Chamar-se Bolo Crumble de Maçã é meramente para simplificar, o nome correto seria: "Bolo de iogurte, baunilha e laranja com cobertura de maçã amanteigada caramelizada e base de crumble de nozes pecãs". O longo nome traduz os aromas, sabores e texturas que podem ser experimentados em cada garfada. No entanto, também poderia dissuadir a sua preparação. E será um bolo ou uma tarte?
A receita original Rhubarb Crumble Cake vem incluída no invólucro da forma Fruit Tartine da Nordic Ware, e ficou sempre na to do list, à espera do ruibarbo e da toranja. Não surgiu ainda nem o ruibarbo, nem a toranja, mas esta semana de quarentena tem permitido fazer coisas em casa que não surgiam de outra forma. O dia do Pai foi a oportunidade do BP ajudar a fazer o bolo :) até porque assim se escapou de fazer as atividades propostas pela escola à distância, de que tem adorado :(
O ruibarbo é ácido, por isso substitui pelas maçãs mais verdes e ácidas que tinha, mas que cozinhassem e se transformassem em puré, e por isso usei das minhas favoritas, reineta e granny smith. Reduzi um pouco do açúcar original.
Esta cobertura de maçã lembra em muito a Tarte Tatin, em que a maçã é cozinhada em manteiga e açúcar na frigideira.
O crumble embora se coloque na forma por cima da massa, depois ficará na base. Uma posição insignificante, aparentemente, mas que dá contraste na textura amanteigada do bolo e no sabor levemente salgado.
Foi sucesso como sobremesa, mas sobretudo quando acompanhada de um chá. Escolhi o chá verde de manga e bergamota, o #07 da Whittard e só digo que a combinação é perfeita. Em infusão de 3 minutos, torna-se naturalmente adocicado, cítrico exótico e cristalino. Para os apreciadores de Earl Grey, este verde é uma boa alternativa para momentos mais introspetivos.
Fiz assim...
BOLO CRUMBLE DE MAÇÃ
INGREDIENTES
Para o crumble:
2 colheres (sopa) de manteiga se sal derretida
35 g de farinha de trigo
2 colheres (sopa) de açúcar amarelo ou moreno
30 g de nozes pecãs picadas
pitada de sal
Para a cobertura:
55 g de manteiga sem sal amolecida
500 g de maçã (reineta, granny smith...)
50 g de açúcar em pó (ou na ausência, branco granulado)
Para o bolo:
60 g de manteiga sem sal amolecida
100 g de açúcar amarelo, moreno ou mascavado claro
140 g de farinha de trigo
1 colher (chá) de fermento em pó
pitada de sal
1 laranja para raspas
1 colher (sopa) de sumo de laranja
1/2 colher (chá) de extrato de baunilha (ou pasta)
1 ovos + 1 clara
125 g de iogurte natural
PREPARAÇÃO
Preparar o crumble
Numa taça de vidro média derreter a manteiga no micro-ondas.
Acrescentar a farinha, o açúcar, as nozes e o sal.
Combinar todos os ingredientes até obter uma textura de migalhas. Reservar.
Pré-aquecer o forno a 180°C.
Preparar a forma untando-a com manteiga ou usando spray desmoldante.
Distribuir a manteiga da cobertura (55 g) em pequenas lâminas no fundo da forma untada. Reservar.
Para a cobertura de maçã:
Descascar as maçãs e cortar em pequenos cubos ou ralar grosseiramente.
Colocar a maçã numa taça e juntar o açúcar. Mexer e reservar.
Para o bolo:
Numa taça à mão ou na batedeira colocar a manteiga e o açúcar e bater até ficar cremoso, por 3 minutos.
Acrescentar a raspa de laranja, o sumo, a baunilha, o ovo e a clara.
Juntar o fermento e o sal e a farinha em 3 adições intercaladas com o iogurte até a massa ficar lisa sem bater em demasia.
Na forma com a manteiga dispor a massa açucarada e o caldo que se formar e alisar.
Verter a massa do bolo em cima da maçã e alisar.
Dispor o crumble sobre a massa e calcar um pouco para agarrar.
Levar ao forno a 180°C por 35-40 minutos ou até o palito sair seco.
Retirar do forno, esperar 5 minutos, passar uma faca de plástico ou equivalente à volta do bolo e desenformar sobre um prato.
NOTAS, MAS NÃO MENOS IMPORTANTES
- Ao usar manteiga com sal pode omitir-se a adição do sal, mas o crumble ligeiramente salgado revelou-se saboroso;
- Para formas de bolo em alumínio fundido reduzir um pouco a temperatura do forno para 170°C;
- Antes de desenformar é importante esperar uns minutos para a maçã assentar e passar uma faca plástica ou madeira fina para garantir que a maçã caramelizada não fica agarrada no vinco da forma, já que a massa essa se descola facilmente;
- É dos poucos bolos que se aconselha a não usar papel vegetal no fundo.
pão, bolos e bolinhos, biscoitos e bolachas, muffins e scones, waffles e donuts, bôlas e empadas, tartes e tortas, quiches e salgadinhos, crepes e panquecas, assados e cozidos, fritos e grelhados...
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domingo, 22 de março de 2020
BOLO CRUMBLE DE MAÇÃ
Referências:
Açúcar amarelo,
Açúcar mascavado,
Aproveitamentos: Claras de ovo,
Baunilha,
Bolos,
Crumble - Cobbler,
Iogurte,
Laranja,
Maçã,
Nordic Ware,
Noz pecã,
Tartes
domingo, 21 de junho de 2009
STICKY PECAN CARAMEL ROLLS / CARACÓIS DE CANELA, CARAMELO E NOZES PECÃS
De vez em quando faço pãezinhos de canela. Quanto mais húmidos melhores.
A acompanhar um chá, café ou leite... ainda quentes são divinais.
Quando morei em Condeixa-a-Nova, ao sábado, comprava sempre Escarpiadas. Fazem-se nas padarias, com a massa do pão. Típicas de Condeixa e Cernache, a massa de pão é esticada, recheada com açúcar (talvez também mel) e canela e enrolada em pequenos travesseiro/trouxas. Assadas em tabuleiro, no forno do pão. No fim de assadas são mantidas numa calda com canela o que as torna húmidas.
Mas a minha paixão por pães de canela vem de infância, o meu tio tinha uma padaria e vendia uma vez por semana as Línguas de Sogra. Umas tiras de massa com uns 5cm de largura, 25cm de comprimento e arredondada na ponta, lembrando uma língua. Estes pães doces eram de açúcar e canela.
Com estes Sticky Pecan Caramel Rolls ou como os traduzi Caracóis de Caramelo e Nozes pecãs, estou satisfeito. São típicos dos EUA tendo variações nos ingredientes e na designação. Quando apenas levam canela são designados por Sticky Cinnamon Buns. Se não forem "pegajosos", os Cinnamon Rolls, levam no fim de assados, uma leve cobertura de glacê.
Chamei-lhes caracóis, porque em parte são semelhantes aos nossos caracóis, não tendo as frutas cristalizadas, mas podendo levar passas. São uns misto entre os Caracóis e as Escarpiadas, talvez Carapiadas ou Escarcóis!
A massa que costumo usar é a do Brioche - Artisan Bread in five minutes a day (pg. 189), no entanto desta vez, como fiz a massa de propósito, fiz algumas alterações e o resultado foi obter uns Sticky Rolls mais húmidos, melhores. Da receita de Brioche original reduzi a gordura e os ovos, mantendo sensivelmente a farinha, obtendo uma massa ainda mais fácil de trabalhar. Alterei também os ingredientes/doses dos Sticky Pecan Caramel Rolls (pg. 187) originais.
O procedimento da elaboração da massa é o mesmo do Artisan Bread, pelo que ao usar metade da massa indicada, refrigerei a restante para outra aplicação.
As nozes pecãs podem ser substituídas pelas nossas nozes ou mesmo por avelãs ou amêndoas. Quem não apreciar estes frutos (sementes) secos e gostar de passas, é livre os substituir ou eliminar.
Ficam muito macios, mais do que se for usada apenas massa de pão, a massa de brioche suaviza-os. O caramelo que se forma ao assar mistura-se com a calda do recheio, adquirindo também ele o sabor da canela.
Para canelófilos!
Fiz assim...
STICKY PECAN CARAMEL ROLLS / CARACÓIS DE CANELA, CARAMELO E NOZES PECÃS

INGREDIENTES
Para a massa:
400ml de água
1 colher (sopa) de fermento biológico seco
1 colher (sopa) de sal
180g de mel
100ml de óleo
4 ovos
1kg de farinha de trigo T65
Para o recheio:
200g de açúcar
1 colher (sopa) de canela em pó
3 colheres (sopa) de água
Para a cobertura:
3 colheres (sopa) de manteiga
2 colheres (sopa) de xarope de ácer (mapple syrup), xarope de glucose, glucose de milho, mel ou geleia de milho/arroz
3 colheres (sopa) de açúcar amarelo ou mascavado
1 punhado de nozes irregularmente partidas
PREPARAÇÃO
Seguir as indicações do Brioche - Artisan Bread mas com os ingredientes descritos para a massa.
A massa pode ser usada após as 2h de fermentação, mas aconselho que esta seja mantida no frigorífico pelo menos outras 2h para se tornar mais simples a trabalhar.
Numa tigela misturar os ingredientes do recheio, mexer com uma colher até formar uma pasta. Reservar.
Numa forma redonda anti-aderente com 28cm de diâmetro, colocar a manteiga e levar ao lume para a amolecer. Girar a forma para aproveitar e untar os lados. Em cima da manteiga do fundo da forma, polvilhar o açúcar, o xarope escolhido (usei de arroz) e as nozes. Mexer um pouco para espalhar. Reservar.
Retirar metade da massa indicada para a pedra enfarinhada. Com o rolo da massa esticar, formando um grande rectângulo.
Espalhar o recheio. Enrolar pelo lado maior.
Cortar em rodelas com a espessura de 2-3 dedos travessos e dispor 7 em roda na forma, que tem a cobertura, colocando uma rodela no meio.
Deixar levedar 20min. ou até o forno estar a 180ºC.
Levar ao forno 30min. ou até a superfície estar dourada acastanhada.
Retirar do forno e logo de seguida virar sobre um prato.
Rende duas formas com 8 caracóis cada.
(forma já com a cobertura no fundo e taça com o recheio)


(forma com a cobertura pronta a receber as fatias do rolo)
(Antes de ir ao forno)


NOTAS, MAS NÃO MENOS IMPORTANTES
- Não enrolar muito apertada a massa, pois o recheio tende a sair e depois de levedar as camadas de dentro dos caracóis tende a projectar-se, pela falta de espaço;
- Não usar uma forma muito pequena, pois os caracóis irão levedar e no forno crescem ainda mais;
- É útil manter uma folha de alumínio na base do forno, pois a calda pode fervilhar e saltar, sujando o forno e fazendo fumo desnecessário;
- Se os caracóis não forem virados de imediato num prato, o caramelo endurece e torna-se difícil soltá-los. É preferível, se isso acontecer, aquecer a forma um pouco no fogão.
A acompanhar um chá, café ou leite... ainda quentes são divinais.
Quando morei em Condeixa-a-Nova, ao sábado, comprava sempre Escarpiadas. Fazem-se nas padarias, com a massa do pão. Típicas de Condeixa e Cernache, a massa de pão é esticada, recheada com açúcar (talvez também mel) e canela e enrolada em pequenos travesseiro/trouxas. Assadas em tabuleiro, no forno do pão. No fim de assadas são mantidas numa calda com canela o que as torna húmidas.
Mas a minha paixão por pães de canela vem de infância, o meu tio tinha uma padaria e vendia uma vez por semana as Línguas de Sogra. Umas tiras de massa com uns 5cm de largura, 25cm de comprimento e arredondada na ponta, lembrando uma língua. Estes pães doces eram de açúcar e canela.
Com estes Sticky Pecan Caramel Rolls ou como os traduzi Caracóis de Caramelo e Nozes pecãs, estou satisfeito. São típicos dos EUA tendo variações nos ingredientes e na designação. Quando apenas levam canela são designados por Sticky Cinnamon Buns. Se não forem "pegajosos", os Cinnamon Rolls, levam no fim de assados, uma leve cobertura de glacê.
Chamei-lhes caracóis, porque em parte são semelhantes aos nossos caracóis, não tendo as frutas cristalizadas, mas podendo levar passas. São uns misto entre os Caracóis e as Escarpiadas, talvez Carapiadas ou Escarcóis!
A massa que costumo usar é a do Brioche - Artisan Bread in five minutes a day (pg. 189), no entanto desta vez, como fiz a massa de propósito, fiz algumas alterações e o resultado foi obter uns Sticky Rolls mais húmidos, melhores. Da receita de Brioche original reduzi a gordura e os ovos, mantendo sensivelmente a farinha, obtendo uma massa ainda mais fácil de trabalhar. Alterei também os ingredientes/doses dos Sticky Pecan Caramel Rolls (pg. 187) originais.
O procedimento da elaboração da massa é o mesmo do Artisan Bread, pelo que ao usar metade da massa indicada, refrigerei a restante para outra aplicação.
As nozes pecãs podem ser substituídas pelas nossas nozes ou mesmo por avelãs ou amêndoas. Quem não apreciar estes frutos (sementes) secos e gostar de passas, é livre os substituir ou eliminar.
Ficam muito macios, mais do que se for usada apenas massa de pão, a massa de brioche suaviza-os. O caramelo que se forma ao assar mistura-se com a calda do recheio, adquirindo também ele o sabor da canela.
Para canelófilos!
Fiz assim...
STICKY PECAN CARAMEL ROLLS / CARACÓIS DE CANELA, CARAMELO E NOZES PECÃS

INGREDIENTES
Para a massa:
400ml de água
1 colher (sopa) de fermento biológico seco
1 colher (sopa) de sal
180g de mel
100ml de óleo
4 ovos
1kg de farinha de trigo T65
Para o recheio:
200g de açúcar
1 colher (sopa) de canela em pó
3 colheres (sopa) de água
Para a cobertura:
3 colheres (sopa) de manteiga
2 colheres (sopa) de xarope de ácer (mapple syrup), xarope de glucose, glucose de milho, mel ou geleia de milho/arroz
3 colheres (sopa) de açúcar amarelo ou mascavado
1 punhado de nozes irregularmente partidas
PREPARAÇÃO
Seguir as indicações do Brioche - Artisan Bread mas com os ingredientes descritos para a massa.
A massa pode ser usada após as 2h de fermentação, mas aconselho que esta seja mantida no frigorífico pelo menos outras 2h para se tornar mais simples a trabalhar.
Numa tigela misturar os ingredientes do recheio, mexer com uma colher até formar uma pasta. Reservar.
Numa forma redonda anti-aderente com 28cm de diâmetro, colocar a manteiga e levar ao lume para a amolecer. Girar a forma para aproveitar e untar os lados. Em cima da manteiga do fundo da forma, polvilhar o açúcar, o xarope escolhido (usei de arroz) e as nozes. Mexer um pouco para espalhar. Reservar.
Retirar metade da massa indicada para a pedra enfarinhada. Com o rolo da massa esticar, formando um grande rectângulo.
Espalhar o recheio. Enrolar pelo lado maior.
Cortar em rodelas com a espessura de 2-3 dedos travessos e dispor 7 em roda na forma, que tem a cobertura, colocando uma rodela no meio.
Deixar levedar 20min. ou até o forno estar a 180ºC.
Levar ao forno 30min. ou até a superfície estar dourada acastanhada.
Retirar do forno e logo de seguida virar sobre um prato.
Rende duas formas com 8 caracóis cada.
(forma já com a cobertura no fundo e taça com o recheio)

(forma com a cobertura pronta a receber as fatias do rolo)
(Antes de ir ao forno)

NOTAS, MAS NÃO MENOS IMPORTANTES
- Não enrolar muito apertada a massa, pois o recheio tende a sair e depois de levedar as camadas de dentro dos caracóis tende a projectar-se, pela falta de espaço;
- Não usar uma forma muito pequena, pois os caracóis irão levedar e no forno crescem ainda mais;
- É útil manter uma folha de alumínio na base do forno, pois a calda pode fervilhar e saltar, sujando o forno e fazendo fumo desnecessário;
- Se os caracóis não forem virados de imediato num prato, o caramelo endurece e torna-se difícil soltá-los. É preferível, se isso acontecer, aquecer a forma um pouco no fogão.
Referências:
Artisan Bread,
Canela,
Mapple syrup - Xarope de ácer,
Mel,
Noz pecã,
Pão doce
segunda-feira, 20 de abril de 2009
KOUGLOF, KOUGELHOF, KOUGELHOPH, KOUGLOFF, KOUGELHOFF, KUGLOF, KUGELHOF, KUGELHOPH, GOUGLOF, GOUGELHOF, GOUGELHOPH, KUGLEHUPE, GUGELHUPF, NAPFKUCHEN
Esta especialidade escreve-se de várias formas, tendo em comum a sonoridade. É um bolo de massa finta que partilha os ingredientes com outros do seu género natalício: O Panettone, o Pandoro e mesmo o Bolo Rei. A textura é de um pão fibroso de poros médios e de miolo amarelo, sabor ligeiramente doce, semelhante a um brioche, com passas de uva e laranja cristalizada e aroma frutado e a licor.
É típico da Alsácia, região francesa que faz fronteira com a Alemanha e Suíça, cuja capital é Estrasburgo. Por estar tão próximo da Alemanha, Suíça (e por conseguinte Áustria) mas também da Bélgica, nestes países é um bolo comum, existindo variações locais nos ingredientes, como a inclusão de frutos secos e de outras frutas cristalizadas, licores, especiarias... É também conhecido noutros países da Europa central: Hungria, República Checa, Sérvia, Bósnia-Herzegovina, República Macedónia e Polónia. Assim, se justifica as inúmeras designações para este bolo.
Foi popularizado em França pela rainha Maria Antonieta, pois como sabemos perdeu a cabeça por brioches, lol.
O aspecto do bolo é muito semelhante em todos estes locais, usa-se uma forma alta de chaminé, de vários diâmetros, sempre com gomos, sendo as típicas da Alsácia feitas de cerâmica/faiança. Podem também ser usadas as formas metálicas. No fim de assados estes bolos, são no fim de frios, polvilhados com açúcar em pó, à semelhança dos seus congéneres natalinos: o Panettone é alto e redondo, o Pandoro é alto e em forma de estrela de 8 pontas e o Bolo Rei é baixo e com buraco ao meio, tal como o Kouglof.
O nome deste bolo pode ter várias explicações, uma delas advém do nome do padeiro - Kugel, que fez este bolo em homenagem aos reis magos, fazendo-o com a forma dos seus chapéus (o termo é traduzido como chapéu dos turcos, turbante); outra explicação poderá estar relacionada com o aspecto do penteado típico dos final do séc. XVI Gugelhuete.
Para formas de 22/24 cm de diâmetro, usar a receita com 500g de farinha, para formas com 26cm, como a que usei, ou mais usar a receita com 750g de farinha.
É um bolo seco, de família, por isso óptimo para um pequeno-almoço para se comer simples ou com geleia ou queijo fresco, com o café, ou qualquer outra situação.
As receitas deste bolo variam sobretudo na quantidade de manteiga e de açúcar. Usei como base a receita do Livro de Receitas de Bolos e Bolinhos da Vaqueiro.
Fiz assim...
KOUGLOF, KOUGELHOF, KOUGELHOPH, KOUGLOFF, KOUGELHOFF, KUGLOF, KUGELHOF, KUGELHOPH, GOUGLOF, GOUGELHOF, GOUGELHOPH, KUGLEHUPE, GUGELHUPF, NAPFKUCHEN, BABKA

INGREDIENTES
Para formas de 22/24cm:
500g de farinha T65
pitada de sal fino
1,5 colheres (chá) de fermento biológico seco / 30g de fermento biológico fresco (padeiro)
1dl + 1,5dl de leite morno
125g de manteiga ou margarina
2 ovos
1 colher (sopa) de kirsch (opcional)
1 colher (chá) de essência de baunilha / sementes de 1/2 vagem de baunilha
100g de açúcar
100g de corintos ou sultanas
150g de laranja cristalizada cortada em pequenos cubos
amêndoas peladas ou meias nozes para enfeitar
Para formas de 26cm:
750g de farinha T65
1 colher (café) de sal fino
2 colheres (chá) de fermento biológico seco / 40g de fermento biológico fresco (padeiro)
1dl + 2.5dl de leite morno
190g de manteiga ou margarina
3 ovos
1,5 colher (sopa) de kirsch (opcional)
1,5 colher (chá) de essência de baunilha / sementes de 1/2 vagem de baunilha
150g de açúcar
150g de corintos ou sultanas
200g de laranja cristalizada cortada em pequenos cubos
amêndoas peladas ou meias nozes para enfeitar

PREPARAÇÃO
À mão:
Numa tigela grande peneirar a farinha, juntar o sal e abrir uma cova no meio. Juntar o fermento diluído em 1dl de leite morno e 2 colheres (sopa) retiradas das 100g de açúcar. Mexer ligeiramente e deixar levedar 10-15min..
Juntar a manteiga amolecida, o 1.5dl de leite, os ovos, os aromas e o resto do açúcar.
Trabalhar os ingredientes de forma a obter uma massa macia, homogénea e elástica.
Tapar e deixar levedar 1.5h, até duplicar.
Juntar as passas e a laranja cristalizada e misturar com a massa para distribuir.
Na forma muito bem untada e polvilhada com farinha colocar uma amêndoa em cada gomo da forma, deitar a massa e deixar levedar (dentro do microondas, por exemplo), até quase duplicar, cerca de 1h.
Levar a forno pré-aquecido a 200ºC cerca de 40min., a 180ºC, ou até estar cozido.
Desenformar e deixar arrefecer sobre uma grelha.
No fim de frio polvilhar com açúcar em pó.

Na MFP:
Na cuba da MFP juntar o fermento, 1dl de leite morno e 2 colheres (sopa) retiradas das 100g de açúcar. Seleccionar um programa qualquer que misture, durante 5min.. Desligar e deixar levedar 10-15min..
Juntar a farinha, o sal, a manteiga amolecida, o 1.5dl de leite, os ovos, os aromas e o resto do açúcar.
Seleccionar o programa "Massa" e deixar prosseguir até ao fim de levedar.
Juntar as passas e a laranja cristalizada e seleccionar o programa "Massa" deixando amassar cerca de 10-15min..
Na forma muito bem untada e polvilhada com farinha colocar uma amêndoa em cada gomo da forma, deitar a massa e deixar levedar (dentro do microondas, por exemplo), até quase duplicar, cerca de 1h.
Levar a forno pré-aquecido a 200ºC cerca de 40min., a 180ºC, ou até estar cozido.
Desenformar e deixar arrefecer sobre uma grelha.
No fim de frio polvilhar com açúcar em pó.
NOTAS, MAS NÃO MENOS IMPORTANTES
- Pode ser adicionada à massa, junto com as passas, algumas amêndoas picadas, mas não moídas. Se o aroma agradar, pode-se substituir a baunilha por essência de amêndoas;
- Usei nozes pecãs para enfeitar, pois não tinha amêndoas.
É típico da Alsácia, região francesa que faz fronteira com a Alemanha e Suíça, cuja capital é Estrasburgo. Por estar tão próximo da Alemanha, Suíça (e por conseguinte Áustria) mas também da Bélgica, nestes países é um bolo comum, existindo variações locais nos ingredientes, como a inclusão de frutos secos e de outras frutas cristalizadas, licores, especiarias... É também conhecido noutros países da Europa central: Hungria, República Checa, Sérvia, Bósnia-Herzegovina, República Macedónia e Polónia. Assim, se justifica as inúmeras designações para este bolo.
Foi popularizado em França pela rainha Maria Antonieta, pois como sabemos perdeu a cabeça por brioches, lol.
O aspecto do bolo é muito semelhante em todos estes locais, usa-se uma forma alta de chaminé, de vários diâmetros, sempre com gomos, sendo as típicas da Alsácia feitas de cerâmica/faiança. Podem também ser usadas as formas metálicas. No fim de assados estes bolos, são no fim de frios, polvilhados com açúcar em pó, à semelhança dos seus congéneres natalinos: o Panettone é alto e redondo, o Pandoro é alto e em forma de estrela de 8 pontas e o Bolo Rei é baixo e com buraco ao meio, tal como o Kouglof.
O nome deste bolo pode ter várias explicações, uma delas advém do nome do padeiro - Kugel, que fez este bolo em homenagem aos reis magos, fazendo-o com a forma dos seus chapéus (o termo é traduzido como chapéu dos turcos, turbante); outra explicação poderá estar relacionada com o aspecto do penteado típico dos final do séc. XVI Gugelhuete.
Para formas de 22/24 cm de diâmetro, usar a receita com 500g de farinha, para formas com 26cm, como a que usei, ou mais usar a receita com 750g de farinha.
É um bolo seco, de família, por isso óptimo para um pequeno-almoço para se comer simples ou com geleia ou queijo fresco, com o café, ou qualquer outra situação.
As receitas deste bolo variam sobretudo na quantidade de manteiga e de açúcar. Usei como base a receita do Livro de Receitas de Bolos e Bolinhos da Vaqueiro.
Fiz assim...
KOUGLOF, KOUGELHOF, KOUGELHOPH, KOUGLOFF, KOUGELHOFF, KUGLOF, KUGELHOF, KUGELHOPH, GOUGLOF, GOUGELHOF, GOUGELHOPH, KUGLEHUPE, GUGELHUPF, NAPFKUCHEN, BABKA

INGREDIENTES
Para formas de 22/24cm:
500g de farinha T65
pitada de sal fino
1,5 colheres (chá) de fermento biológico seco / 30g de fermento biológico fresco (padeiro)
1dl + 1,5dl de leite morno
125g de manteiga ou margarina
2 ovos
1 colher (sopa) de kirsch (opcional)
1 colher (chá) de essência de baunilha / sementes de 1/2 vagem de baunilha
100g de açúcar
100g de corintos ou sultanas
150g de laranja cristalizada cortada em pequenos cubos
amêndoas peladas ou meias nozes para enfeitar
Para formas de 26cm:
750g de farinha T65
1 colher (café) de sal fino
2 colheres (chá) de fermento biológico seco / 40g de fermento biológico fresco (padeiro)
1dl + 2.5dl de leite morno
190g de manteiga ou margarina
3 ovos
1,5 colher (sopa) de kirsch (opcional)
1,5 colher (chá) de essência de baunilha / sementes de 1/2 vagem de baunilha
150g de açúcar
150g de corintos ou sultanas
200g de laranja cristalizada cortada em pequenos cubos
amêndoas peladas ou meias nozes para enfeitar

PREPARAÇÃO
À mão:
Numa tigela grande peneirar a farinha, juntar o sal e abrir uma cova no meio. Juntar o fermento diluído em 1dl de leite morno e 2 colheres (sopa) retiradas das 100g de açúcar. Mexer ligeiramente e deixar levedar 10-15min..
Juntar a manteiga amolecida, o 1.5dl de leite, os ovos, os aromas e o resto do açúcar.
Trabalhar os ingredientes de forma a obter uma massa macia, homogénea e elástica.
Tapar e deixar levedar 1.5h, até duplicar.
Juntar as passas e a laranja cristalizada e misturar com a massa para distribuir.
Na forma muito bem untada e polvilhada com farinha colocar uma amêndoa em cada gomo da forma, deitar a massa e deixar levedar (dentro do microondas, por exemplo), até quase duplicar, cerca de 1h.
Levar a forno pré-aquecido a 200ºC cerca de 40min., a 180ºC, ou até estar cozido.
Desenformar e deixar arrefecer sobre uma grelha.
No fim de frio polvilhar com açúcar em pó.

Na MFP:
Na cuba da MFP juntar o fermento, 1dl de leite morno e 2 colheres (sopa) retiradas das 100g de açúcar. Seleccionar um programa qualquer que misture, durante 5min.. Desligar e deixar levedar 10-15min..
Juntar a farinha, o sal, a manteiga amolecida, o 1.5dl de leite, os ovos, os aromas e o resto do açúcar.
Seleccionar o programa "Massa" e deixar prosseguir até ao fim de levedar.
Juntar as passas e a laranja cristalizada e seleccionar o programa "Massa" deixando amassar cerca de 10-15min..
Na forma muito bem untada e polvilhada com farinha colocar uma amêndoa em cada gomo da forma, deitar a massa e deixar levedar (dentro do microondas, por exemplo), até quase duplicar, cerca de 1h.
Levar a forno pré-aquecido a 200ºC cerca de 40min., a 180ºC, ou até estar cozido.
Desenformar e deixar arrefecer sobre uma grelha.
No fim de frio polvilhar com açúcar em pó.
Versão Natal 2010 - Sem nozes pecãs/amêndoas no topo e apenas com sultanas douradas na massa
NOTAS, MAS NÃO MENOS IMPORTANTES
- Pode ser adicionada à massa, junto com as passas, algumas amêndoas picadas, mas não moídas. Se o aroma agradar, pode-se substituir a baunilha por essência de amêndoas;
- Usei nozes pecãs para enfeitar, pois não tinha amêndoas.
Referências:
Amêndoa,
Baunilha,
Bolos,
Cozinha francesa,
Crumble - Cobbler,
Frutas cristalizadas,
Ginja - Kirsch,
Massas lêvedas,
Noz pecã,
Passas
sexta-feira, 21 de novembro de 2008
QUICHE DE FRANGO E NOZES PECÃS
De preparação rápida, as quiches permitem uma boa introdução de vegetais numa refeição.
Para um jantar, uma entrada ou lanche (fora de horas também), podem ser comidas mornas ou frias. Em formatos pequenos, tipo tarteletes, podem ser servidas em aniversários, tornando-se mais bonita a sua apresentação, tal como para entradas.
Nesta versão aceitei a sugestão inicial da Elvira, acabando por usar o meu creme de quiches que rende mais, mas que também alterei.
Usei uma massa folhada fresca que pouca imenso trabalho, já vem com papel vegetal, é só forrar a forma com o papel e a massa e já está.
O recheio pode ser alterado, dando conveniência aquilo que se tem em casa, no entanto uso sempre o mesmo creme, funciona, todos gostam, rende e é suave. Conferir aqui o creme base, bem como outras sugestões de recheios bem combinados.
Nesta quiche os ingredientes principais foram o frango e as nozes pecãs. O frango deve ser preparado antes, cortando peitos de frango em pequenos cubos e salteando-os num frigideira com um pouco de manteiga e malagueta. Usei sobra de frango de churrasco que desfiei. As nozes dão uma crocância fabulosa à quiche. Acrescentei ervilhas cozidas, amaciando o recheio.
Fiz assim...
QUICHE DE FRANGO E NOZES PECÃS

INGREDIENTES
1 massa folhada ou quebrada redonda, enrolada e fresca
PREPARAÇÃO
Deixar arrefecer na forma 15min., só depois desenformar num prato, deixando arrefecer mais alguns minutos para que fique mais consolidada ao cortar.

NOTAS, MAS NÃO MENOS IMPORTANTES
- As nozes pecãs podem ser substituídas por nozes normais;
- As ervilhas podem ser de lata;
- Se a forma for maior, em vez de 2 ovos podem-se usar 3.
Para um jantar, uma entrada ou lanche (fora de horas também), podem ser comidas mornas ou frias. Em formatos pequenos, tipo tarteletes, podem ser servidas em aniversários, tornando-se mais bonita a sua apresentação, tal como para entradas.
Nesta versão aceitei a sugestão inicial da Elvira, acabando por usar o meu creme de quiches que rende mais, mas que também alterei.
Usei uma massa folhada fresca que pouca imenso trabalho, já vem com papel vegetal, é só forrar a forma com o papel e a massa e já está.
O recheio pode ser alterado, dando conveniência aquilo que se tem em casa, no entanto uso sempre o mesmo creme, funciona, todos gostam, rende e é suave. Conferir aqui o creme base, bem como outras sugestões de recheios bem combinados.
Nesta quiche os ingredientes principais foram o frango e as nozes pecãs. O frango deve ser preparado antes, cortando peitos de frango em pequenos cubos e salteando-os num frigideira com um pouco de manteiga e malagueta. Usei sobra de frango de churrasco que desfiei. As nozes dão uma crocância fabulosa à quiche. Acrescentei ervilhas cozidas, amaciando o recheio.
Fiz assim...
QUICHE DE FRANGO E NOZES PECÃS

INGREDIENTES
1 massa folhada ou quebrada redonda, enrolada e fresca
2 ovos
200ml de natas
200ml leite
50-100g de queijo ralado (usei mozzarela)
sal q.b.
pitada de pimenta moída na hora
pitada de noz moscada moída na hora
1-2 colheres (sopa) de pão ralado
300g de frango cozinhado e desfiado ou cortado
150g de ervilhas cozidas
100g nozes pecãs cortadas na tábua (guardam algumas inteiras)
1-2 colheres (sopa) de pão ralado
300g de frango cozinhado e desfiado ou cortado
150g de ervilhas cozidas
100g nozes pecãs cortadas na tábua (guardam algumas inteiras)
PREPARAÇÃO
Desenrolar a massa e forrar uma forma de tarte (26cm) com fundo amovível. Não retirar o papel vegetal porque ajuda depois a desenformar. As bordas não se aparam, dobram-se para dentro.
Polvilha-se o fundo da tarte com o pão ralado, para que a massa possa assar mais facilmente.
Polvilha-se o fundo da tarte com o pão ralado, para que a massa possa assar mais facilmente.
Numa tigela bater os ovos e adicionar as natas, o leite, o queijo e os temperos.
Dispor em cima da massa o frango, as ervilhas e as nozes. Misturar levemente esses ingredientes e dispor algumas nozes picadas por cima.
Verter o creme em cima e enfeitar com algumas nozes inteiras.
Levar ao forno a 180ºC (pré-aquecido no máximo) até estar dourada (o teste do palito também ajuda).Deixar arrefecer na forma 15min., só depois desenformar num prato, deixando arrefecer mais alguns minutos para que fique mais consolidada ao cortar.

NOTAS, MAS NÃO MENOS IMPORTANTES
- As nozes pecãs podem ser substituídas por nozes normais;
- As ervilhas podem ser de lata;
- Se a forma for maior, em vez de 2 ovos podem-se usar 3.
Referências:
Crumble - Cobbler,
Frango,
Noz pecã,
Quiches
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