Tal como há 1001 receitas de bacalhau, há muitas versões de bacalhau com broa.
Esta é a minha versão, uma versão simples mas saborosa de bacalhau com broa.
Rende bastante, é um prato muito bom para uma festa, basta estar pronto com alguma antecedência e levar ao forno na altura de servir.
Pode ser feito numa assadeira grande ou em assadeira individuais para um jantar mais sofisticado. Embora as assadeiras individuais sejam bonitas nos restaurantes, onde servem a dose, em casa têm a desvantagem de nunca serem a dose ideal de cada um. Para evitar sobras o melhor mesmo é a assadeira "comunitária", cada um serve-se da quantidade desejada.
Fiz assim...
BACALHAU COM BROA
INGREDIENTES
400-500g de bacalhau
500g de broa
2 dentes de alho
azeite q.b.
100g de azeitonas pretas ou verdes às rodelas
3 colheres (sopa) de coentros picados
pimenta preta q.b.
Para o molho béchamel:
500ml de leite
3 colheres (sopa) de farinha de trigo
2 colheres (sopa) de manteiga
sal
pimenta
noz moscada
PREPARAÇÃO
Preparar o molho béchamel como habitual, com a manteiga e a farinha. Acrescentar o leite, deixar engrossar e temperar. Reservar.
Cozer o bacalhau, limpar de peles e espinhas e desfiar em lascas.
Num tacho levar ao lume o azeite e os alhos picados, deixar fritar ligeiramente, sem ganhar cor e juntar o bacalhau. Cozinhar um pouco mais. Colocar o bacalhau numa tigela grande.
Picar a broa e juntar (reservar um pouco para a decoração) à tigela com o bacalhau.
Juntar ao bacalhau e à broa, as azeitonas, os coentros e a pimenta.
Acrescentar o molho béchamel (reservar um pouco para a cobertura). Envolver bem.
Colocar um fio de azeite numa assadeira e untar o fundo.
Espalhar a mistura do bacalhau.
Cobrir com o molho béchamel e a broa reservada.
Juntar um fio de azeite por cima da broa.
Levar ao forno a 180ºC cerca de 20-30min, até a crosta dourar.
NOTAS, MAS NÃO MENOS IMPORTANTES
- Querendo fazer um rolo em vez de espalhar o bacalhau na assadeira usar menos molho béchamel para que o rolo fique mais firme;
- A broa pode ser picada com coentros e um pouco de azeite para um sabor e cor extra da cobertura;
- O azeite adicionado à broa, na cobertura, faz com que esta fique mais crocante.
pão, bolos e bolinhos, biscoitos e bolachas, muffins e scones, waffles e donuts, bôlas e empadas, tartes e tortas, quiches e salgadinhos, crepes e panquecas, assados e cozidos, fritos e grelhados...
segunda-feira, 16 de janeiro de 2012
segunda-feira, 9 de janeiro de 2012
TRANÇA DE NATAL COM CHILA
Chamei-lhe trança de Natal não só porque foi feita no Natal, mas porque a massa usada é a do bolo Rei.
Mas é tão boa que pode ser feita em qualquer altura, até porque, o Natal é quando o Homem quer ;)
Em vez do tradicional bolo Rei com frutas cristalizadas, optei por um bolo Rainha, apenas com frutos secos na cobertura, em trança, enriquecido com doce de chila (ou gila). Apenas acrescentei um pouco mais de farinha à massa para a poder tender em rolos e entrançar.
A massa é arejada e macia, permanece assim nos dias seguintes, elástica. Com o doce de chila fica mais húmida, ainda mais saborosa. O doce dá brilho à massa.
A massa pode ser tendida em aro, trança ou apenas em pequenas bolas que se recheiam com o doce de chila.
Fiz assim...
TRANÇA DE NATAL COM CHILA
INGREDIENTES
Para a massa:
2 colheres (chá) de fermento biológico seco
150ml de leite morno
125g de açúcar
700g de farinha de trigo
1 colher (chá) de sal fino
125g de manteiga
4 ovos
50ml de vinho do porto
50ml de cerveja preta
1 colher (sopa) de extrato de baunilha
1 laranja (raspa)
1 limão (raspa)
Para a decoração:
200g de doce de abóbora chila
1 ovo
300g de frutos secos (amêndoas, nozes, avelãs e pinhões)
PREPARAÇÃO
Numa tigela dissolver com uma colher de pau o fermento no leite morno, juntar o açúcar e 1/4 da farinha e amassar. Deixar levedar, tapado, em local quente, durante 1,5-2h, ou até ter levedado.
Juntar a restante farinha, o sal, a manteiga derretida, os ovos, o vinho do porto, a cerveja, a baunilha e as raspas de laranja e limão.
Primeiro usar a colher de pau e depois passar a amassar com as mãos.
Se for necessário para formar uma bola de massa macia, juntar um pouco mais de leite morno ou farinha (a massa não é muito dura, mas molda-se sem dificuldade).
Amassar bem e deixar levedar mais 1-2h, tapado com cobertor e em local aquecido.
Pré-aquecer o forno a 180ºC.
Colocar a massa na pedra enfarinhada e dividi-la em 2 bolas.
Tender 3 rolos de uma das bolas, sem apertar muito a massa para não perder o ar.
Entrançar.
Dispor a trança num tabuleiro sobre papel vegetal ou tapete de silicone. Virar as pontas da trança para baixo para equilibrar o seu diâmetro.
Fazer o mesmo à outra bola de massa.
Levantar ligeiramente os rolos já entrançados e com a ajuda de uma colher, colocar dentro o doce de chila.
Pincelar cada trança com o ovo batido e dispor os frutos secos, carregando alguns um pouco mais.
Levar as tranças a assar ao forno a 180ºC até que fiquem douradas e o lar apresente som oco.
Retirar e deixar arrefecer sobre uma grelha.
NOTAS, MAS NÃO MENOS IMPORTANTES
- A massa pode ser feita na MFP no ciclo de massa, nas quantidades indicadas. Como quis duplicar as quantidades, fiz à mão, tendo rendido 3 tranças de 50cm;
- Se dispuser de essência de panettone pode usar algumas gotas a substituir as raspas dos citrinos ou como complemento;
- Para entrançar 4 ou 6 rolos em cada trança ver aqui o procedimento;
- No fim de frias guardar fechadas em saco plástico para que permaneçam macias.
Mas é tão boa que pode ser feita em qualquer altura, até porque, o Natal é quando o Homem quer ;)
Em vez do tradicional bolo Rei com frutas cristalizadas, optei por um bolo Rainha, apenas com frutos secos na cobertura, em trança, enriquecido com doce de chila (ou gila). Apenas acrescentei um pouco mais de farinha à massa para a poder tender em rolos e entrançar.
A massa é arejada e macia, permanece assim nos dias seguintes, elástica. Com o doce de chila fica mais húmida, ainda mais saborosa. O doce dá brilho à massa.
A massa pode ser tendida em aro, trança ou apenas em pequenas bolas que se recheiam com o doce de chila.
Fiz assim...
TRANÇA DE NATAL COM CHILA
INGREDIENTES
Para a massa:
2 colheres (chá) de fermento biológico seco
150ml de leite morno
125g de açúcar
700g de farinha de trigo
1 colher (chá) de sal fino
125g de manteiga
4 ovos
50ml de vinho do porto
50ml de cerveja preta
1 colher (sopa) de extrato de baunilha
1 laranja (raspa)
1 limão (raspa)
Para a decoração:
200g de doce de abóbora chila
1 ovo
300g de frutos secos (amêndoas, nozes, avelãs e pinhões)
PREPARAÇÃO
Numa tigela dissolver com uma colher de pau o fermento no leite morno, juntar o açúcar e 1/4 da farinha e amassar. Deixar levedar, tapado, em local quente, durante 1,5-2h, ou até ter levedado.
Juntar a restante farinha, o sal, a manteiga derretida, os ovos, o vinho do porto, a cerveja, a baunilha e as raspas de laranja e limão.
Primeiro usar a colher de pau e depois passar a amassar com as mãos.
Se for necessário para formar uma bola de massa macia, juntar um pouco mais de leite morno ou farinha (a massa não é muito dura, mas molda-se sem dificuldade).
Amassar bem e deixar levedar mais 1-2h, tapado com cobertor e em local aquecido.
Pré-aquecer o forno a 180ºC.
Colocar a massa na pedra enfarinhada e dividi-la em 2 bolas.
Tender 3 rolos de uma das bolas, sem apertar muito a massa para não perder o ar.
Entrançar.
Dispor a trança num tabuleiro sobre papel vegetal ou tapete de silicone. Virar as pontas da trança para baixo para equilibrar o seu diâmetro.
Fazer o mesmo à outra bola de massa.
Levantar ligeiramente os rolos já entrançados e com a ajuda de uma colher, colocar dentro o doce de chila.
Pincelar cada trança com o ovo batido e dispor os frutos secos, carregando alguns um pouco mais.
Levar as tranças a assar ao forno a 180ºC até que fiquem douradas e o lar apresente som oco.
Retirar e deixar arrefecer sobre uma grelha.
NOTAS, MAS NÃO MENOS IMPORTANTES
- A massa pode ser feita na MFP no ciclo de massa, nas quantidades indicadas. Como quis duplicar as quantidades, fiz à mão, tendo rendido 3 tranças de 50cm;
- Se dispuser de essência de panettone pode usar algumas gotas a substituir as raspas dos citrinos ou como complemento;
- Para entrançar 4 ou 6 rolos em cada trança ver aqui o procedimento;
- No fim de frias guardar fechadas em saco plástico para que permaneçam macias.
segunda-feira, 2 de janeiro de 2012
CARACÓIS DE QUEIJO CREME E ERVAS
Entrada muito simples e rápida de ser fazer.
A sugestão resultou de querer usar dois rolos de massa folhada que tinha no frigorífico.
Com os ingredientes disponíveis resultou esta combinação com possibilidade de várias versões.
Podem ser servidos mornos ou frios, simples ou dipando num dos molhos preferidos.
Fiz assim...
CARACÓIS DE QUEIJO CREME E ERVAS
INGREDIENTES
2 rolos de massa folhada fresca
200g de queijo creme (tipo philadelphia)
1 colher (sopa) de manjericão picado
1 colher (sopa) de coentros picados
1 colher (chá) de orégãos secos
2 colheres (sopa) de azeite
pitada de sal
pitada de pimenta
pimenta (para decorar)
sal grosso (para decorar)
PREPARAÇÃO
Pré-aquecer o forno a 200ºC.
Esticar os rolos de massa folhada.
Numa taça juntar todos os ingredientes e mexer até ficar tudo homogéneo e cremoso.
Com a ajuda de um rapa, espalhar o creme de queijo pelas massas.
Cortar as placas a meio e enrolar cada metade, fazendo um rolo não muito apertado para que a massa folhada estique.
Cortar cada rolo em rodelas 3-4cm e dispor num tabuleiro untado ou forrado com papel vegetal ou tapete de silicone.
Polvilhar cada caracol com uma pitada de pimenta e sal grosso.
Levar ao forno até dourarem.
NOTAS, MAS NÃO MENOS IMPORTANTES
- Os rolos de massa folhada fresca retangulares permitem que todos os caracóis fiquem semelhantes;
- Outras ervas frescas picadas podem ser usadas como a salsa e o cebolinho ou mesmo azeitonas picadas;
- Um dente de alho bem picado pode também ser usado para aromatizar o queijo;
- O sabor a queijo pode ser intensificado se forem usadas no creme algumas colheres de queijo parmesão em pó, ou outro queijo forte que não funda facilmente;
- Querendo dar alguma cor, usar um pouco de açafrão-das-índias no creme de queijo;
- Numa versão com nozes adicionar nozes grosseiramente picadas por cima do creme de queijo antes de enrolar.
A sugestão resultou de querer usar dois rolos de massa folhada que tinha no frigorífico.
Com os ingredientes disponíveis resultou esta combinação com possibilidade de várias versões.
Podem ser servidos mornos ou frios, simples ou dipando num dos molhos preferidos.
Fiz assim...
CARACÓIS DE QUEIJO CREME E ERVAS
INGREDIENTES
2 rolos de massa folhada fresca
200g de queijo creme (tipo philadelphia)
1 colher (sopa) de manjericão picado
1 colher (sopa) de coentros picados
1 colher (chá) de orégãos secos
2 colheres (sopa) de azeite
pitada de sal
pitada de pimenta
pimenta (para decorar)
sal grosso (para decorar)
PREPARAÇÃO
Pré-aquecer o forno a 200ºC.
Esticar os rolos de massa folhada.
Numa taça juntar todos os ingredientes e mexer até ficar tudo homogéneo e cremoso.
Com a ajuda de um rapa, espalhar o creme de queijo pelas massas.
Cortar as placas a meio e enrolar cada metade, fazendo um rolo não muito apertado para que a massa folhada estique.
Cortar cada rolo em rodelas 3-4cm e dispor num tabuleiro untado ou forrado com papel vegetal ou tapete de silicone.
Polvilhar cada caracol com uma pitada de pimenta e sal grosso.
Levar ao forno até dourarem.
NOTAS, MAS NÃO MENOS IMPORTANTES
- Os rolos de massa folhada fresca retangulares permitem que todos os caracóis fiquem semelhantes;
- Outras ervas frescas picadas podem ser usadas como a salsa e o cebolinho ou mesmo azeitonas picadas;
- Um dente de alho bem picado pode também ser usado para aromatizar o queijo;
- O sabor a queijo pode ser intensificado se forem usadas no creme algumas colheres de queijo parmesão em pó, ou outro queijo forte que não funda facilmente;
- Querendo dar alguma cor, usar um pouco de açafrão-das-índias no creme de queijo;
- Numa versão com nozes adicionar nozes grosseiramente picadas por cima do creme de queijo antes de enrolar.
Referências:
Aperitivos,
Coentros,
Entradas - Antipasto,
Ervas,
Manjericão - Pesto,
Massa folhada - Massa filo,
Queijo quark - Queijo creme
segunda-feira, 26 de dezembro de 2011
PANFORTE DE CHOCOLATE
Panforte é originalmente um doce natalício italiano, de Siena e que por isso também pode ser designado por Bolo de Siena ou Panforte de Siena.
Panforte significa literalmente pão forte, pelo seu sabor intenso a especiarias [acho que também pode advir do facto da massa ser bastante dura ao envolver].
É um doce que lembra na cor e sabor o Bolo de mel, pois o mel também é um dos seus ingredientes.
Para além do mel os frutos secos são o ponto principal, podendo incluir frutas cristalizadas picadas. Nesta sugestão as frutas cristalizadas não foram incluídas, apenas a laranja cristalizada e o chocolate foi acrescentado.
Conserva-se muito tempo fechado num recipiente hermético. Se ficar ao ar torna-se mais macio, mais húmido e as tiras começam a colar umas às outras.
Tem uma textura que lembra a do Torrão de Alicante embora o sabor seja o de Bolo de mel ou de bolo de frutas.
Feito com alguma antecedência intensifica o seu sabor.
Ótimo para acompanhar um café ao almoço ou um licor ou vinho quente numa destas noites frias.
Fiz assim...
PANFORTE DE CHOCOLATE
INGREDIENTES
125g de nozes
125g de avelãs
125g de amêndoas
50g de laranja cristalizada picada
1/2 colher (chá) de mistura de pimentas (branca, preta e da Jamaica)
1/2 colher (chá) de canela moída
1/2 colher (chá) de sementes de coentros moídas
1 pitada de noz moscada
75g de farinha de trigo
1 colher (sopa) de cacau em pó
125g de açúcar
200g de mel
100g de chocolate negro em barra
açúcar em pó q.b.
PREPARAÇÃO
Numa frigideira pesada aquecida torrar ligeiramente os frutos secos. Retirar da frigideira e deixar arrefecer os frutos.
Pré-aquecer o forno a 150ºC.
Untar e forrar o fundo de uma forma de aro amovível de 26cm de diâmetro, com papel vegetal.
Numa taça misturar as nozes, avelãs, amêndoas, laranja, pimentas, canela, coentros, noz moscada, farinha de trigo e cacau.
Numa caçarola levar a lume médio o açúcar e o mel, até levantar fervura 1min..
Acrescentar o chocolate partido e derreter fora do lume.
Juntar de imediato a mistura de chocolate ainda quente na taça com os frutos secos.
Mexer rápida e energicamente a mistura e verter na forma.
Calcar com as costas de uma colher humedecida e levar ao forno 30min. a 150ºC.
Retirar do forno e deixar arrefecer um pouco antes de desenformar.
No fim de frio, colocar numa tábua e com uma faca grande de chefe e afiada, cortar fatias finas.
Envolver em açúcar em pó e guardar hermeticamente.
Antes de servir voltar a polvilhar com açúcar em pó.
NOTAS, MAS NÃO MENOS IMPORTANTES
- A quantidade de frutos secos indicados, de nozes, avelãs e amêndoas, pode ser parcialmente substituída por pinhões e nozes pecãs;
- A laranja cristalizada pode ser substituída por casca de limão cristalizada;
- A pimenta da Jamaica tem um gosto e aroma de cravinho, pelo que pode ser substituída por uma pitada de cravinho moído;
- Os frutos secos podem ser torrados durante 5min., num tabuleiro, no forno a 220ºC;
- Para untar a forma usar spray desmoldante no papel e laterais da forma;
- Depois do chocolate derretido na mistura de mel e açúcar, o processo de envolver nos frutos tem de ser rápido pois a massa endurece rapidamente;
- Para guardar envolver em película aderente e em alumínio e guardar hermeticamente.
Panforte significa literalmente pão forte, pelo seu sabor intenso a especiarias [acho que também pode advir do facto da massa ser bastante dura ao envolver].
É um doce que lembra na cor e sabor o Bolo de mel, pois o mel também é um dos seus ingredientes.
Para além do mel os frutos secos são o ponto principal, podendo incluir frutas cristalizadas picadas. Nesta sugestão as frutas cristalizadas não foram incluídas, apenas a laranja cristalizada e o chocolate foi acrescentado.
Conserva-se muito tempo fechado num recipiente hermético. Se ficar ao ar torna-se mais macio, mais húmido e as tiras começam a colar umas às outras.
Tem uma textura que lembra a do Torrão de Alicante embora o sabor seja o de Bolo de mel ou de bolo de frutas.
Feito com alguma antecedência intensifica o seu sabor.
Ótimo para acompanhar um café ao almoço ou um licor ou vinho quente numa destas noites frias.
Fiz assim...
PANFORTE DE CHOCOLATE
INGREDIENTES
125g de nozes
125g de avelãs
125g de amêndoas
50g de laranja cristalizada picada
1/2 colher (chá) de mistura de pimentas (branca, preta e da Jamaica)
1/2 colher (chá) de canela moída
1/2 colher (chá) de sementes de coentros moídas
1 pitada de noz moscada
75g de farinha de trigo
1 colher (sopa) de cacau em pó
125g de açúcar
200g de mel
100g de chocolate negro em barra
açúcar em pó q.b.
PREPARAÇÃO
Numa frigideira pesada aquecida torrar ligeiramente os frutos secos. Retirar da frigideira e deixar arrefecer os frutos.
Pré-aquecer o forno a 150ºC.
Untar e forrar o fundo de uma forma de aro amovível de 26cm de diâmetro, com papel vegetal.
Numa taça misturar as nozes, avelãs, amêndoas, laranja, pimentas, canela, coentros, noz moscada, farinha de trigo e cacau.
Numa caçarola levar a lume médio o açúcar e o mel, até levantar fervura 1min..
Acrescentar o chocolate partido e derreter fora do lume.
Juntar de imediato a mistura de chocolate ainda quente na taça com os frutos secos.
Mexer rápida e energicamente a mistura e verter na forma.
Calcar com as costas de uma colher humedecida e levar ao forno 30min. a 150ºC.
Retirar do forno e deixar arrefecer um pouco antes de desenformar.
No fim de frio, colocar numa tábua e com uma faca grande de chefe e afiada, cortar fatias finas.
Envolver em açúcar em pó e guardar hermeticamente.
Antes de servir voltar a polvilhar com açúcar em pó.
NOTAS, MAS NÃO MENOS IMPORTANTES
- A quantidade de frutos secos indicados, de nozes, avelãs e amêndoas, pode ser parcialmente substituída por pinhões e nozes pecãs;
- A laranja cristalizada pode ser substituída por casca de limão cristalizada;
- A pimenta da Jamaica tem um gosto e aroma de cravinho, pelo que pode ser substituída por uma pitada de cravinho moído;
- Os frutos secos podem ser torrados durante 5min., num tabuleiro, no forno a 220ºC;
- Para untar a forma usar spray desmoldante no papel e laterais da forma;
- Depois do chocolate derretido na mistura de mel e açúcar, o processo de envolver nos frutos tem de ser rápido pois a massa endurece rapidamente;
- Para guardar envolver em película aderente e em alumínio e guardar hermeticamente.
Referências:
Amêndoa,
Avelã,
Chocolate,
Cozinha italiana,
Mel,
Noz,
Ocasiões especiais - Natal,
Pimenta da Jamaica
segunda-feira, 19 de dezembro de 2011
PÃO DE QUEIJO DE SINGAPURA
Mantive o nome desta sugestão que veio substituir as receitas de pão de queijo que eu fazia. Bem podia ser chamada de Pão de queijo ultrarrápido ou ultraprático.
Adoro pão de queijo, aliás aqui em casa todos adoram. Sempre que os faço não duram para contar história, nem sei se endureceriam porque nunca chegaram ao dia seguinte.
Há muito anos, era a minha avó que trazia do Brasil os preparados instantâneos da Hikari e da Yoki. Quando acabavam e até á nova remessa eram feitos com polvilho. Entretanto começaram a aparecer por cá, já moldados e congelados, bastava levar ao forno. Agora encontram-se relativamente fácil os preparados instantâneos.
Sempre que eram feitos de raiz envolviam: polvilho doce, azedo, ovos inteiros, óleo, escaldar, deixar arrefecer... versões com leite a ferver ou com natas, na batedeira... mesmo a versão de liquidificador, mais prática para encher forminhas, não bate esta sugestão.
Esta receita do Mais Você que eu redescobri no Dia de Domingas que por sua vez viu no Pecado da Gula, é um sucesso. Eu já tinha passado pela receita no Mais Você mas achei que seria mais uma, e pela falta nesta receita de alguns dos ingredientes típicos do pão de queijo, como o óleo e os ovos inteiros, não deveria ficar bem. Até porque já testei outras versões milagrosas do site e não fiquei convencido. Enganei-me nesta, ainda bem que a Andrea o fez.
É rápida, light e muito saborosa. Não sei se terei coragem de voltar à receita e método tradicionais, para quê?
Para os amantes do pão de queijo, fica a sugestão, não deixem de experimentar. A superfície fica seca e o interior com grandes abertura e de textura elástica.
Fiz assim...
PÃO DE QUEIJO DE SINGAPURA
INGREDIENTES
125g de polvilho doce
200g de queijo creme (tipo Philadelphia)
1 gema
100g de queijo ralado (parmesão ou mistura de queijos)
sal q.b.
PREPARAÇÃO
Pré-aquecer o forno a 180°C.
Numa tigela misturar todos os ingredientes rapidamente até obter uma bola homogénea.
Moldar pequenas bolas do tamanho de uma noz e dispor num tabuleiro forrado com tapete de silicone ou papel vegetal.
Levar ao forno a 180ºC, cerca de 20 minutos ou até ficarem dourados.
Rende cerca de 28 pequenos pães.
NOTAS, MAS NÃO MENOS IMPORTANTES
- Dependendo do gosto de cada um, o tipo de queijo usado pode variar. Para sabores mais fortes usar uma parte de queijo da ilha, para sabor mais neutro juntar um pouco de mozzarella ralada. O queijo emmental ou o nosso limiano ou flamengo também servem muito bem;
- Ótimo para usar os pedaços de queijo seco que se vão guardando no frigorífico. Apenas há que ter cuidado ao ralar porque são muito duros;
- Se for de compra preferir queijo finamente ralado ou em pó em vez de queijo ralado em tiras. Mas mesmo assim este pode ser triturado rapidamente com um pouco do polvilho para que não faça bola no triturador.
Adoro pão de queijo, aliás aqui em casa todos adoram. Sempre que os faço não duram para contar história, nem sei se endureceriam porque nunca chegaram ao dia seguinte.
Há muito anos, era a minha avó que trazia do Brasil os preparados instantâneos da Hikari e da Yoki. Quando acabavam e até á nova remessa eram feitos com polvilho. Entretanto começaram a aparecer por cá, já moldados e congelados, bastava levar ao forno. Agora encontram-se relativamente fácil os preparados instantâneos.
Sempre que eram feitos de raiz envolviam: polvilho doce, azedo, ovos inteiros, óleo, escaldar, deixar arrefecer... versões com leite a ferver ou com natas, na batedeira... mesmo a versão de liquidificador, mais prática para encher forminhas, não bate esta sugestão.
Esta receita do Mais Você que eu redescobri no Dia de Domingas que por sua vez viu no Pecado da Gula, é um sucesso. Eu já tinha passado pela receita no Mais Você mas achei que seria mais uma, e pela falta nesta receita de alguns dos ingredientes típicos do pão de queijo, como o óleo e os ovos inteiros, não deveria ficar bem. Até porque já testei outras versões milagrosas do site e não fiquei convencido. Enganei-me nesta, ainda bem que a Andrea o fez.
É rápida, light e muito saborosa. Não sei se terei coragem de voltar à receita e método tradicionais, para quê?
Para os amantes do pão de queijo, fica a sugestão, não deixem de experimentar. A superfície fica seca e o interior com grandes abertura e de textura elástica.
Fiz assim...
PÃO DE QUEIJO DE SINGAPURA
INGREDIENTES
125g de polvilho doce
200g de queijo creme (tipo Philadelphia)
1 gema
100g de queijo ralado (parmesão ou mistura de queijos)
sal q.b.
PREPARAÇÃO
Pré-aquecer o forno a 180°C.
Numa tigela misturar todos os ingredientes rapidamente até obter uma bola homogénea.
Moldar pequenas bolas do tamanho de uma noz e dispor num tabuleiro forrado com tapete de silicone ou papel vegetal.
Levar ao forno a 180ºC, cerca de 20 minutos ou até ficarem dourados.
Rende cerca de 28 pequenos pães.
NOTAS, MAS NÃO MENOS IMPORTANTES
- Dependendo do gosto de cada um, o tipo de queijo usado pode variar. Para sabores mais fortes usar uma parte de queijo da ilha, para sabor mais neutro juntar um pouco de mozzarella ralada. O queijo emmental ou o nosso limiano ou flamengo também servem muito bem;
- Ótimo para usar os pedaços de queijo seco que se vão guardando no frigorífico. Apenas há que ter cuidado ao ralar porque são muito duros;
- Se for de compra preferir queijo finamente ralado ou em pó em vez de queijo ralado em tiras. Mas mesmo assim este pode ser triturado rapidamente com um pouco do polvilho para que não faça bola no triturador.
Referências:
Cozinha brasileira,
Pãezinhos,
Queijo,
Queijo quark - Queijo creme
quinta-feira, 8 de dezembro de 2011
PÃO, BOLOS E CIA. NA VISÃO GOURMET 2011
O Pão, Bolos e Cia. aparece em entrevista na revista Visão Gourmet de 2011.
Acerca da utilização de máquinas de fazer pão - MFP, fui convidado a partilhar a minha opinião acerca deste eletrodoméstico que entrou nas nossas cozinhas e que parece ter ficado, em Pôr as mãos na massa.
Quais as dificuldades sentidas na elaboração de um pão na máquina, quais os pães que mais gosto, quanto tempo se demora a fazer um pão... foram algumas das questões colocadas.
Pormenores e conselhos na utilização da MFP podem ser consultados aqui no blogue, nas dicas seguintes:
- MFP - DICAS 1 - GENERALIDADES SOBRE A MFP
- MFP - DICAS 2 - GENERALIDADES SOBRE FARINHAS
- MFP - DICAS 3 - GENERALIDADES SOBRE FERMENTOS
- MFP - DICAS 4 - GENERALIDADES SOBRE CEREAIS
- MFP - DICAS 5 - GENERALIDADES SOBRE OUTROS INGREDIENTES DA MASSA
- MFP - DICAS 6 - GENERALIDADES SOBRE ACABAMENTOS
- MFP - DICAS 7 - ELABORAÇÃO DA MASSA DE PÃO
Acerca da utilização de máquinas de fazer pão - MFP, fui convidado a partilhar a minha opinião acerca deste eletrodoméstico que entrou nas nossas cozinhas e que parece ter ficado, em Pôr as mãos na massa.
Quais as dificuldades sentidas na elaboração de um pão na máquina, quais os pães que mais gosto, quanto tempo se demora a fazer um pão... foram algumas das questões colocadas.
Pormenores e conselhos na utilização da MFP podem ser consultados aqui no blogue, nas dicas seguintes:
- MFP - DICAS 1 - GENERALIDADES SOBRE A MFP
- MFP - DICAS 2 - GENERALIDADES SOBRE FARINHAS
- MFP - DICAS 3 - GENERALIDADES SOBRE FERMENTOS
- MFP - DICAS 4 - GENERALIDADES SOBRE CEREAIS
- MFP - DICAS 5 - GENERALIDADES SOBRE OUTROS INGREDIENTES DA MASSA
- MFP - DICAS 6 - GENERALIDADES SOBRE ACABAMENTOS
- MFP - DICAS 7 - ELABORAÇÃO DA MASSA DE PÃO
segunda-feira, 5 de dezembro de 2011
ASSADO DE PERU COM CROSTA DE BATATA
Os assados facilitam muito a vida. Podem ser pré-preparados com antecedência e levados ao forno no tempo certo de estarem à mesa para serem servidos.
Esta sugestão é uma versão de carne assada com batatinhas, um pouco diferente, consta da Cuisine at Home (n.º 89) - Turkey Pie.
Agrada a todos sobretudo aos mais pequenos que adoram batatas frias e carne picada. A carne usada é a de peru mas pode ser feita com variações como indico nas notas do fim.
A receita pode incluir muitos ingredientes, mas após se fazer a primeira vez, torna-se corriqueiro.
Fiz assim...
ASSADO DE PERU COM CROSTA DE BATATA
INGREDIENTES
Para o guisado:
800g de carne de peru picada
azeite
1 cebola grande
2 cenouras
2 hastes de aipo
2 dentes de alho
tomilho fresco ou seco
3 colheres (sopa) de farinha de trigo
2 colheres (sopa) de pasta de tomate
1 lata de tomate pelado
1/2 cubo de caldo de galinha
250ml de água morna
125ml de vinho tinto
1 colher (sopa) de molho Worcestershire
2 colheres (chá) de mostarda de Dijon
150g de ervilhas congeladas
sal
pimenta
Para a cobertura:
1kg de batatas pré-fritas em cubos (ou em palha)
queijo ralado (mozzarella, parmesão, chedar, emmental)
PREPARAÇÃO
Pré-aquecer o forno a 200ºC.
Untar um pirex ou refratário com margarina ou com spray antiaderente.
Aquecer uma caçarola, colocar um fio de azeite e alourar a carne de peru 8-10min.. Se necessário, para desmanchar os grumos, pressionar com o esmagador de batatas. Reservar a carne.
Na mesma caçarola colocar outro fio de azeite e a cebola picada, a cenoura às rodelas finas e o aipo finamente picado. Alourar 5min..
Adicionar o alho picado e o tomilho e deixar cozinhar mais 1-2min..
Juntar a farinha e a pasta de tomate e cozinhar a farinha cerca de 1min. mexendo para não engrumar.
Acrescentar o tomate pelado picado na tábua, o meio cubo de caldo de galinha desfeito na água morna, o vinho, o molho de Worcestershire e a mostarda. Deixar ferver um pouco e reduzir o lume para médio.
Juntar as ervilhas e cozinhar até que estejam macias ou quase.
No final envolver a carne de peru e temperar com sal e pimenta.
Colocar o preparado no refratário untado, deixando mais alto no centro.
Cobrir a carne com as batatas, pressionando-as para que fiquem bem agarradas, numa camada uniforme.
Levar ao forno cerca de 40min.
Retirar e espalhar o queijo por cima das batatas e levar ao forno mais 10min. ou até estar dourado.
Retirar do forno e deixar descansar 10min. antes de servir.
Rende para 8 pessoas. Acompanhar com salada verde ou mesmo sem acompanhamento.
NOTAS, MAS NÃO MENOS IMPORTANTES
- Nos talhos não é fácil pedir para picar a carne de peru, pois geralmente não têm uma máquina de picar exclusiva para carne de aves, para prevenir uma possível contaminação, com Salmonella, das outras carnes a picar. Encontra-se peru picado fresco já embalado;
- Em vez de carne de peru pode ser usada carne de porco ou de vaca;
- Se as cenouras forem largas, cortá-las primeiro longitudinalmente e só depois em meias rodelas;
- As ervilhas podem ser substituídas por milho ou outro vegetal em cubos;
- Na versão de carne de vaca e milho que apresento na foto, gosto de usar uma tira de pimento vermelho bem picado, que junto com o alho;
- O picante a é gosto, mas combina melhor com as carnes vermelhas.
Esta sugestão é uma versão de carne assada com batatinhas, um pouco diferente, consta da Cuisine at Home (n.º 89) - Turkey Pie.
Agrada a todos sobretudo aos mais pequenos que adoram batatas frias e carne picada. A carne usada é a de peru mas pode ser feita com variações como indico nas notas do fim.
A receita pode incluir muitos ingredientes, mas após se fazer a primeira vez, torna-se corriqueiro.
Fiz assim...
ASSADO DE PERU COM CROSTA DE BATATA
INGREDIENTES
Para o guisado:
800g de carne de peru picada
azeite
1 cebola grande
2 cenouras
2 hastes de aipo
2 dentes de alho
tomilho fresco ou seco
3 colheres (sopa) de farinha de trigo
2 colheres (sopa) de pasta de tomate
1 lata de tomate pelado
1/2 cubo de caldo de galinha
250ml de água morna
125ml de vinho tinto
1 colher (sopa) de molho Worcestershire
2 colheres (chá) de mostarda de Dijon
150g de ervilhas congeladas
sal
pimenta
Para a cobertura:
1kg de batatas pré-fritas em cubos (ou em palha)
queijo ralado (mozzarella, parmesão, chedar, emmental)
PREPARAÇÃO
Pré-aquecer o forno a 200ºC.
Untar um pirex ou refratário com margarina ou com spray antiaderente.
Aquecer uma caçarola, colocar um fio de azeite e alourar a carne de peru 8-10min.. Se necessário, para desmanchar os grumos, pressionar com o esmagador de batatas. Reservar a carne.
Na mesma caçarola colocar outro fio de azeite e a cebola picada, a cenoura às rodelas finas e o aipo finamente picado. Alourar 5min..
Adicionar o alho picado e o tomilho e deixar cozinhar mais 1-2min..
Juntar a farinha e a pasta de tomate e cozinhar a farinha cerca de 1min. mexendo para não engrumar.
Acrescentar o tomate pelado picado na tábua, o meio cubo de caldo de galinha desfeito na água morna, o vinho, o molho de Worcestershire e a mostarda. Deixar ferver um pouco e reduzir o lume para médio.
Juntar as ervilhas e cozinhar até que estejam macias ou quase.
No final envolver a carne de peru e temperar com sal e pimenta.
Colocar o preparado no refratário untado, deixando mais alto no centro.
Cobrir a carne com as batatas, pressionando-as para que fiquem bem agarradas, numa camada uniforme.
Levar ao forno cerca de 40min.
Retirar e espalhar o queijo por cima das batatas e levar ao forno mais 10min. ou até estar dourado.
Retirar do forno e deixar descansar 10min. antes de servir.
Rende para 8 pessoas. Acompanhar com salada verde ou mesmo sem acompanhamento.
Versão com carne de vaca picada e milho
NOTAS, MAS NÃO MENOS IMPORTANTES
- Nos talhos não é fácil pedir para picar a carne de peru, pois geralmente não têm uma máquina de picar exclusiva para carne de aves, para prevenir uma possível contaminação, com Salmonella, das outras carnes a picar. Encontra-se peru picado fresco já embalado;
- Em vez de carne de peru pode ser usada carne de porco ou de vaca;
- Se as cenouras forem largas, cortá-las primeiro longitudinalmente e só depois em meias rodelas;
- As ervilhas podem ser substituídas por milho ou outro vegetal em cubos;
- Na versão de carne de vaca e milho que apresento na foto, gosto de usar uma tira de pimento vermelho bem picado, que junto com o alho;
- O picante a é gosto, mas combina melhor com as carnes vermelhas.
terça-feira, 29 de novembro de 2011
PÃO DE CENTEIO DE FERMENTAÇÃO NATURAL - SOURDOUGH
O sabor acre da massa de pão com fermentos naturais é algo que me atrai.
São massas típicas da Europa do norte e oriental, onde o centeio seria muito mais abundante que o trigo pelo tipo de clima e resistência.
A fermentação do centeio permite a obtenção de cerveja, whisky e vodka.
Neste pão não é adicionado fermento de compra. As leveduras e bactérias que o fermentam são provenientes da contaminação pelo próprio ar que os transporta. São adicionadas ao pão pelo starter já produzido e nos restantes pães pela massa velha guardada.
A única desvantagem deste tipo de pão é a longa fermentação, mas isso também é a sua grande vantagem. O tempo de fermentação é necessário para que as leveduras se reproduzam e para desenvolver todo o sabor e aroma característico.
Antes de tender o pão na forma, retira-se um pouco de massa velha para guardar no frigorífico, suficiente para fermentar o novo pão.
As sementes diversas, sobretudo as de girassol e linhaça e os grão de centeio contribuem para a textura. Esta é bem arejada e bem estruturada, este pão não esfarela, apresenta alguma gelatinização.
Deve evitar-se o contacto desta massa com utensílios metálicos, por isso uso habitualmente a forma dinamarquesa - Bøgetræsform, de madeira que me foi dada pelo J e com que já fiz o Pão 100%. Como a massa é húmida e o tempo de fermentação grande, este pão não dá para assar sem uma forma.
Este tipo de pão aguenta-se vários dias sem se estragar e permanece com as mesmas características, não se distinguido de fresco a dormido.
Fiz assim...
PÃO DE CENTEIO DE FERMENTAÇÃO NATURAL - SOURDOUGH
INGREDIENTES
starter ou massa velha
água q.b.
350g de farinha de centeio
150g de farinha de trigo
50g de farelo de trigo
50g de grão de centeio
50g de sementes variadas (girassol, linhaça castanha e dourada, sésamo branco e preto, papoila...)
sal
PREPARAÇÃO
Escaldar os grãos de centeio em água a ferver e deixar repousar 15min., no mínimo.
Numa taça diluir a massa velha com água.
Juntar os restantes ingredientes mexendo até obter uma consistência de massa de pão levemente húmida.
Retirar uma porção da massa, equivalente a uma laranja, e reservar numa caixa plástica no frigorífico.
Colocar a restante massa numa forma untada e tapar com folha de alumínio.
Deixar levedar 24h.
Pré-aquecer o forno a 180ºC e assar o pão cerca de 1h.
Retirar da forma e deixar arrefecer sobre uma grelha.
NOTAS, MAS NÃO MENOS IMPORTANTES
- A água a usar pode incluir a de escaldar os grãos de centeio, desde que arrefecida;
- Para que a massa fique um pouco mais escura adicionar 1 colher (chá) de melaço de cana;
- Pode ser feito apenas com farinha de centeio, mas eu aprecio com um pouco de farinha trigo, adicionando também grão de trigo previamente escaldado, como o de centeio.
São massas típicas da Europa do norte e oriental, onde o centeio seria muito mais abundante que o trigo pelo tipo de clima e resistência.
A fermentação do centeio permite a obtenção de cerveja, whisky e vodka.
Neste pão não é adicionado fermento de compra. As leveduras e bactérias que o fermentam são provenientes da contaminação pelo próprio ar que os transporta. São adicionadas ao pão pelo starter já produzido e nos restantes pães pela massa velha guardada.
A única desvantagem deste tipo de pão é a longa fermentação, mas isso também é a sua grande vantagem. O tempo de fermentação é necessário para que as leveduras se reproduzam e para desenvolver todo o sabor e aroma característico.
Antes de tender o pão na forma, retira-se um pouco de massa velha para guardar no frigorífico, suficiente para fermentar o novo pão.
As sementes diversas, sobretudo as de girassol e linhaça e os grão de centeio contribuem para a textura. Esta é bem arejada e bem estruturada, este pão não esfarela, apresenta alguma gelatinização.
Deve evitar-se o contacto desta massa com utensílios metálicos, por isso uso habitualmente a forma dinamarquesa - Bøgetræsform, de madeira que me foi dada pelo J e com que já fiz o Pão 100%. Como a massa é húmida e o tempo de fermentação grande, este pão não dá para assar sem uma forma.
Este tipo de pão aguenta-se vários dias sem se estragar e permanece com as mesmas características, não se distinguido de fresco a dormido.
Fiz assim...
PÃO DE CENTEIO DE FERMENTAÇÃO NATURAL - SOURDOUGH
INGREDIENTES
starter ou massa velha
água q.b.
350g de farinha de centeio
150g de farinha de trigo
50g de farelo de trigo
50g de grão de centeio
50g de sementes variadas (girassol, linhaça castanha e dourada, sésamo branco e preto, papoila...)
sal
PREPARAÇÃO
Escaldar os grãos de centeio em água a ferver e deixar repousar 15min., no mínimo.
Numa taça diluir a massa velha com água.
Juntar os restantes ingredientes mexendo até obter uma consistência de massa de pão levemente húmida.
Retirar uma porção da massa, equivalente a uma laranja, e reservar numa caixa plástica no frigorífico.
Colocar a restante massa numa forma untada e tapar com folha de alumínio.
Deixar levedar 24h.
Pré-aquecer o forno a 180ºC e assar o pão cerca de 1h.
Retirar da forma e deixar arrefecer sobre uma grelha.
NOTAS, MAS NÃO MENOS IMPORTANTES
- A água a usar pode incluir a de escaldar os grãos de centeio, desde que arrefecida;
- Para que a massa fique um pouco mais escura adicionar 1 colher (chá) de melaço de cana;
- Pode ser feito apenas com farinha de centeio, mas eu aprecio com um pouco de farinha trigo, adicionando também grão de trigo previamente escaldado, como o de centeio.
Referências:
Centeio,
Cereais - Grãos - Flocos,
Fermento natural - Sourdough,
Pão,
Pão sourdough,
Sementes de girassol,
Sementes de linhaça,
Sementes de papoila,
Sementes de sésamo
sábado, 26 de novembro de 2011
DICAS - FERMENTO NATURAL - STARTER - MASSA AZEDA - SOURDOUGH
Desde que li o livro Wild Fermentation que fiquei com a curiosidade de fazer um fermento natural sem adicionar fermento, ou seja, deixar que as leveduras e as bactérias da fermentação resolvessem aparecer no meu fermento.
O fabrico deste fermento natural - starter - é lento, mas no fim de feito permite que se adicione à massa do pão e quando pronta se retire uma porção, a técnica da massa velha - ver dicas - elaboração de massa de pão.
O pão ficaria muito mais natural, muito mais primitivo, o verdadeiro sourdough - massa azeda.
Com este fermento, tal como se usa(va) tradicionalmente a massa velha ou azeda em Portugal no fabrico do pão, a massa adquire um sabor muito mais complexo. A mistura de microrganismos é muito maior do que a que encontramos no fermento de compra (fermento padeiro).
Elaborar este starter e mantê-lo é como ter um animal de estimação que temos de alimentar, todos os dias se deixado à temperatura ambiente ou ainda mais fácil, apenas uma vez por semana se mantido no frigorífico.
Em diferentes localizações do país podem ser obtidos diferentes fermentos que irão caracterizar o sabor do pão. Podemos sempre trocar parte do nosso fermento com o dos amigos para enriquecer o nosso pão.
O fermento natural começa então com uma mistura de farinha e água, de uma forma muito simples e básica:
1- Escolher um recipiente de plástico ou vidro. Prefiro usar o vidro, mas qualquer frasco de boca larga serve, de preferência que seja largo e não muito alto. Pode ser um frasco com tampa de rosca ou dos de conservas, com vedante de borracha e fecho de arame;
2- Misturar 1 chávena de água morna com 1 chávena de farinha de trigo. Manter o frasco num ambiente de temperatura entre os 21-26ºC, destapado;
3- Durante 1 semana, todos os dias retirar metade da mistura da farinha e água, elimine-a, e misturar com o equivalente, 1/2 chávena de farinha e 1/2 chávena de água. Pode ser que sejam precisos apenas 4-5 dias ou mais de uma semana. A mistura estará boa quando se formarem bolhas na superfície e a sua quantidade aumente dia para dia. Aparecerá uma espuma de bolhas na superfície - Está no bom caminho!
4- A partir do momento em que a mistura apresentar bolhas suficientes colocar a tampa do frasco e mantê-lo no frigorífico com a tampa mal apertada para permitir algum arejamento. Desde que a mistura esteja no frigorífico é só preciso alimentá-la 1 vez por semana. Retirando uma porção desta massa e acrescentado o equivalente em água e farinha.
Notas após a elaboração do fermento natural:
5- Mesmo que o fermento natural não seja alimentado todas as semanas não há problemas, as leveduras e as bactérias resistem mais tempo. No entanto a proporção entre elas vai variando produzindo cheiro de fermentação diferente. Não elimine a massa, alimente-a na mesma, apenas retire mais de metade da massa para o lixo e reponha com nova farinha e água;
6- Se não pretende usar o fermento natural ou a massa velha guardada no frigorífico por um período de tempo maior, pode colocar a massa num saco ou caixa plástica e congelar;
7- É normal que se forme um líquido sobre-nadante na massa, às vezes acinzentado, principalmente depois desta estar no frigorífico. É normal, é resultado da fermentação, provavelmente terá cheiro a álcool, pois alguns destes microrganismos realizam fermentação alcoólica. Pode escorrer este líquido se a massa estiver húmida ou misturá-lo à massa se esta estiver seca.
8- Para misturar a massa com o líquido, a farinha e a água, use uma colher de pau ou um simples pauzinho do restaurante chinês. Não use utensílios metálicos.
Várias variações podem ser feitas:
- Substituir parte da farinha de trigo por farinha de centeio;
- No início, enquanto a mistura está à temperatura ambiente colocar alguns bagos de uva não lavados na mistura (para que as leveduras da casca, as mesmas que fermentam o sumo de uva em vinho, passem para a massa);
- Em vez de uvas ou juntamente com os bagos de uva podem ser adicionados alguns grãos de trigo, centeio e/ou cevada;
- Aumentar o período em que a massa está exposta ao ar, por exemplo, 1 mês;
- É claro que se pode adicionar apenas um pouco de levedura, de fermento biológico seco ou fresco à massa, mas se a ideia é fazer um fermento natural então elimina-se esta batota.
Para fazer o pão com o fermento natural:
- O procedimento normal é retirar uma parte do fermento natural, starter, para realizar a massa de pão e alimentar o fermento sobejante como normalmente;
- O fermento produzido com igual quantidade de água e farinha tem uma % de hidratação de 100%. É uma boa % para o desenvolvimento dos microorganismos e torna mais fácil o cálculo de água e farinha na massa final, pois sabemos sempre que metade do peso do fermento é de água e outra de farinha;
- Se o fermento tem sido alimentado 2 vezes por semana, então 24h antes de fazer o pão voltar a alimentar e 12-6h antes fazer o mesmo. Assim, o fermento fica bem ativo;
- Se a quantidade de fermento que se mantém é pequena, há quem combine todo o fermento natural, com a água, e as farinhas necessárias para fazer o pão e retire uma parte de massa do tamanho de uma laranja, colocar no frasco previamente lavado e manter no frigorífico. Nesta utilização o fermento natural fica alimentado de imediato. Apenas se realiza este procedimento quando se faz sempre o mesmo tipo de pão pois ao inovar com outros ingredientes acaba-se por "contaminar" o fermento a guardar, o que o pode alterar.
O fabrico deste fermento natural - starter - é lento, mas no fim de feito permite que se adicione à massa do pão e quando pronta se retire uma porção, a técnica da massa velha - ver dicas - elaboração de massa de pão.
O pão ficaria muito mais natural, muito mais primitivo, o verdadeiro sourdough - massa azeda.
Com este fermento, tal como se usa(va) tradicionalmente a massa velha ou azeda em Portugal no fabrico do pão, a massa adquire um sabor muito mais complexo. A mistura de microrganismos é muito maior do que a que encontramos no fermento de compra (fermento padeiro).
Elaborar este starter e mantê-lo é como ter um animal de estimação que temos de alimentar, todos os dias se deixado à temperatura ambiente ou ainda mais fácil, apenas uma vez por semana se mantido no frigorífico.
Em diferentes localizações do país podem ser obtidos diferentes fermentos que irão caracterizar o sabor do pão. Podemos sempre trocar parte do nosso fermento com o dos amigos para enriquecer o nosso pão.
O fermento natural começa então com uma mistura de farinha e água, de uma forma muito simples e básica:
1- Escolher um recipiente de plástico ou vidro. Prefiro usar o vidro, mas qualquer frasco de boca larga serve, de preferência que seja largo e não muito alto. Pode ser um frasco com tampa de rosca ou dos de conservas, com vedante de borracha e fecho de arame;
2- Misturar 1 chávena de água morna com 1 chávena de farinha de trigo. Manter o frasco num ambiente de temperatura entre os 21-26ºC, destapado;
3- Durante 1 semana, todos os dias retirar metade da mistura da farinha e água, elimine-a, e misturar com o equivalente, 1/2 chávena de farinha e 1/2 chávena de água. Pode ser que sejam precisos apenas 4-5 dias ou mais de uma semana. A mistura estará boa quando se formarem bolhas na superfície e a sua quantidade aumente dia para dia. Aparecerá uma espuma de bolhas na superfície - Está no bom caminho!
4- A partir do momento em que a mistura apresentar bolhas suficientes colocar a tampa do frasco e mantê-lo no frigorífico com a tampa mal apertada para permitir algum arejamento. Desde que a mistura esteja no frigorífico é só preciso alimentá-la 1 vez por semana. Retirando uma porção desta massa e acrescentado o equivalente em água e farinha.
Notas após a elaboração do fermento natural:
5- Mesmo que o fermento natural não seja alimentado todas as semanas não há problemas, as leveduras e as bactérias resistem mais tempo. No entanto a proporção entre elas vai variando produzindo cheiro de fermentação diferente. Não elimine a massa, alimente-a na mesma, apenas retire mais de metade da massa para o lixo e reponha com nova farinha e água;
6- Se não pretende usar o fermento natural ou a massa velha guardada no frigorífico por um período de tempo maior, pode colocar a massa num saco ou caixa plástica e congelar;
7- É normal que se forme um líquido sobre-nadante na massa, às vezes acinzentado, principalmente depois desta estar no frigorífico. É normal, é resultado da fermentação, provavelmente terá cheiro a álcool, pois alguns destes microrganismos realizam fermentação alcoólica. Pode escorrer este líquido se a massa estiver húmida ou misturá-lo à massa se esta estiver seca.
8- Para misturar a massa com o líquido, a farinha e a água, use uma colher de pau ou um simples pauzinho do restaurante chinês. Não use utensílios metálicos.
Várias variações podem ser feitas:
- Substituir parte da farinha de trigo por farinha de centeio;
- No início, enquanto a mistura está à temperatura ambiente colocar alguns bagos de uva não lavados na mistura (para que as leveduras da casca, as mesmas que fermentam o sumo de uva em vinho, passem para a massa);
- Em vez de uvas ou juntamente com os bagos de uva podem ser adicionados alguns grãos de trigo, centeio e/ou cevada;
- Aumentar o período em que a massa está exposta ao ar, por exemplo, 1 mês;
- É claro que se pode adicionar apenas um pouco de levedura, de fermento biológico seco ou fresco à massa, mas se a ideia é fazer um fermento natural então elimina-se esta batota.
Para fazer o pão com o fermento natural:
- O procedimento normal é retirar uma parte do fermento natural, starter, para realizar a massa de pão e alimentar o fermento sobejante como normalmente;
- O fermento produzido com igual quantidade de água e farinha tem uma % de hidratação de 100%. É uma boa % para o desenvolvimento dos microorganismos e torna mais fácil o cálculo de água e farinha na massa final, pois sabemos sempre que metade do peso do fermento é de água e outra de farinha;
- Se o fermento tem sido alimentado 2 vezes por semana, então 24h antes de fazer o pão voltar a alimentar e 12-6h antes fazer o mesmo. Assim, o fermento fica bem ativo;
- Se a quantidade de fermento que se mantém é pequena, há quem combine todo o fermento natural, com a água, e as farinhas necessárias para fazer o pão e retire uma parte de massa do tamanho de uma laranja, colocar no frasco previamente lavado e manter no frigorífico. Nesta utilização o fermento natural fica alimentado de imediato. Apenas se realiza este procedimento quando se faz sempre o mesmo tipo de pão pois ao inovar com outros ingredientes acaba-se por "contaminar" o fermento a guardar, o que o pode alterar.
Referências:
Dicas,
Fermento natural - Sourdough,
Pão,
Pão sourdough
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