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segunda-feira, 17 de agosto de 2009

GINJINHA

Há quem goste de comer ginjas, eu só em licor ou doce. Com elas ou sem elas, na garrafa, ginjinha é portuguesa.
Como as ginjas têm sabor acre, com açúcar tornar-se mais agradável, o doce é óptimo a acompanhar um queijo fresco de vaca ou cabra, ou uma simples tosta.

Este ano tive alguma fartura de ginjas e fiz várias garrafas usando diferentes métodos. Este aqui é o que elegi não só pelo sabor como pela facilidade. Noutros métodos descaroçam-se, pisam-se ou cozem-se em calda ou não e só depois ficam em repouso na aguardente. Alguns métodos recomendam que se junte logo o açúcar, outros depois, alguns pedem que se deixe ficar parte do pedúnculo (pé) da ginja, outros ainda que se exponha a garrafa ao Sol, outros por outro lado, pedem escuro...
Este método é simples e prático com resultados garantidos.
Usar ginjas sãs e maduras, as minhas poderiam estar um pouco mais maduras, mais foi um salve-se quem puder, uma luta pelo poder, e os pássaros iam levando a melhor!

Fiz assim...

GINJINHA


INGREDIENTES
400g de ginjas maduras
300ml de aguardente
100ml de vinho tinto
1 pau de canela
2 cravinhos

400g de açúcar

PREPARAÇÃO
Numa garrafa grande de boca larga colocar as ginjas sãs, lavadas e sem pedúnculo, a aguardente, o vinho, a canela e os cravinhos. Deixar em infusão 2 semanas, em local escuro, agitando de 2 em 2 dias.
No fim das 2 semanas adicionar o açúcar e deixar repousar 1 mês, revolvendo o frasco para dissolver o açúcar de 2 em 2 dias no início.

Querendo a ginjinha sem ginjas, coar através de papel de filtro (ou filtro de café de papel) para a garrafa de vidro desejada. Querendo com ginjas, no fim de coado, adicionar algumas ginjas (máximo 1/4 da garrafa).
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NOTAS, MAS NÃO MENOS IMPORTANTES
- As quantidades indicadas podem ser alteradas para a garrafa onde se irá preparar o licor (uso uma garrafa 750ml de boca larga da polpa de tomate) ou consoante o gosto, mais adocicado ou alcoólico.

segunda-feira, 29 de setembro de 2008

EXTRACTO DE BAUNILHA

Este é um extracto alcoólico de baunilha. Pode ser usado em todas as receitas onde o álcool não seja inconveniente. Combina muito bem com massa que vão ao forno, pois o álcool evapora. Em cremes e doces que apenas vão ao frigorífico deve-se ter atenção ao componente alcoólico, se não for o desejado deve-se usar o extracto industrializado.

Com as baunilhas que comprei, para além do açúcar baunilhado, preparei também este extracto de baunilha. De início já apresenta uma cor dourada palha, mas com o tempo a infusão escurecerá adquirindo um dourado escuro a castanho claro.


O princípio é simples, é uma infusão de vagens de baunilha em álccol. O aroma e sabor passam por difusão do interior da aromática vagem para o meio alcoólico. É a preparação de um licor, neste caso de abunilha. No fim não lhe acrescento açúcar nem nenhuma calda, mas se o fizesse seria um autêntico licor. Irei preparar um semelhante mas com o destino de licor.

Pode ser usado qualquer bedida alcoólica: aguardente, brandy, whisky, absinto, vodka, ou mesmo álcool etílico (desde que não possua nenhuma substância dissolvida como a cetrimidina). É de privilegiar uma bebida que tenha sabor neutro e que não tenha álcool excessivo, para não desvirtuar o prato com que é aromatizado. Escolhi vodka.

Fiz assim...

EXTRACTO (ALCOÓLICO) DE BAUNILHA

Extracto de Baunilha com 4 dias de infusão

Extracto de Baunilha com 25 dias de infusão


Extracto de Baunilha com 3 meses de infusão


Extracto de Baunilha com 1 ano de infusão

INGREDIENTES
500ml de vodka
4 vagens de baunilha

PREPARAÇÃO
Colocar dentro de um frasco alto, estreito e esterilizado o vodka e as vagens de baunilha. Rolhar e deixar em infusão.

NOTAS, MAS NÃO MENOS IMPORTANTES
- Usei a própria garrafa do vodka de 500ml (comprei no Lidl);
- Guardar em local escuro (armário ou despensa) até adquirir uma cor escura;
- Quando se tiver gasto meia garrafa, perfazer com vodka.