para 3 pessoas:
5 lombos de pescada congelados
farinha de trigo q.b.
2 ovos pequenos
sal
pão ralado q.b.
pimenta preta moída q.b.

Para o molho:
2 colheres (sopa) de iogurte grego natural
2 colheres (sopa) de maionese
1/2 limão (sumo e raspa)
sal fino q.b.
pimenta moída q.b.

PREPARAÇÃO
Deixar descongelar naturalmente os lombos de pescada, no frigorífico, de um dia para o outro.

Com papel de cozinha absorver o excesso de humidade do peixe.
Na tábua cortar os lombos ao meio e depois em cubos.
Reservar o peixe num prato com papel de cozinha.

Preparar três pratos fundos ou tigelas com: farinha de trigo, ovo batido e pão ralado.

Passar os cubos de peixe por farinha de trigo. Reservar.
Passar os cubos de peixe enfarinhados pelo ovo e depois pelo pão ralado. Reservar.

Aquecer bem azeite ou óleo abundante numa fritadeira ou pequeno tacho.
Fritar os nuggets, retirar com uma escumadeira e retirar o excesso de gordura em papel de cozinha.

Servir quente acompanhado de puré de batata-doce e salada verde ou arroz de tomate ou de bróculos.

Para o molho colocar a maionese numa taça e mexer bem para que fique cremosa, juntar o iogurte e mexer até ficar homogéneo.
Acrescentar o sumo de limão, sal fino, pimenta e raspa do limão.
Reservar no frigorífico até servir.


NOTAS, MAS NÃO MENOS IMPORTANTES
- Se queiser e tiver tempo extra pode marinar antecipadamente o peixe com sumo de limão, pimenta e sal;
- Passar o peixe primeiro pela farinha garante que o panado fique mais crocante pois esta absorve o excesso de humidade do peixe;
- Quando se fazem panados cá em casa, 4 mãos tornam o processo mais limpo, 2 delas passam no ovo enquanto as outras duas se dedicam ao pão ralado. Na impossibilidade de recrutar um ajudante, adjudique uma mão para o ovo e outra para o pão ralado. Está assim, a contribuir também, para uma boa coordenação motora ;)
- Para o molho por vezes acrescento um dente de alho desfeito no almofariz ou no esmagador de alhos. Outras vezes acrescento ervas picadas como salsa, cebolinho ou coentros.

quinta-feira, 10 de outubro de 2013

ENTRECOSTO COM MOLHO BARBECUE (SLOW COOKER)

O molho barbecue é levemente adocicado, para os que não apreciam este contraste com a carne, basta eliminar ou reduzir a colher de açúcar mascavado usada.

Este entrecosto pode ser cozinhado no forno, no fogão ou na panela de cozimento lento, desde que seja obviamente muito lentamente.
Ao ser cozinhado a baixa temperatura e lentamente a carne solta-se do osso, fica extremamente macia. Pelas fotos percebe-se que ao retirar a carne da panela alguns dos ossos ficaram no fundo, no molho!
Este entrecosto fica um misto entre o assado e o estufado, mas muiiiiito macio.

A panela de cozimento lento (em Portugal), panela elétrica (no Brasil), slow cooker (nome inglês não associado a nenhuma marca) ou com a designação Crock-Pot, modelo original da marca Rival, é de funcionamento muito simples. Há de várias marcas.
É composta por uma taça amovível em cerâmica embutida num suporte com resistência elétrica. Geralmente têm apenas 2 temperaturas, baixa e alta e algumas mantém quente após terminar o tempo de cozinhar. A temperatura máxima atingida é a mesma nas duas potências, apenas o tempo de atingir essa temperatura é diferente.
Podem ter de vários tamanhos, para 1 pessoa ou até 5-6 pessoas. Podem ser redondas ou ovais. Apenas com um botão analógico ou com ecrã digital. As não programáveis/digitais são mais baratas e permitem acoplar na tomada um temporizador controlando o tempo de funcionamento. Algumas têm o exterior do corpo de suporte da taça esmaltado, inox, plástico ou mesmo com decoração personalizável ou vintage.

A primeira panela que vi deste género foi quando a Cris - From our home to yours, publicou este post, e antevi as potencialidades da panela.

Embora a panela possa cozinhar outros alimentos, a carne é um dos melhores sucessos, peixe, alguns legumes e ervas frescas perdem cor, textura e sabor pelo cozimento muito longo. Dependendo da imaginação podem ser cozinhadas entradas, sopas, pratos principais e sobremesas.
Há mesmo grupos de amigos e de fãs deste tipo de panela que se reúnem e onde cada elemento leva a sua panela com um cozinhado para partilha.

Uma das grandes vantagens desta panela é cozinhar enquanto estamos ausentes. Já se imaginou chegar de casa depois de um dia cansativo de trabalho, sentir o cheiro de comida fresca e não ter que fazer o jantar? Durante a sua ausência o jantar esteve a ser cozinhado.
O conceito desta panela slow cooker surgiu nos Estados Unidos há várias décadas atrás quando as mulheres começaram a trabalhar fora de casa. Hoje continua atual já que o tempo que sobra é muito reduzido.
As aplicações são várias, as panelas de tamanho pequeno permitem um fondue de chocolate, por exemplo, as de tamanho médio permitem cozinhar no trabalho, num quarto sem cozinha ou no campismo, para apenas 1-2 pessoas, e as de tamanho grande, familiar, permitem preparar um jantar para toda a família enquanto prepara os acompanhamentos.

Outra vantagem, e grande, do cozimento lento é poder cozinhar carnes menos macias, menos nobres, mais baratas, mas muito mais saborosas, que muitas vezes são desprezadas. Cozinhado lentamente o colagénio (a gelatina) dalgumas carnes desfaz-se, enriquece o molho e torna a carne mais húmida.

Os dias em que a Crock-pot é usada é sinónimo de relax, o chegar a casa e fazer jantar é tudo menos uma obrigação. Não a uso apenas no outono e inverno, embora as comidas onde todos os ingredientes se colocam juntos, de uma panela só, sejam reconfortantes, uso-a também para dias de verão, para poder aproveitar a praia até aos últimos minutos e chegar a casa e ter o jantar feito.
Realmente falo sempre em jantar, pois o único almoço que costumo preparar nela é, por vezes, o de domingo.

Fiz assim...

ENTRECOSTO COM MOLHO BARBECUE (SLOW COOKER)


INGREDIENTES
1,5kg de entrecosto
4 colheres (sopa) de polpa de tomate
100ml de vinho tinto
1 colher (sopa) de açúcar mascavado
1 colher (sopa) de whisky
1 colher (sopa) de molho inglês (Worcestershire sauce)
1 folha de louro
3 dentes de alho
sal
pimenta
malagueta cortada
1 colher (sopa) de farinha de trigo

PREPARAÇÃO
Cortar com o cutelo (ou pedir no talho para o fazer) a tira de entrecosto em 3 tiras longitudinais.
Cortar o entrecosto em pedaços de 3-4 ossos cada.

Colocar o entrecosto na panela de cerâmica da slow cooker e temperar com os restantes ingredientes, excepto a farinha, ou misturar à parte os ingredientes numa taça e depois untar toda a carne.

Deixar cozinhar por 6h na temperatura alta ou 8h na temperatura baixa.
Se houver oportunidade a meio da cozedura virar a carne e cobrir com o molho.

No fim de cozinhado, retirar para uma travessa e coar o molho para uma caçarola.
Levar a caçarola ao lume com a farinha e mexer com a vara de arames, até engrossar um pouco.

Servir o entrecosto com o molho, acompanhado de polenta, polenta frita, puré de batata, arroz ou batatas fritas, com salada.


NOTAS, MAS NÃO MENOS IMPORTANTES
- Podem ser usadas ervas secas para criar novos sabores: tomilho, alecrim, orégãos...
- O cozimento lento intensifica alguns sabores pelo que não convém exagerar no alho e no picante.

terça-feira, 27 de setembro de 2011

BIFE À CASA

Todos gostamos de vez em quando de um belo bife com muito molho. E cada um tem o seu molho preferido.

São alguns os ingredientes que podem tornar especial o molho de um belo bife. Manteiga, vinho branco, cerveja, whisky ou similar, café, natas...

Aqui por casa este é o molho do bife que todos preferem. Claro que a maioria das vezes, quando há bife, este é grelhado, apenas temperado no fim de pronto com sal e pimenta e uma noz de manteiga, mas, dias não são dias, e quando há molho, há festa!
De todos os molhos que fiz este não tem gordura em excesso, um fio de azeite, uma colher de manteiga e algumas natas light.

A carne que eu gosto mais de usar com este molho é a de vaca, não precisa de ser dos cortes mais caros, uma alcatra serve muito bem, tem uma boa relação qualidade-preço. Bifes mais altos ou mais finos fica ao gosto de cada um. Porco, peru ou frango também podem ser usados, mas boa mesmo, é a bela da vaca.

Embora as batatas fritas combinem muito bem, o arroz é muito apreciado por aqui e depois de absorver o molho do bife, não há pão que resista.

Fiz assim...

BIFE À CASA


INGREDIENTES
1 bife de alcatra
1 fio de azeite
1 folha de louro
1 cebola média picada
2 dentes de alho picados
1 piri-piri seco (opcional)
1 colher (sopa) de manteiga
1 colher (chá) de mostarda com grãos (à antiga)
100 ml de natas (light ou normais)
sal
pimenta

PREPARAÇÃO
Massajar o bife com algumas gotas de azeite.
Aquecer bem uma frigideira e quando quente colocar, a seco, o bife.
Deixar ganhar alguma cor durante 1 min. e virar do outro lado mais 1 min.. Retirar e reservar.

Na mesma frigideira colocar o fio de azeite, a folha de louro, a cebola, os alhos e o piri-piri se desejado. Cozinhar em lume médio, sem deixar queimar, apenas até ganhar um tom dourado escuro, durante o qual se junta a manteiga.
Acrescentar a mostarda e mexer, salteando as sementes da mostarda.
Juntar as natas e deixar levantar fervura.
Rejeitar a folha de louro e verter o molho num recipiente alto e triturar com a varinha mágica.
Voltar a colocar o molho na frigideira e juntar o bife.
Temperar de sal e pimenta.
Deixar cozinhar 1 min. e servir de seguida.

Acompanhar com arroz branco e /ou batatas fritas e salada de tomate, alface e cebola.


NOTAS, MAS NÃO MENOS IMPORTANTES
- Se não desejar um molho muito picante, antes de o triturar retirar também o piri-piri; 
- Atenção ao triturar o molho que está quente;
- Não costumo temperar a carne com sal antes de fritar para não ficar dura;
- A carne não deve cozinhar em demasia para não ficar seca e dura.

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

MOLHO RÁPIDO DE TOMATE

Aqui em casa, este molho de tomate tem várias aplicações: pizza, bolonhesa, lasanha, almôndegas, para completar uma cebolada...

É uma versão prática de molho tomate que prefiro às que se encontram prontas em frasco. Não é que estas não sejam boas, há algumas marcas que gosto e que tenho na despensa, mas esta versão é mais caseira e rápida.
Outros molhos podem ser feitos com um refogado de cebola e alho em azeite, refogando algum tempo, como faço noutras vezes e congelo em doses, mas este é um molho de tomate rápido, não nem por isso menos saboroso. 

Claro que um bom molho de tomate está dependente de tomates de boa qualidade. Pode ser feito com tomates frescos bem maduros, prefiro sempre os tomate cacho ou em alternativa os chucha, ou com tomate pelado enlatado. A vantagem da lata é realmente estarem já pelados e mais macios, demorando menos tempo a preparar o molho. Com tomates frescos, o aroma é melhor, demora um pouco mais a cozinhar.

Para pizzas é o meu molho de tomate preferido. Aliado à sua rapidez, a massa da receita base do Artisan Bread no frigorífico, permite uma pizza quase instantânea. E para uma boa pizza, o segredo está, na massa... no molho... na massa... no molho... com estes dois ingredientes e um pouco de queijo faz-se uma pizza fantástica sem segredos.

O manjericão fresco, indispensável a um molho de tomate, em vaso, aguenta-se na janela da cozinha, meses, necessitando apenas de alguma rega.

Fiz assim...

MOLHO RÁPIDO DE TOMATE



INGREDIENTES
1 lata de tomate pelado (400g)
1 fio de azeite
1 colher (sopa) de orégãos em folhas secos
1 mão cheia de folhas de manjericão fresco
1 colher (chá) de açúcar
pitada de pimenta moída
sal q. b.

PREPARAÇÃO
Na própria lata, com uma faca sem bico, ou na tábua, cortar os tomates em pedaços pequenos.

Numa caçarola colocar os tomates cortados e os restantes ingredientes.
Deixar ferver no lume médio 3-4min..
Se for preciso, com a colher de pau esmagar contra a caçarola os pedaços maiores de tomate, ou usar o esmagador de batatas para puré.
Retirar e usar.


NOTAS, MAS NÃO MENOS IMPORTANTES
- Se os tomates a serem usados forem frescos, deverão ser bem maduros e escaldados com um golpe na pele, para serem pelados;
- Não convém triturar o tomate com a varinha mágica, por exemplo, pois ele perde a cor avermelhada e passa a ficar alaranjadado, só se for uma trituração instantânea;
- Mesmo que não se use o molho todo, coloca-se no fim de frio numa caixa plástica ou saco de congelação e congela-se para outras aplicações.

domingo, 22 de fevereiro de 2009

MOLHO BARBECUE

Acompanha carnes grelhadas, fondue ou para dipar tortillas.

A marmelada confere-lhe um leve sabor agridoce, mas também consistência. Aliado ao sabor picante, torna-se num molho muito agradável, com aroma a verão.
Usei marmelada caseira, o que lhe fez sobressair ainda mais a cor.

Fácil e muito rápido de fazer.

Fiz assim...

MOLHO BARBECUE


INGREDIENTES
1 colher (sobremesa) de marmelada
3 colheres (sobremesa) de ketchup
1 colher (sobremesa) de mostarda dijon
gotas de molho picante q.b.
pimenta q.b.
sal fino q.b.

PREPARAÇÃO
Numa taça desfazer a marmelada, adicionar os restantes ingredientes e mexer bem.
Manter no frigorífico até servir.


NOTAS, MAS NÃO MENOS IMPORTANTES
- Ao usar ketchup picante, reduzir/eliminar o molho picante.

sexta-feira, 19 de setembro de 2008

LOMBO DE PORCO COM QUEIJO E PAIO

O tempo é sempre curto e muitas vezes temos muitas coisas para fazer ao mesmo tempo. Assar lombo de porco na panela de pressão demora 30-45min., mas não requer a nossa atenção, por isso é tempo que ganhamos para outras coisas.

Assei um pedaço de lombo de porco na panela de pressão. Aqueci um pouco de azeite na panela, e passe o lombo, virando-o, para dourar de todos os lados.
Depois temperei-o com a Massa de Tempero e acrescentei vinho tinto e um pouco de água quente. Tapei e 30min. na pressão rápida já havia lombo assado. Nesse dia acompanhámos o lombo com batatas assadas no microondas.

Para não comermos em dias seguidos o mesmo lombo, costumo congelar já fatiado, mas desta vez optei por vesti-lo com outra roupa.

A peça de lombo deu para 3 arranjos culinários, o do dia, com batatas assadas, este com queijo e paio e Empadas com massa de bôla.

Fiz assim...

LOMBO DE PORCO COM QUEIJO E PAIO


INGREDIENTES
lombo (de porco) assado e fatiado
leite q.b.
pitada de sal
pitada de pimenta
2 colheres (sopa) de farinha
fatias de queijo cheddar (1 por cada fatia de lombo)
fatias de paio (1 por cada fatia de lombo)


PREPARAÇÃO
Colocar num tacho ou caçarola as fatias de lombo e cobri-las com o leite. Temperar de sal e pimenta. Levar a ferver e cozer durante 15min.. Retirar a carne e escorrer.
Juntar ao molho a farinha e bater com a varinha mágica. Deixar ferver para engrossar.

Num pirex colocar uma fatia de lombo e por cima uma de paio e de queijo, fazer isso a todas, dispondo-as ao longo do pirex.

Colocar o molho em volta e levar ao microondas para derreter o queijo.

Servir com puré de batata.

NOTAS, MAS NÃO MENOS IMPORTANTES
- Ao leite pode-se juntar 1 colher do molho do lombo, se foi guardado;
- Usar queijo fatiado de qualquer variedade, usei cheddar para atrair a atenção dos mais novos.

quinta-feira, 28 de agosto de 2008

PORCO COM MIRTILOS VERMELHOS OU ARANDOS

Algo diferente para uma refeição do dia-a-dia. O meu gosto pelo agri-doce e de juntar fruta a pratos salgados ditou esta sugestão tão simples quanto magnífica.

Peguei numas febras (bifes de porco), cortei-as como de fosse para strogonoff, alourei-as, acrescrentei o doce de mirtilos vermelhos e já está. Depois fritei umas batatas de um modo especial - Batatas fritas caseiras de frigideira ou Batatas à Mrs. Anna - e um almoço bem apetitoso acaba de ser preparado.


Acompanhei com um sumo de mirtilos vermelhos bem fresco.


Fiz assim...


INGREDIENTES
3 febras médias de porco
1 fio de azeite
2 dentes de alho
1 folha louro
3 colheres (sopa) de doce de mirtilos vermelhos


batatas fritas

PREPARAÇÃO
Cortar a carne de porco em tiras finas, como se fosse para strogonoff. Alourar a carne, numa frigideira anti-aderente, com um fio de azeite, alho picado e a folha de louro.
Deixar fritar para tornar a carne mais crocante e lhe soltar a gordura.
Escorrer a gordura e juntar o doce.
Mexer e retirar do lume.

Servir acompanhado com batata frita.
Serve 2 pessoas.

NOTAS, MAS NÃO MENOS IMPORTANTES
- Alourando a carne em pouca gordura permite que depois se retire não só o azeite adicionado bem como a gordura da carne de porco que se soltou.

quarta-feira, 30 de julho de 2008

FRANCESINHA

Contam algumas histórias que as, nossas amadas, francesinhas foram re-inventadas no Porto por um emigrante francês a partir de um snack francês Croque-monsieur. Este snack francês tem algo em comum com a francesinha: pão, fiambre, queijo (suíço), um molho de cerveja e ir ao forno antes de servir. [servidas com um ovo estrelado em cima chamam-se Croque-madame]
As nossas francesinhas foram bem re-inventadas, pois são mais substanciais.

Típicas do Porto mas já se comem um pouco por todo o lado.
Há tantas variações como tantos os que as fazem. Comum a todas é o molho. O molho é o que torna especial a francesinha. De porco, vaca, frango ou mesmo vegetarianas, o molho...

Já experimentei molhos prontos em frasco, mas não me convenceram.
Este molho que aqui fica hoje é um dos melhores que fiz, pode não ser o perfeito, mas é melhor que os de compra e melhor que alguns que já comi em restaurantes.
Já experimentei adicionar whisky ao molho, mas não me agradou, pode ser que outra bebida fique melhor, com vinho do porto fica mais suave. E como a francesinha é do Porto, vamos pôr vinho do Porto.
A ideia da publicação deste molho é ser um ponto de partida para obter O molho. Quem faz ensaios deste molho é favor comentar e deixar sugestões.

Para mim as francesinhas, e podem não ser as verdadeiras, têm pão, um bife fino de vaca, linguiça grelhada, salsicha fresca grelhada, fiambre, queijo, molho e ovo estrelado (opcional).

O pão de forma é bom, de preferência caseiro, se for tipo Panrico ou Bimbo prefiro o Bimbo para torradas, de fatias largas, de hotelaria.

Fiz assim...

FRANCESINHA


INGREDIENTES
Para o molho (dá para 3 francesinhas):
1 colher de manteiga ou margarina
1 cerveja de 33cl
1 colher (sopa) de vinho do porto
1dl de leite
1 colher (sopa) de maizena
2 tomates pelados previamente triturados
1 cubo de caldo de carne
1 folha de louro
1 malagueta
pimenta-preta q.b.

Por francesinha:
2 fatias de pão levemente torrado
2 fatias de fiambre com 2-3mm de espessura
4 fatias de queijo
1 bife fino de vaca
1 salsicha fresca grelhada aberta a meio
1 linguiça grelhada em fatias longitudinais

PREPARAÇÃO
Numa caçarola derreter a manteiga, juntar a cerveja e o vinho do porto. Dissolver a maizena no leite e juntar na caçarola. Triturar o tomate co o cubo de carne e juntar na caçarola. Adicionar o louro, a malagueta e a pimenta. Levar ao lume até engrossar. Retirar o louro e a malagueta. Se for necessário a varinha mágica, reirar primeiro o louro e a malagueta.

Num prato que possa ir ao forno colocar um pouco de molho ao centro, uma fatia de pão, uma fatia de queijo e uma de fiambre. Acrescentar o bife, a linguiça e a salsicha. Cobrir com mais uma fatia de fiambre, de queijo e de pão. Por cima do pão dispor as duas fatias de queijo de modo a cobrir o pão e parte dos lados. Regar com o molho e se for preciso ajudar com uma colher a cobrir de lado. Levar ao forno, no grill, para derreter o queijo.

Servir com batatas fritas em palitos, à volta da francesinha e no próprio molho.

NOTAS, MAS NÃO MENOS IMPORTANTES
- Se a salsicha fresca se desmanchar muito é preferível grelha-la inteira e só depois a cortar longitudinalmente. Já a linguiça pode ser logo aberta para grelhar;
- Se a montagem for feita com os ingredientes já frios, levar ao forno ou ao microondas, antes do grill para aquecer a sandes.

terça-feira, 29 de julho de 2008

MOLHO DE MOSTARDA DE DIJON

Uma sugestão de um molho para salada.

É habitué temperarmos as saladas com o molho simples e famoso vinaigrette: 3 partes de azeite e 1 parte vinagre (ou sumo de citrino), temperado com sal e ainda com a opção de especiarias (pimenta moída, a mais usada) e ervas frescas picadas. Bate-se muito bem o azeite com o vinagre até se obter uma mistura espessa e opaca e rega-se a salada de imediato.

O vinagre pode ser o de sidra, vinho, geralmente branco, mas pode ser usado o aromatizado (de framboesa, por exemplo) ou o balsâmico de Modena.

A emulsificação (nome dado ao processo de separação das gorduras) pode ser feita num shaker próprio ou batendo a mistura com um garfo, dentro duma taça.

A mostarda é um condimento que pode ser usado em pó, em grão ou em pasta (molho pré-feito). As sementes de mostarda podem ser castanhas ou escuras (estas são mais picantes). A mostarda de Dijon é um molho tipicamente francês, elaborada com mistura de mostardas, vinho branco, vinagre, entre outros.

Fazer um molho vinaigrette com azeite, vinagre e mostarda Dijon dará um sabor diferente à salada, que combina muito bem com carnes grelhadas e evita adicionarmos sal.

Fiz assim…

MOLHO DE MOSTARDA DE DIJON


INGREDIENTES
3 partes de azeite
1 parte de mostarda de Dijon

PREPARAÇÃO
Num shaker colocar os ingredientes bater bem até a mistura ficar cremosa.

NOTAS, MAS NÃO MENOS IMPORTANTES
- Pode usar-se 3 partes de azeite + 0.5 parte de vinagre + 0.5 parte de mostarda Dijon, para um sabor menos acentuado a mostarda;
- Outra sugestão de que gosto é adicionar coentros picados a esta vinaigrette de azeite e Dijon.

segunda-feira, 14 de julho de 2008

MOLHO DE IOGURTE GREGO COM ALHO E MANJERICÃO

Esta é uma sugestão de um molho fresco, light mas sobretudo muito suave, aromático e agradável. Serviu para acompanhar uns filetes de peixe com legumes cozidos, mas poderá ser usado para uma salada, legumes ou uma massa.

O iogurte grego é um iogurte natural mais espesso que os normais e com sabor menos ácido. Pode ser substituído por iogurte natural comum deixado de um dia para o outro num coador com um pano para perder o excesso de soro.

Este molho substitui o molho de maionese com os mesmo ingredientes ou com créme fraiche, sendo muito mais magro.

MOLHO DE IOGURTE GREGO COM ALHO E MANJERICÃO

Fiz assim...


INGREDIENTES
1 iogurte grego
1/2 dente de alho
folhas de manjericão
pimenta moída q.b.
raspa de lima

gotas de sumo de lima (opcional)

PREPARAÇÃO
Num almofariz esmagar metade do dente de alho (o dente inteiro fica muito forte), juntar as folhas de manjericão e esmagar um pouco mais.
Juntar o iogurte grego e mexer delicadamente para envolver. Adicionar a raspa de lima e temperar com pimenta. Mexer.
Guardar no frigorífico até ao momento de servir.
Servir numa taça para acompanhar o prato.

NOTAS, MAS NÃO MENOS IMPORTANTES
- Os iogurtes gregos encontram-se à venda nos hipermercados na zona dos iogurtes naturais;
- O sumo de limão ou de lima são uma sugestão, mas irão acidificar o molho, depende do gosto de cada um.