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segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

PÃO DE QUEIJO DE SINGAPURA

Mantive o nome desta sugestão que veio substituir as receitas de pão de queijo que eu fazia. Bem podia ser chamada de Pão de queijo ultrarrápido ou ultraprático.

Adoro pão de queijo, aliás aqui em casa todos adoram. Sempre que os faço não duram para contar história, nem sei se endureceriam porque nunca chegaram ao dia seguinte.

Há muito anos, era a minha avó que trazia do Brasil os preparados instantâneos da Hikari e da Yoki. Quando acabavam e até á nova remessa eram feitos com polvilho. Entretanto começaram a aparecer por cá, já moldados e congelados, bastava levar ao forno. Agora encontram-se relativamente fácil os preparados instantâneos.
Sempre que eram feitos de raiz envolviam: polvilho doce, azedo, ovos inteiros, óleo, escaldar, deixar arrefecer... versões com leite a ferver ou com natas, na batedeira... mesmo a versão de liquidificador, mais prática para encher forminhas, não bate esta sugestão.

Esta receita do Mais Você que eu redescobri no Dia de Domingas que por sua vez viu no Pecado da Gula, é um sucesso. Eu já tinha passado pela receita no Mais Você mas achei que seria mais uma, e pela falta nesta receita de alguns dos ingredientes típicos do pão de queijo, como o óleo e os ovos inteiros, não deveria ficar bem. Até porque já testei outras versões milagrosas do site e não fiquei convencido. Enganei-me nesta, ainda bem que a Andrea o fez.
É rápida, light e muito saborosa. Não sei se terei coragem de voltar à receita e método tradicionais, para quê?

Para os amantes do pão de queijo, fica a sugestão, não deixem de experimentar. A superfície fica seca e o interior com grandes abertura e de textura elástica.

Fiz assim...

PÃO DE QUEIJO DE SINGAPURA


INGREDIENTES
125g de polvilho doce
200g de queijo creme (tipo Philadelphia)
1 gema
100g de queijo ralado (parmesão ou mistura de queijos)
sal q.b.

PREPARAÇÃO
Pré-aquecer o forno a 180°C.
Numa tigela misturar todos os ingredientes rapidamente até obter uma bola homogénea.
Moldar pequenas bolas do tamanho de uma noz e dispor num tabuleiro forrado com tapete de silicone ou papel vegetal.
Levar ao forno a 180ºC, cerca de 20 minutos ou até ficarem dourados.
Rende cerca de 28 pequenos pães.

 
 

NOTAS, MAS NÃO MENOS IMPORTANTES
- Dependendo do gosto de cada um, o tipo de queijo usado pode variar. Para sabores mais fortes usar uma parte de queijo da ilha, para sabor mais neutro juntar um pouco de mozzarella ralada. O queijo emmental ou o nosso limiano ou flamengo também servem muito bem;
- Ótimo para usar os pedaços de queijo seco que se vão guardando no frigorífico. Apenas há que ter cuidado ao ralar porque são muito duros;
- Se for de compra preferir queijo finamente ralado ou em pó em vez de queijo ralado em tiras. Mas mesmo assim este pode ser triturado rapidamente com um pouco do polvilho para que não faça bola no triturador.

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

FRANGO COM QUIABOS

Os quiabos são cápsulas pentaloculadas da planta Abelmoschus esculentus, da família das malvas. Usam-se estes frutos em estado imaturo, quando maduro tornam-se muito fibrosos.
São originários de África tendo sido levados para o Brasil, onde se tornaram ícones da culinária.

Não têm um sabor muito marcante, mas apresentam uma textura algo crocante.

Uma sugestão deliciosa e que se prepara em meia hora.
Encontram-se quiabos em vários supermercados, às vezes estão com preço razoável e nessa altura pode-se aproveitar.
A malagueta usada é opcional, mas este prato um pouco picante e bem quente torna-se ainda melhor.

Fiz assim...

FRANGO COM QUIABOS


INGREDIENTES
500g de quiabos
1 fio de azeite
3 colheres (sopa) de vinagre de vinho branco
1kg de frango em pedaços
1 cebola grande picada
3 dentes de alho picados
1 folha de louro
1 malagueta picada (opção)
1dl de vinho branco
3 tomates pelados picados
1 colher (chá) de orégãos
1 colher (chá) de tomilho
1 colher (chá) de pimentão doce
pitada de pimenta
sal q.b.
água q.b.

PREPARAÇÃO
Lavar os quiabos e retirar as extremidades. Cortar em pedaços de 1,5-2cm de espessura.

Aquecer um tacho e quando quente colocar um fio de azeite e os quiabos e deixar cozinhar mexendo de vez em quando. Juntar o vinagre e mexer. Se necessário juntar alguma água para que o fundo não queime. Deixar cozinhar 5min.. Reservar.

Aquecer bem o tacho anterior e colocar o fio de azeite e o frango sem pele. Deixar alourar o frango virando-o ocasionalmente.
Juntar a cebola, o alho, a malagueta e o louro. Baixar o lume para médio-baixo e cozinhar a cebola até que esta fique translúcida.
Acrescentar o tomate e os temperos e cozinhar mais 5min..
Juntar água quente até quase cobrir por completo o frango, tapar o tacho e deixar cozinhar 15min..

Juntar os quiabos, deixar ferver 2-3min. e desligar.

Servir de imediato acompanhado com arroz branco ou polenta.

 
 
 
 

NOTAS, MAS NÃO MENOS IMPORTANTES
- Para escolher os quiabos preferir os mais pequenos, os grandes tendem a ser fibrosos;
- O vinagre ou sumo de limão adicionado à fritura inicial fazem-nos perder a goma.

quinta-feira, 13 de maio de 2010

COUVE À MINEIRA

Acompanhamento fundamental da feijoada à brasileira, mas que acompanha muito bem carnes grelhadas. É de preparação rápida.

A couve que uso é a galega ou portuguesa, a do caldo verde.
A couve galega, tal como outros vegetais verdes escuros, é um alimento muito rico em cálcio, mas mais do que isso, é um dos alimentos dos quais se realiza uma grande absorção de cálcio, mais do que o leite, pe.. Por todas as razões é um alimento a introduzir na dieta diária de todos. A couve mineira é uma preparação alternativa ao consumo desta couve, sem ser na forma tradicional de caldo verde.

Algumas variações podem ser feitas à sugestão que indico. A couve pode ser preparada na frigideira em cru, sem ser escaldada, bem como aquecer bacon para que solte a gordura e nessa mesma gordura frigir a couve. Com bacon ou mesmo chouriço caseiro, a couve fica mais aromática.

Fiz assim...

COUVE À MINEIRA


INGREDIENTES
250g de couve galega cortada bem fina (caldo verde)
2 dentes de alho
1 piri-piri seco
1 fio de azeite
sal q.b.

PREPARAÇÃO
Escaldar a couve 3min. em água a ferver em cachão forte com sal. Escorrer.

Numa frigideira alta de saltear ou num tacho colocar o fio de azeite, os alhos e o piri-piri picados e aquecer. Não deixar os alhos ganhar cor e juntar logo de seguida a couve escorrida. Com um garfo de madeira (se a frigideira for anti-aderente) soltar a couve e frigi-la no azeite. Provar um pouco e temperar de sal se necessário.
Servir de imediato.

NOTAS, MAS NÃO MENOS IMPORTANTES
- A forma tradicional de cortar esta couve é usar o cortador de caldo verde, de manivela, que se prende à mesa da cozinha. Em alternativa, depois de lavar as folhas, sobrepor algumas e enrolar bem apertado, como se fosse um charuto. Na tábua cortar bem fininho. Uma sugestão mais prática e a minha preferida é a couve fresca já cortada e embalada, à venda no supermercado na zonas dos legumes para sopa;
- Para escaldar a couve mas para a manter verde deve-se usar a água bem quente e a couve escorrida, para não baixar a temperatura da água;
- Se optar por fritar o bacon ou chouriço em cubos, retirá-los depois de soltarem a gordura, frigir os alhos e a caouve e só depois envolver no bacon/chouriço;
- Se os alhos ganharem cor ficará o azeite com um sabor desagradável, é preferível iniciar o processo com novos alhos e azeite.

quarta-feira, 23 de julho de 2008

POLENTA GRELHADA

A polenta é uma especialidade italiana, mas que foi adoptada por outros países para onde italianos imigraram, se radicaram e transmitiram a sua cultura, neste caso, gastonómica, como o Brasil e a Argentina.
Inicialmente era um prato de pobres, servia até de pão, hoje é servida como iguaria nos finos restaurantes italianos.

É feita de milho amarelo, geralmente sémola de milho mas também pode ser feita de farinha de milho. Pode ser servida quente ou fria, caldosa, mole ou dura (seca), simples, frita ou grelhada.
Pode ser recheada com variadíssimos ingredientes, como queijo, cogumelos, vegetais...
Geralmente é servida como acompanhamento, desde pratos com molho a carnes grelhadas, ou simplesmente com molho à bolonhesa ou um bom molho de tomate enriquecido em manjericão.
Acabada de fazer pode-se polvilhar com queijo parmesão ou mozzarela, hummm!

Na Madeira serve-se Milho Frito, que é uma polenta cortada em palitos grossos que depois são fritos, delicioso. Acompanha carnes grelhadas, de óptima qualidade, como é a carne açoriana, ou os famosos bifes de atum.
No Algarve temos também o Xarém que é feito de forma semelhante embora tenha outros ingredientes e servido de outra forma.

Adoro a polenta frita, mas para ser mais prático, rápido e mais saudável optei pela polenta grelhada. Quer frita quer grelhada fica com uma superfície crocante. Quanto mais finas forem as fatias mais crocantes ficam, mas mais difíceis de virar se tornam. Fritas corto com 1cm de espessura e grelhadas com 0,5cm de espessura.

A polenta feita com sémola de milho amarelo deverá ferver em água (na proporção de 4x o volume de sémola) durante 30-40min. sempre a mexer.
A polenta instantânea é feita com sémola de milho amarelo pré-cozida, logo em 3min. está pronta. Algumas polentas instantâneas (como a Polentina) já contém sal, por isso este não deve ser adicionado.


Fiz assim...

INGREDIENTES
125g de polenta pré-cozida
0,5l de água
1 pitada de sal
1 pitada de pimenta preta
1 fio de azeite

PREPARAÇÃO
Numa caçarola colocar todos os ingredientes, levar a lume médio e cozinhar 3min. mexendo sempre com uma colher de pau. Cuidado com as bolhas que se podem criar e saltar.
Colocar num pirex ou tabuleiro.
Deixar arrefecer.
Cortar em fatias com 0,5cm e grelhar numa frigideira anti-aderente pesada bem quente, ou numa grelha de carne.
Deixar dourar dos dois lados.

Servir quente.

NOTAS, MAS NÃO MENOS IMPORTANTES
- Esta polenta pode se enriquecida com queijo mozzarela ralado no final da cozedura;
- Se não encontrar a polenta pré-cozida (eu comprei no Jumbo da marca Ferrero - made in Italy) pode usar a sémola de milho amarelo seguindo o método tradicional.

terça-feira, 3 de junho de 2008

CAIPIRINHA

Pois, esta receita não tem nada de especial, todos a fazem, é apenas uma sugestão de acompanhamento do Bobó de Camarão.

Brasileira, agri-doce, refrescante, causadora de boa disposição, é assim a caipirinha. Seja de dia ou à noite, de verão ou de inverno, caipirinha é sempre caipirinha. E agora que o calor chegou novamente...

Uma tarde de calor (mas à sombra) com uma cairipinha e uns aperitivos salgados, tremoços e/ou pevides e uns amigos, é uma tarde bem passada.
Agora já percebemos a origem da alegria contagiante, boa disposição, descontração e sorriso nos lábios dos brasileiros, estarão a pensar numa caipirinha?

Há versões da caipirinha: a caipiríssima com rum, a caipiroska com vodka, o caipirão com Licor Beirão (dica da Ameixa Seca), mas caipirinha é mesmo com cachaça, aguardente de cana-de-açúcar.
Como tinha algumas limas a ficarem maduras de mais, resolvi o problema, fazendo umas caipirinhas.

E se até aqui tínhamos (ou não) de picar o gelo, agora já há sacos de gelo picado. A portuguesa Silvex já tinha sacos para cubos de gelo convencionais, depois lançou os sacos de palitos de gelo (para passarem no gargalo das garrafas), depois o gelo para whisky, em cubos grandes, e agora o gelo picado, uuuuuuuuu! Estes sacos de Gelo Picado são "Produto do Ano eleito pelos consumidores - Grande prémio de Marketing e Inovação 2008". Já não há desculpas para o gelo picado, no congelador pode estar sempre um saco feito para os imprevistos (1 saco dá gelo para 2 caipirinhas, mas convém ter mais do que um saco).

(Foto http://www.silvex.pt/main_emcasa.php?id=2&p=2)

Fiz assim...

INGREDIENTES
para cada caipirinha
1 lima cortada em 8
2 colheres (sopa) de açúcar branco, amarelo ou mascavado (depende do apreciador)
1dl de aguardente de cana
gelo picado q.b.

PREPARAÇÃO
Num almofariz esmagar a lima com o pilão.
Acrescentar o açúcar e macerar mais um pouco.
Juntar a aguardente de cana e mexer.
Colocar a 2/3, gelo picado, num copo baixo, grosso e largo (tipo whisky). Verter a mistura anterior sobre o gelo.

Servir com 2 palhinhas largas e curtas.

NOTAS, MAS NÃO MENOS IMPORTANTES
- A quantidade de açúcar pode ser ajustada consoante os gostos, bem como o tipo de açúcar;
- Quando se esmaga a lima com o pilão o interesse é extrair o sumo da polpa, não é esmagar a casca pois ficará um sabor amargo;
- Os movimentos com as palhinhas ajudam a ir envolvendo o gelo na cachaça.

BOBÓ DE CAMARÃO

Simplesmente delicioso, aromático, suave e cremoso. Pena que os blogs ainda não permitam o envio de cheiro, teríamos um hardware, ao lado do scanner, da impressora e das colunas de som que transmitiria o cheiro...
Vale a pena experimentarem, não se vão arrepender.

É um prato brasileiro, de origem africana, típico do estado da Bahia. É como que uma sopa que alia a cremosidade do puré de mandioca com o aroma do leite de côco e dos coentros e a cor rosa-salmão do camarão. É um devaneio para os sentidos. Deve ser comido bem quente, pois a mandioca ao arrefecer fica espessa.

As receitas originais levavam camarão seco, mas por estas bandas substitui-se pelo fresco.

Fiz assim...

INGREDIENTES
2kg de camarão
1kg de raiz de mandioca
2 cebolas picadas
4 colheres (sopa) de óleo
0.5kg de tomate pelado
3 colheres (sopa) de coentros picados
2 chávenas de leite de côco
2 colheres (sopa) de azeite de dendê ou óleo de palma
pimenta moída q.b.
sal q.b.

PREPARAÇÃO
Coze-se o camarão em água com algum sal (não em exagero) e piri-piri. Escorre-se e deixa-se arrefecer. Descasca-se o camarão mas reservam-se as cascas e cabeças.

Descasca-se a mandioca, rejeitam-se as partes muito fibrosas e corta-se em cubos. Coze-se em água e sal. Escorre-se mas aproveita-se a água.

Liquefazem-se as cascas do camarão com as cabeças às quais já foram tirados os olhos (corta-se com a tesoura a extremidade da cabeça) na água de cozedura da mandioca, com a varinha mágica. Filtra-se o caldo.

Com a varinha mágica, reduz-se a puré a mandioca com 2 chávenas do caldo obtido anteriormente. Reserva-se.

Pica-se a cebola e leva-se ao lume com o óleo. Deixa-se alourar ligeiramente e acrescenta-se o tomate pelado, cortado. Deixa-se refogar. Acrescentam-se os camarões, e os coentros picados. Baixa-se o lume e cozinha-se alguns minutos com a tampa (mais algum tempo se o camarão estava cru - ver notas).
Junta-se o puré da mandioca, o leite de côco e o azeite e mexe-se.
Rectifica-se de sal, pois o puré tinha a água da cozedura já com sal, acrescenta-se a pimenta e deixa-se ferver uns minutos.

Serve-se bem quente acompanhado com arroz branco.

Serve bem 6 pessoas.

NOTAS, MAS NÃO MENOS IMPORTANTES
- Para facilitar usei 1kg de camarão médio/grande que descasquei e 1kg de miolo de camarão médio (já descascado);
- Não usei o azeite de dendê nem o substituí;
- É importante que o bobó esteja bem quente para ser servido e degustado com cremosidade, pois a mandioca pode espessar muito;
- À cebola pode ser acrescentado alho, cenoura cortada finamente ou outro vegetal cortado bem fino;
- O camarão pode ser usado cru. Descasca-se e fervem-se as cascas e as cabeças sem olhos e logo a seguir liquefaz-se para obter a água do camarão. Quando se adiciona o camarão cru ao refogado, este estará mais algum tempo para cozer (o meu esteve pois o miolo estava cru);
- O bobó pode levar ainda castanha de cajú picada.