terça-feira, 5 de março de 2019

BOLO DE NOZ, AMÊNDOA E AVELÃ COM RECHEIO DE FRUTOS VERMELHOS E COBERTURA DE GANACHE DE CHOCOLATE

Bolos são sempre bolos, mas há aqueles bolos que se preferem aos demais, pela textura, sabor, ingredientes, aspeto...
Sou fã incondicional de frutos secos, pelo que quando usados em bolos, para mim, elevam-os a outro nível.
Este bolo foi feito pelo meu aniversário, mas só agora aqui aparece, unindo os meus sabores preferidos à natureza da estação.

Claro que não podia faltar algum chocolate, afinal é aniversário :) e um recheio, para contraste de sabor, textura e visual.
A combinação de sabores é muito boa, o chocolate da cobertura liga-se ao aroma das avelãs, o doce de frutos vermelhos aos frutos secos picados, numa massa que não é muito doce.

Com os mesmos ingredientes do bolo pode obter-se um bolo de textura mais fina, mais delicado, optei por uma textura grosseira para sentir os diferentes sabores.
Gosto deste tipo de bolo de miolo grosseiro como se pode ver pelo Bolo de maçã e noz com cobertura de queijo creme e no Bolo de ananás, noz e cenoura com cobertura de queijo creme.

Fiz assim...

BOLO DE NOZ, AMÊNDOA E AVELÃ


INGREDIENTES
Para o bolo:
200 g de miolo de noz
100 g de miolo de amêndoa
100 g de miolo de avelã
6 ovos
150 g de açúcar branco
50 g de açúcar amarelo
100 g de manteiga amolecida
100 g de farinha de trigo
2 colheres (chá) de fermento em pó
50 ml de moscatel ou vinho do Porto

Para o recheio:
doce de frutos vermelhos

Para a cobertura de ganache de chocolate
100 g de chocolate 81% cacau
100 g de chocolate de leite
100 ml de natas

PREPARAÇÃO
Pré-aquecer o forno a 180 °C
Picar grosseiramente os frutos secos. Reservar.
Na taça da batedeira colocar a manteiga e os açúcares e bater até obter um creme esbranquiçado e mais fofo.
Acrescentar os ovos e o vinho moscatel/porto e bater uma pouco mais até espumar.
Juntar os frutos secos picados, a farinha e o fermento e envolver bem sem bater em demasia.

Verter para uma forma de 26 cm de diâmetro, previamente untada e com o fundo forrado com papel vegetal.

Levar ao forno a 180 °C cerca de 45 minutos, fazendo o teste do palito 10 minutos antes.

Desenformar sobre uma grelha para arrefecer.
Cortar o bolo a meio longitudinalmente, no fim de frio.

Para rechear, aquecer um pouco o doce de frutos vermelhos no microondas para facilitar ao espalhar.
Rechear a camada de baixo com o doce e cobrir com a camada superior.

Para a cobertura de ganache de chocolate aquecer as natas até fervilhar.
Juntar às natas os chocolates partido e aguardar uns minutos para que derretam.
Mexer para homogeneizar e dispor sobre o bolo.

NOTAS, MAS NÃO MENOS IMPORTANTES
- Piquei o miolo de noz 10'/vel. 4 e o miolo de amêndoa e de avelã 10'/vel. 5. Pode ser mais picado até se obter uma areia mais fina ou picar mais finamente a amêndoa e deixar a avelã e a noz ligeiramente mais grosseiras;
- Outro doce pode ser usado para recheio, como de framboesas ou de pêssego ou alperce. Se o doce que tiver for muito denso, aquecer ligeiramente no micrrondas e juntar-lhe 1 colher de vinho do porto par ao tornar mais fluido.

domingo, 24 de fevereiro de 2019

BARRIGA DE PORCO ASSADA NO FORNO

Pode não ser para comer todos os dias, mas de vez em quando sabe lindamente.
No verão, as febras grelhadas nunca vêm só. As tiras finas de entremeada grelhada, lentriscas, são bem típicas na chamada "grelhada mista".

De inverno, a peça inteira assada no forno é ótima.
Deve escolher-se uma peça fina de entremeada, que proporcionalmente tem mais carne que gordura.
A carne é cozinhada lentamente pelo que perde grande parte da gordura (que se aproveita sob a forma de banha de porco), tornando-se macia e bastante húmida.

É cozinhada apenas com algum sal, pouco, pelo que se acompanhada com arroz de feijão, por exemplo, e verduras cozidas tornam mais equilibrada a refeição.

Acabada de fazer, ainda quente apresenta a pele, courato, bem estaladiço, ótimo contrate de textura.
Fica com sabor parecido com os torresmos de carne. Mesmo as sobras já frias tornam-se viciantes.

Fiz assim...

BARRIGA DE PORCO ASSADA NO FORNO


INGREDIENTES
1 barriga de porco sem osso
sal grosso q.b.
pimenta moida q.b. (facultativo)

PREPARAÇÃO
Pré-aquecer o forno a 180 °C.

Secar a pele da entremeada com papel de cozinha, para que seja mais fácil de cortar e assar.
Com uma faca afiada fazer cortes, apenas na pele, paralelos, espaçados por um centímetro.
Temperar com sal e com pimenta, se for o caso.

Dispor a peça inteira ou cortada ao meio numa frigideira grande de ferro (que possa ir ao forno) ou tabuleiro, com a pele virada para baixo.
Levar ao forno cerca de 1h.
Virar as peças, colocando a pele voltada para cima, e deixar assar mais 30 minutos.

Retirar as peças para uma tábua ou prato.

Acompanhar com arroz de feijão e grelos cozidos.


NOTAS, MAS NÃO MENOS IMPORTANTES
- Desta vez tinha o forno pré-aquecido a 200 °C por ter assado pão e como usei uma frigideira de ferro fundido, aqueceu um pouco de mais e chamuscou em demasia a pele. Não se deve comer essas partes mais torradas;
- No fim de retirar a carne da frigideira ou tabuleiro, escorrer a gordura líquida para uma taça e no fim de fria ou sólida colocar numa caixa plástica (reutilizar uma caixa das de manteiga) e guardar no frigorífico. Usar a banha para cozinhar carnes na frigideira ou no forno;
- A carne que sobrar costumo acabar por fatiar, no fim de frio, e guardar no frigorífico. Ótimo para levar na marmita ou cortando em pequenas tiras, como entrada.

segunda-feira, 3 de dezembro de 2018

MINI MAÇÃS COM CANELA / MUFFINS DE MAÇÃ E CANELA

Maçã e canela, hummmmm
Quer no aroma, quer no sabor, em bolos, tartes ou numa simples infusão de casca de maçã e pau de canela, esta é uma combinação sempre perfeita.

Pode ter sido pela textura ou aroma, pelo seu pequeno tamanho ou mesmo pelo formato sugestivo, ou por todos estes aspetos juntos, que estes bolinhos desapareceram (ou foram desaparecendo) sem contar história.
A receita original é da Nordicware, acompanha a forma, e incluí farinha sem glúten pelo que, com o seu uso, está adaptada a esta restrição alimentar. Usei, simplesmente, farinha de trigo, mas já de seguida vou substituir com uma mistura de farinhas, trigo, trigo integral e aveia, depois divulgo o resultado.

São bons mornos, mas prefiro-os frios e, já agora, a acompanhar uma infusão bem quentinha no final da noite ou uma chávena de chá numa pausa idílica a meio da tarde.

São muito aromáticos, pela maçã presente na massa e pelas especiarias usadas.
Simples ou polvilhados com açúcar em pó ou numa vertente mais gourmet com molho de caramelo espesso, ninguém se vai arrepender de os fazer.

Fiz assim...

MINI MAÇÃS COM CANELA / MUFFINS DE MAÇÃ E CANELA


INGREDIENTES
210 g / 1,5 chávenas de farinha de trigo T65
1 colher (chá) de fermento em pó
1/2 colher (chá) de bicarbonato de sódio
1/2 colher (chá) de canela moída
1/4 colher (chá) de pimenta da Jamaica
1 ovo
100 g / 1/2 chávena de açúcar amarelo ou mascavado claro
115 g / 1/2 chávena de manteiga derretida
125 g / 1/2 chávena de puré de maçã (cozida e triturada)
125 ml / 1/2 chávena de água
pitada de noz-moscada
sal fino q.b.

PREPARAÇÃO
Preparar o puré de maçã descascando as maçãs e cozendo-as num tacho tapado com um pouco de água no fundo ou no microondas.
Triturar grosseiramente com a varinha mágica, esmagador de batatas cozidas ou com o garfo e reservar.

Pré-aquecer o forno a 180 ºC.
Untar e polvilhar a forma das maçãs ou de muffins ou queques.

Numa taça misturar a farinha com o fermento, bicarbonato, especiarias e sal.
Noutra taça derreter a manteiga e misturar com o açúcar.
Juntar o puré de maçã, o ovo e a água e misturar.
Envolver a mistura da farinha sem bater.

Verter a massa nas formas até 3/4 do volume.
Levar ao forno cerca de 15 minutos ou fazendo o teste do palito.
Deixar arrefecer 5-10 minutos antes de desenformar.

Repetir para a restante massa no mesmo tabuleiro ou usar outras formas para assar em simultâneo.

Servir simples, polvilhando com açúcar em pó ou com um molho de caramelo.


NOTAS, MAS NÃO MENOS IMPORTANTES
- Poderá substituir a pimenta da Jamaica pela mesma quantidade de uma mistura moída de cravinho, noz moscada e pimenta preta;
- Indico na lista de ingredientes as quantidades da receita original em chávenas. Na versão sem glúten usar a sua mistura caseira de farinha sem glúten ou uma versão comercial;
- Desta vez enchi as cavidades da forma um pouco mais que 3/4 do volume pelo que não rendeu nova fornada de mini maçãs, por isso usei umas 6 formas plissadas de silicone para assar a massa sobejante.

terça-feira, 27 de novembro de 2018

KAFTAS GRELHADAS COM MOLHO DE IOGURTE, ALHO, LIMÃO E HORTELÃ

A lista de ingredientes pode ser longa, mas acreditem que vale a pena, o sabor é igualmente proporcional.
Fáceis de fazer e com a vantagem de poderem ser preparadas no dia anterior e mantidas no frigorífico, ganhando ainda mais em sabor.

Típicas do médio oriente, comidas um pouco por todo o Mediterrâneo, do norte de África ao médio oriente, desde Marrocos, Turquia, Irão e até Grécia. O termo significa carne moída, podendo ser traduzido como almôndega. A carne usada, ou a mistura de carnes, varia com a cultura em questão, podendo ser vaca, borrego e até porco, como foi o caso, mistura de vaca e porco. Podem ser grelhadas, fritas, assadas ou guisadas, com formato de salsicha ou mais lenticular (como os nossos pasteis de bacalhau) e com ou sem espeto no meio.

Podem ser acompanhadas com batatas fritas, puré de batata ou enroladas com vegetais em juliana num pão árabe (como uma tortilha ou wrap) como sugere a Nigella no At my table.
O molho de iogurte é tradicional e faz toda a diferença, contribui com sabores frescos, o do iogurte, limão e hortelã e com o pungente sabor picante a alho.

À mesa são sucesso, é uma ótima oportunidade de introduzir novos sabores de ervas frescas ou especiarias. O molho nunca sobra e há quem o use como dressing da salada e se porventura parecer sobrar, umas pequenas tostas/crackers servirão para lhe dar fim ;)
Os espetos podem ser divertidos para os miúdos, por isso há quem coma as kaftas com o espeto na mão. Há momentos que apenas interessa que comam!

Fiz assim...

KAFTAS GRELHADAS COM MOLHO DE IOGURTE, ALHO, LIMÃO E HORTELÃ


INGREDIENTES
(Rende 12 kaftas)
300 g de carne vaca picada
300 g de carne de porco picada
1 cebola média
2 dentes de alho
2-3 cm de curcuma ou açafrão-das-Índias fresca ou 1 colher (chá) de curcuma moída
1 colher (chá) de sementes de coentros moídas
1 colher (chá) de sementes de cominhos moídas
1/2 colher (chá) de pimenta da Jamaica moída
1 colher (chá) de pimenta branca moída
hortelã fresca
salsa fresca

Para o olho de iogurte:
4 colheres (sopa) bem cheias de iogurte natural grego ou escorrido
sal q.b.
pimenta branca moída q.b.
1/2 limão (raspa e sumo)
hortelã fresca
1 dente de alho

PREPARAÇÃO
Numa tigela misturar as carnes, a curcuma, a cebola e os alhos finamente ralados, as ervas frescas picadas e os restantes temperos.
Envolver bem e levar ao frigorífico 1-2h.

Retirar porções de carne picada e moldar rapidamente nas mãos em formato de salsicha.
Espetar um pau fino para espetadas e moldar em volta a carne picada.
Dispor num tabuleiro as kaftas e levar ao frigorífico até à altura de grelhar.

Aquecer uma grelha ou chapa e grelhar as kaftas de todos os lados.

Para o molho misturar numa taça o iogurte, a raspa e o sumo de limão, sal, pimenta e a hortelã picada.
Envolver e reservar no frigorífico até servir.

Servir as kaftas com arroz, de cenoura por exemplo, ou batata frita, ou mesmo enrolada num pão pita ou outro pão chato árabe, acompanhado de salada de alface em juliana, cenoura ralada, couve roxa cortada finamente e com o molho de iogurte.
Optei por servir com grelos cozidos e salada de tomate, para uns e alface para outros.


NOTAS, MAS NÃO MENOS IMPORTANTES
- Aproveitando as ervas frescas que tenho disponíveis no canteiro, usei para temperar a carne das kaftas uma mistura de folhas de sálvia, hortelã, salsa e cebolinho;
- Será mais fácil moldar as kaftas se deixar repousar no frigorífico um pouco. Depois de as moldar também será mais fácil grelhá-las se estiverem sido mantidas no frio;
- Para que as kaftas não se desfaçam ao grelhar, deixar cozinhar bem de um dos lados e só depois virar para os restantes. Não cair na tentação de ir logo virando, pois a carne tende a prender na chapa enquanto não estiver totalmente cozinhada;
- Não gostando do gosto muito forte a alho, pode não o colocar no molho ou reduzir a quantidade usada.

domingo, 4 de novembro de 2018

BROÍNHAS DE ABÓBORA PARA O DIA DO BOLINHO

Não podia de deixar ficar aqui a receita deste ano do Bolinho.
Este ano a rainha foi a abóbora e resultaram umas broínhas de abóbora com frutos secos.

Os ingredientes lembram já o Natal que aí se aproxima a passos largos.
Ao amassar [ou melhor, a colocar os ingredientes para alguém amassar ;)] o aroma era fantástico, só me fazia lembrar das filhoses de abóbora, pois muitos dos ingredientes são os mesmos (abóbora, farinha, fermento, ovos, aguardente, laranja e açúcar e canela para polvilhar).

Ainda restam algumas, que escondi, para poder torrar e comer com manteiga ou queijo. São tão boas no dia como nos seguintes.
Assei em dois tamanhos, um mais pequeno, para dar à porta e outro, um pouco maior, para casa.

O dia do Bolinho, do Pão por Deus ou de Todos os Santos pode ter passado, mas estas broínhas vêm sempre a calhar num fim de semana chuvoso como o de hoje.

Fiz assim...

BROÍNHAS DE ABÓBORA PARA O DIA DO BOLINHO


INGREDIENTES
2 kg de farinha de trigo T65
550 g de açúcar
1 pitada de sal fino
6 ovos
700 g de abóbora cozida e escorrida
150 ml de azeite morno
1 cálice de aguardente
400-500 ml de água de escorrer a abóbora (ou apenas água)
4 colheres (chá) de fermento biológico seco
2 colheres (chá) de erva-doce moída
1 colher (chá) de canela moída
raspa de laranja ou limão

150 g de nozes
150 g de amêndoas
150 g de passas de uva

PREPARAÇÃO
Cozer a abóbora previamente e escorrer.

Fazer o pré-fermento colocando numa tigela 150 ml de água de escorrer a abóbora tépida, 50 g de açúcar, 150 g de farinha e o fermento.
Mexer e reservar tapado por cerca de 30 minutos.

Enquanto se espera pelo fermento, num alguidar ou amassadeira colocar a restante farinha (1,85 kg) e abrir uma cavidade no meio.
Colocar o restante açúcar (500 g), os ovos, o azeite morno e a aguardente.
Misturar todos estes ingredientes no centro da farinha, ainda sem envolver esta última.
Acrescentar a abóbora e restante água de a cozer (350 ml) e envolver com os ovos.
Acrescentar as especiarias, a raspa e sumo de laranja e o sal.
Juntar agora a mistura do fermento.
Amassar juntando lentamente a farinha dos lados.
Formar uma bola de massa, polvilhar com farinha, tapar e deixar levedar em local morno, cerca de 2 horas.

No final de levedar juntar os frutos secos, amassar e deixar levedar mais 30 minutos a 1 hora.

Aquecer o forno a 180 ºC.
Retirar porções de massa para cima da balança para que fiquem todas iguais.
Tender as broínhas enfarinhando as mãos.
Colocar as broínhas num tabuleiro enfarinhado ou forrado com papel vegetal ou tapete de silicone e tapar com um pano.
No fim de todas tendidas, colocar as primeiras no forno e deixar assar 20-25 minutos ou até estarem com o lar cozido e com a cor pretendida.

Retirar e deixar arrefecer imbricadas umas nas outras.


NOTAS, MAS NÃO MENOS IMPORTANTES
- Cozi a abóbora uma semana antes, em cubos em água e sal. Escorri numa rede e congelei. No dia anterior descongelei a abóbora e aproveitei a água que foi largada. Escorri novamente numa rede e apertei um pouco aproveitando também essa água;
- Para aromatizar ainda mais pode usar o sumo de laranja que retirou as raspas;
- Tendi as broínhas em dois tamanhos: 80 de 120 g cada;
- No fim de tendidas deixar que descansem 20 minutos antes de as assar, que é o tempo suficiente de as tender todas e assar o primeiro tabuleiro tendido. Se não descansarem/levedarem o suficiente depois de tendidas ficarão com a massa muito compacta e dura;
- A quantidade de líquidos depende da absorção da farinha. Na receita que indico já acrescentei um pouco mais de água do que aquela que usei, pois a minha massa ficou um pouco seca e no fim de assadas poderiam ter ficado mais macias. Aconselho a acrescentar a água quase toda no início, deixando uma parte para ir verificando a consistência da massa.